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8 de Março, dia internacional de combate e luta da mulher trabalhadora: greve e concentrações em Portugal


dia da mulher

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Amanhã, um pouco por todo o mundo, assinala-se o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, que muitos pretendem que seja apenas mais um dia amarelo, de conformismo e de aceitação do status quo. Para os anarquistas e anti-autoritários em geral, pelo contrário, este deve ser um dia de afirmação e luta. De afirmação de direitos, sejam eles de igualdade, sejam eles de diferença. O direito a sermos tratadas como iguais, e o direito a assumirmos as diferenças que quisermos.

Tal como desde sempre a luta das mulheres é imprescindível, seja nos locais de trabalho, seja nos bairros, seja no movimento associativo, seja nos espaços familiares e de convívio. Por isso, os sectores mais combativos dos diversos movimentos de mulheres, invocando o carácter internacional do Dia da Mulher Trabalhadora, convocaram para este 8 de Março greves ao trabalho, ao consumo e aos cuidados.

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Sem hesitações: toda a solidariedade com a greve dos enfermeiros e contra a requisição civil


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O ódio, as meias palavras, as palavras directas, a mentira e as calúnias que nos últimos dias têm sido lançadas contra os enfermeiros, provindas do Governo, dos sectores da esquerda e também da direita (mas destes não era de esperar outra coisa), revelam, antes do mais, a eficácia dos novos conflitos que se desenrolam à margem dos sindicatos  tradicionais e do movimento sindical oficioso representado pelas duas principais centrais sindicais. As greves cirúrgicas dos professores no ano passado tiveram também muito a ver com o aparecimento de um novo sindicato que deixou de pactuar com o “simbolismo” das acções levadas a efeito pelo sindicalismo oficial (mais comprometido com o calendário partidário do que com a agenda e as reivindicações dos trabalhadores); depois pela greve vitoriosa dos estivadores, suscitando apoios variados que impediram a requisição civil que estava a ser exigida pelos sectores mais reaccionários; e agora com os enfermeiros.

Sobre esta greve basta estarmos conscientes de três ou quatro premissas para vermos até onde chega a hipocrisia política e governamental.

  • A crescente invocação de que a greve afecta e perturba a vida em sociedade, podendo trazer graves prejuízos, nomeadamente pondo doentes em risco de vida, é uma verdade de la palisse. Todas as greves – que o são e não meras manifestações políticas, manobradas pelas máfias sindicais – procuram efectivamente provocar prejuízos e transtorno ao regular funcionamento das empresas e, em último grau, da sociedade, a fim de fazer com que os patrões e os governos aceitem as suas reivindicações. Não é isso que procura uma greve dos transportes, por exemplo, ou qualquer outra? E que dizer do risco de vida: compete aos serviços garantir que não haja um risco acrescido (já agora as listas de espera também são um risco acrescido para os utentes, mas elas aí continuam a engrossar), seja através dos serviços minímos acordados, seja através de transferências para outras unidades que não estejam em greve
  • A invocação do crowdfunding como apoio financeiro à greve é apenas mais uma calúnia repetida até à exaustão. O governo e toda a esquerda politica, tal como o sindicalismo oficial, dizem e repetem, sem provas, de que o dinheiro recebido através do crowdfunding pelos enfermeiros tem origem na medicina privada para dar cabo do SNS. Se quisessem punham a justiça a investigar. Mas não há uma única prova de que isso esteja a acontecer. E, em qualquer pais do mundo, seja por que meios for, a existência de um fundo de greve (houve tempos em que muitos assaltos a bancos se destinaram a essa finalidade, em Espanha e noutros países) é essencial para que essas greves possam ser eficazes, mantendo-se o tempo necessário para que o patronato ou o governo-patrão cedam. A hipocrisia política chega ao cúmulo do PCP, num dos seus últimos comunicados  contra esta greve, vir dizer que “alguns enfermeiros, estão a ser usados e pagos, com centenas de milhar de euros, cuja origem pode estar em grupos privados da saúde beneficiários directos da transferência das operações cirúrgicas”. Pode estar – diz o PCP, sem nenhuma prova e alinhando na campanha de calúnias proveniente até dos sectores mais insuspeitos contra a greve dos enfermeiros. Já agora: uma greve do sector público dos transportes também fomenta e é usada para fortalecer o sector privado?
  • Por outro lado, a violência de que a bastonária da Ordem dos Enfermeiros tem sido alvo é completamente desproporcionada. Se esta fosse uma greve da bastonária (sabendo-se até do seu posicionamento político pessoal) esperar-se-ia uma adesão desta dimensão? Quando a greve se desenrola da forma como todos sabem que se está a desenrolar, afectando os serviços na sua globalidade, é porque a adesão não se limita a um pequeno grupo, mas sim ao conjunto da classe em causa e aos sectores que ela pretende mobilizar.
  • Ao governo, que também é patrão, cabe negociar. Não caluniar, nem agir como qualquer patrão de vão de escada, que é aquilo que tem estado a fazer. Aos partidos – e ao PCP, em especial, mas já lhe conhecemos as manhas desde o boicote à greve da TAP poucos meses depois do 25 de Abril de 1974, considerando que qualquer luta que não controla é uma “má luta” e uma “aliada objectiva da reacção” (ontem) ou o “ descontentamento e as reivindicações dos enfermeiros têm sido usados para pôr em causa o SNS e facilitar os lucros dos grupos privados da saúde” (hoje) -, apenas e só preocupados com a contabilidade eleitoral, deviam-se abster de caluniarem, sem qualquer tipo de provas, esta ou outra luta qualquer saída das estruturas e da decisão dos trabalhadores.

