espaços

SESSÃO DO MOVIMENTO ‘SOLUÇÕES PARA A PAZ’ (11-03-2017)


mov soluções para a paz

A sessão, organizada pelos activistas do Movimento «Soluções para a Paz» nas instalações da «Fábrica de Alternativas» de Algés, no Sábado 11 de Março, contou com a presença de um público pouco numeroso, mas interessado.

(mais…)

(Lisboa) Crónica da sessão contra a repressão no Estado Espanhol realizada na ‘Disgraça’ este domingo


integrantes-titeres-abajo-ahora-encarcelados_ediima20160209_0812_18

A “Disgraça” acolheu no domingo passado um evento organizado pela secção portuguesa da AIT sobre a repressão actual no estado espanhol. O evento consistia na retransmissão do espectáculo de marionetas da companhia «Títeres desde Abajo», que representaram de novo a sua obra «La bruja y don Cristóbal en Madrid», e uma mesa redonda sobre a repressão anti-terrorista. Vários colectivos explicaram a realidade da repressão no estado espanhol. Entre eles, destaca-se o caso do Nahuel, que continua na prisão há mais de um ano. Ao contrário dxs outrxs acusadxs, o Nahuel é vítima do racismo institucional que pretende que existe um risco de fuga devido às suas origens.

(mais…)

(para memória futura) Almada, 18 de Janeiro de 1934


ccl

«O concelho de Almada tem então cerca de 23 000 habitantes e a vila pouco mais de 8000, sendo uma parte população flutuante, como nos dias de hoje. A população operária é mais heterogénea em termos sócio-profissionais do que a da Marinha Grande, centro essencialmente vidreiro, ou do que a de Silves, exclusivamente formada por corticeiros.

Em Almada a eclosão do movimento é marcada, na madrugada de 18, pelo corte da linha telefónica e pela sabotagem do cabo submarino entre a Trafaria e Porto Brandão, únicos actos violentos dignos de registo.

Com muitas ou poucas acções espectaculares — menos, em todo o caso, do que as verificadas na vizinha Lisboa, para já não falar da Marinha Grande ou de Coimbra —, os trabalhadores, esses, aderem à greve, ainda que surjam dois comportamentos diferentes.

Trabalhadores há que se apresentam ao serviço, iniciam normalmente a sua actividade às 8.30 e a instâncias de grupos de grevistas que percorrem os locais de trabalho apelando à greve acabam por abandoná-lo e recolher a suas casas. Estão neste caso os operários fabris de Cacilhas, os chauffeurs de táxis que fazem serviço no Largo Costa Pinto, os motoristas das empresas de camionagem que servem todo o concelho e ainda os operários dos estaleiros da Parry & Son.

Outros — o operariado da vila de Almada e o do restante concelho — nem sequer comparecem nos locais de trabalho. Estão neste caso os corticeiros da vila, designadamente os das fábricas Harry Bucknall & Sons, Rankin & Sons, Armstrong & Cork, bem como os que trabalham no Caramujo, Cova da Piedade, Ginjal, Margueira, Banática, Mutela e arredores, ou seja, todos os corticeiros do concelho. E também os operários das fábricas de moagem Aliança e dos Moinhos Reunidos, ambas situadas na Cova da Piedade, os operários dos estaleiros de barcos de madeira da Mutela, os operários de algumas fábricas de conservas, todos os operários da construção civil com obras na Mutela, Cova da Piedade, Porto Brandão, Trafaria, Caparica e Almada, com destaque para os 500 operários que nesta última localidade trabalham então na construção do Arsenal do Alfeite. E o mesmo se passa com os operários de serviços metalúrgicos do concelho e com os operários dos depósitos da Shell, situados na Banática, com os da fábrica de gelo da Companhia Portuguesa de Pesca, no Olho de Boi, e, enfim, com os estivadores e descarregadores de cais.

De uma maneira ou de outra, toda a população industrial do concelho adere à greve. E nem as forças da polícia locais, nem a chegada de 30 praças da GNR, nem a de 40 marinheiros e 2 sargentos da Armada, com os respectivos tenentes, nem as operações de policiamento e de demonstração de força que a sua permanência nas ruas representa — a que se juntará ainda no próprio dia 18 a suspensão do jornal local O Almadense —, levarão a maior parte dos grevistas a apresentarem-se ou a retomarem o trabalho. Apenas os motoristas de camionagem, após terem sido requisitados pelo administrador do concelho, rompem a greve ao fim do dia 18.

Mesmo a 19, se a maioria do operariado retoma o trabalho, alguns impenitentes se mantêm. Os operários corticeiros — com excepção dos da Margueira — e os operários das fábricas de moagem vão permanecer em greve, o que levará à prisão de 24 dos principais dirigentes sindicais do concelho de Almada, e só regressam ao trabalho a 20.»

Maria de Fátima Patriarca, “O «18 de Janeiro»: uma proposta de releitura”, Análise Social, vol. XXVII (123-124), 1993, pp. 1137-1152

aqui: https://www.facebook.com/CentroDeCulturaLibertaria/photos/a.353169281424818.82816.353165078091905/1321681247906945/?type=3&theater

(Évora) Próxima sessão do “Ciclo do Pensamento Libertário” sobre Bakunin a 4 de Janeiro


imagem

A segunda sessão do “Ciclo do Pensamento Libertário”, realizada ontem ao fim da tarde, em Évora, na Livraria Ler Com Prazer, sobre Proudhon, atraiu uma dezena de interessados que durante mais de duas horas debateram  as ideias deste filósofo, sociólogo e  pensador francês que tão fortemente marcou o movimento operário, socialista e anarquista, em áreas como o cooperativismo, o federalismo ou o mutualismo.

A conversa partiu do pensamento de Proudhon mas estendeu-se até à actualidade, tendo sido salientado que muitos dos temas abordados por si ainda hoje estão bastante actuais, tais como o federalismo ou o cooperativismo.

O próximo encontro do “Ciclo do Pensamento Libertário” – que tem atraído cada vez mais participantes de sessão para sessão –  realiza-se apenas no dia 4 de Janeiro (devido às festividades do Natal e  do Ano Novo) e irá abordar o pensamento de Bakunin.

Estão todos desde já convidados a participarem nessa sessão.

Antes  publicaremos aqui no blog uma biografia/síntese das ideias do revolucionário e pensador anarquista que ainda hoje é considerado um dos autores mais influentes no movimento libertário internacional.

Núcleo de Estudos Libertários Elias Matias

aqui: https://eliasmatias.wordpress.com/

(Cuba) Anarquistas apelam à contribuição internacional para criar Centro Social Libertário


campanha-de-crowdfunding-visa-ar-1

Campanha de crowdfunding visa arrecadar fundos para criar Centro Social Libertário em Cuba

C o m u n i c a d o:

As fronteiras estão-se a abrir depois de muitos anos e as mudanças em Cuba auguram novas possibilidades e perigos para a sociedade cubana. Por isso, torna-se imprescindível, reforçar o trabalho de quem desde Cuba defende um olhar crítico, anticapitalista e antiautoritário ao sistema-mundo, o mesmo que cada dia se expressa com mais clareza na vida nacional.

(mais…)