FAI

(Portugal) Programa libertário para a construção de uma nova organização social após a II Guerra Mundial


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Ler (em PDF) Os problemas actuais do anarquismo e do sindicalismo

também aqui: http://mosca-servidor.xdi.uevora.pt/projecto/index.php?option=com_jumi&fileid=12&id=1317

“Opomos ao critério centralista da unidade o princípio libertário da união” escreviam os libertários portugueses em 1945

Com o desenrolar da II Guerra Mundial e a previsível vitória dos Aliados, os antifascistas portugueses, incluindo os anarquistas, estavam, em geral, convencidos de que o regime fascista de Salazar tinha os dias contados. Não foi isso que aconteceu, Salazar – tal como Franco – conseguiu sobreviver à queda de Hitler e Mussolini, mas os sectores oposicionistas festejaram a queda do nazi-fascismo como a antecâmara do fim da ditadura em Portugal.

Preso na Penitenciária de Coimbra e a cumprir uma pena de 16 anos de cárcere por ter sido um dos organizadores e um dos autores do atentado a Salazar, em Julho de 1937, Emídio Santana elaborou um documento onde analisa a situação que se vive em Portugal, o posicionamento dos diversos sectores oposicionistas, a necessidade do reforço da presença anarquista e esboça um programa futuro para a concretização de uma sociedade de características libertárias assente numa Confederação Sindical (a CGT) e numa Confederação de Municípios que cobrisse todo o território, numa aproximação às teses proudhonianas, mais tarde retomadas por Murray Bookchin.

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(FAI) Jornal “Tierra y Libertad” 332 já na web


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Já está disponível na web o número 332 (Março de 2016) do jornal “Tierra y Libertad”, órgão da Federação Anarquista Ibérica (FAI), com diversos artigos: 8 de Março, Ajuda Mútua contra a barbarie capitalista: Contra a caridade, beneficência e assistência social; Reflexões sobre a economia mundial; Da escola à família: a democracia participativa; A Via da resistência popular, entre outros temas. (em castelhano).

Aqui: http://www.nodo50.org/tierraylibertad/

(Tierra y Libertad) Está nas bancas e na web mais uma edição do jornal da FAI


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Tablón
Convocatorias, publicaciones, información…

Las soluciones para las personas
versus las perniciosas del capitalismo
Somos los animales más ingenuos del mundo, los más tontos, los más acomodaticios o los más mansos. No podemos tener otro calificativo (…)

La Herstoria feminista
La herstoria de siempre: Lista de 10 o 20 libros fundamentales para el feminismo. Uno, dos, tres, cuarenta recorridos sobe la Historia del Feminismo. Y 0 feministas negras, 0 menciones a algo que no sea occidental, o como mucho, breves menciones de ramificaciones que “aportaron algo” (…)

“La realidad” y “lo real”
Sobre el acuerdo de las CUP
Me importa bien poco (por no decir algo más grueso) la independencia de Catalunya, de las Islas Canarias o del cantón de Cartagena. (…)

La libertad, ¿para qué?
Una idea exagerada de libertad. Así se escucha con frecuencia definir a la anarquía; esta definición sin embargo no dice nada del tipo de libertad del que se habla (…)

El año santo

Llega el Jubileo. Se acabó la Expo de Milán y comienza la Santa expo, del 8 de diciembre de 2015 al 20 de noviembre de 2016. Una verbena que el papa Francisco (…)

El precio del Acuerdo
UE-Turquía
Desde hace tiempo, y desde varios sitios, se sostiene que la distopía contada por George Orwell en su celebérrimo 1984, prácticamente se ha realizado (…)

Consulta envenenada
En un reciente acto electoral, uno de los posibles candidatos a la presidencia de los Estados Unidos ha declarado cándidamente: “Estamos perdiendo a mucha gente por culpa de internet, y debemos hacer algo (…)

El racismo en los albores de
la Antropología británica
Podemos definir el racismo como una doctrina ideológica moderna sin fundamentación científica que establece una jerarquía natural entre distintos grupos humanos (…)

Declaración de Rechazo
Reproducimos a continuación la declaración de una compañera israelí que ha decidido no hacer el servicio militar, con las consecuencias que eso conlleva. (…)

aqui: https://www.nodo50.org/tierraylibertad/

web da FAI: https://federacionanarquistaiberica.wordpress.com/

(FAI) Comunicado: “Nunca é o leiteiro”


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Dizia um certo Churchill (por enquanto pouco suspeito de anarquista) que a democracia é um sistema de convivência em que, quando batem à tua porta às 6 da manhã, podes estar seguro de que é o leiteiro. Já há muito que em Barcelona não se distribui leite ao domicílio, mas não só se continua a bater às portas, como também elas são derrubadas.  E não, não é o leiteiro.

