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Palimpsestos, uma nova revista de arqueologia e antropologia anarquistas


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Para ler e fazer download (PDF) da revista completa: aqui

Oriunda da Argentina, acaba de ser editado o n. 0 de uma nova revista anarquista dedicada à arqueologia e à antropologia, com quase 400 páginas e artigos em castelhano, inglês e português. Temas em destaque neste número:

 

Venezuela em insurreição… E os anarquistas?


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Novas manifestações e confrontos aconteceram hoje em Caracas. A situação na Venezuela é explosiva e o regime de Maduro perde apoios a cada dia que passa. E que é feito dos anarquistas? Este artigo publicado na página digital do Periodico El Libertario (e traduzido para português pela agência de notícias anarquistas) pretende responder a essa questão: “Você decide aonde nos veremos: nas ruas ou atrás dos computadores”.

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Ácrato

A Venezuela vive um momento pré-insurrecional. Quem ainda não seu deu conta é porque não está na rua e se sente bem servido pela informação produzida pelos meios de comunicação controlados pela censura. Depois do processo de degradação que se converteu em ditadura, as pessoas perderam o medo do governo e de sua repressão. Diferentemente de outros momentos de protestos anti-chavistas, agora se somam setores populares, tanto em Caracas quanto em outros pontos do país.

No enfrentamento à repressão, se estabelecem coordenações informais para repelir os ataques com gás lacrimogéneo e rojões, bem como para prestar socorro aos feridos. Existe no ar um desejo de mudança, e existem tantas propostas quanto pessoas mobilizadas. Circunstancialmente, depois de haver entregado docilmente o Referendo que significou a ruptura entre os dirigentes da oposição e sua base de apoio, um setor dos políticos está recuperando sua representatividade, logo depois de haverem sido pressionados pela massa para que se incorporassem aos protestos e sofrerem os mesmos efeitos da repressão que os demais. Não obstante, e isso tem que se salientar, a relação entre as pessoas e os partidos políticos mudaram e já não é a obediência cega que antes existia, sob a chantagem da “unidade anti-chavista”. Se não existirem fatores que mantenham e aumentem esta tensão até transbordar, os políticos poderão recuperar seu protagonismo. Os mortos pela repressão já são vários e dezenas os presos por protestar. Enquanto escrevo isso, pessoas estão sendo torturadas por participar das manifestações, enquanto as pessoas se preparam para sair novamente no dia 19 de abril.

Enquanto que o enfrentamento com o Estado chega a tais níveis, a situação das esquerdas “revolucionárias”, incluindo os anarquistas, é patética. Os anarquistas sofreram o mesmo processo de debilitação que o resto dos movimentos populares, divididos por seu apoio ou oposição ao modelo de dominação bolivariano. Se bem que nunca tiveram uma grande influência e o pouco que se havia construído nos anos anteriores já não mais existe. O jornal “El Libertario”, a única publicação regular que existia, deixou de aparecer. Os blogs e espaços virtuais encontram-se em sua expressão mínima. Os encontros reais já não ocorrem, pois muitos companheiros sobrevivem com dificuldade à crise económica. Inclusive o anarquismo “pró-governamental” desapareceu, sendo algumas dessas pessoas funcionários e outros por haverem saído do país. Ante toda essa situação, os “anarquistas” parecem se contentar com lições de pureza revolucionária desde seus computadores, enquanto as pessoas reais – com suas contradições e limitações como todos nós – realmente enfrentam a repressão e ao governo.

Agora não temos influência sobre os acontecimentos, mas a única maneira de gerar condições para tê-la no futuro é participar do movimento contra a repressão, fortalecendo os processos de autogestão e autonomia à margem e contra todos os partidos políticos. Não, não é a “revolução” que nós queremos em nossas cabeças teóricas, mas as agitações e processos reais das pessoas de carne e osso contra os fatores concretos de poder. Manter-se à margem é se condenar a ser uma “seita” para iluminados, uma condição que defendem alguns, mas que rechaçam aqueles que desejam que os nossos valores, e não nossas etiquetas, sejam vividos pela maior quantidade de pessoas.

