outro mundo

“Terramotourism”- as consequências negativas do turismo em Lisboa


Olá amigxs do Portal Anarquista, desde o colectivo Left Hand Rotation.

Cá enviamos o teaser do documentario “TERRAMOTOURISM” sobre as consequências da turistificaçao e chegada masiva de turistas na cidade de Lisboa

Tambem podem-se descarregar os cartazes da intervençao nas ruas de Lisboa “TERRAMOTOURISM: Instruções de emergência em caso de tranformação urbana produzida por sismo turístico” no link http://lefthandrotation.blogspot.pt/2014/03/terremotourism-instrucciones-de.html

Muito obrigado

Colectivo Left Hand Rotation
www.lefthandrotation.com

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“A las barricadas” em curdo para homenagear as revoluções espanhola e de Rojava


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Para assinalar o 80º aniversário da Revolução espanhola e também o 4º aniversário da Revolução em Rojava foi gravada recentemente uma versão em curdo do hino “Às barricadas” e hoje colocada na internet.

Esta versão curda foi gravada em Qamislo, Rojava, por elementos do Centro de Arte e Cultura Mohamed Sêxo. Os participantes na gravação do hino da CNT em curdo referem que “o que aconteceu em Barcelona a 19 de julho de 1936 repetiu-se 76 anos depois. A nossa revolução começou em Kobane e tivemos que colocar a nossa mais forte resistência na sua defesa. Inúmeros camaradas morreram para defenderem a cidade dos fascistas, tal como inúmeros camaradas deram a vida na Catalunha e em Espanha. O espírito da Barcelona revolucionária vive nas ruas das cidades e vilas de Rojava”.

A principal mudança nesta nova versão torna a letra explicitamente feminista associando-lhe o verso:

“Freedom, autonomy and women’s liberation
Must be defended as the most precious values

através de https://www.facebook.com/WorkersSolidarityMovement/

(EZNL) Sobre a situação no México


EZLN

DESDE A TEMPESTADE

Comunicado conjunto do Congresso Nacional Indígena e do EZLN sobre o cobarde ataque policial contra a Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educação e a comunidade indígena de Nochixtlán, Oaxaca.

Ao Povo do México

Aos povos do Mundo:

Frente ao cobarde ataque repressivo que sofreram os professores, professoras e a comunidade em Nochixtlán, Oaxaca – com que o Estado Mexicano nos recorda que esta é uma guerra contra todos e contra todas –os povos, nações e tribos que integramos o Congresso Nacional Indígena e o Exército Zapatista de Libertação Nacional, dizemos ao magistério digno que não está só, que sabemos que a razão e a verdade estão do seu lado, que a dignidade colectiva com que fala a sua resistência é inquebrável e essa é a principal arma dos que somos de baixo.

Repudiamos a escalada repressiva com que pretendem impor em todo o país a reforma neoliberal capitalista, a que chamam “educativa”, principalmente nos estados de Oaxaca, Chiapas, Guerrero e Michoacán.  Com ameaças, perseguições, golpes, encarceramentos injustos e agora assassinatos quer-se vergar a dignidade do magistério em rebeldia.

Apelamos aos nossos povos e à sociedade civil em geral para que estejam com o magistério que resiste em cada momento, a reconhecermo-nos nele, pois a violência para os despojar de garantias laborais básicas com o propósito de tornar a educação privada é um reflexo da violência com que nos estão a espoliar aos povos originários, seja aos camponeses, seja aos urbanos.

Os que se regozijam por estar no poder decidiram que a educação, a saúde, os territórios indígenas e camponeses, e inclusive a paz e a segurança, são uma mercadoria para quem possa pagá-la, que os direitos não são direitos mas sim produtos e serviços que se tiram, se espoliam, se destroem, se negoceiam segundo dita o grande capital. E pretendem impor esta aberração de uma forma sangrenta; assassinando e fazendo desaparecer @s noss@s companheir@s, enviando às prisões de alta segurança @s noss@s porta-vozes, fazendo da tortura descarada o “marketing” governamental e, com a ajuda dos meios de comunicação pagos, equiparando a delinquência ao mais valioso da sociedade mexicana , ou seja, a quem luta, não se rende, não se vende e não claudica.

Exigimos o fim da repressão contra os professores em luta e a libertação imediata e incondicional de TODOS os presos políticos.

