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(Rojava) Mais um anarquista, membro das Brigadas Internacionais, morto em combate


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O voluntário das YPG, natural dos Estados Unidos, que morreu a lutar contra o ISIS, Michael Israel (nascido em 1989), era um anarquista, membro dos IWW. Relatos iniciais indicavam que tinha morrido lado a lado com um voluntário alemão, vitimados por um ataque aéreo turco a norte de Raqqa. Até ao momento não foram revelados mais detalhes que possam esclarecer as circunstância em que foi morto. Já em Agosto tinha sido morto em combate, em Rojava, um outro voluntário anarquista norte-americano,  Jordan Mactaggart.

Um amigo escreveu na sua página de facebook: “é com o coração pesado que soube hoje que o heval (amigo, companheiro, em curdo) Michael Israel morreu a lutar contra o ISIS enquanto voluntário das YPG em Rojava: Michael era um homem cheio de fortes convicções; um lutador inspirado e idealista que combateu como nenhum outro por um mundo melhor, não só para um Curdistão melhor ou para uma América melhor. Ele passou toda a sua vida a lutar contra sistemas injustos que recusavam a paz, e percorreu os Estados Unidos consciencializando as populações contra a guerra do Iraque. Ele partilhava com todos as experiências e lições que viveu na Síria e nos Estados Unidos. Morreu como viveu, e o seu legado é um exemplo de como um verdadeiro revolucionário deve ser. A história vai glorificá-lo, entre muitos outros, como um dos maiores da nossa geração. Ele ensinou-me muito e nunca me vou esquecer dele. Rest in power heval.”

No dia 13 de Agosto, logo após voltar para Rojava, Mike tinha colocado o seguinte post: “com a libertação de Manbîc, as YPG e YPJ estão mais perto de cortarem ao ISIS a sua capacidade de transporte de materiais e pessoas através da fronteira turca. Uma vez que esta fonte de abastecimentos lhes for cortada, o ISIS ficará completamente isolado. Para vocês que estão no Ocidente, isto significa que eles não poderão continuar a passar o seu pessoal com a mesma facilidade para os estados europeus. Rojava assumiu querer tornar mais seguras as vidas daqueles que estão muito além das suas fronteiras face a estes fascistas. Por favor, não esqueçam os sacrifícios que Rojava tem feito ao lutar e a conter os grupos do ISIS. Façam o que puderem para apoiar a luta e a revolução em Rojava, contribuindo com o que possam. A Solidariedade Internacional. para quem tanto se tem sacrificado para livrar o mundo destes fascistas. é uma obrigação ”.

aqui: https://www.facebook.com/WorkersSolidarityMovement/posts/1621869404505533:0

https://insurrectionnewsworldwide.com/2016/11/30/rest-in-power-anarchist-comrade-michael-israel-killed-fighting-islamic-state-fascists-in-rojava/

https://www.facebook.com/michael.israel.92

https://www.facebook.com/YPGInternational/photos/a.1698056920479737.1073741829.1698006960484733/1948901635395263/?type=3&theater

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(YPG) Anarquista norte-americano Jordan MacTaggart morto em combate em Rojava


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Honra a quem luta!

O anarquista norte-americano Jordan MacTaggart, que se tinha juntado às fileiras do YPG, no Curdistão sírio, para lutar contra o Estado Islâmico, morreu em combate no dia 3 de Agosto, numa missão de protecção a civis durante a operação militar para libertar Manbij, anunciaram as Unidades de Protecção Popular Curdas (YPG).
“O nosso camarada era uma pessoa modesta e genial, que estava sempre na linha da frente na luta contra os terroristas. O mártir Jordan levantou a bandeira da liberdade e da fraternidade dos povos. A sua luta e resistência enriqueceu a revolução de Rojava e gravou o seu nome na história dos nossos povos.”, lê-se na declaração do YPG.

aqui. https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2016/08/26/curdistao-anarquista-americano-jordan-mactaggart-morto-lutando-contra-o-estado-islamico-em-fileiras-do-ypg/

Tributo a Jordan MacTaggart:  https://www.facebook.com/IBORofficial/videos/1880699598882134/

“A las barricadas” em curdo para homenagear as revoluções espanhola e de Rojava


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Para assinalar o 80º aniversário da Revolução espanhola e também o 4º aniversário da Revolução em Rojava foi gravada recentemente uma versão em curdo do hino “Às barricadas” e hoje colocada na internet.

Esta versão curda foi gravada em Qamislo, Rojava, por elementos do Centro de Arte e Cultura Mohamed Sêxo. Os participantes na gravação do hino da CNT em curdo referem que “o que aconteceu em Barcelona a 19 de julho de 1936 repetiu-se 76 anos depois. A nossa revolução começou em Kobane e tivemos que colocar a nossa mais forte resistência na sua defesa. Inúmeros camaradas morreram para defenderem a cidade dos fascistas, tal como inúmeros camaradas deram a vida na Catalunha e em Espanha. O espírito da Barcelona revolucionária vive nas ruas das cidades e vilas de Rojava”.

