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“Títeres desde Abajo”: um ano depois estiveram em directo com sessões em dezenas de países


Um ano depois da detenção dos dois marionetistas por “enaltecimento de terrorismo”, quando os membros de “Títeres desde Abajo” foram para a prisão porque uma marioneta exibiu um cartaz onde estava escrito Alka-ETA durante a representação de “A bruxa e D. Cristobal”. Estiveram presos durante cinco dias.

Agora, um ano depois do ocorrido, que evidenciou tensões internas na equipa municipal de Madrid na forma como abordar o caso, o Teatro del Barrio acolheu ontem (domingo, 5 de Fevereiro) a representação da obra, seguida de uma mesa redonda com a participação dos advogados dos marionetistas e diversas organizações que têm feito levantar a sua voz contra a repressão que, em termos de liberdade de opinião, se vive no território espanhol.

Esta representação foi transmitida em streaming e vista em dezenas de países, onde foram organizadas sessões públicas com debates sobre o caso dos “Tiriteros desde Abajo”. Em Portugal essas sessões ocorreram em Lisboa, na Disgraça, e em Coimbra, no CITAC.

daqui (com alterações e acrescentos): http://www.eldiario.es/madrid/titiriteros-representan-obra-llevo-prision_0_608589970.html

(Madrid) Uma antiga sucursal do Bankia ocupada por projectos de economia social


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O Banco Expropriado A Canica albergará a Rede de Economia Solidária de Bairro e a rede de trocas que usa a Caninca como “moeda”.

Situado em Lavapiés, um bairro central habitado por uma grande percentagem de imigrantes, que nos anos 90 ganhou fama pelas suas ocupações, presentemente a sofrer de #gentrificação como tantos outros bairros pelo mundo.

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(22M) O vídeo que retrata a actuação vil da polícia no final do comício de encerramento das Marchas da Dignidade


Filhos da puta, é a frase que se ouve mesmo no final deste vídeo, não editado, que retrata os últimos 10 minutos do concerto no final da grande manifestação das Marchas da Dignidade em Madrid, no dia 22 deste mês. O video começa com a orquestra SOLfónica, no palco e a entrada da polícia no recinto, provocando a reacção de muitos manifestantes. Do palco pede-se para que a polícia saia da praça. Esta, pelo contrário, intensifica a sua presença, como acto provocatório contra os manifestantes. Mesmo que tenha havido algum acto mais agressivo por parte de algum manifestante (que não se vê no vídeo), a actuação da polícia pôs em risco a segurança dos muitos milhares de pessoas que ali estavam pacificamente.

Os meios libertários, que integraram a marcha, e os organizadores das Marchas do 22M consideram que a entrada na polícia na Praça teve como objectivo desviar a atenção da grande manifestação e das suas principais reivindicações, fazendo com que a comunicação social do sistema desse grande destaque aos confrontos, passando para a opinião pública a ideia de que a manifestação tinha sido obra dos “violentos”. Por este vídeo (não editado) se vê, mais uma vez, a mentira e a manipulação do poder e dos seus cães-de-fila: a comunicação social do sistema.

Sobre as Marchas da Dignidade: Comunicado das Juventudes Libertárias de Madrid


Grande

Sobram os motivos para lutar. E não para dignificar as condições de exploração e de sujeição de antes da crise. Nem queremos desemprego, nem nos queremos ver obrigados a vender o nosso tempo e esforço para enriquecer um empresário. Não queremos maior controlo sobre a classe política, nem mais votações nem consultas públicas; queremos destruir o Poder e a Autoridade e construir a organização da vida social e económica de baixo a cima, de forma horizontal, através da livre união e da federação das pessoas de modo a organizar conjuntamente e de forma solidária as nossas vidas e dar respostas colectivas aos problemas que surjam no nosso dia-a-dia. Não queremos uma tíbia igualdade política, como conceito abstracto: lutamos pela igualdade económica e social, pela destruição das classes sociais que se cimentam sobre o roubo legal (a propriedade privada), acreditamos na necessidade de combater o sexismo, o racismo e qualquer forma de domínio como pilares do Estado e do Capital.

Como aspiramos a isso, começamos desde a nossa própria luta diária a tentar funcionar da forma como pretendemos: sem líderes, nem hierarquias, mediante a acção directa dos próprios implicados nas lutas sem delegar em ninguém (nem juízes, nem políticos, nem profissionais dos sindicatos, nem polícias), tendo a solidariedade e o apoio mútuo como base.

Por isso nos enoja tanto ver aspirantes a líderes de massas, como o alcaide Gordillo ou o “liberado” Cañamero, a tomarem banhos de multidão e a “engolirem” câmaras de filmar. Que faz um alcaide, que participa na estrutura do Estado, que serve para manter a ordem estabelecida e que ostenta um cargo de poder, ou um profissional dos sindicatos, que participa no sistema de delegação que destruiu o movimento operário através do voto nas eleições sindicais, a conduzir lutas? A resposta é simples: carreira política. Para eles e para os seus seguidores apenas lhes podemos dizer que, como anarquistas, nos negamos a participar no colorido de siglas que marcham ao som dos seus interesses.

