revista A Ideia

Revista “A Ideia” (84/85/86) apresentada no Museu do Aljube com homenagem ao centenário de “A Batalha”


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O volume triplo (n.os 84-85-86) da revista A Ideia, com 320 pp. e uma temática centrada em três temas fortes (cinquentenário do Maio de 68, Agostinho da Silva, Grupos Surrealistas de Madrid e de Paris), foi apresentado na tarde sábado, dia 26 de Janeiro, no Museu do Aljube, em Lisboa.

Com um público que no momento alto da sessão andou à roda das cem pessoas, a sessão abriu com uma evocação das ideias de Agostinho da Silva, na qual participaram Risoleta Pinto Pedro, que leu o texto que levou Agostinho da Silva à prisão do Aljube em Junho/Julho de 1943, e Pedro Martins que discorreu sobre as várias colaborações consagradas ao pedagogo da liberdade e ao pensador do livre exame que foi Agostinho da Silva.

Homenagearam-se de seguida os cem anos do jornal A Batalha, cuja fundação aconteceu a 23-2-1919, numa mesa em que usaram da palavra o historiador António Ventura, que fez um retrato muito completo e informado da primeira série do diário operário, órgão da Confederação Geral do Trabalho, e o jovem investigador em ciência política e actual redactor da publicação António Baião, que falou das perspectivas actuais do jornal refundado em Setembro de 1974 por Emídio Santana, Lígia de Oliveira, José António Machado, Moisés da Silva Ramos e outros.

A sessão terminou com um recital de poesia cantada e dita por Paulo Jorge Brito e Abreu (nascido em 1960), poeta que colabora desde há muitos anos com a revista e que é um dos inspirados herdeiros da palavra inflamada e libertária dum Leo Ferré.

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Apresentação de mais um número de “A Ideia” com uma evocação do diário operário “A Batalha” fundado há 100 anos


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É já este sábado, 26 de janeiro, no Museu do Aljube, em Lisboa, pelas 15 horas.

Apresentação pública de mais uma revista ” A Ideia, com uma evocação do centenário do jornal operário e anarco-sindicalista “A Batalha”, que se assinala no dia 23 de Fevereiro de 2019, a cargo do historiador António Ventura e de António Baião, um dos elementos do actual corpo redactorial do jornal.

” O volume da revista A Ideia relativo a 2018 está pronto, tem as mesmas características do anterior e será apresentado na tarde do dia 26 de Janeiro de 2019, numa sessão em que evocaremos a dimensão libertária de Agostinho da Silva e o centenário de nascimento do jornal operário A Batalha, com uma palestra do historiador António Ventura e uma intervenção dum dos actuais redactores da folha, António Baião.
Segue em anexo o programa da sessão, para o qual pedimos divulgação.
Gratas saudações de
A. Cândido Franco”.

(“A IDEIA” à Conversa com Carlos Taibo) Sobre a Revolução Russa


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Carlos Taibo (n. 1956) é um sociólogo e activista ligado ao movimento libertário espanhol. Com vasta obra, o seu pensamento singulariza-se em cruzar a tradição libertária – apoio mútuo, autogestão, federalismo – com a ideia de decrescimento (Sérgio Latouche). Acabou agora de publicar Anarquismo y revolución en Rusia [1917-1921] (Los Libros de la Catarata, Madrid, 2017, 288 pp.), um largo estudo em oito capítulos em que se abordam os tópicos libertários da revolução russa – a oposição conselhista bolchevique, as diversas correntes do anarquismo russo, a comuna rural, a participação libertária nos sovietes, a aberração produtivista, a revolta de Cronstadt, a guerrilha camponesa na Ucrânia e a figura de Nestor Makno. Mantivemos com ele uma conversa sobre o livro e as questões mais escaldantes da revolução.

(mais…)

(Fotos & texto) Apresentação da revista de cultura libertária “A Ideia” na antiga prisão do Aljube


Com um público muito próximo daquilo que tem sido habitual nos últimos anos, decorreu no Museu do Aljube na tarde de sábado de 16 de Dezembro a apresentação do número triplo da revista A Ideia respeitante ao ano de 2017, cuja pasta central versa os acontecimentos político-sociais que tiveram lugar na Rússia há cem anos.

O volume publica textos clássicos de duas testemunhas presenciais dos eventos, Emma Goldman e Ida Mett, e ainda um vasto acervo de textos da imprensa operária portuguesa da época (jornal A Batalha, jornal Avante de Évora e revistas A Sementeira e Renovação), dando conta da recepção que os eventos então tiveram, logo a partir de Dezembro de 1917, no meio operário português. Apresenta-se ainda uma entrevista com Carlos Taibo, autor dum importante estudo sobre a Revolução Russa saído este ano, e outra com Ana da Palma, tradutora portuguesa do conhecido livro de John Reed, Dez dias que abalaram o mundo.

