imprensa

Olh’à Batalha nº 277/278


a batalha

Já está nas bancas e na casa dos assinantes o número duplo 277/278 de “A Batalha”, o jornal de expressão anarquista que já foi jornal diário e órgão da CGT, a confederação anarco-sindicalista dos trabalhadores portugueses.

Notando-se cada vez mais o projecto de renovação em curso,  esta edição de “A Batalha tem 32 páginas com destaques diversos, entre os quais, dois breves artigos sobre José Hipólito dos Santos, falecido no ano passado, da responsabilidade de João Freire e Manuel Villaverde Cabral, que com ele conviveram de perto; um artigo sobre a Assembleia de Ocupação de Lisboa e a casa okupada (e depois desokupada às ordens da CML); uma crónica, de conteúdo social, de Miguel Sampaio, que já andou pelas hostes do BE, mas retorna agora ao espaço libertário; um conto de Ursula K. Legun, a escritora libertária recentemente desaparecida; um longo artigo sobre o RBI – Rendimento Básico Incondicional; mais um artigo de Francisca Bicho sobre os cinquenta anos da morte de Gonçalves Correia; uma entrevista ao grupo dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS; um artigo sobre Carlo e Anita Aldegheri, de Mário Rui Pinto, e muito mais, entre artigos, ilustrações, opinião…

Um jornal que está a melhorar número a número e a congregar cada vez mais colaborações e que acaba de mudar de contacto. Qualquer correspondência deve ser enviada para: CEL/A BATALHA, Apartado 4037, 1501-001 Lisboa, Portugal. O email mantém-se: jornalabatalha@gmail.com.

“A Batalha” também está a procurar colaboradores pelo país. Caso haja companheiros que o queiram fazer podem entrar em contacto com a redacção.

Boas leituras!

Quem não é assinante que o faça para o email jornalabatalha@gmail.com . 12 números rondam os 13 euros. Apoiar a imprensa libertária é uma obrigação de todos os anti-autoritários.

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Novo site e arquivo da revista “A Ideia”


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Arquivo: https://aideia.blog/arquivo-2/i-serie/

Suplementos: https://aideia.blog/suplementos/

Site: https://aideia.blog/

A revista “A Ideia” foi o primeiro órgão de imprensa anarquista a ver a luz do dia após o 25 de Abril de 1974 em Portugal. A revista já estava a ser preparada em França quando se deu o 25 de Abril. Foi-lhe introduzido um texto referente ao golpe militar e distribuída durante o mês de Maio de 1974 (data, aliás, que figura no cabeçalho).

A revista na sua primeira série aborda temas relacionados com o anarquismo militante, dando a conhecer a biografia de muitos deles, a maior parte caídos no esquecimento ou desconhecidos dos militantes mais novos.

Mais tarde, a revista abordará temas mais teóricos, ligados ao ambiente, à ecologia social, ao municipalismo libertário, assumindo-se posteriormente como uma revista cultural, embora situada ainda no espaço libertário.

Apesar de todas estas variantes é uma das publicações libertárias (a par com a Batalha) de maior longevidade no território português.

Revista ‘Erva Rebelde’ nº 2 totalmente dedicada à Revolução Russa.


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erva rebelde nº 2

«Passados cem anos, grande parte dos mitos do comunismo da Rússia soviética foram derrubados e as suas atrocidades desvendadas. Mas reduzir o que aconteceu na Rússia, no início do século vinte, a uma data em particular, a alguns nomes conhecidos e algumas decisões políticas descarta o importante legado da experiência de um movimento popular, da natureza da sua organização e práticas, do impacto que teve nos meios anarquistas e do consecutivo debate que se iniciou entre plataformistas e sintetistas, entre método insurreccionalista e método sindicalista. Talvez possa parecer anacrónico ou nostálgico, quiçá até será! Mas pouco importa ao desafio que se fez o colectivo Gera, porque lhe permitiu remexer na História para falar do pequeno povo, das suas lutas e mortes, revisitar um importante movimento popular e fazer uma recolha histórica dando relevo às anarquistas e aos anarquistas da Rússia desde 1880.

