feminismo

(Lisboa, 11.3.2017) Bloco Transfeminista Libertário na marcha ‘constroem muros, aprendemos a voar’


aqui: https://ephemerajpp.com/2017/03/11/marcha-constroem-muros-aprendemos-a-voar-lisboa-11-de-marco-de-2017/

relacionado: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2017/03/10/lisboa-bloco-transfeminista-libertario-amanha-na-marcha-que-assinala-o-dia-internacional-da-mulher/

(Lisboa) Bloco Transfeminista Libertário amanhã na marcha que assinala o Dia Internacional da Mulher


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Desfile entre o Largo Camões e o Intendente, sábado, dia 11, às 15h, integrando a Marcha | Constroem muros, Aprendemos a Voar!, em Lisboa.
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MANIFESTO DO BLOCO TRANSFEMINISTA LIBERTÁRIO
 

Companheirxs,
Celebramos mais um 8 de Março, mais um Dia Internacional das Mulheres. Neste 8 de Março, continuamos raivosxs e enraivecidxs, agitadxs e agitadorxs, armadxs e armantxs, resistentxs e irresistíveis, dissidentxs e decididxs, porque temos muito por que lutar, demasiado para destruir, quase tudo para transformar.

É URGENTE combatermos o esvaziamento político que o cisheteropatriarcado faz do 8 de Março, apagando o significado histórico desta data e substituindo-o por celebrações ocas que (re)produzem as normas regulatórias de género e das sexualidades sobre os nossos corpos e sobre as nossas experiências. Ao invés dos momentos festivos apolíticos que só reconfortam os nossos opressores, fomentemos a revolta, a disrupção, a tomada das ruas pela visibilização das várias intersecções que nos constituem, pela libertação de todxs – mulheres, ciganxs, queers, trans, imigrantes, refugiadxs, operárixs, precárixs, pessoas com diversidade funcional, negrxs, putas, não-monogâmicxs.

É URGENTE pormos fim à apropriação das nossas lutas por parte dos agentes-do-capital. Rejeitemos as narrativas neoliberais de “empoderamento”, aquelas que visam converter-nos em máquinas laboriosas e laboráveis, em consumidorxs e consumíveis, à mercê das empresas, das corporações, dos governos e dos bancos. Desmontemos a retórica meritocrática, aquela que oculta as desigualdades sistémicas e as relações de poder opressivas através de discursos bacocos sobre competência, sucesso e carreirismo. Vomitemos sobre a lógica da competitividade para – em seu lugar – recuperar as relações de cooperação, a solidariedade e o apoio mútuo. Cuspamos sobre o individualismo liberal e humanista – que produz patrões, presidentes, mestres e donos – para assumirmos a nossa relacionalidade, interdependência e precariedade.

É URGENTE rejeitarmos os discursos institucionais de vitimização que nos retiram agência e retratam a(s) violência(s) contra nós como actos pontuais, não-ideológicos, originados nas falhas pessoais dos agressores. Paremos de pedir aprovação àquele que detém o monopólio do exercício da(s) violência(s) – o Estado – sobre o que podemos ou não fazer com as nossas vidas, os nossos corpos, os nossos desejos. Deixemos de lutar contra as materializações interseccionadas da opressão através do reformismo, da bajulação estatista, da subserviência às elites políticas.

É URGENTE organizarmo-nos autonomamente sem a interferência daqueles que nos agrilhoam o pensamento, aglutinam as ideias e esmagam a criatividade a favor de pacotes-partidários que estão sob a alçada dos oligarcas de sempre. Fazer política não significa partidarização. A democracia representativa é uma artificialidade conveniente: enquanto estruturas hierárquicas assentes na delegação e centralização do poder, os partidos são parte do problema, não da solução. Queremos auto-gestão, não partidarização!

