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(livro) A solidariedade transfronteiriça no apoio aos refugiados espanhóis durante a Guerra Civil


Foi apresentado publicamente no passado sábado em Barrancos o livro da investigadora Dulce Simões “A Guerra de Espanha na Raia Luso-Espanhola” onde se relata a fuga para Portugal de grupos de refugiados, no início da guerra civil espanhola, para escaparem aos pelotões de fuzilamento dos generais golpistas espanhóis.

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(Guterres nas Nações Unidas) E os 60 milhões de refugiados, pá?


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Foto de um escrito na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra – FEUC – em Maio passado, aquando da cerimónia de doutoramento “honoris causa” de António Guterres, responsabilizando-o, também, pela “Fortaleza Europa”.

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A nomeação (eleição?) de António Guterres para secretário-geral da ONU foi pretexto para uma vasta campanha de nacionalismo bacoco e patrioteiro levada a cabo pela generalidade dos orgãos de comunicação social portugueses e pela classe política no seu todo.

O que ninguém disse é aquilo que os factos comprovam: António Guterres à frente do Alto Comissariado para os Refugiados deixou o mundo no estado que se conhece -o ano de 2015 superou todos os dados anteriores com mais de 60 milhões de refugiados por todo o mundo. O resultado do seu mandato foi praticamente nulo e deixou a fortaleza Europa erguer-se frente aos milhões de refugiados africanos e também asiáticos. Nunca houve tão grande número de refugiados e a sua acção pouco mais impacto teve do que algum mediatismo comunicacional.

Espera-se que à frente das Nações Unidas o resultado seja o mesmo. Há mesmo quem diga que Guterres foi eleito para ser o coveiro das Nações Unidas. Se o for também não se perde nada de uma organização que pouco tem feito pela paz no mundo, a soldo dos Estados Unidos e das grandes potências.

sobre o número de refugiados no mundo:http://oglobo.globo.com/mundo/numero-de-refugiados-no-mundo-supera-60-milhoes-pela-primeira-vez-19541765

Itália: 8 de Agosto. Revolta no CIE de Brindisi


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É assim que se vive no CIE – Centro de Identificação e Expulsão de Estrangeiros –  de Brindisi Restinco.

interno-cie-brindisi-1“Mobiliário” em cimento e ferro, comida de má qualidade, ausência de cuidados de saúde (assistência sanitária). Mas, acima de tudo, dignidade espezinhada, privação de liberdade, a espera de uma expulsão ou de escorregar de volta para o círculo infernal da clandestinidade.

É precisa instigação para se revoltar contra tudo isto?


Na tarde de segunda-feira, 8 de Agosto, enquanto que do lado de fora do CIE em Brindisi Restinco decorria uma concentração de solidariedade com os reclusos, desde o interior da estrutura muitos comunicaram as condições às quais são forçados a submeter-se. As janelas das celas dão para o relvado onde se estava a realizar a concentração, o que facilita a comunicação direta, verbal. Depois, os reclusos já em revolta atearam fogo a lençóis e colchões, em duas secções, gritando “Liberdade”.


Immagine 4-2-2Agora os dois dormitórios da secção A e um da secção B estão inutilizáveis; há alguns dias que os reclusos estão amontoados entre alguns corredores e um pátio, onde além disso são obrigados a dormir sem colchão nem lençóis, quer no chão, quer em cima das mesas da cantina. A secção C está ainda intacta e em regime de funcionamento.

Um rapaz de 22 anos da Costa do Marfim foi preso porque, gravado pelas câmaras de vigilância interna, foi considerado um dos responsáveis pelos incêndios.


Como já aconteceu em outros CIE, o fogo da revolta tornou inutilizável parte do centro de detenção, tornando menos eficaz a capacidade do Estado de encarcerar e deportar.