Entendemos a revolução russa como uma mudança profunda que se construiu no seio da sociedade e que se desenvolveu a partir do final do século dezanove. Foi um movimento popular de descontentamento e sofrimento com aspirações à liberdade e dignidade que levou ao movimento insurreccional contra o poder do Czar em 1905 e à sublevação popular que antecipava alterações profundas nas estruturas sociais, políticas e económicas em Fevereiro de 1917.

Assim, este número da Erva Rebelde dedica-­se exclusivamente ao tema da revolução russa, não para trazer novamente os grandes nomes da História, mas para visitar os outros nomes destas histórias da História. Aquelas pessoas que se envolveram nas actividades anarquistas de 1903 a 1917, aquelas que morreram em 1905, as que foram fuziladas, assassinadas, deportadas, exiladas, as que voltaram com a miragem de uma possibilidade em 1917, as que morreram na Grande Guerra 1914-­1918 ou na guerra civil de 1917-­1921, todas as que pereceram ou sofreram por acreditar num ideal anarquista.

Este número da Erva Rebelde apresenta textos de reflexão, traduções, notas de leituras, mas também uma separata composta apenas por mulheres que empreenderam um trabalho de investigação e escrita criativa sobre anarquistas russas, intitulada “O Manuscrito encontrado na Utopia”. Contém, além disso, um DVD com documentos (uma cronologia, uma bibliografia, um índice biográfico e outros textos), várias pastas de imagens (fotografias, gravuras, mapas, pinturas, retratos), vídeos e ficheiros de som.»

Separata da Erva Rebelde nº2: O Manuscrito Encontrado na Utopia: https://archive.org/details/VisualGlobalManuscritoEncontradoNaUtopia

número anterior: https://archive.org/details/ErvaRebeldeN0

https://ervarebelde.noblogs.org/

“A Batalha”: um jornal com história, constantemente renovado


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Acaba de sair a edição nº 276 do Jornal “A Batalha”, que já vai na VI Série de publicação, totalmente remodelada, em termos gráficos e de conteúdo. A equipa que tem estado a relançar “A Batalha” desde há alguns meses apresenta agora um jornal renovado, mais jovem e inserido na actualidade.

Ao longo das suas 16 páginas destaque para  a entrevista a João Santiago, director de “A Batalha” e um dos históricos do anarquismo em Portugal, uma nota sobre a morte de Manuel Vieira, antigo colaborador do jornal, um artigo de M. Ricardo Sousa sobre “Os anarquistas e a esquerda” e vários textos sobre a “Catalunha Insurgente”. Notas de última página sobre a actualidade anarquista, a recuperação de um texto de Gonçalves Correia “Carta a um caçador” e um artigo sobre o grupo anticarcelário francês “Os Cangaceiros” de Mário Rui Pinto enriquecem ainda esta edição.

O jornal “A Batalha”  foi fundado em 23 de Fevereiro de 1919, no mesmo ano em que surgiu a Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa, de tendência anarcosindicalista, de que seria porta-voz.  Como jornal diário alcançou a terceira maior tiragem em Portugal, embora permanentemente alvo de censura e com edições apreendidas. Cessou a sua publicação regular a 26 de maio de 1927 – praticamente um ano depois do golpe militar de 28 de Maio de 1926 -, data em que as suas instalações foram destruídas pela polícia, tendo posteriormente tido várias edições clandestinas ao longo da ditadura salazarista. Recomeçou a publicar-se regularmente, enquanto jornal sindicalista revolucionário, após o 25 de Abril de 1974, tendo a sua primeira edição desta série visto a luz do dia em Setembro desse mesmo ano.

Assumindo agora sua vertente de expressão anarquista – e não já anarcosindicalista – “A Batalha” renovada é um projecto que merece o apoio de todos os libertários, enquanto instrumento indispensável para a divulgação e debate das ideias anarquistas.

