efeméride

(memória libertária) E a 18 de Julho estalou a revolução em Espanha


cartaz revolução espanhola

Assinala-se por estes dias o 80º aniversário do levantamento popular contra o golpe de Estado que pretendia substituir, em Espanha, a República por um regime fascista. Face à sublevação das tropas, os trabalhadores, organizados, sobretudo na CNT anarco-sindicalista (mas também na socialista UGT), e com uma forte presença dos grupos anarquistas da FAI, opuseram-se ao golpe, assaltando os quartéis e os postos da polícia, detendo os militares sublevados e transferindo o poder para os sindicatos. Começou assim a Guerra Civil em Espanha, que depressa – também muito por acção dos anarquistas – se transformou numa autêntica Revolução Social. Embora numericamente numerosos, os libertários depressa ficaram encurralados: tinham de um lado as tropas fascistas, lideradas por Franco, e do outro a tenaz comunista, a soldo de Moscovo e de Stalin que a última coisa que queriam era uma vitória dos ideais libertários em Espanha. Logo em Maio de 1937, os comunistas viram as suas armas contra os anarquistas, em Barcelona (episódio descrito magistralmente por George Orwell no seu livro “Homenagem à Catalunha”), tentando destruir a influência libertária na região catalã. Apesar destes confrontos, que enfraqueceram a capacidade de resposta às tropas fascistas, nos campos e nas cidades mantém-se a força colectivizadora do operariado e dos camponeses espanhóis que durará até ao fim da guerra, em 1939. A repressão franquista sobre o movimento operário e anarquista é cruel e marca o fim da influência do movimento libertário, durante muitos anos dominante no sul da Europa. Um movimento que tem vindo a renascer nas últimas décadas, a recompôr as suas fileiras e a integrar novos desafios. Por isso, ao celebrarmos os 80 anos da revolução espanhola estamos a falar do futuro, da construção de um mundo novo que continua a habitar os nossos corações, como dizia – há 80 anos atrás –Buenaventura Durruti. Uma necessidade tão premente hoje como nessa altura. Ou talvez mais.

Para assinalar esta data traduzimos o artigo abaixo da autoria do historiador Julián Vadillo Muñoz e publicado no Diagonal Periódico (versão online)

transferir

80º ANIVERSÁRIO DO GOLPE DE ESTADO CONTRA A REPÚBLICA

E a 18 de Julho estalou a revolução em Espanha

Julián Vadillo Muñoz, historiador

 “(…) a crença de que as causas que triunfam seriam as únicas a ter interesse para os historiadores conduz, como James Joll observou recentemente, ao desprezo por muitos aspectos do passado que são importantes e que têm interesse, e reduz a nossa visão do mundo”.

Esta é uma das frases com que Paul Avrich nos deleita na introdução do seu livro clássico “os Anarquistas Russos” publicado nos Estados Unidos em 1967 e editado em Espanha pela Alianza em 1974. E este exemplo que Avrich evidenciava para a história do anarquismo russo pode também ser aplicado relativamente ao que aconteceu em Espanha em Julho de 1936.

(mais…)

(este sábado) Associação ambientalista GAIA comemora 20 anos


festa_gaia_20_anos_web-1

Dia 23 de Abril, o GAIA celebrará 20 anos de lutas, vivências e histórias.

A partir das 10 da manhã, na Rua da Regueira, 40 – Alfama, Lisboa

O GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental nasceu há 20 anos, em 1996, como um núcleo universitário dedicado exclusivamente a assuntos ambientais.

Ao longo de 20 anos o GAIA evoluiu, tornou-se uma Organização Não Governamental de Ambiente, passou por muitas vivências, diversas metodologias de acção, vários processos criativos de reflexão crítica, e pelo grupo passaram centenas de pessoas inspiradoras e inspiradas.

Continua a ser uma associação ecologista de características únicas no panorama português, mantendo-se apartidária e não hierárquica, e recorrendo a acções directas como forma de criar consciência sobre as raízes e dimensões dos desafios ambientais actuais.

O GAIA aborda as problemáticas ambientais contemporâneas a partir da crítica ao modelo sócio-económico capitalista e industrial e às várias formas de dominação, numa perspectiva de justiça social e ambiental.

