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Autor brasileiro defende necessidade de autogestão no atendimento às populações de rua (download de livro gratuito aqui)


Livro Cassio

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“Vida que segue, rua que muda”, por Cassio Giorgetti

O permanente descompasso entre a realidade da população de rua e as políticas de atendimento

A necessidade de se repensar as metodologias de atendimento ora disponibilizadas à população de rua se apresenta como medida prioritária. Inovar. Reagir à inércia. Aventar propostas progressistas e revitalizadas, antagônicas à lógica de albergamento tradicional, que segrega e reforça estereótipos; ações que superem as limitações de um tipo de atendimento – cujos conceitos se referenciam numa outra população de rua, de décadas atrás – que já não se alinha à realidade da rua, hoje, muito mais complexa e heterogênea.

A autogestão dos serviços públicos de atendimento pela própria população de rua é viável e exequível, à medida que, verdadeiramente, se conceba o trabalho social como mecanismo de transposição da subserviência à emancipação.

Este livro é uma produção absolutamente sem fins lucrativos. Não está incluído no preço final nenhum valor de direitos autorais. A reprodução e divulgação do .seu conteúdo é livre e pode ser feita a partir do Portal Anarquista: “Vida que segue, rua que muda”

Cassio Giorgetti é graduado em Ciências Sociais pela PUC-SP desde 2002, mesmo ano em que iniciou no trabalho social.

Desde então, vem acumulando experiências e aprendizados no trabalho de campo com a população de rua em variadas modalidades de atendimento socioassistencial como abordagem de rua, centro de convivência, núcleo de inclusão produtiva e centros de acolhida (albergue).

Ainda no trabalho social, atuou em comunidades de baixa renda nas regiões do Grajaú e Capela do Socorro, com crianças e adolescentes abrigados por determinação judicial e populações fronteiriças do sul do Brasil.

Boas leituras!

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Hoje em Coimbra: apresentação da reedição de livro do professor libertário Aurélio Quintanilha sobre a Universidade Livre


CEL 43(na foto, ao centro, Aurélio Quintanilha aquando da visita à sede de A Batalha, em Lisboa, no inverno de 1974/1975)

DIA: 12 de Outubro 2017 (18,00 horas);
LOCAL: Casa Municipal da Cultura de Coimbra (R. Pedro Monteiro, 64);
ORADOR: Carlos Fiolhais.

Trata-se da reedição do raro opúsculo do cientista, investigador, professor, pedagogo, libertário e maçon, Aurélio Quintanilha (1892-1987) e que transcreve o discurso por si pronunciado na sessão inaugural da Universidade Livre de Coimbra, a 5 de Fevereiro de 1925, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Aurélio Quintanilha nasceu em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, no ano de 1892 e faleceu em Lisboa em 1987. Chegou a Coimbra para se matricular na Universidade e estudar medicina no ano lectivo de 1910/1911. Participou na Juventude sindicalista e no Congresso do Livre Pensamento, em Lisboa (1913). A sua companheira, Suzana, fez a distribuição de um manifesto assinado pelos presos sindicalistas denunciando aos Congressistas as violências policiais do Governo Afonso Costa.

Nessa época, Neno Vasco regia em casa de Quintanilha um curso de italiano, pelo método Berlitz, a que assistia também Adriano Botelho. Os alunos eram Maria Amélia Caldas, Suzana Quintanilha, Sobral de Campos, Aurélio Quintanilha e António Ma­naças .

Foi nesta oportunidade que Adriano Botelho, por insistência de Quintanilha, principiou a escrever e conheceu Aurora Moscoso, cunhada de Neno Vasco, com quem veio a casar.

Pouco depois Aurélio Quintanilha foi preso em Viana do Castelo. Esta prisão fora ordenada pelo escritor Bourbon e Meneses, polícia a soldo dos democratas e mais tarde socialista. No ano seguinte, (1915), Aurélio Quintanilha representou as Juventudes Sindi­calistas no Congresso do Ferrol, que a polícia espanhola dispersou, prendendo e colo­cando na fronteira os Congressistas.

Faziam parte dos seus amigos os anarquistas António José de Ávila, Neno Vasco, Miguel Córdoba, Pinto Quartin, e os jovens sindicalistas Manuel de Figueiredo, Álvaro Franco, Esteves Tavares, Queiroz, Virgílio Valverde, Magalhães, Abel Lemos e outros, alguns dos quais tomaram rumos diferentes dos seus, mais tarde.

Colaborou em A Batalha e noutros jornais libertários.

Esteve exilado por questões ideológicas, em França, e mais tarde formou-se em ciências onde se distinguiu e nasceu o sábio.

Distinguido com o Prémio Artur Malheiro em 1943 por trabalho sobre ciências naturais; em 1958, o jornal República classificou Aurélio Quintanilha como “Cientista eminente” um dos maiores sábios portugueses com projecção inter­nacional”, foi, nesse mesmo ano, obrigado pelo regime de Salazar a um “exílio interno”, em Moçambique, onde esteve até depois da independência.

