greve geral

(Memória) Faz hoje 2 anos que Lisboa se levantou pela última vez contra a classe dominante


 

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(Protesto internacional) Contra o Estado policial espanhol e pela liberdade de Alfon


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Para esta tarde está marcada para Madrid e para diversas cidades de todo o mundo uma jornada de solidariedade internacional contra o aumento da repressão e da criminalização dos protestos sociais no Estado Espanhol e pela liberdade de Alfon, um jovem madrileno que a justiça quer condenar a cinco anos e meio de prisão, depois de ter sido preso aquando da greve geral internacional de 14 de Novembro de 2012. A CNT, a CGT e a generalidade do movimento libertário e anarco-sindicalista espanhol apoiam e participam nesta jornada de luta em defesa das liberdades e pela manutenção de Alfon em liberdade. Publicamos em seguida a convocatória desta jornada de protesto assinada pela Plataforma pela Liberdade de Alfon.

QUEREMOS QUE ALFON CONTINUE EM LIBERDADE

Desde a Plataforma pela Liberdade de Alfon fazemos este apelo para vos pedir que se juntem à campanha que estamos a fazer, exigindo a sua liberdade.

No próximo dia 18 de Setembro vai realizar-se o julgamento contra o nosso familiar, vizinho, amigo e companheiro Alfon em que se pedem cinco anos e meio de prisão

Alfon é um jovem de 22 anos, morador no bairro operário de Vallecas, situado em Madrid, que foi detido ao sair de casa quando se dirigia para o piquete unitário do seu bairro por ocasião da greve geral europeia de 14 de Novembro de 2012 convocada para reivindicar: não mais desemprego, não à reforma laboral, não aos cortes sociais, não à privatização da saúde, do ensino…

Graças à vossa solidariedade e mobilizações internacionais no dia 28 de Dezembro de 2012 fomos capazes de romper o silêncio informativo que pretendia mantê-lo no ostracismo e tirá-lo da cadeia após 56 dias de prisão, ou seja, a 9 de Janeiro de 2013.

A repressão em Espanha tem aumentado de forma escandalosa até chegar a uns limites inesperados de falta de liberdades. Somos várias dezenas de milhar com multas, mais de mil pessoas imputadas e muitissimas centenas com ameaças de prisão por participarem nas lutas sociais, políticas e sindicais.

Por isso organizámos uma série de mobilizações, tanto no seu bairro e na sua cidade, como no resto do Estado Espanhol e convocámos de novo uma jornada solidária internacional para o próximo dia 16 de Setembro às 19h e para isso necessitamos da vossa solidariedade activa como já aconteceu anteriormente.

LIBERDADE PARA ALFON!

PELA LIBERDADE E PELA RETIRADA DE ACUSAÇÕES A TODAS AS PESSOAS ACUSADAS E/OU PRESAS QUE LUTAM!

VIVA A LUTA DA CLASSE OPERÁRIA!

Web: http://www.alfonlibertad.wordpress.com

Mensagem desde Atenas: Somos compañeras y compañeros de la iniciativa de solidaridad con Alfon en Atenas. Estamos frente de la embajada del Estado Español. Queremos expresar nuestra indignación por la represión estatal y los montajes policiales y también nuestra solidaridad con la gente que está luchando y con todas las personas encausadas en las luchas sociales, en España, en Grecia, en todo el mundo. Para nosotras y nosotros, las y los de abajo, no hay fronteras, si tocan a uno, nos tocan a todos.
Alfon, desde Atenas, fuerza y solidaridad.

18 de Janeiro de 1934: muito mais do que a Marinha Grande


embarquePresos  do 18 de Janeiro, a caminho da prisão em Angra do Heroísmo (a bordo do Carvalho Araújo).

CarvAraujoEmbarque dos insurrectos do 18 de Janeiro (entre os quais muitos anarquistas e anarco-sindicalistas, nomeadamente o coordenador da CGT e director da “Batalha”, Mário Castelhano) com  destino aos Açores (Angra do Heroísmo)

familiaFamilias dos presos da Marinha Grande numa manifestação junto ao Governo Civil de Leiria, em 1935, pedindo a sua libertação

Comemoram-se este sábado os 80 anos do 18 de Janeiro de 1934, um movimento grevista, de carácter insurreccional, convocado pelo movimento sindical para protestar contra a fascização dos sindicatos e tendo em vista o derrube do regime fascista. O movimento fracassou e não teve a adesão esperada, apesar de em diversas localidades os trabalhadores terem feito ouvir a sua voz e o seu protesto. Marinha Grande, Almada, Silves… foram alguns desses locais que ficaram simbolicamente no imaginário revolucionário português.

