questões de género

(8 de Março) A todas as irmãs anarco-sindicalistas


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Este 8 de Março saudamos todas as mulheres do movimento anarco-sindicalista.

O nosso é um movimento que aspira a criar uma sociedade igualitária e libertária. O sexismo é uma das formas de discriminação e de hierarquia que é necessário erradicar e não há melhor lugar para começarmos do que onde quer que estejamos. Em muitos movimentos sociais podemos experimentar formas de liderança de facto que favorecem os machos e que, de muitas formas, fazem com que as mulheres não sejam igualmente valorizadas nas organizações. Não temos apenas que questionar a necessidade de líderes de facto, mas também de mudar as nossas noções do que devemos valorizar neste tipo de dinâmicas.

Nunca deixemos de tratar estes temas com seriedade e neutralizemos os que querem fomentar formas de dominação masculina.

A nossa libertação não é um simples assunto de luta de classes, mas sim de uma completa transformação social na qual nos tratemos como iguais e em que sejam derrubados os privilégios sob todas as formas. E, para nós, este estado de respeito e de conduta igualitária deve ter lugar aqui e agora.

Contra todas as formas de hierarquia – não só do estado e do capitalismo.

Secretariado da Associação Internacional de Trabalhadores

7/3/2016

aqui: http://www.iwa-ait.org/content/all-anarchosyndicalist-sisters

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Dia Internacional da Mulher Trabalhadora: “Não há nada para festejar!”


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Em Portugal e no Alentejo, salvo raras excepções, o Dia Internacional da Mulher está praticamente anestesiado e sem significado. As mulheres recebem – as que recebem – flores, os poderes públicos e partidários fazem festas e festarolas, jantares e exposições de lavores e, nalguns sítios, termina tudo numa ida à discoteca – mas só mulheres! Porém, a história deste dia destinado a homenagear a mulher trabalhadora e a reivindicar mais direitos e igualdade de género, combatendo o patriarcado e o poder do Estado, foi sempre feita de sangue, suor e lágrimas de milhares de mulheres. Que hoje homenageamos, com especial relevo para as que estão presas por lutarem contra a sociedade actual, a exploração e a opressão, mas também para todas as mulheres que são vítimas de violência doméstica, nomeadamente as 29 mulheres que em 2015 morreram em Portugal por maltratos no âmbito familiar. Em 2015, as mulheres em Portugal ganhavam menos 31% do que os homens. Estudam durante mais tempo, mas 6% são analfabetas, já nos homens apenas 4% são analfabetos. As mulheres trabalham a meio tempo 14,3% dos casos, os homens 9,2% dos casos. As mulheres trabalham 328 minutos por dia (em média) sem receber, enquanto os homens trabalham 96 minutos por dia (em média) sem receber. O nível de desigualdade tem piorado com o passar do tempo, em 2006 o índice tinha um valor de 0,692 (sendo 0,0 a indicação de inexistência de desigualdade), valor que cresceu para 0,731 em 2015. (aqui)

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No 10º aniversário da morte de Gisberta


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“No Porto, a transexual Gisberta é espancada, violada e atirada viva (amarrada) para um poço, onde morre. O crime fora cometido por um grupo de jovens que estavam ao cuidado de uma instituição católica de acolhimento de menores, com financiamento estatal. A morte de Gisberta questiona os limites do género binário, mas também a confusão insistente entre transfobia e homofobia. É este o momento em que o feminismo é obrigado a questionar a exclusão das suas fileiras de mulheres que não considerava como tais e que também não entravam na categoria de gays ou lésbicas. O ódio às pessoas trans atravessou todas estas décadas remetidas que estavam à marginalidade e à rua.

Todavia, neste crime, não são apenas as pessoas trans que ganham voz própria pelo ódio e indiferença a que estão sujeitas. A institucionalização de crianças e jovens pelo Estado, a forma como vivem e são educadas, a violência das suas vidas, poderia ser o ponto de partida para a reivindicação de uma mudança social radical. Acabámos contudo com as associações LGBT e feministas espectadoras de um julgamento. Acabámos com a direita a pedir penas de prisão mais implacáveis para crimes cometidos por menores. E podemos dizer que foi pouca a revolta contra os sistemas de institucionalização de menores e a forma como o Estado organiza a vida destas crianças e jovens. Como diria o juiz no julgamento de Gisberta, ao determinar que ela morreu por afogamento: “A culpa foi da água”.” (http://www.jornalmapa.pt/2013/12/09/ha-uma-historia-queer-em-portugal-2/)

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Há 10 anos, a 22 de Fevereiro de 2006, era barbaramente assassinada no Porto, Gisberta, por um grupo de jovens internados numa instituição financiada pelo Estado. Transexual, Gisberta foi assumida como símbolo de luta contra uma sociedade onde a diferença é sempre reprimida. Dez anos depois algumas coisas mudaram, mas não muito.

