imprensa

(Desde o Brasil) ENTREVISTAS COM ANARQUISTAS E COLETES AMARELOS EM FRANÇA


yellow_vests_2-880x563

Do Brasil

DE OLHO NA REVOLTA SOCIAL DO OUTRO LADO DO OCEANO:
COLETES AMARELOS: GUERRA CIVIL OU GUERRA SOCIAL?

Introdução

Desde novembro do ano passado, a França toda está sacudida pelo maior movimento social vivido no país desde 1968. Estamos frente a um movimento heterogêneo e anárquico por essência já que nenhuma representação oficial do movimento é aceita por parte do corpo do movimento. O que está acontecendo na França? Que posição tomam xs anarquistas? Podemos falar de Insurreição? De Revolução Social?

Intrigadxs, alguns anarquistas realizaram um par de entrevistas com companheirxs que moram na França e que de alguma ou outra maneira, decidiram se envolver com o movimento. Uma parte dessas entrevistas foi já publicada no número 3 da revista anarquista “Crônica Subversiva” de Porto Alegre. Entretanto como o debate nos parece urgente enviamos uma parte das entrevistas pela internet.

A nossa intenção ao realizar essas entrevistas é antes de tudo entender quais são as posições dxs anarquistas em relação ao movimento, quais são suas formas de ação e como elas se comunicam com o movimento social. Para isso, buscamos provocar o debate trazendo aqui diferentes posicionamentos em relação à ação anarquista nos movimentos sociais, tudo isso no intuito de nos provocar, desde o lugar onde estamos para (re)pensar nossos meios e métodos de ação.

Das 4 respostas recebidas até agora, encontramos companheiros que se identificam como “Indivíduos Anarquistas que moram em Paris” que chamamos aqui de “IA”, outro companheiro “T” que chamou-se de: “um anarquista de uns 40 anos, desempregado de longa data que mora na periferia de Paris.” Mais um companheiro anarquista da região
metropolitana chamado aqui de “A” e por fim, umas/uns companheirxs anarquistas de Toulouse que chamaremos aqui de “AT”.

(mais…)

 René Berthier evoca o centenário do jornal “A Batalha” nas páginas do “Le Monde Libertaire”


Capturar

Feliz aniversário

“A Batalha” celebra o seu 100º aniversário a 23 de fevereiro de 2019

“A Batalha”, o jornal da CGT portuguesa, foi fundado em 23 de fevereiro de 1919 e publicou-se diariamente até 26 de maio de 1927, data em que as suas impressoras foram destruídas e a sua publicação proibida pelo regime fascista saído do golpe de Estado militar de 28 de maio de 1926.

Mas “A Batalha” sobreviveu na clandestinidade durante várias décadas (até ao fim dos anos 40) e viu de novo a luz do dia, legalmente, depois da Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, graças a Emídio Santana, Lígia de Oliveira, José António Machado, Moisés da Silva Ramos e outros.

Foi nesta altura que Jacky Toublet(1) e eu próprio fomos a Portugal, mandatados pela Aliança Sindicalista, para ver o que se passava e contactar os militantes. Fomos recebidos calorosamente pelos camaradas que estavam a tentar fazer reviver o seu jornal histórico e que ocupavam um edifício nas colinas de Lisboa, a antiga sede do jornal, se me recordo bem, mas que as circunstâncias os impediram de conservar (2)

Havia uma efervescência incrível, reuniões políticas por todo o lado, era um pouco como em Maio de 68 quando toda a gente conversava nas ruas e refazia o mundo. Nessa altura esperava-se que a CGT pudesse refazer as suas forças anteriores ao fascismo e havia uma espécie de entusiasmo optimista.

Lembro-me em particular de Emídio Santana (3) e de Lígia Oliveira (4), que nos acompanharam durante a nossa curta estadia.

Aquando da minha ida a Portugal em 2012 eram a Elisa e o Luís, da “velha guarda”, que se ocupavam do jornal, mas agora é uma nova equipa que assume a sua publicação.

O jornal “A Batalha”, refundado em 1974, ainda existe, não é diário mas prossegue o combate para manter uma presença libertária em Portugal.

12 fevereiro 2019
René Berthier

(aqui)

Notas:

(mais…)

Primeiras páginas e textos da imprensa anarquista e libertária digitalizados em blogue documental


01 - 0001

01 - 0001 (1)

“Apoio Mútuo” foi uma pequena revista anarquista que se publicou em Évora entre os finais de 1976 e os primeiros meses de 1977. As capas e um artigo dos números 1 e 2 foram publicados no blogue documental https://1969revolucaoressaca.blogspot.com, de Gualberto Freitas, em que, a par de inúmeros títulos de cariz marxista, marxista-leninista, maoísta, trotskista, etc., figuram as capas digitalizadas e alguns textos de jornais e revistas anarquistas, tais como A Batalha, A Ideia, A Sementeira, Acção Directa, O Libertário, O Sindicalista Anarquista e da Subversão Internacional, dos quais o número 4 aparece totalmente digitalizado.

