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(#AltPT)  Violência policial na okupa À da Maxada em #Setúbal


acab

A À da Maxada, é desde 2016 uma quinta okupada em Setúbal. Com espaços para hortas, musica, artes,oficinas, ou uma serie de outras atividades, sempre numa perspectiva auto-gestionada, anti-comercial, DIY.

Comunicado

Na tarde de domingo de pizzas na A da maxada dia 19 de Novembro, lá por volta das 18:30 apareceram cinco carros e uma carrinha da polícia . Nós estávamos a fazer e a comer pizza como noutro Domingo qualquer, quando um companheir@ nos diz que estava alguém estranho no portão, a apontar a lanterna e a dizer que era polícia. Nesse mesmo momento vimos cair um calhau vindo do lado da rua que por nossa sorte não atingiu ninguém (o calhau tinha uma dimensão de quase 20cm). Neste momento reparámos que a polícia já estava na porta de cima. Percebemos que estavam muito agressivos e perguntamos porque é que estavam ali e o que é que se passava. Eles só diziam “abre a porta, abre a porta” e logo de seguida decidiram entrar ao pontapé, partiram a fechadura e a porta abriu violentamente batendo na cara de um companheir@ abrindo-lhe um lenho na testa. Mais companheiro@s protegeram a porta barricando-a, telefonámos rapidamente para o advogado a dizer o que se estava a passar.

Subimos o muro da casa para falar com a polícia cara á cara, vimos um grande aparato policial, muitos com escudo e cassetete na mão e bastante enraivecidos. O oficial superior presente disse-nos que a casa era okupada, logo não é nossa e por isso eles tinham mais direito para estar cá dentro do que nós, ao qual lhe respondemos,”nós vivemos aqui”, sem nunca reivindicar a propriedade como nossa. Perguntamos se era preciso agir com essa violência toda, e porque estavam ali? O polícia respondeu que tinha havido uma queixa de um vizinh@ por causa do barulho e que o mesmo também lhes tinha dito que era uma casa ocupada por um grupo de jovens. Disseram-nos que tentaram abrir a porta à força porque se aperceberam que estávamos a trancar a porta.

A polícia perguntou porque não abríamos a porta, ao qual respondemos que não somos obrigados a abrir a porta sem que houvesse um mandato para entrar e que podíamos falar sem sair para fora da casa, explicamos também que a nossa desconfiança vinha na  sequencia do calhau atirado por eles e da agressividade até então demonstrada, ao qual a policia argumentou que eram “a policia”, que não tinham atirado nenhum calhau e que não devíamos ter medo deles porque se quisessem ter entrado já o teriam feito.

A conversa continuou durante uns vinte minutos com a polícia sempre a referir que a casa não era nossa e que não tinham atirado nenhum calhau, ao qual nós respondemos “esta é a casa onde vivemos”, que sabemos não haver queixa alguma d@ proprietári@ e que não nos diga que acabamos de ter uma alucinação colectiva porque tod@s vimos o calhau de grandes dimensões cair cá dentro.

Quando eles se retiraram, falamos entre nós e deduzimos que esse calhau era um acto de provocação. Cai-nos um calhau e passado uns segundos eles já estão a pontapear a porta muito violentos. O plano deles deve ter sido de nos provocar á espera que houvesse uma retaliação da nossa parte para terem um a razão válida para entrar à força pela A da Maxada a dentro feitos uns cowboys. Como já é comum nas suas acções abusivas de poder.

Receberam ou não receberam essa queixa de um vizinh@ não sabemos,sabemos sim que eram 6:30 da tarde, que não nos disseram quem tinha sido o autor da queixa e agregando ainda ao facto de até então termos uma boa relação com todos os vizinhos da nossa rua sem que estes tenham alguma vez demonstrado algum acto de descontentamento face a qualquer actividade feita na A da Maxada, especialmente depois de termos apagado o incêndio ombro a ombro com eles este verão.

Após termos sido obrigados a observar uma peça de teatro de péssima qualidade e de muita saliva gasta “a policia” lá se convenceu/apercebeu que pouco mais podia argumentar retiraram-se a realçar o facto de termos sido avisados que não podíamos fazer mais barulho e que se o fizéssemos seriamos tirados da A da Maxada à força…

Assim que se retiraram fomos ajudar um@ companheir@ a mudar o pneu do carro porque tinha sido esvaziado/furado. O pára-brisas traseiro e um espelho retrovisor da mesma viatura foram partidos, pelos vistos como a mostra de vingança/frustração por não terem conseguido entrar na A da Maxada.

https://adamaxada.wordpress.com

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Novo espaço okupado no Porto: o que retomamos é apenas uma parte do que nos pertence!


atravessa

Decidimos ocupar um espaço abandonado há anos, onde nos possamos auto-gerir, sem hierarquias nem delegações, sem pedir autorização às instituições e sem negociarmos com elas, recusando assim qualquer tipo de autoridade por ser um obstáculo à livre expressão individual e colectiva e às livres relações sociais.