O jornal mapa numa série de artigos abordou esta questão. Também vários espaços ligados à defesa da diversidade e às questões de género têm vindo a abordar este assunto, que é ainda uma ferida aberta na sociedade portuguesa.

Alguns links:
http://dezanove.pt/em-memoria-de-gisberta-salce-junior-902198
http://www.jornalmapa.pt/2013/12/09/ha-uma-historia-queer-em-portugal-2/
http://www.jornalmapa.pt/2014/03/02/ha-uma-historia-queer-em-portugal-segunda-parte/

(AIT)  Trabalhemos por uma maior participação das Mulheres no nosso Movimento!


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Por ocasião do Dia Internacional da Mulher gostávamos de abordar os problemas que afectam, de maneira desproporcionada, as mulheres nos locais de trabalho, tratando-os duma maneira mais efectiva e aumentando a participação das mulheres no nosso movimento.

Ao falarmos com companheiros seja do movimento anarco-sindicalista, seja de fora deste, podemos ver que ainda há um longo caminho a percorrer até conseguirmos adoptar uma postura organizativa para lutar contra o sexismo nos locais de trabalho. Na recente conferência anarco-feminista internacional, durante a sessão que tratava da organização nos locais de trabalho, apercebemo-nos de que as mulheres tinham queixas e experiências semelhantes, mas poucas delas se dispunham a organizarem-se em torno destas questões nos sítios onde trabalham. Apenas algumas estavam integradas em sindicatos, fossem maioritários ou alternativos.

As razões para isto podem ser muito complexas e envolver também muitas especificidades pessoais. Mas vale a pena discutir este tema. Nalgumas das nossas organizações temos um desequilíbrio de género ou as mulheres vêem-se de algum modo marginalizadas, devido a regras de comportamento que podem estar mais inclinadas para a socialização masculina. No entanto, sabemos todos que o nosso movimento não deveria funcionar deste modo e que a luta pela igualdade não é somente económica, mas sim una luta pela igualdade em todos os aspectos.

Nesta ocasião fazemos um apelo aos nossos companheiros para que abordem estes temas e dêem os passos necessários para fazerem os melhoramentos que forem necessários e para que ponham em relevo o papel das mulheres onde estas se tenham destacado e tenham tido sucesso.

Secretária Geral da AIT

8/3/2015

Em inglês: http://www.iwa-ait.org/content/lets-work-towards-greater-participation-women-our-movement

Em castelhano: http://www.iwa-ait.org/node/676

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8 de Março, Dia da Mulher Trabalhadora no Alentejo: uma caricatura


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O Dia da Mulher Trabalhadora é, como o 1º de Maio, um dia de luta pela igualdade entre homens e mulheres. Igualdade de oportunidades e de possibilidades. Para que o sexo de cada um – e as escolhas a ele inerentes – não seja obstáculo à realização pessoal e colectiva. Para que a trabalho igual corresponda salário igual. Para que, escravizado no trabalho, o homem não escravize a mulher em casa

O Dia da Mulher foi criado para ser um dia de luta. De afirmação. De solidariedade entre iguais tendo sempre em vista não os remendos nesta sociedade, mas a construção de uma sociedade diferente, igualitária, solidária, cooperativa e colaborativa – logo anti-capitalista.

Como seria de esperar, não o entendem assim os poderes vigentes, afirmem-se eles de esquerda ou de direita. Da direita já sabemos as linhas com que se cosem. Da esquerda também. O mercado tomou conta de tudo à esquerda e à direita, numa sofreguidão que a todos devora.

O Dia da Mulher foi transformado no dia da mulher objecto que se presenteia só porque é dia da mulher, a quem as grandes superfícies comerciais oferecem descontos em ferros de engomar ou em máquinas de café, em que se organizam almoçaradas sem qualquer objectivo, muitas vezes com bailarico no fim, se vai ao restaurante, às discotecas, a clubes de strip masculino e se oferecem flores e chocolates às caras metades ou às namoradas. Sem uma única reivindicação, sem um único protesto, sem uma única ideia de fundo, num país onde todos os anos centenas de mulheres são mortas, agredidas e violentadas só pelo facto de serem mulheres.

Há um ano destes, em Avis, a Câmara da CDU apoiou uma passagem de modelos de vestidos de noiva, outras Câmaras realizam mostras de culinária, este ano em Évora o Dia da Mulher foi assinalado por uma aula de fitness, em plena Praça do Giraldo, organizada pela Câmara da CDU e pelo MDM. Na Junta de Freguesia da Malagueira e Horta das Figueiras, também dirigida pelo PCP, houve direito a uma exposição subordinada ao tema interessantíssimo “A Magia dos Bordados”.