01 - 0001 (2)

Já nas bancas “A Batalha” nº 280


unnamed (5)

Nº 280 – Maio-Julho

  • Capa de André Pereira
  • A abrir
    • Nova redacção de A Batalha
    • Sobre A Batalha #280
    • PAN – Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural [C. d’A.]
    • Encontro de Imprensa Libertária
    • AnarchaPortugal
    • Confederação Internacional do Trabalho
    • Anarquistas e orgulhosos de o ser [M.R.P.]
    • À lupa
  • Mixing & Jana
  • O estado é apenas um episódio da governamentalidade [Entrevista de Duccio Trombadori a Michel Foucault]
  • A contratempo [Entrevista a Tomás Ibáñez / Ilustração de João Carola]
  • A normalização da ZAD [Pimprenelle]
  • O colonialismo no Canadá e EUA [José Augusto]
  • Breves apontamentos históricos sobre o bloqueio de Gaza [Lumor]
  • Base das Lajes: uma ameaça aos açorianos e a todos os povos do mundo [Teófilo Braga / Ilustração de Simão Simões]
  • A um condenado [António Gonçalves Correia & Francisca Bicho]
  • Poesia de Beatriz de Almeida Rodrigues, Francisco Cardo e Sean Bonney
  • Modus Operandi [Colectivo da Estrela Decadente]
  • Retratos à la minuta. Francis Bacon, Three Studies for a Crucifixion [Emanuel Cameira]
  • À lupa [recensões a Bestiário #1, Gazelle of DeathO Labririnto da SaudadeMapa #20, NacionalismoUm projecto libertário, sereno e racionalO ReinoLa Revue Dessinée #20, El Salto #15, Stripburger#71, Future #1-2 e Ultraje #16]
  • A arte ilegal de culture jamming e o bricolage religioso do Discordianismo [Walt Thisney]
  • Centro Anarquista Português de Artes Modestas [Marcos Farrrajota]

*

A Batalha está à venda na Tortuga, Letra Livre, Barata, Linha de Sombra, Leituria, RDA69, MOB, Tigre de Papel, Zaratan – Arte Contemporânea, nos quiosques junto ao Largo do Rato, na Rua Alexandre Herculano, na Rua Camilo Castelo Branco e no Largo do Chiado (Lisboa), no Gato Vadio e na Utopia (Porto), na Uni Verso (Setúbal), na SMUP (Parede) e na Fonte de Letras (Évora).

As condições de assinatura de A Batalha são as seguintes: 

Continente | 6 nos: 6,98€ / 12 nos: 12,97€
Ilhas, via aérea | 6 nos: 7,98€ / 12 nos: 15,46€
Ilhas, via económica | 6 nos: 6,98€ / 12 nos: 12,97€
Europa | 6 nos: 11,97€ / 12 nos: 22,45€
Extra-Europa, via aérea | 6 nos: 15,56€ / 12 nos: 27,93€
Extra-Europa, via económica | 6 nos: 11,97€ / 12 nos: 22,45€

O pagamento poderá ser efectuado para o NIB do CEL:
0033 0000 0001 0595 5845 9.

jornalabatalha@gmail.com

Olh’à Batalha nº 277/278


a batalha

Já está nas bancas e na casa dos assinantes o número duplo 277/278 de “A Batalha”, o jornal de expressão anarquista que já foi jornal diário e órgão da CGT, a confederação anarco-sindicalista dos trabalhadores portugueses.

Notando-se cada vez mais o projecto de renovação em curso,  esta edição de “A Batalha tem 32 páginas com destaques diversos, entre os quais, dois breves artigos sobre José Hipólito dos Santos, falecido no ano passado, da responsabilidade de João Freire e Manuel Villaverde Cabral, que com ele conviveram de perto; um artigo sobre a Assembleia de Ocupação de Lisboa e a casa okupada (e depois desokupada às ordens da CML); uma crónica, de conteúdo social, de Miguel Sampaio, que já andou pelas hostes do BE, mas retorna agora ao espaço libertário; um conto de Ursula K. Legun, a escritora libertária recentemente desaparecida; um longo artigo sobre o RBI – Rendimento Básico Incondicional; mais um artigo de Francisca Bicho sobre os cinquenta anos da morte de Gonçalves Correia; uma entrevista ao grupo dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS; um artigo sobre Carlo e Anita Aldegheri, de Mário Rui Pinto, e muito mais, entre artigos, ilustrações, opinião…

Um jornal que está a melhorar número a número e a congregar cada vez mais colaborações e que acaba de mudar de contacto. Qualquer correspondência deve ser enviada para: CEL/A BATALHA, Apartado 4037, 1501-001 Lisboa, Portugal. O email mantém-se: jornalabatalha@gmail.com.