Em 1958, no Congresso Internacional de Genética de Montreal, “expôs minucio­samente as suas críticas às discutidas teorias do Genecista soviético Lysenko”.

Em 1975, em passagem por Lisboa, participou de uma reunião anarquista na sede do Movimento Libertário Português, onde reviveu a mocidade e encontrou velhos companheiros.

Aos 87 anos de idade retoma o seu lugar de professor na Universidade de Lourenço Marques, (Maputo), a partir de 1975.

Ver também: http://arepublicano.blogspot.pt/2017/10/a-universidade-livre-de-coimbra_11.html

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(Lisboa) Feira Anarquista do Livro este fim-de-semana


livro

DIA 7 DE OUTUBRO (SÁBADO) NA PRACETA ANTÓNIO SARDINHA / DISGRAÇA

Praceta António Sardinha

A partir das 11h! Bancas de editoras e distribuidoras

Às 13h30 : Piquenique na praceta – traz a tua merenda!

Às 14h30 : Conversa sobre a luta contra a maxi-prisão em Bruxelas e consequente repressão (com a presença de um companheiro belga)

Às 16h30 : Apresentação do livro “Colapso: Capitalismo Terminal, Transición Ecosocial, Ecofascismo” (pelo autor Carlos Taibo)

Às 18h30 : Apresentação da editora Eleuthera.
Com mais de 30 anos a editar literatura anarquista, este colectivo de editorxs italianxs vem a Lisboa falar sobre a sua história e destacar algumas das edições recentes, como “Voltairine de Cleyre – Un’anarchica Americana” e “Pirati e sodomia”. Apresentarão também o Centro de Estudos Libertários/Arquivo G. Pinelli, do qual fazem parte.

Disgraça

Às 12h : Workshop sobre saúde anti-autoritária e como fazer uma utilíssima caixa de primeiros socorros (pelo Grupo de Saúde Anti-autoritária)

Às 18h30 : Projecção do filme
“Maciste Contre le Capital”
“Maciste Contre le Capital” é um détournement (desvio) político de um filme da série “Maciste”, ao melhor estilo de René Vienet, autor situacionista que em 1973 realizou aquele que é considerado o primeiro filme do género “La dialectique peut-elle casser des briques?”.

Às 20h : Jantar vegano

Às 21h : Concertos
dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS – colectivo de terapeutas do ruído
Desflorestação – post industrial grindcore / cybergrind grand raout

Às 23h : Dj set >Rata Dentata<
///Variedades anti-Sistema. Putação musical. Descanonização. Armação. Beat’n’Clit. Hard-Whore. Soft-Pot. Junk. Desclássica. Letal. Pazz. Transgressive. Saphoric. Transditional. Fock. Laundry. ///

DIA 8 DE OUTUBRO (DOMINGO) NA PRACETA ANTÓNIO SARDINHA / DISGRAÇA

Praceta António Sardinha

A partir das 11h! Bancas de editoras e distribuidoras

Às 12h : Conversa-workshop sobre resistência(s) no quotidiano, com a participação de Pedro Bravo, autor do Manual de Resistência.

Às 13h30 : Piquenique na praceta – traz a tua merenda!

Às 14h30 : Apresentação da editora Barricada de Livros com duas edições “Preferi Roubar a ser Roubado” e “Os Cangaceiros” (pelo colectivo editorial)

Às 16h30 : Apresentação dos livros “Quico Sabaté y la Guerrilla Anarquista” e “Oriol Solé Sugranyes – 40 años después” (pelo autor Ricard Vargas)

Às 18h30 : Debate “Transfeminismo anti-cistema” (pelo colectivo Rata Dentata)
Este debate propõe uma reflexão crítica sobre o transfeminismo – numa conciliação apimentada entre a teoria e a praxis – tendo por base uma perspectiva anti-autoritária. Abordaremos o movimento queer e as influências deste para a emergência do transfeminismo enquanto movimento político. Através de uma breve análise cronológica, percorreremos os seus lugares teóricos e os seus campos de acção política. A partir da experiência directa de uma companheira, faremos uma incursão pelo movimento transfeminista autónomo de Barcelona.

Disgraça

Às 16h30 : Debate “Especismo e lutas anti-autoritárias” (pelo colectivo Rata Dentata)
Este debate propõe uma reflexão sobre o especismo a partir de uma perspectiva anti-autoritária. Abordaremos o anti-especismo – como teoria e praxis – e as suas articulações com as lutas anti-capitalistas, indo além da análise das micro-políticas (e.g., veganismo). Faremos uma incursão pelas críticas (trans)feministas ao especismo, focalizando naquela que corresponde à sua principal dimensão: a exploração dos corpos dxs animais não-humanxs para consumo. Através da apresentação de um conjunto de exemplos, discutiremos os principais pontos de intersecção entre a libertação animal e os movimentos anti-autoritários.

