França

(França) Reportagem da ‘guilhotina.info’ sobre a manifestação do fim de semana passado na ZAD de Notre-Dame-des-Landes


#França: Forte mobilização em resposta às ameaças de expulsão da #ZAD de NDDL [Relato e Fotos de Guilhotina.info]

Várias dezenas de milhares de pessoas rumaram no sábado a Notre Dame Des Landes em resposta às ameaças do estado francês de começar em breve as operações de expulsão da ZAD (Zona A Defender).

O fim-de-semana de resistência [bit.ly/2d15yd9] começou sábado pela manhã com marchas a sair de três pontos em redor da ZAD nas quais participaram, segundo a organização, cerca de 40 000 pessoas. À insistência do estado francês em avançar com este projecto inútil de um novo aeroporto em Nantes para servir o oeste de França, que conta já com um número excessivo de aeroportos, pessoas de toda a França e de muitas outras partes respondem com solidariedade e determinação.

Um dos mais importantes elementos deste movimento de solidariedade são os comités locais de apoio à ZAD, que existem já em dezenas de cidades francesas. Para além de ajudarem nas mobilizações, estes comités estão prontos para agir, no imediato, em resposta às operações de expulsão – manifestações em várias cidades estão agendadas para o próprio dia em que estas comecem. Foram também comités locais e outros grupos solidários que montaram as cantinas comunitárias que, no final das marchas, serviram (a preço livre) a multidão reunida nos campos próximos à quinta de Bellevue, um dos lugares mais emblemáticos da ZAD, onde agricultores locais e zadistas resistiram bravamente às expulsões de 2012. Várias bancas de comités anti-repressivos (que dão apoio a quem sofre de problemas legais) e pontos com informações sobre várias lutas e temáticas foram também montadas no local.

O lema desta mobilização foi “Que ressoem os cantos dos nossos bastões!” (“Que résonnent le chant de nos batons!”), tendo sido apelado aos manifestantes para trazerem consigo “bastões”. Com esses bastões, num gesto simbólico, foi construído um muro à volta de um desses campos. Durante o resto da tarde realizaram-se várias actividades, festas tradicionais bretãs e concertos com grupos de vários géneros. As actividades continuaram durante todo o dia de domingo, com oficinas de construção, discussões e muito mais!

Para quem esteve presente na ZAD este fim-de-semana, uma coisa ficou clara – os e as habitantes da ZAD, e as dezenas de milhares que as apoiam, estão determinados e vão bater-se até ao fim por aquilo que lá construíram nos últimos 9 anos. E não há lei, decisão judicial nem referendo-decidido-à-partida [bit.ly/2d7FKXC] que valha ao estado francês no momento de enfrentar estas gentes. Em Notre Dame des Landes, não há espaço para o aeroporto, e muito menos para o seu mundo!

Para informações actualizadas sobre o movimento, seguir as páginas ZAD Partout, Non à l’aéroport à Notre Dame des Landes e ACIPA.

aqui (também versão em inglês e mais fotos):  https://www.facebook.com/guilhotina.info/photos/?tab=album&album_id=1059649744151501

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(França) ZAD de Notre-Dame-des-Landes, 40 mil manifestantes em mais uma jornada de luta. Amanhã há mais!


Sábado 8 de Outubro: Que se oiça o cântico dos nossos bastões!

17h30 – Para aqueles que regressam, atenção aos gendarmes: eles foram vistos em Vigneux (à entrada das quatro vias) e ao Temple de Bretagne (na povoação e à entrada das quatro vias). Eles fazem controlo de alcoolemia e prenderam pelo menos uma pessoa.