Da nossa parte, a posição é clara. Qualquer classe ou grupo de trabalhadores – sobretudo os que sofrem maior pressão social e patronal, como é o caso dos enfermeiros – que decida, de forma colectiva e empenhada, prosseguir a luta por mais e melhores direitos e regalias, ter-nos-à, aos anarquistas, do seu lado. Estamos certos que daí advirá também melhorias profundas e generalizadas para os utentes e para o conjunto de toda a sociedade.

Estivemos antes de forma empenhada com os professores, os estivadores e outros sectores que passaram das “lutas simbólicas” a luta efectivas, com sentido de vitória, e não apenas para cumprirem calendários partidários.

Por isso, hoje também estamos, lado a lado, empenhados e solidários com os enfermeiros e acreditamos plenamente que a sua luta é também a luta em defesa do SNS, que necessita ser melhorado, remodelado, mas, sobretudo, reforçado.

luís bernardes

(jjllmadrid) Em dia de greve de estudantes em Espanha: que a desobediência se espalhe!


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Para amanhã foi convocada pelos sectores estudantis ligados aos partidos e ao reformismo sindical uma greve estudantil em Espanha. Uma greve simbólica que serve a agenda partidária e que poucos resultados terá para o dia-a-dia dos estudantes, como referem as Juventudes Libertárias de Madrid que fazem um apelo à desobediência e a acções mais eficazes.

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Que a desobediência se espalhe

Morram as greves domesticadas (e a domesticação)

No reino da obediência tudo se repete, tudo se reproduz. Repetem-se o tédio e a rotina na sala de aula, no bairro ou no trabalho. E neste triste panorama, em que até as ferramentas de luta e ruptura da normalidade, tais como as greves, têm sido domesticadas, a obediência manda sem oposição.

Obediência é o Sindicato de Estudantes e as suas greves de um dia, que só servem para, face à imprensa, justificarem o seu papel traidor. Obediência enlatada é o que nos oferecem todas as organizações juvenis e estudantis (mas, sobretudo, senis) de carácter marxista, esperando poder ocupar o papel do Sindicato de Estudantes. Obediência é lutar pelas cadeias, querendo mudar as suas argolas, mas mantendo intacta a sua opressão: isso é o que significa lutar pela escola pública, pela educação do Estado, pela educação do empresariado e pelas suas necessidades.

Ataquemos a vida domesticada com que os empresários, os políticos (de qualquer partido) e os líderes estudantis nos brindam. Passemos por cima de partidos políticos e sindicatos. É hora de atacá-los e varrer a todos, não para estudar ou trabalharmos mais dignamente, mas para varrermos a opressão, a desigualdade e o tédio das nossas vidas. Acabemos com a escola, o trabalho e o mundo que dele precisa.

Estendamos a revolta dirigindo-a directamente contra o Estado e o Capital. Recuperemos a greve como um ponto de ruptura completa e ponto de encontro na luta dos explorados e exploradas, de forma a proclamarmos o fim da obediência.

Não às greves domesticadas, nem à domesticação!

Fim da obediência!

Juventudes Libertárias de Madrid

[1] https://juventudeslibertariasmadrid.files.wordpress.com/2016/10/que-cunda-la-desobediencia.pdf

tradução: agência de notícias anarquistas-ana (com alterações)

(EUA) Esta sexta-feira greve de presos contra as Fábricas Corporativas Prisionais e o Sistema Penitenciário. Abolição Já!


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@s companheir@s da Cruz Negra Anarquista nos EUA conseguiram angariar apoios e promover uma Greve Geral nas prisões dos Estados Unidos numa data muito significativa como é o 9 de setembro, o Aniversário da famosa Rebelião de Attica, e a que já se juntaram centenas de grupos em todo o país. Ademais, fizeram com uma reivindicação anarquista ancestral, como é a sua abolição, incluindo no debate as causas de sua ampla utilização pelo sistema, as suas verdadeiras motivações e propondo alternativas; justiça e reparação em vez de punição.