Às 18h30 : Projecção do documentário
“Maquis a Catalunya 1939-1963”
“Maquis a Catalunya 1939-1963” aborda a história do movimento de guerrilha anti-franquista na Catalunha desde o fim da guerra civil até à morte das suas figuras mais relevantes e desaparecimento do movimento nos anos 60.

Às 20h : Jantar vegano

Às 21h : Debate sobre violência policial e racismo
Num território há muito fustigado por uma violência policial racializada, rotineira, silenciada e comprometida com processos mais amplos de opressão e domínio de Estado, propomos uma conversa a partir da apresentação de uma cronologia dos diversos casos de violência policial racista que estas latitudes conheceram nas últimas décadas.

Durante o fim-de-semana, na Praceta António Sardinha:

Exposição

“Resistências Des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias”
Esta exposição pretende visibilizar as histórias das mulheres que, em diferentes geografias e a partir de múltiplos lugares de enunciação, se afirmaram como precursoras dos movimentos anarquista e autónomo entre os finais do séc.XIX e os meados do séc.XX. Partindo da necessidade de recuperação da memória histórica (anarco-feminista), inclui notas biográficas, ilustrações, referências a acontecimentos políticos, a menção de publicações, entre outros. Trata-se de um projecto itinerante, baseado nos valores do DIY, de elaboração inacabada.

Mercadinho de troca de roupa

O Mercadinho é uma acção informal de troca directa de bens de vestuário. Um mercado de trocas surge como um espaço de pluralidade de participantes e bens promovendo a troca de roupa e fortalecendo relações comunitárias em torno de um diálogo aberto sobre as roupas e as suas histórias, lançando um novo olhar para o seu ciclo de vida.
Traz artigos de roupa, acessórios ou calçado que normalmente se poderia trocar com amigos, vender ou doar, e troca-os por outros disponíveis.
O número de trocas aconselhado corresponde ao número de peças depositadas.

Posição da administração republicana sobre Fátima: “A reacção vai triunfando, hipocritamente, e a Liberdade perde terreno, fazendo-lhe concessões”


povo

(Extraído do livro do anarquista anti-clerical Tomás da Fonseca, Fátima: Cartas ao Patriarca de Lisboa, Rio de Janeiro, Editorial Germinal, 1955, pp.365-377.)

Relatório do Administrador do Concelho de Ourém

Ex.mo Sr. Governador Civil do Distrito de Santarém

Encarregado por V. Ex.ª de elaborar com a máxima urgência, um relatório circunstanciado sobre a peregrinação de Fátima e seus antecedentes, “se os promotores estão ao abrigo das leis, motivo porque não se proibiu a peregrinação, em face das ordens transmitidas, e qual a corporação encarregada do culto”, vou desempenhar-me dessa missão, embora não possa, como era meu desejo, apresentar um trabalho completo, pois que assunto de tal magnitude levam muito tempo a tratar e faltam diversos elementos que é difícil, neste momento conseguir, tanto mais que o chamado milagre de Fátima tem  ramificação em muitos concelhos, onde principalmente impera o espírito fanático e reaccionário, sobretudo em Leiria. Esforçar-me-ei, contudo por corresponder, com honestidade e zelo, à prova de confiança que me é dada por V. Ex.ª.

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Novo livro de Carlos Taibo “O penálti de Djukić” é apresentado este sábado em Pontevedra (Galiza)


penalti

Talvez nunca tenhamos escrito sobre futebol aqui no Portal Anarquista (à excepção da COPA do Mundo no Brasil e das polémicas e protestos que a envolveram), mas vamos agora abrir uma excepção para o mais recente livro de Carlos Taibo, escritor, professor universitário em ciência política, assumidamente libertário e que já, mais do que uma vez, nos honrou com a sua visita aqui em Évora. Há algum tempo publicou “Colapso”, um livro em que defende que a degradação ambiental, a vertigem do consumo, o crescimento sem rei nem roque, os antagonismos crescentes entre ricos e pobres estão a levar a humanidade ao colapso, o que poderá ser benéfico se o soubermos aproveitar em termos de uma  mudança radical da sociedade em que vivemos. Agora Carlos Taibo publica “O penálti de Djukić”, um livro que o autor, confesso adepto do Desportivo da Corunha, centra no mundo do futebol e em que um dos personagens é um professor lisboeta adepto do clube galego. Em 1994, o sérvio Djukic, ao serviço do Desportivo, falhou um penalti contra o Valência que poderia ter dado à sua equipa a vitória na Liga Espanhola. Este livro de Carlos Taibo tem como pretexto esse golo falhado. O escritor foi entrevistado por Victor Giadás, da Através Editora, que publica o livro. A entrevista. que reproduzimos, foi feita na integra em galego, na sua variante portuguesa. O livro chegou às livrarias esta sexta feira, e pode ser pedido também em Através loja on-line.

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