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(anarquismo no mundo) Inauguração de um espaço libertário em El Salvador


centrosocialenelsalvador

Centro Social La Libertaria

Acompanhando o que se passa em todo o mundo, com um desenvolvimento crescente do movimento libertário, nas suas diversas vertentes, a América Latina tem sido um dos continentes onde o anarquismo mais se tem consolidado nas últimas décadas. Em El Salvador, embora ainda muito frágil, o movimento começa a dar passos importantes. Um deles é a inauguração do novo espaço La libertaria, na capital San Salvador, já no próximo fim-de-semana.

“¡Nuestro sueño se ha hecho realidad! Tenemos ya un espacio social desde donde podremos abonar a una cultura popular antiautoritaria y no-violenta, para tejer complicidades amistosas con mira hacia las transformaciones desde abajo.”, referem os companheiros salvadorenhos.

Mais informações e contacto em https://www.facebook.com/events/621510264697836 e através do mail undisparocolectivo@riseup.net

Para compreender a situação que se vive na Síria


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A guerra civil síria tornou-se, em boa parte, o teatro de um confronto indirecto entre potências estrangeiras. Rússia, Estados Unidos, Irão, Turquia, França, petromonarquias…Quem quer o quê? E onde está Rojava no meio de tudo isto? Um artigo de descodificação e de hipóteses publicado hoje (18/10/2016) no site da Alternative Libertaire

Síria: no meio da salgalhada imperialista

Em Setembro, pela terceira vez este ano, a Síria viu falhar uma nova tentativa de tréguas patrocinada pela Rússia e pelos Estados Unidos. Este falhanço deveu-se, sobretudo, à multiplicação, no seio da guerra civil, de grupos armados com objectivos contraditórios, às alianças entre movimentos, aos apoios duvidosos. É difícil fazer respeitar um cessar-fogo nestas condições. No entanto, mais do que nunca, Moscovo e Washington aparecem como a dupla sem a qual nada se pode fazer na Síria. Para grande irritação das outras potências com intervenção no conflito – Irão, França, Turquia, Arábia Saudita… – , mantidas à distância dos conciliábulos russo-americanos ou convidadas para conferências multilaterais inúteis, como a de Lausanne, a 15 de Outubro [1]

Foi essencialmente devido às intervenções estrangeiras que a revolução de 2011 degenerou, já em 2012, em guerra civil. Nesta salgalhada de imperialismos, cada qual persegue objectivos, faz apostas, testa os seus parceiros e adversários… E durante este período, a população civil, refém deste jogo cruel, foge aos milhares.

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(Bolivia) Colectivo feminista “Mujeres Creando” motiva acção irada da Igreja Católica


Mujeres Creando é um colectivo anarquista de mulheres , de La Paz, Bolívia. Sempre com acções espectaculares pretendem chamar a atenção para a situação da mulher, vítima da opressão do patriarcado, da Religião e do Estado,

Num acto subversivo (….esta es nuestra polémica e indigesta participación en el Siart… [a Bienal Internacional de arte da Bolívia]) , pintaram há dias um “altar blafesmo” e um “”Escudo anarquista, anti chauvinista” nas paredes de uma rua de Bogotá (fotos acima).

Pouco durou a pintura na parede. Nas últimas horas, no decorrer de uma procissão (!) um senhor (padre?), armado de uma brocha re(pintou) a parede, ocultando o painel de “Mujeres Creando”, que através de um vídeo testemunharam o ocorrido (em baixo).

vídeo aqui: https://www.facebook.com/100008591051800/videos/1608203336142686/

 

(Guterres nas Nações Unidas) E os 60 milhões de refugiados, pá?


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Foto de um escrito na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra – FEUC – em Maio passado, aquando da cerimónia de doutoramento “honoris causa” de António Guterres, responsabilizando-o, também, pela “Fortaleza Europa”.

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A nomeação (eleição?) de António Guterres para secretário-geral da ONU foi pretexto para uma vasta campanha de nacionalismo bacoco e patrioteiro levada a cabo pela generalidade dos orgãos de comunicação social portugueses e pela classe política no seu todo.

O que ninguém disse é aquilo que os factos comprovam: António Guterres à frente do Alto Comissariado para os Refugiados deixou o mundo no estado que se conhece -o ano de 2015 superou todos os dados anteriores com mais de 60 milhões de refugiados por todo o mundo. O resultado do seu mandato foi praticamente nulo e deixou a fortaleza Europa erguer-se frente aos milhões de refugiados africanos e também asiáticos. Nunca houve tão grande número de refugiados e a sua acção pouco mais impacto teve do que algum mediatismo comunicacional.