Greve nas prisões? O sistema prisional só pode ser visto como uma extensão do sistema de dominação e exploração, formado por uma estrutura de dissuasão e outra coerciva. A situação de assédio estrutural das minorias, a violência institucionalizada e generalizada, e o peculiar sistema judicial trouxeram o patamar de conflito para níveis não vistos desde os anos 70 com a Guerra do Vietname. E com 2,5 milhões de pessoas tratadas como mercadoria escrava e sofrendo diariamente as agressões do “Encarceramento Corporativo” em que são obrigados a trabalhar. A greve é mais do que justificada, como evidencia a adesão de todos os tipos de organizações e grupos à convocatória.

Destacamos que desde a Terceira Greve de Prisioneiros da Califórnia em 2013, apoiada por 30.000 prisioneiros, e as Greves de Guantánamo “Gitmo Hunger Strike” no mesmo ano, que durou mais de 200 dias, não víamos uma organização nacional tão poderosa .

Fiquem atentos, não esperem vê-la anunciada na TV.

Saúde e Abaixo os muros das Prisões!

Fonte: http://tarcoteca.blogspot.com.br/2016/08/manufacturas-carcelarias-corporativas.html

Tradução: 

Também aqui: http://alasbarricadas.org/noticias/node/36908

https://www.facebook.com/events/1332938410064666

(França) Greve hoje contra o novo Código de Trabalho do governo socialista


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Para hoje em França estão marcadas dezenas de greves e paralisações em sectores importantes como escolas, transportes e outros serviços públicos.

A greve e a contestação têm como motivo próximo as principais medidas do projecto de lei da ministra do Trabalho, Myriam El Khomri:

– Duração do tempo de trabalho fixado no seio da empresa, seja com o acordo dos sindicatos maioritários, seja pela realização de um referendo

– Máximo legal do tempo de trabalho: 60 h por semana e 12 h por dia (contra 10 h actualmente)

– Limitação da possibilidade de recurso aos Tribunais de Trabalho em caso de despedimento

– Divisão por 2 do montante máximo das indemnizações de despedimento (15 meses de salário, para as pessoas que tenham mais de 20 anos de antiguidade)

– Possibilidade para as direcções das empresas de modular o tempo de trabalho e os salários durante cinco anos. Se os assalariados recusarem podem ser despedidos “por causas reais e sérias” (menos vantajoso do que por razões económicas).

Eis a nova resposta do governo contra os proletários. É assim que as coisas se colocam: o Estado está lá para garantir aos mais ricos que o sejam, e que aquelas e aqueles que trabalham no duro o façam ainda mais, sempre por menos e com um sorriso!

Parece que não há melhor do que a esquerda para fazer uma política de direita! Ela faz hoje, de qualquer modo, de colchão da sua pequenina irmã de hemiciclo. Preparando o terreno para o futuro.

A contra revolução violenta que nós enfrentamos hoje não é nova, mas a falta de resposta social faz com que os pequenos lacaios dos possidentes estejam todos contentes!

Em todo o mundo alguns abastados ditam as suas leis, exigem que os mais pobres se abaixem. Esta guerra não é um pequeno fenómeno nacional, mas sim uma guerra internacional contra os mais fracos que existe há muito tempo!

Neste momento, em França, o patronato exige, os ministros executam! 60 horas por semana? Sim, sim, sim, grita El Khomri! Jornadas de trabalho de 12 horas? Sim também! Estagiários que ocupam os empregos? Oh sim! Condições de trabalho que se degradam? Mas claro, meu querido patrão! Despedimentos ainda mais fáceis? Sim, cem vezes sim!!

Sejamos claros: se a Federação Anarquista é pela abolição do salariato e do trabalho, ela não está menos convencida que melhorias, mesmo debaixo deste estatuto, são importantes e devem ser conquistadas!

Não deixemos que os ricos e os seus próximos (estados, religiões, nacionalistas, etc…) continuem a brincar com as nossas vidas.

A única resposta que é válida hoje é a mesma de ontem: a unidade face aos ricos, a unidade na greve e na acção. Uma utopia? Talvez. Uma necessidade? Sem dúvida nenhuma! E isto até à morte do salariato. E que viva a autogestão!

Federação Anarquista (França)

aqui: http://www.federation-anarchiste.org/

relacionado: http://www.cestlagreve.fr/greves-en-cours/?

http://www.cnt-f.org/ton-droit-du-travail-vaut-bien-une-greve-generale.html?utm_source=diaporama&utm_medium=link&utm_campaign=home&utm_content=slide-1

http://www.alternativelibertaire.org/?9-mars-La-riposte-commence