Objetivamente, o desprestígio do marxismo como consequência da degradação do chavismo – “a corrupção em grau extremo” nas palavras de Noam Chomsky – geram condições objetivas para que o anarquismo tenha capacidade de dialogar, como nunca antes, como futuro deste país. Sem embargo, se tem que entender que muitas das formas em que esses valores se materializavam – o cooperativismo, a agricultura urbana, etc – também foram pervertidos pelo bolivarianismo. Os anarquistas deveram realizar um profundo esforço de reinvenção teórica e prática para ter a capacidade de influenciar o futuro.

A nós, cabe eleger: ficamos à margem e nos enterramos junto com o resto das esquerdas no velório chavista ou tentamos ser uma alternativa vigente e consequente. Você decide aonde nos veremos: nas ruas ou atrás dos computadores.

Fonte (com alterações): http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/04/venezuela-en-insurreccion-y-los.html

“A Batalha”, nº 273


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Aí está mais uma edição de “A Batalha” (VI série, XLI, nº 273), numa linha renovada que começou há um par de números, com colaboração variada, embora as características anarco-sindicalistas que fizeram deste jornal o porta-voz da central operária CGT, com edição diária, estejam cada vez mais ténues.

Neste número os destaques de primeira página vão para uma entrevista com António Cândido Franco, director da revista de cultura libertária “A Ideia” e para um texto de Rui Mário Pinto, um dos fundadores da nova editora libertária “Barricada de Livros”, cujo primeiro título “O direito ao roubo” será publicado em breve, reunindo textos sobre a corrente libertária formada pelos ilegalistas que sempre actuam à margem da sociedade e das suas instituições.

Também na primeira página há a reter a chamada para a primeira parte de um texto sobre o pensamento de Max Stirner, que continua no próximo número do jornal.

No interior, são vários os temas em abordagem. Um texto de Gonçalves Correia, publicado em 1917; uma breve sobre os Cem anos da revolução Russa; uma conversa entre militantes sobre o significado de libertários, libertaristas e libertarianos; um artigo sobre o Sahara colonizado; artigos sobre o Brasil e Cuba, etc..

Nova edição da revista “Flauta de Luz” vai ser apresentada em Lisboa e Évora


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DIA 8 DE ABRIL ÀS 18H, NA LIVRARIA TORTUGA (Rua da Penha de França nº 217-A, Lisboa), HAVERÁ DUAS APRESENTAÇÕES: Revista Flauta de Luz nº 4 & Alucinar o Estrume, em que estará presente Júlio Henriques, editor da revista e autor do livro.

Flauta de Luz nº 4

Num novo formato e com mais páginas, o recém-publicado nº 4 desta revista apresenta-se mais diversificado e sob o signo da crítica da cultura. Vários blocos temáticos abordam questões centrais: adaptação do ecologismo ao «capitalismo verde»; reformulações ambientalistas decorrentes desta contradição mortal; diversos aspectos da actual importância política das culturas vernaculares; crise terminal do modo de produção capitalista em algumas das suas expressões materializadas; dimensão tentacular da tecnociência como aprofundamento e interiorização das relações sociais capitalistas.

Uma parte dedicada à história sociopolítica portuguesa aborda o papel da música como tortura durante o fascismo, a grudada presença da mitologia colonial na «identidade lusíada» e o teatro de temática operária. São de sublinhar duas extensas contribuições: a do cineasta britânico Peter Watkins sobre a crise dos média audiovisuais e a do ensaísta sérvio Ljubodrag Simonovic sobre «o desporto como religião do capitalismo». E ainda uma primeira longa abordagem do cinema de José Vieira, e a ausência e presença do surrealismo em Portugal na sua relação com o pensamento libertário. Este número contém também várias participações de arte visual, poesia e ficção.

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Alucinar o Estrume

Nas franjas indefinidas de uma sociedade que avança, absurda e doente, para o abismo que superiormente cria e quer, vão surgindo, às apalpadelas, núcleos de gente em busca de sentido. De um sentido central, que clama a partir da entidade viva que é o solo. Entre os que migram da cidade para o campo, em busca de uma utopia à mão de semear, o naturalista Estêvão Vao exprime uma oposição liminar à demência do astronauta, ao paradigma que corporiza a indigente ambição de se viver na Terra fora da terra. (Antígona, 2017)

Rua da Penha de França nº 217-A
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A apresentação do número 4 da Revista “Flauta de Luz” terá também lugar em Évora, no dia 29 de Abril, na Livraria Fonte de Letras, com a presença do editor, Júlio Henriques.