Companheirxs, temos quase tudo para TRANSformar. Por isso, apelamos a todxs a que – a nível individual ou enquanto colectivos autónomos – se juntem ao Bloco Transfeminista Libertário, no próximo sábado, dia 11, às 15h, na Marcha | Constroem muros, Aprendemos a Voar!, em Lisboa.

*Bloco não-misto

#transfeminismo_libertario #queer #interseccionalidade #transfeminismo_antiespecista #smash_cisheteropatriarchy #8M

(Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal…) #8M Não Me Calo!


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#NiUnaMenos #VivasNosQueremos– Paralisação Internacional de Mulheres, concentração #8M Não Me Calo! | International Women’s Strike

Sob o mote “ Não me calo, nem trabalho – Basta!”, para amanhã, 8 de Março, está convocada uma paralisação internacional de Mulheres a nível mundial. Neste momento mulheres de mais de 49 países vão parar e sair á rua em protesto contra a violência machista, a opressão e exploração de que são alvo, e as desigualdades que afetam milhões de mulheres em todo o mundo.

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Em #Lisboa, Rossio, 18H

“Nós, mulheres, fazemos greve e saímos à rua em todo o mundo! Fomos milhões na Marcha Global Anti-Trump e no dia Internacional da Mulher seremos muito mais! Unimo-nos às companheiras dos mais de 30 países que já aderiram a International Women’s strike / Paro Internacional de Mujeres. Dia 8 saímos à rua!” Dizem as mulheres de diferentes colectivos feministas de Lisboa que conjuntamente foram a rede 8 de Março que afirmam querer “deixar de ser o resultado de uma educação machista, racista e competitiva. Para isso juntamos lutas comuns, afirmamos a solidariedade e agimos em conjunto para ampliar o campo do possível, tomando o futuro nas nossas mãos.” Evento de Lisboa | http://bit.ly/2mctiMc

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No #Porto, Tridade, 18 H

Dia 8 de Março de 2017, as mulheres mobilizam-se por todo o mundo. Unidas protestamos contra o avanço do conservadorismo.
É dia de marcha contra a misoginia, o machismo e todas as formas de violência de género, tais como a violação, a violência doméstica, o racismo, a transfobia e a lesbofobia.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 1909 nos Estados Unidos, em memória do protesto das operárias da indústria do vestuário de Nova York contra as más condições de trabalho. Muita luta ocorreu desde então e o dia 8 de Março é celebrado como o dia internacional das mulheres, não para enaltecer a beleza e graça femininas, mas para se afirmar como um dia de luta das mulheres trabalhadoras pelo reconhecimento dos seus direitos à igualdade de condições sociais, que incluem trabalho, remuneração digna, e muito mais.
Por essas razões, o Festival Feminista do Porto apela a todas as pessoas, colectivos e associações que se revêem nestas lutas que se juntem à Arruada Feminista, para abanarmos as ruas do Porto em solidariedade com todas a vítimas e resistentes do patriarcado!
Aqui estamos para dar vivas a todas as invisíveis que carregam este mundo. Às mulheres. Às que lutam para ter comida na mesa. Às mães solteiras. Às negras. Às que sobreviveram à violência dos homens. Às que não sobreviveram. Às que são invadidas pelo racismo. Às mutiladas. Às presas. Às pessoas trans. Às putas. Às gordas. Às peludas. Às fufas. Às histéricas. Às que resistem e a todas aquelas que são vítimas do patriarcado.
Este 8 de Março de 2017, seguimos nas ruas pelos nossos direitos! Nem um passo atrás!
Saudações feministas, Festival Feminista do Porto”|
Evento no Porto:  https://www.facebook.com/events/1872243156385989/

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Em #Coimbra, Praça 8 de Maio, 15H,30