17h – Um primeiro relato deste inicio de jornada:

Três manifestações partiram esta manhã das Ardillères, do Pré Failly e de Roanne :

Mais de 40 000 pessoas convergiram para Bellevue :

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#Nantes Defender a #ZAD – Chamada internacional de solidariedade no dia 8 e 9 de Outubro


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#Nantes Defender a #ZAD – Chamada internacional de solidariedade no dia 8 e 9 de Outubro

Durante mais de 50 anos, agricultores e locais têm resistido à construção de um novo aeroporto na cidade francesa de Nantes (que já têm um aeroporto). Agora nestes terrenos, florestas e pantanais, a multinacional #Vinci quer cobrir de betão uma forma alternativa de viver o quotidiano. Activistas de todo o mundo, agricultores locais e habitantes da zona, sindicatos, refugiados, pessoas do movimento ocupa e de justiça climática estão a organizar-se para proteger esta terra do aeroporto. Oficiais do governo chamam este espaço de “território perdido para a república”, os seus ocupantes chamam-lhe: La ZAD (Zone À Défendre), zona a defender.

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(Paris) Relato a quente sobre a manif de 17 de Maio contra a Lei do Trabalho


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Antes de começar eu queria lançar um grande BIG UP a toda a gente, a todas aquelas e aqueles que mais uma vez se juntaram ao desfile autónomo na frente da manifestação. Porque isso hoje podia não ter acontecido, uma vez que o dispositivo repressivo era esmagador, o pior que se viu desde o início do movimento. E apesar disso éramos mais do que numerosos na frente, determinados/as e solidários. Bravo, obrigado, youpi.

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(França) Não reclamamos nada, tomamos tudo


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O movimento que está à beira de nascer hoje há muito tempo que se fazia esperar. Não é preciso ser anarquista para se dar conta de que o governo não trabalha a favor dos interesses daquelas e daqueles que estão em baixo. Como é pouco surpreendente que muitos tenham aceitado isso como a norma, como uma triste mas imutável realidade. No entanto, alguma coisa desperta, alguma coisa que não existia já há anos: a saturação geral começa a expressar-se. Este enésimo ataque contra os direitos obtidos através duma grande luta pela nossa classe devia ser um ponto de não retorno nesta tomada de consciência: o que o Estado teve de ceder, pode tomar de volta. Os reformistas com os seus discursos cordatos não podem ignorar esta realidade. Só nos resta colocar no poder um novo pião do capitalismo. Todos os políticos, ainda que sejam da “verdadeira esquerda” provocam-nos nojo.

Nós julgamos que o movimento não se deve limitar à contestação desta lei, mas ser o pretexto de um sobressalto salutar contra os nossos exploradores.  Já não é suficiente desfilar calmamente nas ruas, A contestação real da ordem dominante não se fará respeitando a passadeira estreita da contestação organizada. O movimento dos reformados sofreu as consequências do seu grande respeito pelos mesmos que invadiam as nossas vidas. Milhões de pessoas mobilizaram-se pacificamente, e para quê? Apesar de importantes iniciativas, de grandes acções de bloqueio, o movimento social encalhou. Para aqueles que ainda duvidavam, isto mostra bem que o problema não é fazer-se ouvir, mas de os deixar assustados. Por isso, bloqueemos tudo, sim, mas incendiemos tudo também. Mostremos-lhes o que acontece quando os burgueses decidem brincar com as nossas vidas.

Tu, sindicalista, militante cordato ou não-violento, não rejeites o teu camarada que escolheu destruir os símbolos da nossa exploração comum. Os que “destroem” não são nem provocadores, nem polícias, nem fascistas. Não te deixes levar pelos teus representantes que procuram dividir-nos. Sob os gorros, há também sindicalizados, estudantes ou precários; não deixes o teu serviço de ordem fazer o jogo da polícia.

Basta de recuos, ripostemos.

Grupo Anarquista “Regard Noir”, filiado na Federação Anarquista

http://www.regardnoir.org/ne-reclamons-rien-prenons-tout/

 

(França) Greve hoje contra o novo Código de Trabalho do governo socialista


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Para hoje em França estão marcadas dezenas de greves e paralisações em sectores importantes como escolas, transportes e outros serviços públicos.