A principal mudança nesta nova versão torna a letra explicitamente feminista associando-lhe o verso:

“Freedom, autonomy and women’s liberation
Must be defended as the most precious values

através de https://www.facebook.com/WorkersSolidarityMovement/

(26 de julho, em todo o mundo) Apelo Internacional à solidariedade com as vítimas do massacre de Suruç!


iniciativa anarquista

No dia 20 de julho de 2015 (pelo menos 32) pessoas, algumas delas eram nossos camaradas anarquistas, que estavam em Suruç para irem reconstruir Kobane, morreram num ataque de um bombista suicida do ISIS. A República da Turquia continua a apoiar de forma subreptícia o estado Islâmico (ISIS). Nós vamos continuar a luta com todas as nossas forças para lhes bloquearmos todos os caminhos.

Este é o nosso apelo aos anarquistas de todo o Mundo:

No dia 26 de Julho de 2015, pelas 7 horas da tarde, vamos dar voz à nossa raiva e à nossa revolta frente aos consulados da Republica da Turquia onde quer que estejam! Em solidariedade com Rojava!

Iniciativa anarquista!

Aqui: https://www.facebook.com/IstanbulAnarsiInisiyatifi

(Curdistão) Jovens que se dirigiam para Kobane foram mortos em atentado na Turquia


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Alguns dos jovens que foram alvo do atentado em Suruç.

turquia2Um dos feridos no atentado que matou o anarquista Alper Sapan e mais de três dezenas de revolucionários

O anarquista Alper Sapan, da Iniciativa Anarquista de Eskişehir foi um dos, pelo menos 32 (números actualizados), jovens assassinados num atentado do ISIS quando se dirigiam para participar na reconstrução de Kobane. O atentado aconteceu na cidade curda de Suruç, sob domínio turco. No mesmo atentado ficou ferido o companheiro Evrim Deniz Erol, segundo informa a organização anarquista turca DAF (Associação Anarquista Revolucionária). O atentado teve lugar segunda-feira, dia 20, e está a suscitar um conjunto vasto de reacções, em que o Estado turco é acusado de ser permissivo relativamente às actividades do ISIS contra os curdos. A esse respeito, os companheiros anarquistas turcos da DAF e a organização anarquista norte-americana Black Rose (presente no local) emitiram comunicados que a seguir traduzimos e transcrevemos.

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 “A nossa tristeza será a nossa raiva, Kobane será reconstruída”

Ontem (dia 20), cerca de 300 pessoas procedentes de diferentes cidades juntaram-se ao apelo da Federação das Associações de Jovens Socialistas, para reconstruir Kobane, cidade que foi alvo de tentativa de saque pelo Estado Islâmico. Hoje ao chegarmos a Suruç (Pîrsus em curdo), precisamente antes de sairmos a caminho de Kobane, estes jovens fizeram uma conferência de imprensa frente ao Centro Cultural Amara de Suruç (Pîrsus). No final da conferência de imprensa uma bomba explodiu no meio da multidão, silenciando muito corações que tinham estado a bater na esperança da reconstrução.

Segundo a informação recolhida até este momento (dia 21), morreram 31 pessoas e houve centenas de feridos na explosão.

Depois da explosão, ouvimos, nos hospitais de Suruç (Pîrsus) os nomes dos que caíram. Aqueles que vieram procedentes de diferentes cidades, aqueles que vieram com uma grande esperança nos seus corações, estão agora caídos, como alvos dos seus assassinos. As pessoas que saíram às ruas com o fim de pedir contas pela morte dos que caíram, aqueles que esperam frente aos hospitais, são ameaçados pelos TOMA (veículos com uma mangueira que lançam água sobre quem protesta) e pela polícia que chegou ao Centro Cultural Amara, ainda antes do que as ambulâncias. Em Mersin, em Siirt, em Istambul … quem sai à rua é ameaçada de ser massacrado, pelo Estado assassino, através da colaboração de assassinos.

Estamos a tratar de reconstruir uma nova vida contra o ISIS (Estado Islâmico), contra o Estado (turco) que colabora com o ISIS, contra a política de guerra do estado que não há meio de acabar. Não importa o que custe, ainda que com a nossa dor, com a nossa raiva, vamos reconstruir Kobane e recriar a vida nesta geografia saqueada.

(Hoje Alper Sapan. da Iniciativa Anarquista de Eskişehir. foi assassinado no ataque.  Um amigo chamado Evrim Deniz Erol foi severamente ferido).

Bijî Berxwedana Kobanê! / Longa vida à resistencia en Kobane!

Bıjî Şoreşa Rojava! / Longa vida à Revolução em Rojava.

Acção Anarquista Revolucionária (DAF)

Aqui: http://kawanerojava.weebly.com/comunicado-daf—julio-de-2015.html

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Também  a Federação Anarquista norte-americana Black Rose, presente no local, emitiu um comunicado sobre o massacre de Suruç.