A Assembleia Feminista de Coimbra “apela à PARALISAÇÃO das mulheres enquanto acto de mobilização e reivindicação feminista. Neste 8 de Março, fazem greve e vamos paralisar todas as nossas actividades dentro e fora de casa, remuneradas e não remuneradas, como forma de luta e mobilização, porque sobre nós, mulheres – sobretudo as negras e as migrantes – recai um sem número de trabalhos e actividades invisibilizadas e desvalorizadas. Recusamos a precariedade imposta pelo sistema neo-liberal: dos nossos salários, perspectivas laborais e, acima de tudo, dos nossos tempos de vida e afetos. Apelamos a que todas as mulheres, a partir dos seus territórios e das suas práticas, se juntem a nós este 8 de Março – na insurgência contra este sistema patriarcal e capitalista que arruína as nossas vidas! A solidariedade é a nossa força! “| Evento em Coimbra | http://bit.ly/2mOW8G9

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Em #Setúbal, Largo da Fonte Nova, 17h,30

O “Projeto SIGA, através da iniciativa voluntária da Vanessa Amorim e do João Santos, adere à iniciativa internacional 8M – International Women’s Strike/ Paralisação Internacional das Mulheres Concentração 8M Não Me Calo! Em Setúbal queremos assinalar este dia, queremos sair à rua, mulheres e homens, reivindicando a igualdade. Não nos calamos! “ Evento em Setúbal | http://bit.ly/2mfKMtb

Mais informações | Assembleia Feminista Lisboa ; Assembleia Feminista de Coimbra ; 8M Portugal ; Rede 8 de Março; Festival Feminista do Porto

aqui (com acrescento do evento no Porto): Guilhotina.info

No 8 de Março não nos mandem flores…


mulher

NÓS, mulheres feministas, lésbikas, negras, indígenas, camponesas, urbanas, migrantes, não queremos ser homenageadas no dia 8 de março. O ano tem 365 dias, todos eles patriarcais e opressivos.

NÓS não queremos igualdade.

IGUALDADE COM O QUÊ? Com os homens burgueses condenados à arrogância, à eficiência máxima e à concorrência quotidiana? Com os homens trabalhadores, condenados à reprodução de um sistema que os explora quotidianamente?

IGUALDADE dentro do sistema patriarcal capitalista é se submeter à miséria económica e à mediocridade existencial.

NÓS QUEREMOS OUTRA COISA. Queremos uma transformação radical da sociedade. Queremos destruir o estado capitalista, queremos o fim da propriedade privada dos corpos e das mentes. Queremos o fim do trabalho alienado. Queremos o fim do sexo sem prazer dentro das cadeias da heteromonogamia obrigatória. Temos consciência de que a socialização dos meios de produção não determina o fim da opressão das mulheres. A ideologia do patriarcado sobrevive às mudanças económicas e retorna sobre nós ainda mais virulenta!

NÓS NÃO QUEREMOS SER INCLUÍDAS. Inclusão em quê?

Neste sistema que nos designou a função de servir os homens, que nos restringiu à função de procriadoras e amamentadoras da infância, de cuidadoras das crianças e de reprodutoras da ideologia vigente?

Mas hoje não é diferente?? Não! Rejeitamos veementemente a inclusão através da ocupação de cargos político-partidários ou como empresárias de sucesso. A maior parte das mulheres que ocupam lugares de destaque dentro dos parâmetros convencionais não fazem nada diferente dos homens justamente porque se incluem em um estrutura pré-existente. Elas não representam a nossa luta libertária!

Nós somos as que ao longo dos séculos de opressão, nos rebelamos contra esse estado de coisas. Somos as lutadoras que foram invisibilizadas pela história escrita pelos opressores. Somos as que foram e são jogadas nas fogueiras de tantas inquisições. Somos as vítimas de estupros corretivos, as assassinadas pelo facto único de sermos mulheres que desejam fugir do seu lugar designado.

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Por tudo isso é que lutamos com todas as nossas forças contra o fundamentalismo religioso que, a partir de uma visão fanática e metafísica de sociedade, obriga as mulheres pobres a abortar clandestinamente com todas as consequências muito bem conhecidas. Não queremos um país dominado pela bancada religiosa, nem pela bancada ruralista, queremos um país sem bancadas, queremos um mundo sem fronteiras.

