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(Galiza) Saiu mais um número da revista Abordaxe!


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Sumário:
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Abordaxe, revista anarquista nº6 · Primavera 2017
Editorial 5
O inimigo interno 6
«Fuck Europe!», «Fuck Germany!» 9
Os inicios do anarquismo ibérico contados pola «Benemérita» 12
Contra a Ciencia 14
Liberdade, seguridade e control. Estado, corporacións e cidadáns 16
Guiom para banda desenhada, se quadra… 22
A revolta compostelá de 1116–1117 25
A destrución como creación 28
A imaxe das mulleres nos conflitos armados. Pasamontañas, hiyabs e capitalismo baboso 30
Entrevista a Rojava Azadi 38
O anarquismo en Cuba, de 1857 a 2016 48
Banda deseñada: Que é o socialismo? Esas preguntas que todo o mundo evita para que non lle dean a chapa 57

aqui: https://vozcomoarma.noblogs.org/files/2017/05/Abordaxe-6.pdf

(Iniciativa Libertária) Solidariedade com os anarquistas e os trabalhadores venezuelanos


 

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Caros companheiros de El Libertario,

Que chegue através de vós, a solidariedade que os companheiros portugueses da Iniciativa Libertária, dirigem aos trabalhadores, ao proletariado e a toda a classe dos explorados da Venezuela.

Acompanhamos os acontecimentos com grande atenção, raiva e preocupação; não seria a primeira vez, na verdade, que no vosso continente as “singularidades” resultam em novos cenários sombrios e trágicos, pingando sangue e marcadas por ditaduras ferozes!

Não ignoramos, é claro, que as forças da Reação, interna e externa; que os enormes interesses do Capital Financeiro; e, finalmente, em toda a área Neo-Imperialista, todos estão a trabalhar arduamente no sentido de orientar, em exclusivo, todo o movimento de revolta que diariamente sai à rua e enfrenta, pagando um preço muito alto, os detentores do Estado e os símbolos do privilégio nacional.

Em todos os casos, o que acontece confirma, mais uma vez, por um lado, que “não há bons poderes” … mesmo quando “se pintam de vermelho”, mais ou menos vivo; e em segundo lugar, que a resposta passa apenas através da unidade e da Solidariedade da Classe dos explorados e oprimidos de todo o mundo, para a Revolução Social e a construção de uma Sociedade de Livres e Iguais.

Iniciativa libertária – Lisboa, maio 2017

também aqui: http://periodicoellibertario.blogspot.pt/2017/05/solidariedade-com-os-companheiros-e.html

(memória libertária) “O Rebelde”, uma publicação anarquista de Julho de 1975


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Ler o número completo

“O Rebelde” apenas publicou um número em Julho de 1975, em pleno Verão Quente. Editado por um pequeno grupo de jovens, que se reuniam na sede do “Movimento Libertário Português ” e de “A Batalha”, na Rua Angelina Vidal, a publicação ainda tinha evidentes traços do chamado comunismo de base ou conselhista na sua concepção ideológica. Eram tempos de confusão, em que a tradição anarquista estava a ser recuperada, mas em que ainda predominavam muitos tiques marxistas e guerrilheiristas.

Apelo dos anarquistas venezuelanos ao movimento libertário internacional


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Apelo desde a Venezuela aos anarquistas da América Latina e do mundo: A solidariedade é muito mais do que uma palavra escrita.

Dirigimo-nos a todas as expressões do movimento libertário, em particular às deste continente, não só para chamar a atenção face à conjuntura que estamos a viver na Venezuela desde Abril de 2017, mas sim porque entendemos ser urgente que o anarquismo se expresse mais enfaticamente sobre estas circunstâncias dramáticas, com posições e acções coerentes com o que tem sido o discurso e a prática do ideal ácrata ao longo do seu percurso histórico.

É deplorável que, enquanto por um lado o governo chavista – hoje encabeçado por Maduro – em conjunto com as suas caixas de ressonância do exterior e, por outro, os opositores da direita e da socialdemocracia, estão em campanhas desaforadas para venderem à opinião  mundial as suas visões enviesadas e carregadas de interesses pelo poder, muitas vozes anarquistas fora da Venezuela tenham mantido um mutismo que, de algum modo, tem como resultado uma tácita aceitação daquilo que uns e outros, desejosos do poder do Estado, querem impor como “verdade”. Sabemos que as vozes que nos são afins não dispõem dos mesmos meios dos estatistas das várias cores e que @s companheir@s enfrentam realidades complexas em que há temas e problemas que, pela sua proximidade, requerem a sua preocupação mais imediata, mas julgamos que essa dificuldade não pode ser obstáculo para que, de algum modo que seja, se dê atenção, interesse e solidariedade quer no que acontece na Venezuela, como pelo que a esse respeito é divulgado pelo anarquismo desta região.