Paralelamente, procuramos impulsionar alternativas positivas para um mundo ecologicamente mais resiliente e socialmente justo, fomentando também o cooperativismo e a auto-gestão, através de práticas de apoio mútuo e a partilha de informação e saber-fazer populares.

Vem conhecer-nos melhor e festejar connosco no dia 23 de Abril durante todo o dia no nosso espaço em Alfama.

20 ANOS: continuamos a acreditar, a viver, a cuidar e a lutar… com os pés enraizados na terra e as antenas no ar!

PROGRAMA 23 de ABRIL:
Todo o dia :
– Loja Grátis
– Oficina de bicicletas
– Banca informativa e de sementes (troca as tuas sementes!)

10H Oficina de bombinhas de sementes para miúdos e graúdos
>10H Preparação do almoço, ajuda bem-vinda!
12H Passeio de bicicleta, ponto partida no GAIA
13H Almoço vegan, bio, sem OGM
14H30 Oficina de Acção Directa
15H Jogos sobre sementes e alimentos para miúdos
16H Oficina Activa a Semente Livre dentro de ti
>18H Música!
20H Jantar vegan, bio, sem OGM
21H Sessão nostalgia “GAIA o que me contas”

aqui: http://pt.indymedia.org/conteudo/agenda/32156

Em memória dos 145 anos da Comuna de Paris


comuna

Hoje, 18 de Março, completam-se 145 anos do início da Comuna de Paris.

A Comuna de Paris de 1871 foi um acontecimento revolucionário que sacudiu os meios políticos da época. A sua importância no contexto histórico de então, tanto pelo que conseguiu alcançar, como pelas suas derrotas, teve uma enorme importância para o movimento revolucionário, sobretudo porque o povo conseguiu tomar o controlo de uma grande cidade moderna, de uma capital europeia, coisa nunca vista anteriormente. A organização a partir da base, a inexistência de um grupo dirigente, o papel desempenhado pelos trabalhadores, as medidas adoptadas, a força revolucionária despertada pelo povo em armas… e a forma sanguinária que a repressão adoptou para contrariar tudo isto, fazem com que todos os acontecimentos em torno da Comuna tenham um valor inestimável para quem julga que é possível e urgente mudar o mundo e transformar a vida.

A repressão foi terrível e a Comuna durou escassas semanas. De 21 a 28 de Maio de 1871, as forças da repressão inundaram Paris de sangue, com o esmagamento da Comuna e a execução em massa dos seus membros, durante aquela que ficou conhecida como “Semana Sangrenta”, aqui recordada pelo Coro da Achada, na versão portuguesa de “La semaine sanglante”,  de Jean-Baptiste Clément e Pierre Dupont (1871):

.

P’ra além do bufo e do militar
Já só se vêem nos caminhos
Velhos e tristes a chorar
Pobres viúvas e meninos
Até Paris cheira a miséria
Mesmo os sortudos assustados
A moda também vai à guerra
Há passeios ensanguentados

Sim, mas… a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

Perseguem, prendem e fusilam
Qualquer pessoa ao acaso
A mãe ao lado da sua filha
Nos braços do velho o rapaz.
Em vez da bandeira vermelha
O que se agita é o terror
Do escroque que se ajoelha
Aos pés do rei, do imperador

Sim, mas… a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

Já os agentes da polícia
Estão nos passeios outra vez
Acham (o) serviço uma delícia
Com as pistolas que tu vês
Sem pão, sem armas, sem trabalho
A gente vai ser governada
Por um vigário ou um paspalho
Por bufos e por cães de guarda

Sim, mas… a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

O povo atrelado à miséria
Será que vai ser sempre assim?
Até quando os senhores da guerra
Vão ficar com todo o pilim?
Vai até quando a santa elite
Tratar-nos assim como gado?
Pra quando o fim deste regime
da injustiça e do trabalho?