Está de parabéns a equipa de jovens e menos jovens que decidiu renovar e relançar o jornal.

(Brasil) Revista Verve, nº 32, já disponível na web


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ler e download: http://www.nu-sol.org/wp-content/uploads/2017/11/verve32.pdf

sumário

A Greve Geral de São Paulo, 1917 –Edson Passetti & Acácio Augusto
Contra o confusionismo, pela lógica — pela organização anarquista — falsa e perigosa
ilusão – Florentino de Carvalho
A Revolução Russa e o Partido Comunista – Alexander Berkman
Manifesto da liga da não conscrição – Emma Goldman & Alexander Berkman
… e 9 meses depois – Edson Passetti
Sobre pluralismo, tolerância e monitoramentos: em marcha a perseguição aos anarquistas no Rio Grande do Sul, Brasil –Nu-Sol
Não se distraia – Nu-Sol
Roberto Feire e o erotismo anarquista – Gustavo Simões
Um libertário. Erotismo Libertário – Roberto Freire
Anarquismo e gastronomia: a utopia intensa de unir fogões,
barricadas, prazer e liberdade – Nelson Méndez
Com a garganta seca – Nu-Sol
resenhas
John Cage, os ruídos desta hora! – Gustavo Simões
Não colonizar-se: os anarquismos na Bolívia – Luíza Uehara

Da apresentação

verve a partir deste trigésimo segundo número estará em formato eletrônico (PDF e ePub). isso acontece após exatos 15 anos de circulação impressa semestral, ininterrupta, registrando a anarquia e abolicionismo penal libertário. a mudança não se dá por convenção, mas para a revista se manter autogestionária. este número traz um registro da greve geral de 1917, em são paulo e os efeitos da revolução russa. são acontecimentos centenários ainda presentes na história das lutas. a revista abre com a aula-teatro 22, por edson passetti e acácio augusto, relembrando a greve geral de 1917, ocorrida em são paulo, quando mulheres, homens e crianças explicitaram o início da revolução social contra a propriedade, repressões e violências com as quais a oligarquia paulista submetia os operários e lavradores. trazemos um curto texto de florentino de carvalho comentando repercussões da revolução russa e alertando para a diferença vital entre comunismo libertário e comunismo de estado ou marxista. alexander berkman em análise acurada expõe, em 1921, os rumos da revolução russa, desvelando a impostura bolchevista no interior do partido comunista. somada à reflexão minuciosa acerca do partido, o anarquista situa o esmagamento da revolução social por meio do controle político efetivado pela ditadura do proletariado, máquina burocrática policial e punitiva. do mesmo ano de 1917, ao norte da américa, verve 32 publica o manifesto de emma goldman e alexander berkman contra a conscrição militar nos EUA. a revolução se faz todo dia por cada um para mudar o mundo todo dia. verve 32 registra, em página única, as atuais perseguições aos anarquistas, com a operação ébero, no rio grande do sul; alerta para não nos distrairmos diante das investidas de forças conservadoras, como a ocorrida no impedimento de seminário sobre a revolução russa na uerj; escancara a continuidade do massacre de jovens nas prisões. atiça para as transformações anarquistas no presente e republica dois registros sobre o erotismo libertário por roberto freire, anarquista caloroso que completaria 90 anos em 2017, e o delicioso ensaio de nelson mendez, sobre uma história gastronômica da anarquia. cada um a seu modo, freire e mendez mostram que para os anarquistas não há dissociação entre prazeres e luta. verve 32 fecha com duas resenhas que lidam com a anarquia hoje e sua atualidade descentralizada: gustavo simões, a partir das correspondências trocadas pelo artista anarquista john cage, nos convida a ouvir os ruídos da anarquia; luíza uehara mapeia a história e a contemporaneidade dos anarquismos na bolívia, alertando para o risco de capturas empreendedoras e resilientes. verve 32 atravessa os fluxos eletrônicos como revista de atitudes, labareda que lambe corpos explodindo as mediações da tela e dos protocolos, dos softwares aos indexadores.