No passado dia 28 de Outubro a polícia do governo catalão voltou a arremeter contra o Movimento libertário, espicaçada pela Audiência Nacional, o organismo jurídico continuador do tristemente célebre Tribunal da Ordem Pública franquista. Desta vez os bairros atingidos são Sant Andreu, La Verneda, El Clot, Sants e Gracia, sem esquecer a povoação de Manresa. Invadiram as casas de 9 companheiros e companheiras a quem roubaram os seus pertences e sequestraram.

Começa a ser uma constante nestas razias policiais o atacar e o espoliar de qualquer espaço social que se distinga pela suas actividades participativas no território e pelo seu labor cultural. Desta vez tocou ao Ateneu Libertário de Sants. A pilhagem consistiu em diverso material gráfico, como cartazes e pinturas, livros, computadores e cartões de memória. É sem dúvida um perigoso material subversivo, mas dificilmente pode ser relacionado com algum suposto terrorismo.

A desculpa volta a ser o fantamasgórico GAC (Grupos de Anarquistas Coordenados) que depois de ser um desaparecido colectivo dedicado à difusão das ideias libertárias passou a converter-se, por obra e graça do poder mediático, na nova ETA. O seu único delito conhecido é a publicação de um livro intitulado “Contra a democracia”.

Parece-nos clara a intencionalidade: o Estado é uma organização terrorista que se sustenta através da violência. Não pode nem quer permitir a dissidência e muito menos que as pessoas se organizem por si sós, sem necessidade de guias ou líderes. Trata-se por isso de inculcar o medo na população para impedir que a luta por outras formas de convivência mais justas e livres se generalize. Mas equivocam-se. Equivocam-se muito.

Durante mais de 100 anos tentaram eliminarmos. Às vezes, com um grande esforço da sua parte e com muito sangue da nossa, conseguiram travar-nos. Mas com a sua repressão nunca conseguiram parar-nos.

Solidariedade com os companheiros e companheiras sequestrados pelo Estado. Continuamos a lutar.

Comité Peninsular da FAI (Federação Anarquista Ibérica)

1/11/2015

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(comunicado) A FAI perante as intervenções militares no Oriente e o drama migratório


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A Federação Anarquista Ibérica emitiu em 2013 um comunicado contra a iminente intervenção imperialista na Síria. Hoje vemos como este país está imerso numa guerra civil sem quartel entre três facções. Neste terreno de jogo, confrontam-se mais uma vez os interesses imperialistas das poyências ocidentais, Arábia Saudita e Rússia. No meio está o povo que, aterrorizado pela miséria da guerra, foge como pode em busca de uma vida melhor.

E não são os únicos; a intervenção imperialista na Líbia contra o ditador Khadafi, promovida pela União Europeia e pelos Estados Unidos, longe de acabar com o terror ditatorial, deixou o povo líbio na mais absoluta miséria em mais uma guerra civil com várias frentes. Como consequência, outro drama migratório sem precedentes para a Europa.

A pobreza, a miséria e as guerras com que os europeus mantêm sujeitas as suas antigas colónias do centro e sul de África, têm como consequência que todos os anos milhares de pessoas tentem cruzar o estreito de Gibraltar. Por isso, a Europa que se vangloria da queda do muro de Berlim, da livre circulação e da integração, levanta muros contra a imigração no Norte de África (Ceuta e Melilla) ou nas fronteiras da Hungria e da Grécia, etc., e em Calais desaloja campos de imigrantes que tentam chegar ao Reino Unido. Fora da Europa, outros muros, como o da fronteira entre os Estados Unidos e o México ou o de Israel-Palestina, dividem o mundo no paradoxo de que se alimentam o Ocidente, a Rússia e a China pelo facto de manterem a miséria no Sul e no Oriente.

A luta pelos interesses económicos, energéticos e de armamento colocam o mundo sob o risco de uma politica internacional de guerra total que permita a sobrevivência das sociedades pós-industriais, à custa da miséria dos povos, com a ajuda da religião, do fanatismo, do nacionalismo, do medo e da fome.

Face ao caos que se está a gerar na Europa, nos Estados Unidos e no Médio Oriente, saudamos o povo curdo, tanto por privilegiar o federalismo e a autogestão na sua emancipação, como pela violência de se ter que defender tão fortemente dos ataques de estados como a Turquia como dos do ISIS.

Contra a guerra, solidariedade entre os povos.

Nem guerra entre os povos, nem paz entre classes.

15 de Setembro de 2015

Federação Anarquista Ibérica

aqui: https://federacionanarquistaiberica.wordpress.com/2015/09/15/la-fai-ante-las-intervenciones-militares-en-oriente-y-el-drama-migratorio/

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