Sim, mas… a terra treme
Os dias maus vão acabar
O contra-ataque não se teme
Se toda a gente se juntar

Dia Internacional da Mulher Trabalhadora: “Não há nada para festejar!”


fabrica

Em Portugal e no Alentejo, salvo raras excepções, o Dia Internacional da Mulher está praticamente anestesiado e sem significado. As mulheres recebem – as que recebem – flores, os poderes públicos e partidários fazem festas e festarolas, jantares e exposições de lavores e, nalguns sítios, termina tudo numa ida à discoteca – mas só mulheres! Porém, a história deste dia destinado a homenagear a mulher trabalhadora e a reivindicar mais direitos e igualdade de género, combatendo o patriarcado e o poder do Estado, foi sempre feita de sangue, suor e lágrimas de milhares de mulheres. Que hoje homenageamos, com especial relevo para as que estão presas por lutarem contra a sociedade actual, a exploração e a opressão, mas também para todas as mulheres que são vítimas de violência doméstica, nomeadamente as 29 mulheres que em 2015 morreram em Portugal por maltratos no âmbito familiar. Em 2015, as mulheres em Portugal ganhavam menos 31% do que os homens. Estudam durante mais tempo, mas 6% são analfabetas, já nos homens apenas 4% são analfabetos. As mulheres trabalham a meio tempo 14,3% dos casos, os homens 9,2% dos casos. As mulheres trabalham 328 minutos por dia (em média) sem receber, enquanto os homens trabalham 96 minutos por dia (em média) sem receber. O nível de desigualdade tem piorado com o passar do tempo, em 2006 o índice tinha um valor de 0,692 (sendo 0,0 a indicação de inexistência de desigualdade), valor que cresceu para 0,731 em 2015. (aqui)

(mais…)

No 10º aniversário da morte de Gisberta


homenagem gisberta

#Altpt

“No Porto, a transexual Gisberta é espancada, violada e atirada viva (amarrada) para um poço, onde morre. O crime fora cometido por um grupo de jovens que estavam ao cuidado de uma instituição católica de acolhimento de menores, com financiamento estatal. A morte de Gisberta questiona os limites do género binário, mas também a confusão insistente entre transfobia e homofobia. É este o momento em que o feminismo é obrigado a questionar a exclusão das suas fileiras de mulheres que não considerava como tais e que também não entravam na categoria de gays ou lésbicas. O ódio às pessoas trans atravessou todas estas décadas remetidas que estavam à marginalidade e à rua.

Todavia, neste crime, não são apenas as pessoas trans que ganham voz própria pelo ódio e indiferença a que estão sujeitas. A institucionalização de crianças e jovens pelo Estado, a forma como vivem e são educadas, a violência das suas vidas, poderia ser o ponto de partida para a reivindicação de uma mudança social radical. Acabámos contudo com as associações LGBT e feministas espectadoras de um julgamento. Acabámos com a direita a pedir penas de prisão mais implacáveis para crimes cometidos por menores. E podemos dizer que foi pouca a revolta contra os sistemas de institucionalização de menores e a forma como o Estado organiza a vida destas crianças e jovens. Como diria o juiz no julgamento de Gisberta, ao determinar que ela morreu por afogamento: “A culpa foi da água”.” (http://www.jornalmapa.pt/2013/12/09/ha-uma-historia-queer-em-portugal-2/)

*

Há 10 anos, a 22 de Fevereiro de 2006, era barbaramente assassinada no Porto, Gisberta, por um grupo de jovens internados numa instituição financiada pelo Estado. Transexual, Gisberta foi assumida como símbolo de luta contra uma sociedade onde a diferença é sempre reprimida. Dez anos depois algumas coisas mudaram, mas não muito.

O jornal mapa numa série de artigos abordou esta questão. Também vários espaços ligados à defesa da diversidade e às questões de género têm vindo a abordar este assunto, que é ainda uma ferida aberta na sociedade portuguesa.