E é a esta caricatura que no Alentejo foi conduzida a luta das mulheres!

sobre o Dia da Mulher: https://www.facebook.com/isaleb.mfc/posts/10200497361514157

Roteiro anarco-social para este sábado…


Loja Livre, na Casa Viva (Porto)

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Praça do Marquês de Pombal, 167, Sábado 21 e Domingo 22, das 14h às 19h

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Concertos + conversa sobre lutas e repressão em Espanha e Itália (Setúbal)

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21/02/2015 – 16:00, na  C.O.S.A, Rua Latino Coelho, 2 – Setúbal

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Beijaço: Amor contra a violência! (Porto)

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Praça da República, 17H
O que é e porquê um beijaço?
Beijaço é um tipo de manifestação, que consiste em vários casais se beijarem dentro ou diante de algum lugar em que tenha havido actos de LGBTfobia, que tenha reprimido tal manifestação de afecto previamente, como forma de protesto e repulsa contra a preconceito.
Trata-se da junção do substantivo ‘beijo’ e do aumentativo ‘aço’. O uso do aumentativo denota uma preferência em prol da supervalorização desse tipo de acto de protesto, que é uma forma de afirmação dentro do grupo social e perante a sociedade.
Dia 21 de Fevereiro, 17h, independentemente da tua orientação sexual ou identidade de género, junta-te a nós! Vamos reivindicar o espaço público, na Praça da República, onde ocorreu a agressão sobre a Sara.
Porque basta de homofobia, basta de bifobia, basta de transfobia! As ruas do Porto são de todxs, e todxs temos direito a viver na nossa cidade sem medo e sem violência. Os direitos LGBT são direitos humanos, e todos os direitos humanos são inalienáveis!
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Reunião de Preparação do 8 de Março (Coimbra)

8 de Março

Na República Marias do Loureiro, às 18H.
Como todos os anos, a partir da República das Marias, convidamos a todas as pessoas que quiserem participar na preparação do dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras. O propósito da reunião é criar um espaço de partilha de ideias entre todas as assistentes com o objetivo de preparar e discutir as atividades a ser realizadas.  Apareçam e tragam as suas ideias!
“Nós, Marias da Luta
Maria nua
Nem minha
Nem sua
Maria que sua
que fica nua
que não cala
é Maria da luta!”
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Debate ‘Os anarquistas e a guerra’ (Lisboa)

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BOESG, Rua das Janelas Verdes, 13-1º Esq.

21 Fevereiro 21h: Debate, Os anarquistas e a guerra. Reedição do texto Apontamentos sobre Os Anarquistas e a Guerra de José Tavares.Apresentação da tradução do manifesto A internacional anarquista e a guerra, de 1915.Antes da guerra inter-Estados de 1914-18, os movimentos socialista, sindicalista e anarquista eram declaradamente anti-militaristas, anti-guerra. E, a greve geral revolucionária para impedir a guerra era geralmente aceite. Todavia, quando a guerra estalou rompe-se a solidariedade internacional do movimento operário, e, inclusive, muitos anarquistas adoptaram uma posição «menos intransigente em relação à guerra». Fenómeno que se irá repetir nas guerras que se seguiram até aos dias de hoje…. O texto que vai ser apresentado e de novo lançado descreve, de modo sucinto, essa história.A internacional anarquista e a guerra foi um manifesto contra a guerra de 1914-18 publicado em Fevereiro de 1915. Estava assinado por 36 anarquistas, entre os quais figuravam A. Berkman, E. Goldman. E. Malatesta e D. Nieuwenhuis.Debate sobre alguns posicionamentos de anarquistas sobre conflitos actuais (Kobané/Síria/Iraque, Ucrânia, etc.).

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Debate ‘O que é o TTIP?’ (Algés)

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Acção do TTIP na Fábrica de AlternativasDia 21 de Fevereiro 20:00H – Jantar,
21:30H – Debate.
O que é o TTIP?
Trata-se de um tratado entre a União Europeia (UE) e os EUA sobre comércio e investimento, presentemente a ser negociado no maior secretismo e que visa, entre outros objectivos, desmantelar as barreiras tarifárias e não tarifárias que regulam os negócios. De facto, esses regulamentos que fazem da Europa um bastião da defesa dos consumidores, da saúde pública, dos direitos laborais e do ambiente, representam uma barreira às respectivas normas americanas, muito mais permissivas. A ambição das grandes corporações é portanto reduzir ou até eliminar todos esses constrangimentos. Além disso, há outros capítulos igualmente decisivos, como a liberdade de circulação na internet, o comércio electrónico de dados pessoais, as patentes dos medicamentos e sobretudo o mecanismo que permite às corporações processar os estados sempre que as decisões dos governos ponham em causa os seus lucros.
Não é compreensível ou sequer aceitável que um acordo que vai alterar a vida de todos os cidadãos seja construído sem que os visados tenham conhecimento ou possam ter uma palavra a dizer sobre o seu futuro.

(Lisboa) Duas sugestões para esta sexta-feira: conferência sobre ‘anarquia queer’ e novo livro de Rui Eduardo Paes


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“No Church in the Wild’: A Estética da Anarquia”, com Jack Halberstam

Na Culturgest (Lisboa) , hoje às 18,30H

Conferência | Organização António Fernando Cascais e Mónica Guerreiro | Entrada gratuita | Em inglês, sem tradução

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