Num momento em que o Porto é devorado por obras faraónicas de limpeza social, é fundamental afirmar que não queremos portuenses elegantes e servis, cuja única função seja fazer parte do menu a ser devorado por imobiliárias, empresas e agências turísticas em ambiente limpo e pitoresco, desprovido de qualquer conflito social. Por isso, resolvemos organizar-nos a partir das contradições que nascem das profundas transformações quotidianas da nossa cidade.

Através da prática da ocupação queremos expressar uma maneira diferente de ver a vida e os relacionamentos humanos, rompendo com a lógica do lucro que as grandes corporações, abutres nacionais e internacionais guiados e aconselhados por hienas locais que os legitimam, conseguiram impor a todos os recantos da existência. Queremos auto-gerir as nossas vidas, os nossos espaços, as nossas necessidades, de forma diferente dos cânones impostos pelo sistema atual.

E queremos retomar os bairros cujas gentes são, a cada dia, brutalmente expulsas e varridas nesta verdadeira fábrica de turismo. Que esta ocupação seja também uma resposta que produza um conflito criativo contra a homologação dominante da cidade-montra, falsa, feita para o entretenimento rápido e temporário.

Queremos ter um espaço onde nos possamos confrontar com debates e projeções sobre os temas que nos são mais queridos, para prosseguirmos com questões como a crítica anti-capitalista, anti-racista, anti-machista e anti-autoritária, organizando lutas fora de partidos, sindicatos, ou outro tipo de organizações institucionais, cuja existência serve mais para branquear o saque legal do que para lutar pelas suas vítimas.

Queremos experimentar colectivamente através dos valores da solidariedade e da partilha, lendo livros numa biblioteca à disposição de toda a gente, praticando desporto ou assistindo a um filme sem o custo de um bilhete, festejando e partilhando ideias e práticas em assembleias horizontais… momentos que neste mundo capitalista não conseguem encontrar espaço. Um laboratório onde qualquer pessoa possa realizar os seus projectos e ideias de maneira livre.

Com essas atividades queremos envolver o bairro e a cidade, através da solidariedade e do apoio mútuo, mas sem qualquer propósito de caridade. Para que este espaço seja, portanto, um local restituído à colectividade, libertado da inutilização e do abandono, um local onde não se faz lucro.

À cidade “European Best Destination”, com um centro embelezado que esconde a miséria em que vive todos os dias as suas gentes, queremos contrapor outra cidade, feita de solidariedade, conflito social e iniciativas culturais, fora das lógicas capitalistas que este sistema nos quer impor.

Cada nota saída de uma coluna num concerto, cada palavra pronunciada numa assembleia, cada bocado de energia gasto na construção de um espaço ocupado tem como objetivo apoiar as lutas de quem imagina uma sociedade livre de prisões, sejam elas materiais ou mentais. Nesse sentido, esta ocupação não podia deixar de aproveitar para enviar uma abraço solidário à C.O.SA. (Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada) neste momento em que faz 17 anos de existência e vê apertar-se o cerco do despejo. Como não poderia deixar de desejar felicidades e um futuro fértil à À da Maxada e à Assembleia de Ocupação de Lisboa.

Um espaço ocupado e auto-gestionado não vende sonhos de liberdade — tenta materializá-los e expandi-los.

O QUE RETOMAMOS É APENAS UMA PARTE DO QUE NOS PERTENCE!

https://atravessaokupada.noblogs.org/

(Lisboa) Prédio abandonado da Câmara Municipal ocupado pela ‘Assembleia de Ocupação de Lisboa’


ocupa

Prédio em Lisboa encontra-se ocupado

O número 69 da Rua Marques da Silva encontra-se ocupado. A acção parte da iniciativa de um grupo de pessoas, sem qualquer filiação institucional, unidas pela vontade de dar vida a um imóvel abandonado.