‘Algumas verdades sobre o individualismo libertário’, por Júlio Carrapato


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Numa altura em que muitos, ainda inebriados pela teologia marxista-leninista, põem em oposição o individualismo ao associativismo ou o individuo ao colectivo, convém recordar aquilo que sempre distinguiu os anarquistas das correntes autoritárias e que foi o acento tónico permanentemente colocado no indivíduo livre e livremente associado a outros indivíduos livres. Só desta associação horizontal poderá resultar uma efectiva e profunda transformação da sociedade, de que as associações serão o gérmen.

Para os anarquistas, que bebem directamente da tradição libertária, só indivíduos autênticos, únicos, autónomos, se podem associar com outros iguais – se não resta a massa, facilmente manobrável e controlável, seja nos regimes de capitalismo de Estado ou de mercado, seja nos países totalitários de marca fascista ou comunista, como bem observou Wilhelm Reich na sua “Psicologia de massa do fascismo” ou Hannah Arendt nos escritos contra o totalitarismo. Ao contrário dos marxistas, que reduzem todo o conteúdo civilizacional à economia e à luta de classes, confundindo a parte com o todo, os anarquistas consideram que são diversos os factores que influem na transformação social e, sem pôr em causa a importância da economia e da luta que opõe as classes detentoras do poder e dos meios de produção às classes exploradas e oprimidas, não menosprezam outras áreas da realidade e centram, quase sempre, o seu olhar sobre o individuo, enquanto tal, base e fim último da transformação individual e colectiva por que lutam e anseiam.

O texto que a seguir se divulga é assinado por Júlio Filipe e foi publicado no jornal “O Meridional”, nº 1, de Abril de 1978. O seu autor é Júlio Carrapato, um dos anarquistas mais influentes nas décadas de 70/80 do século passado no movimento libertário em Portugal. Ele próprio – um admirador de Durruti, tendo traduzido para português a sua biografia –  assumia-se como um colectivista, na velha tradição da CNT espanhola, sem que considerasse que isso entrava em contradição com o individualismo libertário que advogava e  que fora beber a homens como Albert Libertad ou Max Stirner.

Fica aqui este texto, escrito no estilo singular de Júlio Carrapato, em defesa do individualismo libertário. E, como ele, consideramos que a crítica cerrada ao individualismo é um dos grandes mitos construídos pelo marxismo e pelas correntes autoritárias para assim melhor manobrarem no seu interesse as vontades individuais.

Individualismo que, na perspectiva libertária, não se opõe à associação e à solidariedade, nem ao apoio mútuo entre iguais, antes pelo contrário: o livre associativismo pressupõe – e ajuda também a criar – indivíduos livres, autónomos, solidários e… únicos.

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Central Nuclear de Almaraz: viver ao lado da morte.


Central Nuclear de Almaraz: viver ao lado da morte. Uma reportagem do JN com 27 anos retrata uma realidade hoje ainda mais dramática.

Já há 27 anos, a 28 de Janeiro de 1990, a central nuclear de Almaraz, no Guadiana e muito perto da fronteira, era considerada um perigo para as populações. Do lado espanhol e do lado português.

A notícia / reportagem do JN é de há 27 anos…Entretanto a situação alterou-se ainda para pior. Basta ler e comparar com a situação actual.

Com as saudações antinuclearistas da TERRA VIVA!A.E.S.

(recebido por email)

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Mais um número de “A Batalha”


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Acaba de ser publicada e já está a ser distribuída mais uma edição do jornal “A Batalha”. Em destaque de 1ª página uma entrevista com o musicólogo Rui Eduardo Paes; uma reportagem  sobre Cuba e as transformações que estão a ocorrer neste país; uma evocação da homenagem a Ferrer, Ascaso e Durruti em Barcelona, para além de várias outras chamadas para artigos diversos no interior.