Alguns inimigos das fronteiras – Lecce

(traduzido de https://hurriya.noblogs.org/ )

(enviado por email para divulgação)

(IFA) Internacional Anarquista defende que “as pessoas devem poder deslocar-se e viver onde quiserem”


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COMUNICADO INTERNACIONAL

OS REFUGIADOS SÃO BEM VINDOS

A Comissão de Relações da Internacional de Federações Anarquistas reunida em Liubliana (Eslovénia) nos passados dias 23 e 24 de Abril reafirma a sua solidariedade para com os refugiados e migrantes. Muitas das nossas federações (especialmente na Europa, incluindo o Mediterrâneo e os Balcãs) estão envolvidas em acções de solidariedade concretas, alojando pessoas, ajudando-as com cuidados médicos e nos procedimentos legais, desenvolvendo a autogestão e organizando manifestações.

Lutamos contra os activistas de extrema-direita que se estão a aproveitar desta situação para levarem a cabo actividades xenófobas. Opômo-nos aos Estados que fomentam o nacionalismo, levantando muros e fechando fronteiras, os mesmos Estados que apoiam o capitalismo global e a livre circulação de dinheiro ou os acordos comerciais que exploram as populações dentro das fronteiras nacionais.

Face a esta situação continuamos a lutar contra a ideia de fronteira e apoiamos a liberdade de movimento em geral. As pessoas devem poder deslocar-se e viverem onde quiserem.

Neste momento, os media estão centrados nos refugiados de guerra (Síria), mas sabemos que a migração, por diversas razões, vai continuar. As pessoas sempre se deslocaram para melhorarem a vida, seja para fugir de situações difíceis ou para melhorarem as suas condições de vida. Nós tentamos viver em conjunto e partilhar os recursos mundiais, fazendo frente aos Estados,  ideologias e religiões que criam divisão e confrontação.

CRIFA

aqui: espanhol, inglês, francês

ifa

(refugiados) Sobre o “Pacto da Vergonha” assinado pela UE e pela Turquia


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Sem ter cumprido o que prometera no acordo para acolher 800.000 mil refugiados, a Europa acorda o encerramento das suas fronteiras, não respeitando os Direitos Humanos. Um comunicado da Confederação Geral do Trabalho do Estado Espanhol sobre o pacto recentemente firmado entre a União Europeia e a Turquia.

No passado dia 19 de Março os chefes de Estado da EU, reunidos em sessão do Conselho Europeu (em que há governos de todas as cores), assinaram um acordo que ignora os mais elementares direitos e liberdades existentes em todos os tratados internacionais e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Por mais que tenham querido dar o ar de uma negociação para melhorar os aspectos mais discutíveis do plano inicial, a verdade é que o texto assinado com a Turquia mantém o objectivo central de fechar as fronteiras europeias aos refugiados das guerras que assolam o Médio Oriente, especialmente a Síria.

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(refugiados) Mediterrâneo: o mar da morte


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Desde a II Guerra as potências europeias e norte-americanas (Estados Unidos e Canadá) aprenderam a situar os conflitos fora dos seus espaços geográficos e reconduziram-nos para as periferias: África, América Latina, Médio Oriente, Ásia. A venda de armas (os grandes países vendedores naquele que se mantém como um dos maiores comércios mundiais continuam a ser os Estados Unidos e a Rússia), a tentativa de controlo das fontes de matérias primas, a avidez das grandes multinacionais num crescimento permanente dos lucros, o saque feito pelas elites nacionais sobre os recursos locais e os seus povos, os fundamentalismos religiosos e ideológicos levaram à situação actual: o mundo semi-destruído e a Europa e os Estados Unidos/Canadá erguendo-se como fortalezas rodeadas de arame farpado (para milhões de seres humanos em todo o mundo, como uma miragem de bem estar, satisfação das necessidades básicas e uma tolerância a que os regimes totalitários de grande parte do mundo desabituaram os seus cidadãos) com milhões de deserdados tentando franquear as suas fronteiras. É um panorama negro para um mundo que tem estado em guerra constante e que destruiu povos e países e em que cada subsídio dado a um agricultor dos Estados Unidos ou da Europa significa a morte (por incapacidade de concorrerem com as agriculturas subsidiadas) de milhares de pequenos produtores agrícolas seja em África, na Ásia ou na América Latina. Por isso, todos somos responsáveis por estas mortes. Por inacção, conivência ou deixa andar. Com os Estados, as multinacionais e os interesses económicos e geo-estratégicos, neste caso como em tantos outros, com todas as responsabilidades acrescidas.

j.