Revolução Espanhola

(Brasil) Nº 4 da Revista da Biblioteca Terra Livre dedicada à Revolução Espanhola


 

capa revista

Para ler e download: https://revistabtl.noblogs.org/files/2014/06/Revista4Final.pdf

Sumário

EDITORIAL [PDF]

DOSSIÊ 80 ANOS DA REVOLUÇÃO ESPANHOLA

Carta aberta a companheira Federica Montseny, por Camillo Berneri   [PDF]
Mais vale um anarquista do que um capitão!, por Ramón Casals   [PDF]
A coletivização na Espanha, por Augustin Souchy   [PDF]
O problema do dinheiro durante a autogestão espanhola (1936-1939), por Frank Mintz [PDF]
Octogésimo aniversário da Revolução: Mujeres Libres, por Laura Vicente [PDF]
Indomáveis, por Lucía Sanchéz Saorníl [PDF]

ESTUDOS ANARQUISTAS

Indivíduo, comunidade, sociedade, por Eduardo Colombo   [PDF]

DOCUMENTOS

A revolução social, por Ricardo Flores Magón [PDF]
Aos homens de boa vontade, por Antonio Bernardo Canellas [PDF]
Prefácio? Não!, por Maria Lacerda de Moura [PDF]

EXPRESSÕES LIVRES

O Carnaval, por Rafael Barrett [PDF]

Edições anteriores: https://revistabtl.noblogs.org/edicoes-anteriores/

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(Estado Espanhol) Revista ‘Libre Pensamiento’ com dossier sobre as “Enseñanzas vivas de Mayo de 1937”


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Já está disponível na internet a edição 90 da revista Libre Pensamiento da CGT espanhola, com um dossier dedicado às lições que nos ficaram de Maio de 1937, ano da ruptura entre comunistas e anarquistas na Revolução Espanhola.

(20 de Janeiro de 1937) Em solidariedade com a revolução espanhola: anarquistas portugueses sabotam ministérios e empresas colaboracionistas com Franco


 

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Foi há 80 anos. Em solidariedade com a Revolução Espanhola e contra o governo e os grupos que em Portugal colaboravam com o fascismo espanhol, uma vaga de actos de sabotagem, realizada por grupos anarquistas, na noite de 20 e na madrugada de 21 de Janeiro de 1937, mostrou que era possível ir além das meras palavras de circunstância.

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(Efeméride) A participação anarquista no governo durante a guerra civil espanhola


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Há 80 anos tomavam posse em Espanha quatro anarquistas como ministros. Estava-se em plena Guerra Civil, Madrid sitiada, e o movimento libertário espanhol, quase sem excepções, decidiu que destacados membros da CNT e da FAI integrassem o governo de Largo Caballero, dirigente da UGT. A experiência durou poucos meses – até Maio de 1937, quando os membros do Partido Comunista na Catalunha tomaram os anarquistas como alvo, desencadeando violentos confrontos em Barcelona contra o movimento sindical e operário -, embora largas dezenas de militantes anarquistas tenham integrado, nesse período, por exemplo, também o governo catalão e fossem presidentes e vereadores em diversos municípios. O debate provocado por esta situação, excepcional no movimento libertário (embora com precedentes), ainda hoje se mantém – e com uma profunda actualidade, dadas as experiências recentes de confederalismo libertário em Rojava, pela mão do movimento revolucionário curdo, algumas experiências de auto-governo zapatistas ou mesmo certas posições recentes de alguns sectores do movimento libertário chileno.

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Os ministros Jaume Aiguadé i Miró, sem pasta (ERC), Federica Montseny, Saúde (CNT), Juan García Oliver, Justiça (CNT) e Anastasio de Gracia, Trabalho (PSOE), em Outubro de 1936.

Renunciar a tudo menos à vitória

Julián Vadillo, historiador(*)

A 4 de Novembro de 1936 aconteceu um facto extraordinário na história. Nesse dia, numa Madrid sitiada pelas tropas que se tinham sublevado contra a República a 18 de Julho de 1936, o governo de Largo Caballero foi remodelado.

E, pela primeira vez na história, esse governo teve ministros anarquistas. Juan García Oliver como ministro da Justiça, Federica Montseny como ministra da Saúde e Assuntos Sociais, Juan Peiró como ministro da Indústria e Juan López como ministro do Comércio.

Os eternos inimigos do Estado e do governo, o movimento operário que tinha protagonizado lutas contra qualquer espécie de autoridade, aceitavam ter cargos de responsabilidade no governo republicano devido àqueles tempos de Guerra Civil.

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(livro) A solidariedade transfronteiriça no apoio aos refugiados espanhóis durante a Guerra Civil


Foi apresentado publicamente no passado sábado em Barrancos o livro da investigadora Dulce Simões “A Guerra de Espanha na Raia Luso-Espanhola” onde se relata a fuga para Portugal de grupos de refugiados, no início da guerra civil espanhola, para escaparem aos pelotões de fuzilamento dos generais golpistas espanhóis.

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(Agosto de 1936) ‘A matança de Badajoz’ foi o maior massacre da Guerra Civil Espanhola


 

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No dia 14 de Agosto de 1936  e nas duas semanas seguintes foram mortas milhares de pessoas (segundo algumas estimativas cerca de 10 mil), a maioria fuziladas na antiga Praça de Touros.

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Ontem como hoje, a CNT reivindica a luta pela Revolução Social


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Num acto público realizado esta terça-feira frente ao monumento “la Huella”*, em Bilbao, no País Basco, a CNT** recordou todas as mulheres e homens que enfrentaram a ditadura franquista “desde o primeiro dia até ao último”. “Elas e eles mostraram-nos que a Revolução Social, a partir dos de baixo e contra os de cima, era tão possível como necessária. Só fazia falta coragem, dignidade e compromisso”, destacou a central anarcosindicalista.

Nesse sentido, a CNT reivindicou a luta de todas e de todos os seus militantes “a favor de uma sociedade radicalmente livre e justa. Dito de outra maneira, de uma sociedade construída com os pilares do comunismo libertário”. “O vosso caminho continua a ser o nosso”, precisou.

Ainda assim, a organização anarcosindicalista recordou que os vários governos surgidos depois da morte do ditador Franco “foram garantes da impunidade para os criminosos franquistas”. “Também o foram os partidos que se diziam de esquerda e que na mal chamada transição optaram por trair os seus companheiros e companheiras, em troca de uma falsa paz social que não foi outra coisa senão esquecimento e impunidade”, sublinhou.

Por último, a CNT reafirmou o seu compromisso com a luta por outro modelo social. “Hoje, como ontem e amanhã, estamos nas ruas e nos locais de trabalho, defendendo os direitos da classe trabalhadora, sempre com uma meta e um objectivo muito claros: construir uma sociedade livre, sem escravos nem exploradores”, apontou.

* Monumento no Monte Artxanda, de homenagem aos gudari (combatente, guerrilheiro, em basco).

** Confederação Nacional do trabalho (CNT) – Central sindical anarcosindicalista presente há mais de 100 anos no território espanhol e um dos grandes protagonistas da Revolução Espanhola iniciada em 1936.

aqui: http://www.alasbarricadas.org/noticias/node/36715