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Nova edição da revista “Flauta de Luz” vai ser apresentada em Lisboa e Évora


flauta de luz

DIA 8 DE ABRIL ÀS 18H, NA LIVRARIA TORTUGA (Rua da Penha de França nº 217-A, Lisboa), HAVERÁ DUAS APRESENTAÇÕES: Revista Flauta de Luz nº 4 & Alucinar o Estrume, em que estará presente Júlio Henriques, editor da revista e autor do livro.

Flauta de Luz nº 4

Num novo formato e com mais páginas, o recém-publicado nº 4 desta revista apresenta-se mais diversificado e sob o signo da crítica da cultura. Vários blocos temáticos abordam questões centrais: adaptação do ecologismo ao «capitalismo verde»; reformulações ambientalistas decorrentes desta contradição mortal; diversos aspectos da actual importância política das culturas vernaculares; crise terminal do modo de produção capitalista em algumas das suas expressões materializadas; dimensão tentacular da tecnociência como aprofundamento e interiorização das relações sociais capitalistas.

Uma parte dedicada à história sociopolítica portuguesa aborda o papel da música como tortura durante o fascismo, a grudada presença da mitologia colonial na «identidade lusíada» e o teatro de temática operária. São de sublinhar duas extensas contribuições: a do cineasta britânico Peter Watkins sobre a crise dos média audiovisuais e a do ensaísta sérvio Ljubodrag Simonovic sobre «o desporto como religião do capitalismo». E ainda uma primeira longa abordagem do cinema de José Vieira, e a ausência e presença do surrealismo em Portugal na sua relação com o pensamento libertário. Este número contém também várias participações de arte visual, poesia e ficção.

alucinar o estrume

Alucinar o Estrume

Nas franjas indefinidas de uma sociedade que avança, absurda e doente, para o abismo que superiormente cria e quer, vão surgindo, às apalpadelas, núcleos de gente em busca de sentido. De um sentido central, que clama a partir da entidade viva que é o solo. Entre os que migram da cidade para o campo, em busca de uma utopia à mão de semear, o naturalista Estêvão Vao exprime uma oposição liminar à demência do astronauta, ao paradigma que corporiza a indigente ambição de se viver na Terra fora da terra. (Antígona, 2017)

Rua da Penha de França nº 217-A
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A apresentação do número 4 da Revista “Flauta de Luz” terá também lugar em Évora, no dia 29 de Abril, na Livraria Fonte de Letras, com a presença do editor, Júlio Henriques.

SESSÃO DO MOVIMENTO ‘SOLUÇÕES PARA A PAZ’ (11-03-2017)


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A sessão, organizada pelos activistas do Movimento «Soluções para a Paz» nas instalações da «Fábrica de Alternativas» de Algés, no Sábado 11 de Março, contou com a presença de um público pouco numeroso, mas interessado.

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(Lisboa) Crónica da sessão contra a repressão no Estado Espanhol realizada na ‘Disgraça’ este domingo


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A “Disgraça” acolheu no domingo passado um evento organizado pela secção portuguesa da AIT sobre a repressão actual no estado espanhol. O evento consistia na retransmissão do espectáculo de marionetas da companhia «Títeres desde Abajo», que representaram de novo a sua obra «La bruja y don Cristóbal en Madrid», e uma mesa redonda sobre a repressão anti-terrorista. Vários colectivos explicaram a realidade da repressão no estado espanhol. Entre eles, destaca-se o caso do Nahuel, que continua na prisão há mais de um ano. Ao contrário dxs outrxs acusadxs, o Nahuel é vítima do racismo institucional que pretende que existe um risco de fuga devido às suas origens.

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(para memória futura) Almada, 18 de Janeiro de 1934


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«O concelho de Almada tem então cerca de 23 000 habitantes e a vila pouco mais de 8000, sendo uma parte população flutuante, como nos dias de hoje. A população operária é mais heterogénea em termos sócio-profissionais do que a da Marinha Grande, centro essencialmente vidreiro, ou do que a de Silves, exclusivamente formada por corticeiros.

Em Almada a eclosão do movimento é marcada, na madrugada de 18, pelo corte da linha telefónica e pela sabotagem do cabo submarino entre a Trafaria e Porto Brandão, únicos actos violentos dignos de registo.

Com muitas ou poucas acções espectaculares — menos, em todo o caso, do que as verificadas na vizinha Lisboa, para já não falar da Marinha Grande ou de Coimbra —, os trabalhadores, esses, aderem à greve, ainda que surjam dois comportamentos diferentes.