Num resumo sucinto do que o anarquismo local diz hoje, a actual conjuntura denuncia a natureza fascista do regime de Chávez – e a sua continuidade com Maduro -, governos militaristas reaccionários que desde sempre temos denunciado a partir de “El Libertario”. Tem sido um regime ligado ao crime, ao narcotráfico, ao roubo, à corrupção, à prisão de opositores, torturas, desaparecimentos, aparte da desastrosa gestão económica, social, cultural e ética. Chávez conseguiu ter projecção com a sua liderança messiânica e carismática, financiado pela subida do preço do petróleo, mas desde a sua morte e com o fim da bonança, o chamado processo bolivariano esvaziou-se, uma vez que estava sustentado em bases muito débeis. Esta “revolução” seguiu a tradição histórica rentista iniciada aem começos do século XX com o ditador Juan Vicente Gómez, continuada pelo militar Marcos Pérez Jiménez e que não cessou com o esquema democrático representativo posterior .

Há quem no plano internacional (Noam Chomsky é o melhor exemplo) tenha rectificado o seu apoio inicial ao autoritarismo venezuelano e que hoje o denunciam de maneira efectiva. No entanto, observamos com grande preocupação o silêncio de muit@s anarquistas deste e de outros continentes sobre os acontecimentos na Venezuela. Há um adágio que diz: “quem cala consente”, o qual se verifica na perfeição quando se faz passar fome e se reprime criminosamente uma população e os que deviam protestar pouco ou nada dizem. Apelamos a que quem segura as bandeiras libertárias se pronuncie, se ainda o não fizeram, sobre a nossa tragédia. Não há nenhuma justificação para a indiferença se se tem uma visão ácrata do mundo. O contrário significa encobrir a farsa governamental, esquecendo o que foi dito pel@s anarquistas de todos os tempos acerca da degradação do socialismo autoritário no poder. Talvez que no passado a imagem “progressista” do chavismo possa ter enganado alguns libertários, mas se formos consequentes com o nosso ideal é impossível continuar hoje a sustentar essa crença.

Estamos em presença dum governo agonizante, deslegitimado e repressivo que procura perpetuar-se no poder, repudiado pela imensa maioria da população, que assassina através das suas forças repressivas e colectivos paramilitares e que, para mais, promovem saqueios.  Um governo corrupto, que chantageia com caixas de alimentos, vendidas ao preço do dólar no mercado negro, que participa em toda a espécie de negociatas, um governo de boliburgueses e militares enriquecidos com a renda petrolífera e a actividade mineira destruidora do ambiente. Um governo que mata de fome e assassina, enquanto aplica um ajustamento económico brutal acordado com o capitalismo transnacional, ao qual paga pontualmente uma dívida externa criminosa.

É tempo de desmontar as manobras pseudo-informativas de que se pretendem valer no exterior, tanto quem controla como quem aspira a controlar o Estado venezuelano, e nisso esperamos contar com o apoio activo de indivíduos e agrupações libertárias, tanto da América Latina como do resto do planeta. Qualquer demonstração de solidariedade anarquista será bem recebida pelo movimento ácrata venezuelano, que é pequeno e  que se move entre muitas dificuldades, mas que na actual conjuntura agradecerá enormemente saber que, de algum modo, contamos com @s companheir@s do resto do mundo, seja reproduzindo e divulgando a informação que @s anarquistas da Venezuela difundem, gerando opiniões e reflexões que desmontam as visões que sobre este tema os autoritários de direita e esquerda tentam impor e – o que seria muito melhor – promovendo ou apoiando iniciativas de acção nos seus respectivos países em que sejam denunciadas as situações de fome e de repressão que se vivem hoje na Venezuela. Agora, mais do que nunca, é necessária a vossa presença e voz em todos os cenários possíveis para que seja denunciada a tragédia em que está submerso o povo venezuelano.

Colectivo Editor do jornal “El Libertario”

Palimpsestos, uma nova revista de arqueologia e antropologia anarquistas


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Para ler e fazer download (PDF) da revista completa: aqui

Oriunda da Argentina, acaba de ser editado o n. 0 de uma nova revista anarquista dedicada à arqueologia e à antropologia, com quase 400 páginas e artigos em castelhano, inglês e português. Temas em destaque neste número:

 

Venezuela em insurreição… E os anarquistas?