Espera-se que à frente das Nações Unidas o resultado seja o mesmo. Há mesmo quem diga que Guterres foi eleito para ser o coveiro das Nações Unidas. Se o for também não se perde nada de uma organização que pouco tem feito pela paz no mundo, a soldo dos Estados Unidos e das grandes potências.

sobre o número de refugiados no mundo:http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-refugiados-no-mundo-supera-60-milhoes-pela-primeira-vez-19541765

“A las barricadas” em curdo para homenagear as revoluções espanhola e de Rojava


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Para assinalar o 80º aniversário da Revolução espanhola e também o 4º aniversário da Revolução em Rojava foi gravada recentemente uma versão em curdo do hino “Às barricadas” e hoje colocada na internet.

Esta versão curda foi gravada em Qamislo, Rojava, por elementos do Centro de Arte e Cultura Mohamed Sêxo. Os participantes na gravação do hino da CNT em curdo referem que “o que aconteceu em Barcelona a 19 de julho de 1936 repetiu-se 76 anos depois. A nossa revolução começou em Kobane e tivemos que colocar a nossa mais forte resistência na sua defesa. Inúmeros camaradas morreram para defenderem a cidade dos fascistas, tal como inúmeros camaradas deram a vida na Catalunha e em Espanha. O espírito da Barcelona revolucionária vive nas ruas das cidades e vilas de Rojava”.

A principal mudança nesta nova versão torna a letra explicitamente feminista associando-lhe o verso:

“Freedom, autonomy and women’s liberation
Must be defended as the most precious values

através de https://www.facebook.com/WorkersSolidarityMovement/

(Turquia) Anarquista vegan Osman Evcan põe fim a greve de fome depois de ver satisfeitas as suas reivindicações


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#‎Turquia‬ Vitória para o anarquista ‪#‎vegan‬ ‪#‎OsmanEvcan‬

Após ter iniciado mais uma greve de fome pelo direito a uma dieta vegan, assim como a melhores de condições de vida e comunicação com o exterior, Osman conquistou o que exigia sem se submeter à pressão do Estado, encontra-se em recuperação e o seu estado de saúde é estável.

Osman foi condenado a prisão em 1992 e desde então já iniciou várias greves de fome.

Em 2011 conseguiu a primeira vitória, uma dieta vegana-vegetariana para todos os prisioneiros veganos-vegetarianos, após 43 dias de greve de fome.
A 28 de Março de 2012 surgiu uma emenda na Regulação da Alimentação de Condenados e Trabalhadores dos Serviços Prisionais que legislou que as dietas seriam somente aplicadas segundo o seu valor nutricional, retirando o direito de uma escolha alimentar baseada noutros fatores, nomeadamente o fator ideológico.

Quem é Osman Evcan?
Nasceu em 1959 em Samsun, na Turquia, em 1992 foi condenado a 23 anos de prisão, acusado de pertencer a um grupo terrorista de esquerda e roubo. Desde o momento que se identificou com os ideais anarquistas em 2003, tornou-se também vegan e apoiante das lutas pela libertação animal.

Osman já frequentou várias prisões por toda a Turquia, construiu a sua vida a lutar contra a violência autoritária, especificamente a violência e opressão sistémica da estrutura hierárquica das prisões.

aqui: https://www.facebook.com/guilhotina.info/

rede anrquista

(atentados de Bruxelas) O terror tem muitas frentes


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Cimeira das Lajes, 16 de março de 2003. O contra-ataque do “Império” com os resultados que hoje se conhecem: o mundo está mais inseguro, embora mais desigual e mais policiado.
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Bruxelas: imagem de vítimas dos atentados desta manhã
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Imagem de Kobane, semi-destruída e alvo constante de ataques do Estado Islâmico
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A propósito dos atentados de Bruxelas, de Rojava, do Curdistão, da NATO, da Turquia, das potências ocidentais e do Estado Islâmico. O terror tem muitas frentes.
Quando se fala de atentados do Estado Islâmico geralmente esquece-se que quem tem estado na primeira linha de combate ao Daesh têm sido os militantes curdos que instalaram no norte da Síria o confederalismo democrático de raiz libertária. Libertaram já Kobane e extensas áreas do domínio do terror totalitário islâmico. São eles também que lutam activamente contra o Estado Islâmico das montanhas de Rojava às ruas de Istambul, onde são também perseguidos pelo regime turco de Erdogan, membro da NATO e agora aliado e pago pela União Europeia para instalar campos de refugiados no seu território, mesmo contra a vontade destes.
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Capturar
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De 18 a 24 de Março, os curdos celebram o ano novo. Este sábado em Kobane, os habitantes da cidade puseram centenas de velas nas campas das pessoas assassinadas pelo Daesh. Em Istambul, como vem sendo hábito a policia turca reprimiu as celebrações do ano novo curdo (Newroz). 120 pessoas foram presas. A luta ali contra o Estado Islâmico e contra o exército turco é uma luta de todos os dias, com atentados constantes e milhares de mortos. E a Europa faz que não vê nem ouve.
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(memória libertária) A selvática execução de anarquistas no Japão a 24 e 25 de Janeiro de 1911