A apresentação do tema central da revista esteve a cargo de Mário Rui Pinto e de Paulo Eduardo Guimarães. O primeiro falou das manifestações libertárias na Rússia de há cem anos, com destaque para a gesta de Nestor Makno e para a sublevação de Cronstadt em Março de 1921, e da atenção internacional que o movimento tem dedicado este ano ao acontecimento um pouco por todo o mundo, enquanto o segundo centrou a sua atenção nas apreciações que o evento mereceu por parte da organização sindical portuguesa da época, com enfoque particular na Confederação Geral do Trabalho, fundada em Fevereiro de 1919.

O evento contou também com a apresentação dum livro antológico, Anarquismo moderno mas não pós-moderno (Colibri, 2017), colectânea de textos publicados na revista A Ideia na década de 80 e onde estão representados autores tão marcantes para a renovação do pensamento libertário na segunda metade do século XX como Colin Ward, Murray Bookchin, George Woodcock, Amedeo Bertolo, Nico Berti, Tomás Ibañez e Thom Holterman. A apresentação desta colectânea esteve a cargo de José Bragança de Miranda, tradutor e estudioso da obra e do pensamento de Max Stirner.

O encontro teve ainda no final a presença do Teatro Independente de Loures, activo desde 1968, que, com interpretação de Luís Paniágua e Pedro Pina, representou duas curtas peças (“A paragem de autocarro” e “O escadote”) do dramaturgo e poeta português Jaime Salazar Sampaio (1925-2010), um dos autores em destaque neste número triplo da revista A Ideia, a par das homenagens poético-pictóricas a Cruzeiro Seixas, Cesariny, Virgílio Martinho, Fernando Alves dos Santos, Luiz Pacheco, António Maria Lisboa, Baptista-Bastos e Maria Natália Duarte Silva.

[Fotografias e vídeos da responsabilidade de Luís de Barreiros Tavares]

(Lisboa) Cruzeiro Seixas na apresentação da revista de cultura libertária “A Ideia” relativa a 2016


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Foi ontem apresentado em Lisboa o número quadruplo da revista de cultura libertária “A Ideia (nºos 77, 78, 79 e 80), referente a 2016, numa sessão muito concorrida e que juntou largas dezenas de pessoas no Museu do Aljube. Para apresentação deste número, o seu director António Cândido Franco promoveu um debate sobre as prisões portuguesas – não só pela acuidade e actualidade do tema, mas também pelo facto da sessão decorrer na antiga prisão do Aljube onde estiveram tantas centenas de presos libertários e de outras correntes políticas.
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Foi um debate interessante e participado com uma excelente intervenção e muito informada (com power point) do Manuel Almeida Santos sobre a degradação das condições no interior das prisões portuguesas e a arbitrariedade dos directores prisionais; comovente também o testemunho de Hipólito Santos (muito abatido e com quebra de saúde) sobre a vida dele no Aljube em 1962, depois do golpe de Beja, em cuja organização participou; também Filipe Nunes e Margarida Almeida (do jornal Mapa) intervieram com  informação preciosa sobre a actividade de António Dores, do Observatório das Prisões, que não pôde estar presente.
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Relevo ainda para a presença do pintor e poeta surrealista Cruzeiro Seixas que abriu e fechou a sessão. Embora esteja prestes a fazer 97 anos, e praticamente cego, este decano dos surrealistas portugueses (foi amigo e companheiro de António Maria Lisboa e de Mário Cesariny, entre outros) interveio no principio e no fim da sessão, tendo dito alguns poemas de Fernando Pessoa e Mário de Sá Carneiro. Deste último declamou o poema QUASE:

Saudando este número da revista “A Ideia”, em que participou com material inédito, Cruzeiro Seixas disse ter já muita dificuldade em ler e desejou, como futuro, “um mundo de imaginação liberta em todos nós”.

Esta edição da revista “A Ideia”, com mais de 400 páginas,  está disponível em papel e os pedidos podem ser feitos para  Revista A IDEIA:  Rua Celestino David n.º 13-C, 7005-389 Évora, Portugal, mas pode ser também consultada na web. aqui (1ª parte) e aqui (2ª parte)

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(Lisboa) Edição de 2016 da revista ‘A Ideia’ vai ser apresentada no Museu do Aljube a 28 de Janeiro


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A próxima edição da revista “A Ideia” já tem data de lançamento. Este novo número com mais de 400 páginas (é obra!) corresponde a quatro edições da revista, mais precisamente aos nºs 77/78/79/80.

A revista será apresentada no próximo dia 28 de Janeiro no Museu do Aljube em Lisboa e a sessão contará com várias intervenções subordinadas ao tema Prisões, a cargo de Hipólito dos Santos (ex-preso libertário do Aljube), Manuel Almeida Santos (Obra Vicentina de Apoio aos Reclusos e Amnistia Internacional) e Filipe Nunes e Margarida Lima (Jornal MAPA).