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Novas manifestações e confrontos aconteceram hoje em Caracas. A situação na Venezuela é explosiva e o regime de Maduro perde apoios a cada dia que passa. E que é feito dos anarquistas? Este artigo publicado na página digital do Periodico El Libertario (e traduzido para português pela agência de notícias anarquistas) pretende responder a essa questão: “Você decide aonde nos veremos: nas ruas ou atrás dos computadores”.

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Ácrato

A Venezuela vive um momento pré-insurrecional. Quem ainda não seu deu conta é porque não está na rua e se sente bem servido pela informação produzida pelos meios de comunicação controlados pela censura. Depois do processo de degradação que se converteu em ditadura, as pessoas perderam o medo do governo e de sua repressão. Diferentemente de outros momentos de protestos anti-chavistas, agora se somam setores populares, tanto em Caracas quanto em outros pontos do país.

No enfrentamento à repressão, se estabelecem coordenações informais para repelir os ataques com gás lacrimogéneo e rojões, bem como para prestar socorro aos feridos. Existe no ar um desejo de mudança, e existem tantas propostas quanto pessoas mobilizadas. Circunstancialmente, depois de haver entregado docilmente o Referendo que significou a ruptura entre os dirigentes da oposição e sua base de apoio, um setor dos políticos está recuperando sua representatividade, logo depois de haverem sido pressionados pela massa para que se incorporassem aos protestos e sofrerem os mesmos efeitos da repressão que os demais. Não obstante, e isso tem que se salientar, a relação entre as pessoas e os partidos políticos mudaram e já não é a obediência cega que antes existia, sob a chantagem da “unidade anti-chavista”. Se não existirem fatores que mantenham e aumentem esta tensão até transbordar, os políticos poderão recuperar seu protagonismo. Os mortos pela repressão já são vários e dezenas os presos por protestar. Enquanto escrevo isso, pessoas estão sendo torturadas por participar das manifestações, enquanto as pessoas se preparam para sair novamente no dia 19 de abril.

Enquanto que o enfrentamento com o Estado chega a tais níveis, a situação das esquerdas “revolucionárias”, incluindo os anarquistas, é patética. Os anarquistas sofreram o mesmo processo de debilitação que o resto dos movimentos populares, divididos por seu apoio ou oposição ao modelo de dominação bolivariano. Se bem que nunca tiveram uma grande influência e o pouco que se havia construído nos anos anteriores já não mais existe. O jornal “El Libertario”, a única publicação regular que existia, deixou de aparecer. Os blogs e espaços virtuais encontram-se em sua expressão mínima. Os encontros reais já não ocorrem, pois muitos companheiros sobrevivem com dificuldade à crise económica. Inclusive o anarquismo “pró-governamental” desapareceu, sendo algumas dessas pessoas funcionários e outros por haverem saído do país. Ante toda essa situação, os “anarquistas” parecem se contentar com lições de pureza revolucionária desde seus computadores, enquanto as pessoas reais – com suas contradições e limitações como todos nós – realmente enfrentam a repressão e ao governo.

Agora não temos influência sobre os acontecimentos, mas a única maneira de gerar condições para tê-la no futuro é participar do movimento contra a repressão, fortalecendo os processos de autogestão e autonomia à margem e contra todos os partidos políticos. Não, não é a “revolução” que nós queremos em nossas cabeças teóricas, mas as agitações e processos reais das pessoas de carne e osso contra os fatores concretos de poder. Manter-se à margem é se condenar a ser uma “seita” para iluminados, uma condição que defendem alguns, mas que rechaçam aqueles que desejam que os nossos valores, e não nossas etiquetas, sejam vividos pela maior quantidade de pessoas.

Objetivamente, o desprestígio do marxismo como consequência da degradação do chavismo – “a corrupção em grau extremo” nas palavras de Noam Chomsky – geram condições objetivas para que o anarquismo tenha capacidade de dialogar, como nunca antes, como futuro deste país. Sem embargo, se tem que entender que muitas das formas em que esses valores se materializavam – o cooperativismo, a agricultura urbana, etc – também foram pervertidos pelo bolivarianismo. Os anarquistas deveram realizar um profundo esforço de reinvenção teórica e prática para ter a capacidade de influenciar o futuro.

A nós, cabe eleger: ficamos à margem e nos enterramos junto com o resto das esquerdas no velório chavista ou tentamos ser uma alternativa vigente e consequente. Você decide aonde nos veremos: nas ruas ou atrás dos computadores.

Fonte (com alterações): http://periodicoellibertario.blogspot.com.br/2017/04/venezuela-en-insurreccion-y-los.html