Dia da Mulher

8 de Março, dia internacional de combate e luta da mulher trabalhadora: greve e concentrações em Portugal


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Amanhã, um pouco por todo o mundo, assinala-se o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, que muitos pretendem que seja apenas mais um dia amarelo, de conformismo e de aceitação do status quo. Para os anarquistas e anti-autoritários em geral, pelo contrário, este deve ser um dia de afirmação e luta. De afirmação de direitos, sejam eles de igualdade, sejam eles de diferença. O direito a sermos tratadas como iguais, e o direito a assumirmos as diferenças que quisermos.

Tal como desde sempre a luta das mulheres é imprescindível, seja nos locais de trabalho, seja nos bairros, seja no movimento associativo, seja nos espaços familiares e de convívio. Por isso, os sectores mais combativos dos diversos movimentos de mulheres, invocando o carácter internacional do Dia da Mulher Trabalhadora, convocaram para este 8 de Março greves ao trabalho, ao consumo e aos cuidados.

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(Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal…) #8M Não Me Calo!


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#NiUnaMenos #VivasNosQueremos– Paralisação Internacional de Mulheres, concentração #8M Não Me Calo! | International Women’s Strike

Sob o mote “ Não me calo, nem trabalho – Basta!”, para amanhã, 8 de Março, está convocada uma paralisação internacional de Mulheres a nível mundial. Neste momento mulheres de mais de 49 países vão parar e sair á rua em protesto contra a violência machista, a opressão e exploração de que são alvo, e as desigualdades que afetam milhões de mulheres em todo o mundo.

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Em #Lisboa, Rossio, 18H

“Nós, mulheres, fazemos greve e saímos à rua em todo o mundo! Fomos milhões na Marcha Global Anti-Trump e no dia Internacional da Mulher seremos muito mais! Unimo-nos às companheiras dos mais de 30 países que já aderiram a International Women’s strike / Paro Internacional de Mujeres. Dia 8 saímos à rua!” Dizem as mulheres de diferentes colectivos feministas de Lisboa que conjuntamente foram a rede 8 de Março que afirmam querer “deixar de ser o resultado de uma educação machista, racista e competitiva. Para isso juntamos lutas comuns, afirmamos a solidariedade e agimos em conjunto para ampliar o campo do possível, tomando o futuro nas nossas mãos.” Evento de Lisboa | http://bit.ly/2mctiMc

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No #Porto, Tridade, 18 H

Dia 8 de Março de 2017, as mulheres mobilizam-se por todo o mundo. Unidas protestamos contra o avanço do conservadorismo.
É dia de marcha contra a misoginia, o machismo e todas as formas de violência de género, tais como a violação, a violência doméstica, o racismo, a transfobia e a lesbofobia.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 1909 nos Estados Unidos, em memória do protesto das operárias da indústria do vestuário de Nova York contra as más condições de trabalho. Muita luta ocorreu desde então e o dia 8 de Março é celebrado como o dia internacional das mulheres, não para enaltecer a beleza e graça femininas, mas para se afirmar como um dia de luta das mulheres trabalhadoras pelo reconhecimento dos seus direitos à igualdade de condições sociais, que incluem trabalho, remuneração digna, e muito mais.
Por essas razões, o Festival Feminista do Porto apela a todas as pessoas, colectivos e associações que se revêem nestas lutas que se juntem à Arruada Feminista, para abanarmos as ruas do Porto em solidariedade com todas a vítimas e resistentes do patriarcado!
Aqui estamos para dar vivas a todas as invisíveis que carregam este mundo. Às mulheres. Às que lutam para ter comida na mesa. Às mães solteiras. Às negras. Às que sobreviveram à violência dos homens. Às que não sobreviveram. Às que são invadidas pelo racismo. Às mutiladas. Às presas. Às pessoas trans. Às putas. Às gordas. Às peludas. Às fufas. Às histéricas. Às que resistem e a todas aquelas que são vítimas do patriarcado.
Este 8 de Março de 2017, seguimos nas ruas pelos nossos direitos! Nem um passo atrás!
Saudações feministas, Festival Feminista do Porto”|
Evento no Porto:  https://www.facebook.com/events/1872243156385989/

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Em #Coimbra, Praça 8 de Maio, 15H,30