Nos últimos anos, o direito a habitar na cidade de Lisboa tem sido alvo de diversos ataques. Num cenário de crise económico-financeira e de austeridade, a alteração da lei das rendas por parte do anterior governo veio permitir novas oportunidades de negócio a fundos de investimento e demais entidades especuladoras. Ao mesmo tempo, a imagem da cidade como um local solarengo, pitoresco e pacífico, promovida por indústrias turísticas, contribuiu para o aumento do número de pessoas interessadas em visitar e morar em Lisboa. O mercado está em alta e os preços também. Bairros onde as rendas eram outrora minimamente acessíveis viram os seus valores aumentarem de uma forma brutal. A recomposição destrutiva dos modos de vida na cidade, agora reservada a quem consegue pagar mais caro, é ilustrada pelos sucessivos casos de despejo.

A Câmara Municipal de Lisboa, proprietária deste imóvel (e de tantos outros milhares), tem uma grande responsabilidade neste processo. Medidas como o Programa de Renda Acessível encontram-se longe de constituir uma resposta efetiva ao problema. O seu objetivo é mais simbólico do que material, contribuindo para a legitimação de uma política habitacional marcada pela falta de iniciativa, pelo desbaratar de património e pela cumplicidade com fundos de investimento, inclusive na definição de supostas políticas sociais.

Perante este cenário, interessa-nos aprofundar um debate crítico sobre a cidade e as suas transformações que tenha consequências práticas. Neste sentido, a ocupação desta casa não se limita a retirá-la das malhas da especulação, querendo fazer dela um espaço de usufruto social, seja habitacional, educativo ou cultural. As hipóteses de utilização ainda estão em aberto e vão ser discutidas e decididas numa assembleia horizontal, a decorrer no dia 17 de Setembro (domingo) às 16h. São bem-vindas todas as pessoas interessadas em participar na sua reconstrução e dinâmica.

Arroios – Lisboa, 15 de Setembro 2017

Assembleia de Ocupação de Lisboa (AOLX)

Actividades no espaço
Sexta-feira, 15 de Setembro
21h: Jantar e convívio

Sábado, 16 de Setembro
17h: Apresentação de um arquivo histórico sobre ocupações em Portugal
18h: Debate sobre cidade

Domingo, 17 de Setembro
16h: Assembleia de Ocupação de Lisboa

Mais informações
Mail: assembleiaocupacaolisboa@gmail.com
Facebook: Assembleia de Ocupação de Lisboa – Aolx
Twitter: @aolx_squat

(Setúbal) C.O.S.A. em luta informa…


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Pedimos desculpa àquelxs que já se questionaram sobre isso devido à nossa falta de comunicação.

Continuando do ponto que fizemos com o último comunicado, o processo judicial que visa o despejo da c.o.s.a., e ao qual nós decidimos apresentar defesa, teve no dia 28 de Abril uma audiência prévia.

Para surpresa de todxs xs presentes na sala, a juíza entrou já com uma decisão tomada e considerou que depois de ter avaliado o caso justificava-se proferir ordem de despejo nesse momento…

Devido a erros processuais da parte da juíza, o nosso advogado conseguiu cortar-lhe esse impulso, e marcar nova audiência para dia 2 de Junho tendo também em conta que pela primeira vez proprietários e ocupas declararam possibilidade de um acordo.

Acordo este para o qual esperamos uma primeira proposta da parte deles e que gera entre nós bastantes questões e discussões de pontos de vista.

Entre todas as possibilidades discutidas, mantidas em colectivo, e que continuam em aberto, a única que recusamos é a de aceitarmos uma compensação para sairmos rapidamente e sem problemas.

Continuamos a sentir que a c.o.s.a. é nossa.

E a consequência deste sentimento têm sido os últimos meses que se têm revivido na c.o.s.a.

Entre os dias 13 e 17 de Fevereiro organizámos jornadas de trabalho no centro social.

Durante 5 dias, amigas e amigos trabalharam e comeram incansavelmente e conseguiram alcançar mais do que o que tinham projectado, ficando ainda com um sentimento de felicidade visto terem sido também 5 dias de muito bom convívio e diversão.

No dia 30 de Março inaugurámos “O Covil” uma infospot onde se encontra o Suporte Okupa e desde aí temos o centro social aberto todas as 5as feiras, o que tem permitido novas afinidades e relembrar o porquê de algumas antigas.

Continuamos abertxs a propostas e cheixs de ideias para o futuro, que pode ser incerto, mas que tem de ser magnífico!

Saúde e Anarquia!

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada

(através de email)