Alguns links:
http://dezanove.pt/em-memoria-de-gisberta-salce-junior-902198
http://www.jornalmapa.pt/2013/12/09/ha-uma-historia-queer-em-portugal-2/
http://www.jornalmapa.pt/2014/03/02/ha-uma-historia-queer-em-portugal-segunda-parte/

Agostinho da Silva, pensador libertário, nasceu há 110 anos


Agostinho-da-Silva1

“No político, distingo dois momentos, o do presente e o do futuro. Principiando pelo segundo desejo o desaparecimento do Estado, da Economia, da Educação, da Sociedade e da Metafisica; quero que cada indivíduo se governe por si próprio, sendo sempre o melhor que é, que tudo seja de todos, repousando toda a produção por um lado no amador, por outro lado na fabrica automática; que a criança cresça naturalmente segundo suas apetências.”
Agostinho da Silva, Textos e Ensaios Filosóficos, II

*

Agostinho da Silva nasceu faz hoje exactamente 110 anos. O pensador, o filósofo, o pedagogo, enfim, o homem multifacetado, desenvolveu ao longo de várias décadas uma actividade intensa em nome da liberdade e do ser na sua plenitude. Não confundia educação com ensino, nem dignidade com resignação. Segundo António Cândido Franco (director da revista libertária “A Ideia” e autor da monumental biografia sobre Agostinho editada há um ano), que ainda há um par de semanas falou na BOESG, em Lisboa, sobre Agostinho da Silva, foi precisamente a faceta libertária – embora sem nunca a reivindicar – o que mais marca este homem da cultura, da educação, da filosofia, mas também da interacção política.

(mais…)

(efeméride) Recordar o holocausto para melhor combater a besta totalitária


Mauthasen

Campo de concentração de Mauthausen onde morreram muitos anarquistas espanhóis, fugidos de Espanha depois da vitória do fascismo franquista e que integraram a resistência, sobretudo em França.

auschwitz

Campo de Auschwitz no dia em que as portas foram abertas. O escritor Primo Levi esteve neste campo desde 13 de Dezembro de 1943 até finais de Janeiro de 1945. Os horrores do holocausto estão magistralmente descritos no seu livro “Isto é um homem”

*

Há quem refira que hoje se assinala o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Que o seja. Enquanto anarquistas todos os dias são importantes para alertar para o facto da liberdade não ser um valor seguro e que está constantemente em perigo.

Ao longo dos milénios, a história da humanidade tem sido também a história do horror e da guerra. Embora não se possam esquecer os milhões de mortos e torturados pelos regimes torcionários implantados nos países sob controlo soviético ou chinês, em nome do socialismo (o que os torna ainda mais desprezíveis), este horror ganhou especial amplitude no decorrer do século XX com o holocausto nazi.

(mais…)

“O Intervalo”, de Ferreira de Castro, relata insurreição anarquista de 1933 em Espanha  e o massacre de Casas Viejas


os-fragmentos-ferreira-de-castro

A Humanidade está vivendo um intervalo entre o velho mundo que apodreceu e o novo mundo que nós desejamos e há-de vir. É um intervalo terrível, com grandes sofrimentos para muitos. (Os Fragmentos, p. 194)

O livro “Os Fragmentos” de Ferreira de Castro foi publicado já depois do 25 de Abril de 1974, algum tempo depois da morte do autor, reunindo alguns textos escritos muitos anos antes e que foram censurados (um texto baseado nos apontamentos de reportagem para o Século sobre a Mina de São Domingos, nos finais dos anos 20 e uma crónica de Natal para o mesmo jornal que não chegaram a ser publicados) e uma novela, “O Intervalo”, escrita em 1936, ano do início da guerra civil em Espanha e que, devido à censura, também nunca fora publicada.

(mais…)

ÉVORA: QUANDO AS PAREDES FALAM (5)


reforma agrária

Desde sempre uma das palavras de ordem dos anarquistas tem sido ” A terra a quem a trabalha”. Na revolução mexicana, depois na revolução russa, sobretudo nos campos da Ucrânia, sob a influência da guerrilha de Nestor Makhno, depois na revolução espanhola, em que a vontade revolucionária do povo colectivizou terras e fábricas, sempre os anarquistas estiveram na linha da frente para acabar com a propriedade privada ou estatal da terra, o salariato ou a submissão dos trabalhadores do campo aos de outros sectores produtivos.