A Assembleia Feminista de Coimbra “apela à PARALISAÇÃO das mulheres enquanto acto de mobilização e reivindicação feminista. Neste 8 de Março, fazem greve e vamos paralisar todas as nossas actividades dentro e fora de casa, remuneradas e não remuneradas, como forma de luta e mobilização, porque sobre nós, mulheres – sobretudo as negras e as migrantes – recai um sem número de trabalhos e actividades invisibilizadas e desvalorizadas. Recusamos a precariedade imposta pelo sistema neo-liberal: dos nossos salários, perspectivas laborais e, acima de tudo, dos nossos tempos de vida e afetos. Apelamos a que todas as mulheres, a partir dos seus territórios e das suas práticas, se juntem a nós este 8 de Março – na insurgência contra este sistema patriarcal e capitalista que arruína as nossas vidas! A solidariedade é a nossa força! “| Evento em Coimbra | http://bit.ly/2mOW8G9

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Em #Setúbal, Largo da Fonte Nova, 17h,30

O “Projeto SIGA, através da iniciativa voluntária da Vanessa Amorim e do João Santos, adere à iniciativa internacional 8M – International Women’s Strike/ Paralisação Internacional das Mulheres Concentração 8M Não Me Calo! Em Setúbal queremos assinalar este dia, queremos sair à rua, mulheres e homens, reivindicando a igualdade. Não nos calamos! “ Evento em Setúbal | http://bit.ly/2mfKMtb

Mais informações | Assembleia Feminista Lisboa ; Assembleia Feminista de Coimbra ; 8M Portugal ; Rede 8 de Março; Festival Feminista do Porto

aqui (com acrescento do evento no Porto): Guilhotina.info

No 8 de Março não nos mandem flores…


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NÓS, mulheres feministas, lésbikas, negras, indígenas, camponesas, urbanas, migrantes, não queremos ser homenageadas no dia 8 de março. O ano tem 365 dias, todos eles patriarcais e opressivos.

NÓS não queremos igualdade.

IGUALDADE COM O QUÊ? Com os homens burgueses condenados à arrogância, à eficiência máxima e à concorrência quotidiana? Com os homens trabalhadores, condenados à reprodução de um sistema que os explora quotidianamente?

IGUALDADE dentro do sistema patriarcal capitalista é se submeter à miséria económica e à mediocridade existencial.

NÓS QUEREMOS OUTRA COISA. Queremos uma transformação radical da sociedade. Queremos destruir o estado capitalista, queremos o fim da propriedade privada dos corpos e das mentes. Queremos o fim do trabalho alienado. Queremos o fim do sexo sem prazer dentro das cadeias da heteromonogamia obrigatória. Temos consciência de que a socialização dos meios de produção não determina o fim da opressão das mulheres. A ideologia do patriarcado sobrevive às mudanças económicas e retorna sobre nós ainda mais virulenta!

NÓS NÃO QUEREMOS SER INCLUÍDAS. Inclusão em quê?

Neste sistema que nos designou a função de servir os homens, que nos restringiu à função de procriadoras e amamentadoras da infância, de cuidadoras das crianças e de reprodutoras da ideologia vigente?

Mas hoje não é diferente?? Não! Rejeitamos veementemente a inclusão através da ocupação de cargos político-partidários ou como empresárias de sucesso. A maior parte das mulheres que ocupam lugares de destaque dentro dos parâmetros convencionais não fazem nada diferente dos homens justamente porque se incluem em um estrutura pré-existente. Elas não representam a nossa luta libertária!

Nós somos as que ao longo dos séculos de opressão, nos rebelamos contra esse estado de coisas. Somos as lutadoras que foram invisibilizadas pela história escrita pelos opressores. Somos as que foram e são jogadas nas fogueiras de tantas inquisições. Somos as vítimas de estupros corretivos, as assassinadas pelo facto único de sermos mulheres que desejam fugir do seu lugar designado.

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Por tudo isso é que lutamos com todas as nossas forças contra o fundamentalismo religioso que, a partir de uma visão fanática e metafísica de sociedade, obriga as mulheres pobres a abortar clandestinamente com todas as consequências muito bem conhecidas. Não queremos um país dominado pela bancada religiosa, nem pela bancada ruralista, queremos um país sem bancadas, queremos um mundo sem fronteiras.

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NESTE 8 DE MARÇO chamamos à luta! A luta de todas as almas e corpos antipatriarcais. Uma luta quotidiana e autónoma que transite continuamente do pessoal ao político, entre a destruição e a invenção. Para o surgimento de uma sociedade sem estado, sem deus, sem patrão, sem marido nem partido!

Mulheres Rebeldes
Mulheres Livres
Bruxas Arteiras
Corpos em revolta

aqui (com adaptações): https://efalac.wordpress.com/2012/03/05/8-de-marco-em-porto-alegre/

mujereslibresZGZ