“A Batalha” também está a procurar colaboradores pelo país. Caso haja companheiros que o queiram fazer podem entrar em contacto com a redacção.

Boas leituras!

Quem não é assinante que o faça para o email jornalabatalha@gmail.com . 12 números rondam os 13 euros. Apoiar a imprensa libertária é uma obrigação de todos os anti-autoritários.

Novo site e arquivo da revista “A Ideia”


Capturar

Arquivo: https://aideia.blog/arquivo-2/i-serie/

Suplementos: https://aideia.blog/suplementos/

Site: https://aideia.blog/

A revista “A Ideia” foi o primeiro órgão de imprensa anarquista a ver a luz do dia após o 25 de Abril de 1974 em Portugal. A revista já estava a ser preparada em França quando se deu o 25 de Abril. Foi-lhe introduzido um texto referente ao golpe militar e distribuída durante o mês de Maio de 1974 (data, aliás, que figura no cabeçalho).

A revista na sua primeira série aborda temas relacionados com o anarquismo militante, dando a conhecer a biografia de muitos deles, a maior parte caídos no esquecimento ou desconhecidos dos militantes mais novos.

Mais tarde, a revista abordará temas mais teóricos, ligados ao ambiente, à ecologia social, ao municipalismo libertário, assumindo-se posteriormente como uma revista cultural, embora situada ainda no espaço libertário.

Apesar de todas estas variantes é uma das publicações libertárias (a par com a Batalha) de maior longevidade no território português.

Revista ‘Erva Rebelde’ nº 2 totalmente dedicada à Revolução Russa.


Capturar

erva rebelde nº 2

«Passados cem anos, grande parte dos mitos do comunismo da Rússia soviética foram derrubados e as suas atrocidades desvendadas. Mas reduzir o que aconteceu na Rússia, no início do século vinte, a uma data em particular, a alguns nomes conhecidos e algumas decisões políticas descarta o importante legado da experiência de um movimento popular, da natureza da sua organização e práticas, do impacto que teve nos meios anarquistas e do consecutivo debate que se iniciou entre plataformistas e sintetistas, entre método insurreccionalista e método sindicalista. Talvez possa parecer anacrónico ou nostálgico, quiçá até será! Mas pouco importa ao desafio que se fez o colectivo Gera, porque lhe permitiu remexer na História para falar do pequeno povo, das suas lutas e mortes, revisitar um importante movimento popular e fazer uma recolha histórica dando relevo às anarquistas e aos anarquistas da Rússia desde 1880.

Entendemos a revolução russa como uma mudança profunda que se construiu no seio da sociedade e que se desenvolveu a partir do final do século dezanove. Foi um movimento popular de descontentamento e sofrimento com aspirações à liberdade e dignidade que levou ao movimento insurreccional contra o poder do Czar em 1905 e à sublevação popular que antecipava alterações profundas nas estruturas sociais, políticas e económicas em Fevereiro de 1917.

Assim, este número da Erva Rebelde dedica-­se exclusivamente ao tema da revolução russa, não para trazer novamente os grandes nomes da História, mas para visitar os outros nomes destas histórias da História. Aquelas pessoas que se envolveram nas actividades anarquistas de 1903 a 1917, aquelas que morreram em 1905, as que foram fuziladas, assassinadas, deportadas, exiladas, as que voltaram com a miragem de uma possibilidade em 1917, as que morreram na Grande Guerra 1914-­1918 ou na guerra civil de 1917-­1921, todas as que pereceram ou sofreram por acreditar num ideal anarquista.

Este número da Erva Rebelde apresenta textos de reflexão, traduções, notas de leituras, mas também uma separata composta apenas por mulheres que empreenderam um trabalho de investigação e escrita criativa sobre anarquistas russas, intitulada “O Manuscrito encontrado na Utopia”. Contém, além disso, um DVD com documentos (uma cronologia, uma bibliografia, um índice biográfico e outros textos), várias pastas de imagens (fotografias, gravuras, mapas, pinturas, retratos), vídeos e ficheiros de som.»

Separata da Erva Rebelde nº2: O Manuscrito Encontrado na Utopia: https://archive.org/details/VisualGlobalManuscritoEncontradoNaUtopia

número anterior: https://archive.org/details/ErvaRebeldeN0

https://ervarebelde.noblogs.org/