Não nos importa o carácter massivo de um protesto onde prima o espectáculo e o aparecer na televisão, em que partidos políticos e sindicatos disfarçados de alternativos dão colorido a um carnaval que disfarça a luta para pescar adeptos e conseguir lucros eleitorais. Lutaremos contra o Estado e o Capital como a origem das injustiças e das desigualdades, e lutaremos contra os seus gestores e CONTRA OS ASPIRANTES a serem gerentes de um capitalismo e de um poder autoritário, ainda que mais tíbio e mais difuso.

Organiza-te e luta sem líderes nem hierarquias!

Contra toda a autoridade! Pela anarquia!

Juventudes Libertárias de Madrid

24/3/2014

http://juventudeslibertariasmadrid.wordpress.com/

(Madrid, 22M) A música e a liberdade de um lado; a polícia e a repressão do outro


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A música e a liberdade de um lado, o poder e a repressão do outro. Ontem em Madrid. Hoje e sempre em todo o mundo. Os cães de guarda do poder são inimigos da dignidade.

Vídeo do início das cargas policiais na manifestação de ontem em Madrid, gravadas a partir do palco onde estava a chegar ao fim o acto de encerramento da grande mobilização das Marchas da Dignidade com a orquestra Solfónica.

(Marchas da Dignidade) Comunicado da CNT: “Hoje em Madrid escutou-se a voz da classe operária”


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22M, um antes e um depois

Hoje, 22 de Março, mais de um milhão de pessoas trouxemos para a “capital do reino” a nossa repulsa e raiva contra a actual situação social. A CNT considera que esta jornada de mobilização social trouxe esperança e marca um antes e um depois, já que foi organizada à margem das CCOO e da UGT, dos partidos políticos e sem cobertura mediática. O 22M deve ser o germen de uma luta continuada e comum pela defesa dos nossos direitos, contra os cortes, em defesa das liberdades e de denúncia da repressão. O passo seguinte tem que ser o Primeiro de Maio e, depois, construir entre todos um cenário de confrontação com o poder. Por isso convidamos todos os trabalhadores que recusam e estão desencantados com os sindicatos oficiais, assim como ao movimento libertário, a juntarem-se para construir estas lutas.

Esta mobilização foi submetida a uma clara censura por parte dos meios de comunicação, mostrando-nos assim a sua pluralidade e a sua vocação de informação objectiva. Estas empresas, criadoras de opinião, tentaram silênciar a existência desta luta. De nada lhes serviu, já que esta se alargou a partir de baixo até constituir-se numa realidade inquestionável, que incomoda e preocupa. Sem dúvida, vão procurar tergiversar os factos e ocultar as reivindicações; em troca porão todo o empenho em dar voz aos nosso honoráveis políticos para que nos digam que estes não são os meios nem o caminho correcto e para nos recordarem os ruins que somos se nos mobilizarmos à margem dos seus slogans e farsas eleitorais.

Parece-nos também  vergonhosa e oportunista a actuação da CCOO, UGT, USO e dos colectivos da Cimeira Social que se juntaram à última hora para salvar o expediente e rentabilizar os esforços e lutas de todas as pessoas, colectivos e organizações que trabalharam por levar a bom termo esta mobilização. Será uma curiosa coincidência a reunião desta semana entre os agentes sociais e o governo; outra tentativa desajeitada de esconderem as suas vergonhas, obter protagonismo e reclamar uma legitimidade que já ninguém lhes reconhece pelas suas traições  e corrupção. Nem juntos nem em separado: todos eles fracassarão se nos mantivermos unidos na luta, na rua. Hoje em Madrid escutou-se a voz da classe operária.

Queremos também expressar o nosso repúdio pela militarização de Madrid, com a presença de centenas de esquadrões de antidistúrbios, criminalizando de antemão um protesto social legítimo. Eles temem a nossa voz e pretendem amordaçá-la. Nós sofremos e denunciamos as suas agressões. Não nos pararão: nós continuaremos na rua.

 A CNT esteve presente na manifestação de hoje com um bloco formado por milhares de militantes e simpatizantes. Formámos também uma parte importante de várias colunas regionais que confluíram em Madrid. Agradecemos a todas as pessoas que nos acompanharam hoje a sua contribuição para a luta.

Pelo ressurgir da consciência de classe, vemo-nos no Primeiro de Maio e não nas urnas!

 Solidariedade e apoio mútuo!

Secretariado Permanente do Comité Confederal da CNT-AIT

22/3/2014

aqui: http://cnt.es/noticias/22m-un-antes-y-un-despu%C3%A9s

soli

Ver também posição do Bloco do Sindicalismo Alternativo (CGT,  Solidaridad Obrera e outras organizações de base): https://www.facebook.com/photo.php?fbid=478829498913519&set=a.378361692293634.1073741825.180169848779487&type=1&theater

Dois milhões de manifestantes nas ruas de Madrid em nome da Dignidade


manif

Dois quilómetros e meio de marcha, entre a Praça Cólon e a Estação de Atocha

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A bandeira negra num mastro frente ao Ayuntamiento de Madrid

directo aqui: http://elpais.com/elpais/2014/03/21/videos/1395419327_868553.html?autoplay=1