Trabalhadores há que se apresentam ao serviço, iniciam normalmente a sua actividade às 8.30 e a instâncias de grupos de grevistas que percorrem os locais de trabalho apelando à greve acabam por abandoná-lo e recolher a suas casas. Estão neste caso os operários fabris de Cacilhas, os chauffeurs de táxis que fazem serviço no Largo Costa Pinto, os motoristas das empresas de camionagem que servem todo o concelho e ainda os operários dos estaleiros da Parry & Son.

Outros — o operariado da vila de Almada e o do restante concelho — nem sequer comparecem nos locais de trabalho. Estão neste caso os corticeiros da vila, designadamente os das fábricas Harry Bucknall & Sons, Rankin & Sons, Armstrong & Cork, bem como os que trabalham no Caramujo, Cova da Piedade, Ginjal, Margueira, Banática, Mutela e arredores, ou seja, todos os corticeiros do concelho. E também os operários das fábricas de moagem Aliança e dos Moinhos Reunidos, ambas situadas na Cova da Piedade, os operários dos estaleiros de barcos de madeira da Mutela, os operários de algumas fábricas de conservas, todos os operários da construção civil com obras na Mutela, Cova da Piedade, Porto Brandão, Trafaria, Caparica e Almada, com destaque para os 500 operários que nesta última localidade trabalham então na construção do Arsenal do Alfeite. E o mesmo se passa com os operários de serviços metalúrgicos do concelho e com os operários dos depósitos da Shell, situados na Banática, com os da fábrica de gelo da Companhia Portuguesa de Pesca, no Olho de Boi, e, enfim, com os estivadores e descarregadores de cais.

De uma maneira ou de outra, toda a população industrial do concelho adere à greve. E nem as forças da polícia locais, nem a chegada de 30 praças da GNR, nem a de 40 marinheiros e 2 sargentos da Armada, com os respectivos tenentes, nem as operações de policiamento e de demonstração de força que a sua permanência nas ruas representa — a que se juntará ainda no próprio dia 18 a suspensão do jornal local O Almadense —, levarão a maior parte dos grevistas a apresentarem-se ou a retomarem o trabalho. Apenas os motoristas de camionagem, após terem sido requisitados pelo administrador do concelho, rompem a greve ao fim do dia 18.

Mesmo a 19, se a maioria do operariado retoma o trabalho, alguns impenitentes se mantêm. Os operários corticeiros — com excepção dos da Margueira — e os operários das fábricas de moagem vão permanecer em greve, o que levará à prisão de 24 dos principais dirigentes sindicais do concelho de Almada, e só regressam ao trabalho a 20.»

Maria de Fátima Patriarca, “O «18 de Janeiro»: uma proposta de releitura”, Análise Social, vol. XXVII (123-124), 1993, pp. 1137-1152

aqui: https://www.facebook.com/CentroDeCulturaLibertaria/photos/a.353169281424818.82816.353165078091905/1321681247906945/?type=3&theater

(Évora) Próxima sessão do “Ciclo do Pensamento Libertário” sobre Bakunin a 4 de Janeiro


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A segunda sessão do “Ciclo do Pensamento Libertário”, realizada ontem ao fim da tarde, em Évora, na Livraria Ler Com Prazer, sobre Proudhon, atraiu uma dezena de interessados que durante mais de duas horas debateram  as ideias deste filósofo, sociólogo e  pensador francês que tão fortemente marcou o movimento operário, socialista e anarquista, em áreas como o cooperativismo, o federalismo ou o mutualismo.

A conversa partiu do pensamento de Proudhon mas estendeu-se até à actualidade, tendo sido salientado que muitos dos temas abordados por si ainda hoje estão bastante actuais, tais como o federalismo ou o cooperativismo.

O próximo encontro do “Ciclo do Pensamento Libertário” – que tem atraído cada vez mais participantes de sessão para sessão –  realiza-se apenas no dia 4 de Janeiro (devido às festividades do Natal e  do Ano Novo) e irá abordar o pensamento de Bakunin.

Estão todos desde já convidados a participarem nessa sessão.

Antes  publicaremos aqui no blog uma biografia/síntese das ideias do revolucionário e pensador anarquista que ainda hoje é considerado um dos autores mais influentes no movimento libertário internacional.

Núcleo de Estudos Libertários Elias Matias

aqui: https://eliasmatias.wordpress.com/