Convidamos todos os povos do campo e das cidades a estarem atentos e solidários com a luta dos professores, a organizarmo-nos de forma autónoma para estarmos informados e alerta ante esta tormenta que cai sobre todas e todos, sabendo que uma tormenta, para além de tempestade e caos, também faz fértil a terra e é de onde nasce sempre um mundo novo.

Desde as montanhas, campos, vales, caminhos e bairros dos povos, nações e tribos originários do México.

Nunca mais um México Sem Nós!

Congresso Nacional Indígena

Exército Zapatista de Libertação Nacional

México, em 20 de Junho de 2016

aqui: http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2016/06/20/desde-la-tempestad/

Sobre a “tormenta” de que fala o comunicado do EZLN, uma “velhinha” canção anarquista (o hino da CNT espanhola) “A las barricadas”.

Comunal de Árgea: “Não viemos para um convento. Isto é uma militância”


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Os meses imediatamente a seguir ao 25 de Abril de 1974 foram férteis em projectos desenvolvidos nas áreas mais diversas. Nas fábricas, nos bairros, nos campos. A reforma agrária no Alentejo e Ribatejo está já suficientemente conhecida e divulgada, ao contrário de outras experiências comunitárias, como foi o caso da Cooperativa Comunal de Árgea, em Torres Novas (Santarém), que juntou diversos jovens (uns que tinham estado em França e foram muito influenciados pelo espírito de Maio de 68) e outros que, ainda em Portugal, participaram na luta anti-fascista e para quem, à semelhança das actuais cooperativas integrais, queriam partilhar experiências de vida e de trabalho. Foi o que fizeram, abraçando a vida e o trabalho em comum. A experiência durou de finais de 1974 a meados de 1977. Hoje, mesmo sem o saberem, muitos projectos de utopias rurais e de regresso aos campos seguem o modelo iniciado em 1974 por estes jovens, muitos deles de espírito libertário, embora militassem uns na LUAR, outros no PRP, entre muitos outros sem qualquer filiação partidária. Esta reportagem no “Século Ilustrado”, realizada nos primeiros meses de 1975 (mas depois de Março), retrata o espírito que ali se vivia.

(mais…)

(Brasil) Revista Periscópio, sobre educação libertária, já saiu número zero


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para ler e download: //e.issuu.com/embed.js

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Revista Periscópio nº zero

Educação para além da bolha. Com esse título e esse subtítulo apresentamos o número Zero da revista do Coletivo de Experimentações Libertárias em Educação, Arte e Tecnologia, o CELIBER, de Pelotas, Brasil.  Um Periscópio é um instrumento ótico usado nos submarinos que objetiva visualizar, observar em todas as direções, por cima de qualquer obstáculo que se interponha ao olhar direto. Nossa revista também tem esse objetivo periscópico de olhar além; além dos muros reais e metafísicos que são construídos como obstáculos para impedir que o novo seja visto, que o inexistente se torne existente.

Neste número zero, um excelente artigo sobre as ocupações de escolas em São Paulo.

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(Lisboa) AIT/SP convoca 1º de Maio combativo para a Praça do Rossio


1º de Maio

Rossio, 1 de Maio, 15,30H

Primeiro de Maio: Dia Internacional dos Trabalhadores

Este é o dia em que se comemoram as lutas de todos os trabalhadores de todo o mundo. No entanto, que temos nós para comemorar? O prevalecente desemprego? A exploração salarial? A facilidade dos despedimentos? O trabalho precário? Uma esquerda parlamentar que se preocupa sobretudo com a obtenção de mais votos?

As confederações sindicais, organizadas segundo um sindicalismo burocrático e reformista, revelam ser incapazes de conduzir com sucesso a luta dos trabalhadores contra a classe dominante que lucra com a nossa miséria. Há muito que abandonaram este objectivo e apoiam a narrativa de que a exploração das nossas vidas para enriquecer os bolsos de uma minoria está cá para ficar.

São necessárias novamente as formas de luta que no passado conquistaram as 8 horas de trabalho, como a acção directa, o boicote, a greve, e a sabotagem. É necessário o sindicalismo revolucionário, organizado pelos trabalhadores de forma assembleária, que não se rende à vontade dos patrões, e que não pára até atingir o seu objectivo final: a emancipação dos trabalhadores. Temos de tomar o controlo dos nossos locais de trabalho, dos nossos bairros, das nossas ruas, das nossas vidas!