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NESTE 8 DE MARÇO chamamos à luta! A luta de todas as almas e corpos antipatriarcais. Uma luta quotidiana e autónoma que transite continuamente do pessoal ao político, entre a destruição e a invenção. Para o surgimento de uma sociedade sem estado, sem deus, sem patrão, sem marido nem partido!

Mulheres Rebeldes
Mulheres Livres
Bruxas Arteiras
Corpos em revolta

aqui (com adaptações): https://efalac.wordpress.com/2012/03/05/8-de-marco-em-porto-alegre/

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(Sábado) Concentração em Lisboa contra Trump e pelo fim do patriarcado e do Estado


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Nem Trump, nem trampa: Mais presidentes não, Auto-gestão!

(Lisboa) Sábado, 21 de Janeiro, 15H, concentração junto à Embaixada dos Estados Unidos (Av. das Forças Armadas)

No sábado, dia 21 de Janeiro, realiza-se a Marcha das Mulheres em várias cidades do Mundo, pela igualdade, pela diversidade, pela justiça, pela interseccionalidade das lutas no combate às várias opressões, pela convergência das nossas comunidades de resistência, sob o mote #naosejastrump. Mas não basta que “Não sejas Trump”.

Não sejas trampas: Não sejas Presidente, não sejas Sistema, não sejas Partido, não sejas Democracia-Representativa – foi Ela que elegeu o patife – não sejas poeira-nos-olhos! Há que afrontar os agentes do cisheteropatriarcado e do capitalismo neoliberal em todas as suas mutações.

O mandato de Trump apresenta-se como uma ameaça a mulheres, queers, pessoas trans, imigrantes, pessoas não-brancas e animais não-humanas. Para além dum aumento da discriminação e do risco de crimes de ódio (visto que estas práticas encontram agora legitimação e incentivo no discurso político oficial), estes grupos correm o risco de ver retrocessos no que toca às reformas favoráveis efectuadas nos últimos anos de governação neoliberal.

O momento torna evidente a incipiência dos direitos conseguidos pelo reformismo; direitos que alguns dizem adquiridos e outros conquistados, mas que não passam de “direitos concedidos”. Porque a verdade é que, entre presidentes que vão e presidentes que vêm, as mulheres, as pessoas não-brancas, as imigrantes, as comunidades LBTQIA+ e as animais não-humanas vêem-se sempre a ter de negociar com outrem o que podem ou não podem fazer com o seu corpo. Que “liberdade” é esta, se estamos dependentes da aprovação de um grupo de políticos, ou mesmo de uma maioria, para poder decidir sobre o nosso próprio corpo e como performar/experienciar/viver nele? O estado é uma instituição cuja essência é autoritária, opressiva e cisheteropatriarcal. A sua existência assenta, e tem como objectivo garantir, o controle e a exploração dos corpos de umas em prol da acumulação de riqueza da minoria.

Há que construir e visibilizar as alternativas, que as há! É necessário que deixemos de nos preocupar apenas com as materializações isoladas da opressão e desmantelemos o status quo hierárquico que serve de pedra basilar ao sistema cisheteropatriarcal, mas sem cairmos no erro de falar a partir do lugar inexistente de um sujeito universal neutro. A resistência faz-se pela visibilidade e libertação de todas – mulheres, ciganas, queers, imigrantes, com diversidade funcional, trans, negras, putas, vacas, porcas, cabras, ratas e demais animais.

Assim, desde os nossos múltiplos lugares de enunciação, nós – as feministas, as anti-especistas, as antifa, as fufas, as bissexuais, as queers, as heteras, as não-monogâmicas, as galdérias – reivindicamos, não um novo mestre, mas a auto-determinação. Queremos e somos capazes de auto-organização, horizontalidade e cooperação!

Fascismo Não!
Autogestão!
Feminismo de estado não é solução!

MAM-Portugal e Agenda Libertária Lx

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