A greve e a contestação têm como motivo próximo as principais medidas do projecto de lei da ministra do Trabalho, Myriam El Khomri:

– Duração do tempo de trabalho fixado no seio da empresa, seja com o acordo dos sindicatos maioritários, seja pela realização de um referendo

– Máximo legal do tempo de trabalho: 60 h por semana e 12 h por dia (contra 10 h actualmente)

– Limitação da possibilidade de recurso aos Tribunais de Trabalho em caso de despedimento

– Divisão por 2 do montante máximo das indemnizações de despedimento (15 meses de salário, para as pessoas que tenham mais de 20 anos de antiguidade)

– Possibilidade para as direcções das empresas de modular o tempo de trabalho e os salários durante cinco anos. Se os assalariados recusarem podem ser despedidos “por causas reais e sérias” (menos vantajoso do que por razões económicas).

Eis a nova resposta do governo contra os proletários. É assim que as coisas se colocam: o Estado está lá para garantir aos mais ricos que o sejam, e que aquelas e aqueles que trabalham no duro o façam ainda mais, sempre por menos e com um sorriso!

Parece que não há melhor do que a esquerda para fazer uma política de direita! Ela faz hoje, de qualquer modo, de colchão da sua pequenina irmã de hemiciclo. Preparando o terreno para o futuro.

A contra revolução violenta que nós enfrentamos hoje não é nova, mas a falta de resposta social faz com que os pequenos lacaios dos possidentes estejam todos contentes!

Em todo o mundo alguns abastados ditam as suas leis, exigem que os mais pobres se abaixem. Esta guerra não é um pequeno fenómeno nacional, mas sim uma guerra internacional contra os mais fracos que existe há muito tempo!

Neste momento, em França, o patronato exige, os ministros executam! 60 horas por semana? Sim, sim, sim, grita El Khomri! Jornadas de trabalho de 12 horas? Sim também! Estagiários que ocupam os empregos? Oh sim! Condições de trabalho que se degradam? Mas claro, meu querido patrão! Despedimentos ainda mais fáceis? Sim, cem vezes sim!!

Sejamos claros: se a Federação Anarquista é pela abolição do salariato e do trabalho, ela não está menos convencida que melhorias, mesmo debaixo deste estatuto, são importantes e devem ser conquistadas!

Não deixemos que os ricos e os seus próximos (estados, religiões, nacionalistas, etc…) continuem a brincar com as nossas vidas.

A única resposta que é válida hoje é a mesma de ontem: a unidade face aos ricos, a unidade na greve e na acção. Uma utopia? Talvez. Uma necessidade? Sem dúvida nenhuma! E isto até à morte do salariato. E que viva a autogestão!

Federação Anarquista (França)

aqui: http://www.federation-anarchiste.org/

relacionado: http://www.cestlagreve.fr/greves-en-cours/?

http://www.cnt-f.org/ton-droit-du-travail-vaut-bien-une-greve-generale.html?utm_source=diaporama&utm_medium=link&utm_campaign=home&utm_content=slide-1

http://www.alternativelibertaire.org/?9-mars-La-riposte-commence

(Insubmissão) Anarquistas franceses protestam contra alterações à lei da nacionalidade e pedem que lhes seja retirada a nacionalidade francesa


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Um conjunto de anarquistas pede oficialmente ao presidente da república francesa para que lhes seja retirada a nacionalidade

Por iniciativa de alguns militantes da Federação Anarquista Francesa, devido às últimas manipulações politiqueiras de um governo que brinca com o fogo do estado de emergência e da degradação da nacionalidade, uma dezena de pessoas pede para que lhes seja tirada a nacionalidade francesa e exigem ser cidadãos do mundo.

A Federação Anarquista que é, na essência, internacionalista e a-nacionalista, apoia esta iniciativa e apela a que ela se intensifique.

No momento da mundialização económica capitalista, uma outra mundialização é possível. Melhor: ela é necessária!

Federação Anarquista (França)

Aqui o texto do apelo destes companheiros:

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