Contra a “festa” da miséria! Unidos e auto-organizados nós damos-lhes a crise!

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Núcleo de Lisboa da Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT-SP)

aqui: https://www.facebook.com/events/1728849943997691/

(#GlobalDebout) Apelo internacional para ocupação das praças no próximo dia 15 de Maio


global

‪#‎NuitDebout‬ Apelo a um Levantamento Global a 15 de Maio | Encontro internacional em ‪#‎Paris‬ a 7 e 8 de Maio
Call for a Global Uprise (‪#‎GlobalDebout‬) on May 15 & International convergence in Paris on May 7/8
[English, French and Spanish versions at bit.ly/1MBkUBn | More info: Global Debout]

APELO INTERNACIONAL DE #NUITDEBOUT A CONVERGIR EM PARIS A 7 E 8 MAIO DE 2016
POR UMA #NUITDEBOUT EM TODO O LADO (#GLOBALDEBOUT) no fim-de-semana do 15M 2016

A 46 de Março (15 de Abril), duas semanas depois da grande mobilização de 31 de Março, o movimento Nuit Debout não pára de se ouvir. Em numerosas cidades francesas e estrangeiras, as Noites De Pé vêem o dia e testemunham esperanças e revoltas comuns. Todos aqueles que passaram pelas praças ocupadas e que nelas participam sabem-no bem: passa-se qualquer coisa…

Habitantes do mundo inteiro, façamos cair as fronteiras e construamos juntos uma nova Primavera Global! Venham juntar-se a nós nos próximos 7 e 8 de Maio em Paris, place de la République, para nos encontrarmos, debater, partilhar as nossas experiências e os nossos know-how, e começar a construir em conjunto perspectivas e soluções comuns. E, sobretudo, preparemo-nos e lancemos juntos uma grande acção internacional no fim-de-semana do 15 de Maio (‪#‎76mars‬) para nessa data ocupar massivamente as praças públicas por todo o mundo.

Nuit Debout fixou como objectivo primeiro a criação de um espaço de convergência de lutas. Esta convergência pode ir ainda mais longe e fazer-se ouvir a um nível internacional. Existem laços entre os numerosos movimentos que, nos quatro cantos do mundo, se opõem à precariedade, ao diktat dos mercados financeiros, à destruição do ambiente, às guerras e ao militarismo, à degradação das nossas condições de vida.

À competição e ao egoísmo, nós respondemos com a solidariedade, a reflexão e a acção colectiva. As nossas diferenças não são mais fonte de divisões, mas a base da nossa complementaridade e da nossa força comum. Nem ouvidos nem representados, nós, pessoas de todos os horizontes, reapropriamo-nos juntos da palavra e do espaço público: nós fazemos a política porque ela é o assunto que a todos diz respeito.

Hoje não é mais o momento de nos indignarmos sozinhos no nosso canto, mas de agirmos todos juntos. Nós, os 99%, temos a capacidade de agir e de repelir definitivamente o 1% e o seu mundo para os expulsar das nossas cidades, dos nossos locais de trabalho, das nossas vidas.

A 7 e 8 de Maio, convirjamos juntos em Paris, place de la République!

No fim-de-semana do 15 de Maio, levantemo-nos todos juntos: #NuitDebout em todo o lado, #GlobalDebout!

O evento pode ser consultado aqui :https://www.facebook.com/events/254751298208004/

tradução de guilhotina.info

(#NuitDebout ‪#‎NoitedePé‬) Assembleia Popular este sábado no Rossio às 18h


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Assembleia Popular #NuitDebout ‪#‎NoitedePé‬ | Sábado 9 de Abril | (Lisboa) Praça do Rossio, 18h – Partilha! Vem!

Ocupar as praças, debater as sujeições que nos impedem de viver, inventar outra vida.
À semelhança de França, onde o movimento ‪#‎NuitDebout‬ prossegue, em Portugal um grupo de activistas e de insubmissos lança um apelo para uma concentração este sábado no Rossio, a exemplo também das muitas convocatórias que estão a aparecer em diversas cidades europeias. Outro mundo é possível!