Com o fascismo já implantado em Portugal, a publicação do “Estatuto do Trabalho Nacional e Organização dos Sindicatos Nacionais, em Setembro de 1933 (com efeitos a partir de Janeiro de 1934) foi a gota que fez transbordar o movimento sindical.

(mais…)

(Debate) O Outono do nosso descontentamento: sobre as manifestações anti-austeridade em Portugal


ccl

Este sábado, dia 3 de Agosto, os protestos e as manifestações do Outono passado vão estar em debate no Centro de Cultura Libertária, em Cacilhas.

No dia 15 de Setembro de 2012, centenas de milhares de pessoas saíram à rua em protesto contra as chamadas “medidas de austeridade” na manifestação convocada com o lema “Que se lixe a Troika!”. No final do dia, dezenas de milhares negaram-se a dar por terminada a manifestação e rumaram a São Bento, onde um grupo numeroso e heterogéneo de manifestantes confrontou as linhas do Corpo de Intervenção da PSP, através do derrube das barreiras e do lançamento de objectos. Este tipo de actos tornou-se quase um ritual nos dois meses seguintes. As manifestações e os cercos ao Parlamento sucederam-se e os mitos do protesto pacífico e dos “brandos costumes” portugueses foram paulatinamente sendo quebrados. O corolário deste período teve lugar na Greve Geral de 14 de Novembro de 2012, com a repressão policial sobre a multidão concentrada em frente ao Parlamento.

A partir do visionamento de uma compilação de vídeos das manifestações, lançamos um debate sobre este período, analisando as suas contradições e potencialidades.

Às 17h30 – Vídeos + debate: O Outono do nosso descontentamento: sobre as manifestações anti-austeridade em Portugal

20h – Jantar vegano

Centro de Cultura Libertária (Cacilhas)

Facebook: www.facebook.com/CentroDeCulturaLibertaria
Blog: http://culturalibertaria.blogspot.pt/
E-mail: ateneu2000@gmail.com
Endereço postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada (Portugal)
Sede: Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto – Cacilhas – Almada

manifestação-14-novembro-

(Solidariedade) COMUNICADO DE IMPRENSA DOS MANIFESTANTES DETIDOS NO BAIRRO DA BELA FLOR


manif

Nós, os manifestantes detidos hoje, 27 de Junho de 2013, no bairro da Bela Flor, saímos em manifestação espontânea a partir de S. Bento, com a polícia constantemente a acompanhar-nos sem nos nos dar qualquer tipo de indicações. Durante todo o percurso, os manifestantes foram pacíficos e não causaram qualquer tipo de danos. Após a passagem pelo Centro Comercial das Amoreiras, quando nos aproximámos do acesso para a Ponte 25 de Abril, pela primeira vez, as autoridades comunicaram connosco para nos indicar que enveredássemos para o acesso à Ponte 25 de Abril. Fomos encorralados por dezenas de membros e carrinhas do corpo de intervenção que esperavam fora de vista, e então dirigidos para o bairro da Bela Flor, sempre rodeados pelo corpo de intervenção. Ficámos detidos na rua desde as 19 horas (passa já das 23 horas e só agora estamos aos poucos a ser libertados), sem acesso a água ou sanitários. Após identificação e revista um a um dos cerca de 200 manifestantes, foram-nos apresentados, documentos para assinar ao mesmo tempo que se dificultava o acesso a advogados. Acabámos por saber que teremos que comparecer todos amanhã, 28 de Junho, às 10 da manha no Campus da Justiça do Parque das Nações. Pedimos a presença e solidariedade de todos para os procedimentos.
Já na anterior Greve Geral aconteceram inúmeras irregularidades nas detenções que foram efectuadas e, mais uma vez, o governo procura formar um escândalo para tentar abafar o impacto da Greve Geral.
Aqui não há criminosos mas há arguidos; no governo não há arguídos, há criminosos.

Os Manifestantes Detidos no Bairro da Bela Flor
Bairro da Bela Flor, 27 de Junho de 2013

manifestantes.da.bela.flor@gmail.com

Solidariedade, hoje, dia 28 de Junho,  às 10 da manha no Campus da Justiça do Parque das Nações (Lisboa): AQUI