eleições

Açores: apenas 35 por cento dos eleitores votou em partidos


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As elevadas taxas de abstenção nos últimos actos eleitorais têm um significado: o de que o actual sistema político não responde às expectativas dos cidadãos.

É sabido que os anarquistas, precisamente por considerarem que todos os cidadãos devem estar em igualdade de circunstâncias e que não devem abdicar da sua capacidade de auto-representação, não se revêm nos sistemas eleitorais vigentes nos países democráticos – e menos ainda nos sistemas totalitários de países de partido único – por os considerarem pouco igualitários e serem apenas uma forma de dar continuidade ao sistema de exploração e opressão capitalista que combatemos.

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(eleições) “A luta deve continuar até que a liberdade seja uma palavra esquecida, por não haver tirania que a lembre”


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Velhos lutadores anarquistas reunidos em Almada no pós-25 de Abril. Entre eles,  da esquerda para a direita, Sebastião de Almeida, Correia Pires (que esteve largos anos no Tarrafal) discursando, Emídio Santana (anarco-sindicalista, preso por ter realizado um atentado contra Salazar) e Francisco Quintal. Todos eles lutaram para que a liberdade fosse muito mais do que o direito ao voto (foto daqui).

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A luta pelo voto foi uma luta fundamental de conquista de direitos. Uma melhoria significativa em relação ao que havia, um passo decisivo na direcção da auto determinação dos cidadãos. Devemos honrar aqueles que não baixaram os braços perante a tirania, muitas vezes pagando com a própria vida, os direitos de que usufruímos hoje em dia.

Não é honrar esses lutadores baixar os braços agora, parando a luta que deve ser contínua. O direito de voto não é o terminus da luta. Uma melhoria em relação ao que havia está longe de ser o melhor.

O direito de voto transformou o sistema político numa representatividade oligárquica que continua a oprimir e a explorar os cidadãos. Não é o sistema político ideal por muito melhor que seja do que o sistema político que nos negava esse direito

Votar, defender o voto, significa defender o sistema oligárquico de representatividade. Significa ofender e desonrar os que lutaram pelos nossos direitos, parando o que eles começaram.

O fim da linha vem longe. Não ousemos parar agora, abdicar do caminho iniciado ficando pelos direitos que outrora foram conquistados. Uma vitória após outra até que os cidadãos possam enfim, expressar a sua voz directamente, sem necessidade de quem por nós fale, por nós decida e por nós faça.

Os cidadãos não são alienados mentais a precisar de tutores que decidam o que para eles é melhor. E a luta deve continuar até ao dia em que liberdade seja uma palavra esquecida, por não haver tirania que a lembre.

Luís Martins (aqui)

(presidenciais) Apenas um em cada quatro eleitores votou em Marcelo


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abstenção

‪#‎AltPt‬ ‪#‎Presidenciais2016‬ Nunca um Presidente tinha sido eleito com tão poucos votos

Marcelo foi eleito com “maioria absoluta” à 1ª volta com o apoio de apenas 25,4% dos eleitores.

Excluindo as reeleições, estas foram as presidenciais com a maior abstenção de sempre, com 51,2%. Apenas na reeleição de Cavaco Silva, em 2011, houve uma abstenção mais elevada.

Pomos, então, os resultados em perspectiva. Este foi o comportamento dos eleitores nestas eleições:
Abstenção – 51,2%
Marcelo – 25,4%
Sampaio da Nóvoa – 11.1%
Marisa Matias – 4.9%
Maria de Belém – 2.1%
Edgar Silva – 1.9%
Tino de Rans – 1,6%
Outros – 1.7%
Brancos+nulos –

aqui: https://www.facebook.com/guilhotina.info/photos/a.440006416115840.1073741829.434894793293669/875947599188384/?type=3&theater

(opinião) Os anarquistas não trocam a transformação social por um “prato de lentilhas” eleitoral


voto

Em dia de eleições presidenciais, aqui em casa uma parte da família votou, outra não. É uma democracia alargada. Cada qual segue aquilo que a sua consciência determina. O voto é um direito, logo pode ser usado da forma como cada qual melhor entende. Eu estou entre os que não fui votar. E explico porquê.

Antes do mais porque não me sinto representado por qualquer dos candidatos. Nenhum fala a minha linguagem, nem coloca as questões que me parecem relevantes: o papel do Estado como garante da sociedade de classes; o trabalho assalariado; a propriedade privada; o porquê da existência de forças armadas, entre muitos outros.

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(Cacilhas) Convite do Centro de Cultura Libertária para o sábado de “reflexão”


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A partir das 19,30H, sábado, dia 23 de Janeiro

Na noite pré-eleitoral comemos e bebemos de janela aberta e com o som bem alto. Fazemos da nossa festa um motivo de irritação para candidatos e eleitores – sempre nos atraiu a imagem da pedra no sapato.
Rejeitamos toda a política e todos os políticos, sejam eles de que cor, quadrante ou dimensão forem, e se isto nos parece uma banalidade de base também é verdade que nunca é demais recordá-la.

aqui: https://www.facebook.com/events/1276217582405056/

(este domingo) Eleições em Espanha: os parlamentos não nos servem!


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Domingo é dia de eleições no Estado Espanhol. Os anarquistas não votam. Apelam à transformação radical da sociedade e não à mediação e à manutenção do “status quo” capitalista de que o sistema parlamentar e representativo é um dos principais garantes. A Federação Anarquista da Catalunha tem sido particularmente activa na defesa da abstenção através de diversos materiais de propaganda, nomeadamente através deste vídeo, em catalão: “envolvamo-nos, decidamos, actuemos”.

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OUTRAS MANEIRAS: Os parlamentos não nos servem

Os parlamentos existem e também existem as filas de desempregados ou os salários baixos, o pagamento pela educação ou pela saúde, a falta de creches e de assistência ao domicílio, a falta de acesso a três refeições por dia ou as terras ao abandono, o transvase do rio, o fracking ou a construção de obras que ninguém pediu. E isso demonstra que não nos servem; não nos servem se aquilo que pretendemos mudar é o nosso dia-a-dia.

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