Como sabes, desde o dia 31 de Março milhares de companheirxs franceses tem decidido ocupar as praças das suas cidades para de forma colectiva debaterem os problemas de um sistema gerador de desigualdades, onde as relações verticais levam a que uma minoria, oprima e explore uma larga maioria. Um mundo onde as decisões são tomadas para beneficio de uma elite financeira avarenta que coloca os seus interesse acima das pessoas; da sua saúde, a sua liberdade, o seu património e a sua vida.
Este movimento desde o primeiro momento funciona numa linha de horizontalidade e assemblearismo, as suas discussões não são apenas para discutir o “contra” mas para de forma colectiva aprender, criar e propor um modo alternativo que não seja gerador de desigualdades.
Enquanto lês isto, milhares de pessoas estão a ocupar mais de 58 praças de importantes cidades em França. No estado espanhol este sábado há convocatórias em mais 8, e noutras cidades por toda Europa.Todos temos idêntico problema.
Sabemos que este mecanismo cruel não funciona. Está a destruir-se a si próprio.
Simplesmente queremos dar o nosso contributo, as nossas ideias e acelerar o processo.
Por isso, este sábado 9 de Abril as 18:00 no Rossio, queremos passar a noite juntos a partilhar e a empoderar-nos. A criar um mundo novo. Sem preconceitos, sem partidos, sem agendas. Sejas quem sejas, estas convidado. Aparece. Não vamos embora.

https://www.facebook.com/Noite-de-Pé-NuitDebout-Portugal-1586347061679785

Twitter: @NoiteEmPe

frança

(atentados de Bruxelas) O terror tem muitas frentes


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Cimeira das Lajes, 16 de março de 2003. O contra-ataque do “Império” com os resultados que hoje se conhecem: o mundo está mais inseguro, embora mais desigual e mais policiado.
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Bruxelas: imagem de vítimas dos atentados desta manhã
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Imagem de Kobane, semi-destruída e alvo constante de ataques do Estado Islâmico
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A propósito dos atentados de Bruxelas, de Rojava, do Curdistão, da NATO, da Turquia, das potências ocidentais e do Estado Islâmico. O terror tem muitas frentes.
Quando se fala de atentados do Estado Islâmico geralmente esquece-se que quem tem estado na primeira linha de combate ao Daesh têm sido os militantes curdos que instalaram no norte da Síria o confederalismo democrático de raiz libertária. Libertaram já Kobane e extensas áreas do domínio do terror totalitário islâmico. São eles também que lutam activamente contra o Estado Islâmico das montanhas de Rojava às ruas de Istambul, onde são também perseguidos pelo regime turco de Erdogan, membro da NATO e agora aliado e pago pela União Europeia para instalar campos de refugiados no seu território, mesmo contra a vontade destes.
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De 18 a 24 de Março, os curdos celebram o ano novo. Este sábado em Kobane, os habitantes da cidade puseram centenas de velas nas campas das pessoas assassinadas pelo Daesh. Em Istambul, como vem sendo hábito a policia turca reprimiu as celebrações do ano novo curdo (Newroz). 120 pessoas foram presas. A luta ali contra o Estado Islâmico e contra o exército turco é uma luta de todos os dias, com atentados constantes e milhares de mortos. E a Europa faz que não vê nem ouve.
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(movimento punk) Biblioteca Britânica assinala “40 anos de inovação e anarquia”


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O movimento punk, popularizado por um estilo musical próprio e por uma atitude de contestação face à sociedade autoritária e capitalista, nasceu há 40 anos nos meios operários juvenis e marginais das principais cidades dos Estados Unidos e  de Inglaterra. E foi precisamente no Reino Unido que o movimento ganhou maior identidade e expressão, sendo muito influenciado politicamente por ideais anarquistas, de contestação do poder e de afirmação da individualidade.

Como em muitos outros movimentos, o que era essencial permaneceu – a revolta e a contestação, atraindo muitos jovens para as fileiras do anarquismo. Do ponto de vista musical outros sons foram aparecendo e outros movimentos lhe sucederam.

A memória do movimento punk é agora evocada em Londres numa exposição na British Library (Biblioteca Britânica) que foi buscar aos seus arquivos muito material desta época, em que os Sex Pistols, Clash, Nirvana eram alguns dos grupos de referência.

sugestão de Viriato Porto (aqui)