KotokuShusui  Kanno.Suga


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Apesar do movimento anarquista no Japão não conhecer actualmente o ressurgimento que tem acontecido noutras partes do globo, a verdade é que a presença libertária nesta parte do mundo foi muito forte durante a primeira metade do século passado (há um livro muito interessante, em castelhano, sobre o anarquismo no Japão, de Vitor Garcia, há muito esgotado, mas que pode ser descarregado a partir daqui), que deixou raízes profundas em muitos sectores da sociedade japonesa.

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Há 105 anos, o mês de Janeiro em Tóquio ficou assinalado pela execução de 12 anarquistas, entre eles Shusui Shūsui Kōtoku, uma das figuras mais destacadas do anarquismo japonês, e de sua mulher, Kanno Sugako, escritora e jornalista anarco-feminista.

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O MÊS DE OUTUBRO NA PALESTINA 


palestina

#PalestinaLivre

Estes são os números, nus e crus, do último mês na Palestina. De cada vez que uma arma israelita ceifa uma vida, os media repetem vezes sem conta que é legítima defesa, que o palestiniano era terrorista, que tinha uma faca. Para os media, uma morte do lado palestiniano vem sempre como reacção à violência palestiniana, às pedras atiradas ao exército ocupante – em suma, ao ódio que domina o povo palestiniano, que está na origem de todos os males.

O que fica sempre por passar nos jornais, na rádio e nas televisões é o rol de atrocidades cometidas diariamente pelo braço armado do Apartheid Israelita. Os números são bastante esclarecedores, mas vale a pena relembrar alguns momentos deste último mês na Palestina – uma terra onde uma população desesperada combate com pouco mais que paus e pedras um exército ocupante que não tem qualquer misericórdia, equipado com as melhores armas que o dinheiro pode comprar.

Na Cisjordânia e em Gaza, aos palestinianos e palestinianas que resistem dia após dia à ocupação, as forças israelitas respondem de forma completamente desproporcionada. Num vídeo gravado no campo de refugiados de Aida, o exército israelita envia uma mensagem esclarecedora: “Vamos disparar gás até morrerem todos. Crianças, jovens, idosos, vão todos morrer!” | http://on.fb.me/1Rr4FUW

Muitas vezes, quando os e as palestinianas são atacadas, não estão em manifestações ou confrontos, mas simplesmente a tentar fazer a sua vida normal. Foi o caso de Israa Abed, residente em Nazareth, que a 9/10 estava indefesa no terminal de autocarros de Afula quando foi rodeada por forças israelitas, que contra ela dispararam. Israa ficou desde aí sob custódia israelita, e só na semana passada é que as autoridades concluiram que ela não constituía qualquer ameaça. Quanto aos agentes israelitas presentes no momento, o Tribunal decidiu não tomar quaisquer acções disciplinares | vídeo: youtu.be/g-aSvRUw-tQ | +info: bit.ly/1Q2sbcc

Mais um exemplo da natureza macabra dos militares israelitas aconteceu este sábado, em al-Bireh, perto de Ramallah. Durante confrontos, militares que seguiam num jipe perseguiram e atropelaram um palestiniano, continuando depois a espancá-lo e impedindo o acesso a equipas médicas no local | vídeo:http://on.fb.me/1GBSjZF

Os médicos que tentam prestar apoio no terreno sofrem todos os dias às mãos do exército israelita, que impede o acesso e chega mesmo a atacar e ferir pessoal médico. Os repetidos ataques ao Hospital de al-Makassed, em Jerusalém, durante a semana passada demonstram bem a completa falta de consideração do regime israelita para com o direito internacional e todas as convenções respeitantes à actuação de pessoal médico | http://on.fb.me/1izqk14

O mesmo sofrem os jornalistas que tentam passar o outro lado deste conflito, repetidamente intimidados, atacados e presos pelas forças israelitas. Neste vídeo, podemos ver vários jornalistas a serem atacados com gás pimenta e, depois, detidos |http://on.fb.me/1klo66E

