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(Setúbal) C.O.S.A.: a resistir há 16 anos!


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A Okupa mais antiga de Portugal

A Casa Okupada Setúbal Autogestionada (C.O.S.A.) comemora este fim de semana o seu 16º aniversário. Situada no centro da cidade de Setúbal tem sido um espaço aberto às mais diversas iniciativas. Constantemente ameaçada de despejo pelos proprietários e pela actuação repressiva da Câmara de Setúbal, tem sabido resistir a todas as ameaças, sendo neste momento o espaço ocupado mais antigo em Portugal ainda em funcionamento. Para esta sexta-feira (14) e sábado (15) está previsto um programa intenso, com comidas, música, conversas e filme. Parabéns e longa vida, cheia de actividade, à C.O.S.A.!

Como os próprios contam na primeira pessoa, a história da COSA tem sido assim:

“A 13 de Outubro do ano 2000, um grupo de jovens setubalenses decidiu tomar nas suas mãos a gestão de um espaço comunitário e político, aberto à expressão e accção livre, sem controlo externo, sem lucro, sem autoridade…Okuparam um espaço abandonado transformando a apatia e o vazio em sonhos e experiências de liberdade, autonomia e auto-gestão.

Passaram 16 anos com largas dezenas de concertos, ateliers, debates, exposições, todo o convívio, partilhas de conhecimentos e auto-aprendizagem, a intervenção política e social…Passaram os vários políticos, comandantes das forças policiais, governadores civis, os processos judiciais, a repressão policial e as difamações nos jornais, passou tudo isto e a Casa Okupada resiste.

Passaram 16 anos e nem a polícia, nem os tribunais poderão apagar este capítulo da história insubmissa e rebelde setubalense.

São diversos os exemplos de Lutas daquelxs que deixaram de esperar milagres e tomaram o controlo das suas vidas nas suas próprias mãos, inspirando-nos mutuamente, e reinventando a capacidade de imaginarmos e criarmos colectivamente uma terra livre, solidária e combativa.

ESTES 16 ANOS JÁ NINGUÉM NOS TIRA!!”

http://cosa2015blog.wordpress.com/

aqui: http://pt.indymedia.org/conteudo/agenda/33039

(Setúbal) C.O.S.A em perigo: concentração quinta-feira, 6 de Outubro, pelas 8 da manhã


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Alarme!

Chamada de solidariedade com a C.O.S.A.(Casa Okupada de Setúbal Autogestionada)

Hoje, dia 4, inesperadamente recebemos um desprezível convite, onde os serviços de fiscalização do município de Setúbal nos ameaçam (sob pena de procedimento se não o fizer) de nos retirar pela força a loja livre que esta em frente da C.O.S.A.,no máximo de 3 dias a contar do aviso, para retirar as ocupações indevidas na via publica ou seja a loja livre.

A loja livre da C.O.S.A. tem incentivado e criado uma troca e destroca solidária entre os vizinhos do bairro do salgado e não só. E o estado (mascarado) de município de Setúbal, com as suas ansias de destruir o que é de todos, até a solidariedade e a liberdade de uma simples loja livre, de 2m, com 2 pares de sapatos, mais um monte de roupa e tralha diversa.

O objectivo do estado (mascarado de município de Setúbal) não é só esses 2 pares de sapatos e mais um monte roupa, o objectivo é destruir essa partilha solidária que mata esse consumo que o sistema nos obriga a obedecer.

Perante esta ameaça de ataque à nossa querida loja livre, fazemos uma chamada de alerta para apróxima quinta-feira dia 6 as 8:00 na porta da C.O.S.A, no bairro do salgado nº 2 da rua latino coelho; haverá qualquer coisa para petiscar e reforçar as energias. Estão todos convidados a desfrutar de um apetitoso pequeno-almoço para reclamar a rua que será sempre nossa!

(É importante que apareça o máximo número de pessoas antes da hora marcada, não se esqueçam isto é uma acção, não é uma festa!)

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/33050

(Canárias) Comunidade ‘La Esperanza’, um exemplo de autogestão viva


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“O idealismo é necessário, mas não baseado em irrealidades ou em quimeras, mas sim na capacidade real de aplicar as ideias necessárias à transformação do que nos rodeia. Há que decifrar os limites dos próprios mitos, sejam ideológicos, teóricos ou de qualquer espécie; descobrir a falsidade dos pensadores de referência e passar a aplicar as ideias que nos são próprias tendo em conta que por muitos antecedentes que o que propões tenha, e por mais referências que faças a experiências passadas (a história deve entender-se como uma pista, não como uma reminiscência), a verdade é que esta experiência, esta em concreto, ninguém a tentou fazer antes; só tu e os que te acompanham. O discurso exclusivamente auto-referencial dilui-se e o que fica é a dura realidade. É dura, mas é tua.”

– Excerto do texto “Anarquia a pie de calle (I)”, publicado na web www.regeneracionlibertaria.org por um  membro da Federação de Anarquistas de Grã Canárias.

*

Há já mais de dois anos que o projecto da comunidade “La Esperanza” começou a andar. Dois anos desde que, a princípios de 2013 e no seio das lutas contra os despejos que ganharam força com o 15M, a Federação de Anarquistas de Grã Canárias (FAGC) contactou a proprietária de uma série de prédios de apartamentos desabitados no município canário de Santa Maria de Guía. Na altura, a FAGC estava a desenvolver várias iniciativas neste campo, destacando-se o Grupo de Resposta Imediata contra os Despejos e a Assembleia de Inquilinos e Despejados. Os apartamentos de Santa Maria de Guia estavam num processo de poderem ser embargados devido a uma dívida hipotecária ao grupo Bankia. Esta situação, aliada ao roubo de material que as casas tinham sofrido, fez que conseguissem chegar a um acordo com a proprietária para que cedesse temporalmente os andares ao projecto que a FAGC pretendia iniciar: ajudar a arranjar casas para famílias sem recursos e em situações altamente complicadas.

(mais…)

(Porto) T.O.R.RE – COMUNICADO


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Ocupou-se uma propriedade para abrir à comunidade

Para tornar esta ideia real, é preciso a participação activa de gente interessada num projecto feito pelas nossas próprias mãos, independente de instituições, de subsídios e do Estado.

Nas ambições deste processo várias vontades se fazem sentir: desde tornar uma casa abandonada em habitação, um terreno baldio em hortas comunitárias até ao desejo de ver uma piscina, um campo de futebol e um salão de danças transformados em espaços recuperados para uso comum.

Pretendemos, em ambiente solidário, estimular a liberdade e a igualdade, suprindo assim necessidades básicas do indivíduo e da comunidade. E com isto queremos criar um espaço aberto, de partilha e aprendizagem, apartidário, sem autoridade, baseado na cooperação, na auto-gestão e no respeito mútuo.

É necessário o apoio e a participação de todos para que as coisas aconteçam. O projecto precisa de coisas básicas como alimentos, mobiliário, ferramentas, mãos e cabeças com vontade de criar.

Rua da Fábrica, 150 (a 100 metros da estação de metro de Pedras Rubras)

aqui: https://www.facebook.com/casaviva/photos/a.870129809730577.1073741826.870129769730581/871683729575185/?type=1&theater

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