Em Portugal, grande parte das ocupações de terras em 1975 foi feita à margem das estruturas partidárias, embora o PCP, com o oportunismo que sempre o caracterizou, tenha feito toda a propaganda possível para passar a ideia de que a ocupação de terras em Portugal terá sido, apenas e só, obra sua. Não é verdade. Houve em todo esse movimento que envolveu dezenas de milhar de operários agrícolas muita gente sem partido, muitos trabalhadores sérios e empenhados em mudar a vida e o mundo, outros militantes de outros partidos, gente do PCP também, claro, mas reduzir esse vasto movimento, como os comunistas pretenderam fazê-lo, a uma obra apenas sua, para além de ridículo é uma mentira pegada.

Esta evocação dos 40 anos da Reforma Agrária (foto) apareceu recentemente escrita junto à rotunda que vai para Alcáçovas, em Évora, assinada com o A dos libertários e é mais uma homenagem aos homens e às mulheres que, à margem dos partidos, souberam sonhar e pôr no terreno, entre muitas traições e muitos compromissos político-partidários, esse velho sonho libertário de que a terra deve pertencer a quem a trabalha!

(Algés, Lisboa, Porto) Esta sexta-feira!


josé

Homenagem ao companheiro José Luís Félix

às 19H, na Fábrica de Alternativas, em Algés

Fez já um ano que faleceu o nosso companheiro e associado, José Luís Félix, que fazia anos a 18 de Março, o aniversário também da Comuna de Paris. Como tal surgiu a ideia de lhe prestar uma pequena homenagem na Fábrica de Alternativas. O Zé Luís, da Tertúlia Liberdade, foi um dos primeiros associados, colaborador activo e assíduo na Fábrica de Alternativas e participante na Assembleia Popular de Algés. No ano passado tal não foi possível por estar demasiado recente o seu desaparecimento de entre nós. Mas o Zé Luís está sempre connosco e nós com ele no pensamento.
Estamos a planear começar com a leitura encenada da farsa em I Acto «A Homenagem à Memória da D. Branca», do Zé Luís, depois uma conversa aberta para se falar livremente sobre os temas que quem lá estiver quiser falar, seguido de jantar vegetariano: 3 euros para associados participantes no banco do tempo; 4 euros para não participantes, com reserva antecipada.
Depois do jantar a noite é nossa, podemos ler poesia, ouvir música ou dançar. O Zé Luís era um libertário, gostava como nós da festa, da arte e da cultura, da auto-organização, de estar com os amigos, entre amigos, meio a brincar, meio a discutir coisas sérias. Mais do que recordá-lo, vamos festejá-lo?

https://www.facebook.com/events/956538594379222/

*

subterrdaneos

Jantar de apoio à editora Textos Subterrâneos

às 20H, na RDA69 –  Regueirão dos Anjos, 69, Lisboa

Espeleologia da marginalidade – Desenterrar as palavras que ferem, que inquietam, que apaixonam, que atormentam, que comovem, que laceram a pele abrindo sulcos onde o sangue escorre vivo e quente fazendo-nos sentir vivos de ardor e paixão. O subterrâneo é o lugar da maldição, da danação, da excreção, é o lugar dos seres noctívagos, malfadados e nefários, dos vermes, é o espaço do oculto, do misterioso, do inominável. É dele que ansiamos extrair a antítese do existente para provocar a desordem e a inquietação nos espíritos que apaticamente por aí deambulam. Queremos que essas palavras venham à superfície e entoem as histórias, os pensamentos, as críticas, os cantos e invectivas impuras enterradas no subterrâneo pelos defensores desta realidade assepticamente pútrida. Sentimos essa necessidade asfixiante de libertar as vozes dessas criaturas que confrontam os fundamentos do estado de coisas instituído, trazendo à superfície escritos subversivos e malditos que não se conformem com o uso dócil, insípido e castrador da palavra. Somos a ratazana que na noite mais escura emerge para empestar este mundo de textos subterrâneos.

*

A3 comuna de paris001

A Comuna não morreu ! 18 de Março de 1871 – 18 de Março de 2015

às 21h, na Associação Terra Viva, Rua dos Caldeireiros, 213, Porto

Sessão de Informação /Tertúlia sobre o tema , sua relação com o PREC 74-75, exposição de alguns livros recentes ,distribuição de cópias de BD.s , apresentação de música da época alusiva à comuna de Paris.

http://sovaitporto.blogspot.pt/