Tudo isto se passa em completa violação do direito internacional e dos mais elementares direitos humanos. A ocupação dos territórios palestinianos por Israel vai contra todas as resoluções e a própria Carta das Nações Unidas (da qual é signatária). Ainda assim, ironicamente, Israel parece ter vindo a ser recompensada dentro da ONU pelo seu excelente trabalho. Depois de ter estado o ano passado na vice-presidência do Comité de Políticas Especiais e Descolonização da ONU (http://bit.ly/1Rr73uQ), Israel foi este mês nomeada para o Comité das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Exterior. E parece estar cada vez menos isolada. Nesta nomeação, o Egipto votou ao lado de Israel pela primeira vez desde 1948, tendo havido apenas um voto contra e 21 abstenções | +info:http://bit.ly/1Marv30 http://bit.ly/1SkrYAk

O leque de atrocidades cometidas este mês pelo exército e pelos colonos israelitas é interminável. Desde detenções de autoridades locais palestinianas (como no sábado, em Qusra, a sul de Nablus |http://bit.ly/1OhJtTl) à demolição pela 90ª vez da aldeia beduína de Al Araqib (http://bit.ly/1XHCEfv), passando por ataques indiscriminados dos colonos contra palestinianos que trabalham as suas terras e apanham a azeitona (a 14/10, feriram vários agricultores e um activista britânico de 65 anos na Cisjordânia | http://ind.pn/1NcTTR1).

A maior parte das vezes dirão que o ou a palestiniana levavam consigo uma faca, e que eram terroristas. Mas será possível confiar num regime como este, e nos media que alinham no seu jogo? Quantos dos que morreram transportavam efectivamente facas consigo? Num vídeo filmado em Hebron, a 17/10, parece ver-se um soldado israelita a colocar uma faca junto ao jovem que um colono tinha acabado de matar |https://youtu.be/IkPvWUXAH_c

Quando se olha para tudo isto, não restam grandes dúvidas de que lado está o terrorismo. Um terrorismo que tem parlamento, eleições livres, apoio de potências ocidentais e dos grandes conglomerados de media, mas que não deixa de ser terrorismo. Ocupação. Apartheid. Limpeza Étnica. Terrorismo.

aqui: https://www.facebook.com/guilhotina.info/?fref=photo

versão em inglês :http://on.fb.me/1l6CKPT]

(Turquia) Em memória do anarcosindicalista Ali Kitapc, morto no ataque bombista de Ankara


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Lembramos Ali Kitapci, um dos primeiros a trabalhar para a organização da causa anarco-sindicalista na Turquia moderna. Ele foi um dos 14 membros da União Independente de Transportes mortos no ataque bombista de  Ankara, no sábado. Esteve envolvido, ainda  jovem, com o movimento anarquista na Inglaterra e continuou activo durante os últimos 30 anos. Para além da luta sindical, ele foi um membro activo de muitas organizações anarquistas em Ancara a partir do segundo semestre de 1980.

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Ali Kitapci (1958-2015) foi um dos 14 membros da BTS-KESK [União Independente de Transportes] que foram mortos na explosão deste sábado em Ankara (que matou mais de cem pessoas que participavam numa marcha pela Paz organizada por diversos sindicatos e associações políticas e sociais). Kitapci esteve envolvido, ainda  jovem, com o movimento anarquista na Inglaterra e continuou activo durante os últimos 30 anos. Para além da luta sindical, foi um membro activo de muitas organizações anarquistas em Ankara a partir do segundo semestre de 1980 e apelou aos anarquistas para que se unissem à luta comum. Foi um dos primeiros a lutar pela organização anarco-sindicalista na Turquia moderna. Foi uma inspiração para muitos dos sues companheiros de diferentes ideias e gerações.

Na cerimónia organizada a 12 de outubro pelo seu sindicato na Estação ferroviária de Ankara, em memória de todos os membros do sindicato que perderam as vidas neste atentado, estiveram milhares de pessoas. Depois desta cerimónia, o seu corpo foi enterrado no cemitério Karsiyaka com a participação da sua companheira e camarada Emel, do  seu filho Artun Siyah e de muitos camaradas anarquistas vindos de diferentes lugares da Turquia. Centenas de anarquistas que compareceram ao funeral prometeram continuar a sua luta.

As palavras da sua companheira e camarada no funeral foram também a expressão dos sentimentos de todos os outros companheiros:

“O nosso coração está com ele. A nossa raiva é alimentada pela sua força. Estamos todos aqui. Estamos todos aqui. É apenas o seu corpo que vai ficar aqui. Ele estará connosco para sempre. Ele será a nossa luz e iluminar-nos-á para sempre.”

aqui: https://www.facebook.com/IstanbulAnarsiInisiyatifi/photos/a.348776621918115.1073741828.338581986270912/746946675434439/?type=3&theater

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