Declaração sobre o massacre de Suruç

“Hoje lamentamos a perda de amigos e amigas, companheiros e companheiras, e em sua memória renovamos o nosso compromisso com a luta revolucionaria internacional

Era meio-dia, na cidade de Suruç, na fronteira da Turquia com o Curdistão, quando uma bomba explodiu perto dos grupos de comunistas, socialistas e anarquistas, que estavam a caminho para ajudar na reconstrução de Kobane. Dezenas de pessoas foram mortas e muitas outras feridas. Um militante da Black Rose estava presente , a ajudar na preparação de uma campanha de apoio à reconstrução de Kobane e Rojava, mas não ficou ferido.

Meia hora depois da explosão, a cidade de Suruç  tremeu outra vez, quando uma segunda bomba atingiu a fronteira perto de Kobane. As notícias indicam que foi um ataque de carro-bomba, anulado pelas forças de autodefesa, que minimizaram as perdas.

A viagem a Kobane foi organizada pela organização marxista-leninista Sosyalist Gençlik Dernekleri Federasyonunun (SGDF) – Associação das Federações da Juventude Socialista. A organização trouxe jovens e famílias inteiras da Turquia e de outros lugares para apoiar, de forma revolucionária, a revolução social que está a ocorrer em Rojava. Quase 300 pessoas estavam se a preparar para atravessar a fronteira interdita para ajudar na reconstrução da cidade, aprender sobre os desenvolvimentos políticos e ligar as lutas da esquerda turca com o movimento curdo.

Depois da explosão da bomba, os primeiros a aparecerem foram os veículos militares armados do Estado Turco ocupante que desceram a rua em frente ao Centro Cultural Amara para bloqueá-la e apontar as suas armas aos e às recentemente feridos/as e aflitos/as revolucionários/as. As ambulâncias demoraram tanto tempo a chegar ao local que carros privados foram mobilizados para levar os/as feridos/as aos hospitais. Os militares e policias chegaram ao local em poucos minutos,  formando uma barreira çpolicial mesmo antes das ambulâncias chegarem. A repressão policial não foi uma surpresa , pois já estavam a controlar os autocarros em que os/as  revolucionários/as chegaram a Suruç naquela manhã, monitorizanando muitos deles/as e contactando os familiares dizendo que os jovens se estavam a juntar a terroristas em Rojava.

Isso demonstra a atitude do Estado (Turco) e demonstra uma triste realidade: a Turquia está a prosseguir a sua política de extermínio contra os Curdos e este ataque à bomba pode ser visto como a realização da promessa de Erdogan (presidente da Turquia) de deter Rojava a qualquer custo. Nos próximos meses, a Black Rose continuará a desenvolver o seu plano de organizar comités e redes em solidariedade para com Rojava. Contamos com a tua ajuda.

Biji Rojava! Rojava vive!

Secretaria Internacional, Black Rose Anarchist Federation/Federacion Anarquista Rosa Negra (BRRN)

http://www.blackrosefed.org/statement-on-bombing-turkey…uruc/

Socialismo, igualdade de género e ecologia social nas montanhas do Curdistão


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KCK (Koma Civakên Kurdistán, União de Comunidades do Curdistão) é o nome dado a esta organização social. O nome – e a preparação do seu quadro teórico – foi proposto pelo líder do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), Abdullah Öcalan, na sua cela da prisão da ilha Imrali, na Turquia; apesar disto, tanto Öcalan como o PKK reconhecem, sem qualquer dúvida, os indispensáveis e inestimáveis contributos proporcionados por Murray Bookchin.

Giran Ozcan

A KCK é uma organização “guarda-chuva”, democrática, confederal, livre de Estado, da hierarquia e da exploração, do Curdistão Livre.

No interior da organização social KCK existente nas montanhas do Curdistão o conceito de dinheiro é supérfluo. As necessidades económicas dos habitantes são satisfeitas internamente através da gestão partilhada dos recursos. Não obstante, o dinheiro é utilizado nas relações comerciais com o exterior; internamente o dinheiro é impensável. Ninguém, nem nenhuma comunidade no interior da KCK tem necessidade de gerar reservas de dinheiro ou de recursos. As reservas são distribuídas constantemente e, deste modo, utilizadas. Relativamente às sociedades pré-hierárquicas e pré-exploração a organização KCK acrescenta a cultura do dar mais do que a do trocar.

(mais…)

(Lisboa) Solidariedade com Kobane saiu hoje à rua


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Foto Manuel Almeida (Lusa)

A cidade síria de Kobane e a luta que ali acontece há mais de um mês foi hoje lembrada no centro de Lisboa, numa manifestação aplaudida por Serdar Tunagur, curdo com o “coração na terra”.

Hoje, “Dia Mundial Kobani” em que ocorrem em todo o mundo ações para mobilizar apoios à cidade cercada pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), no Rossio, em Lisboa, a situação também foi lembrada, com cartazes e com música.

Tunagur, 34 anos, refugiado curdo a viver em Portugal há quase quatro anos, dois filhos, um deles já nascido no país, esteve na frente dos cartazes, para dizer que “os curdos não aceitam os islamismos radicais”.

“Kobane historicamente é curda, são os curdos quem vive lá, e o EI quer matar os curdos”, diz Serdar Tunagur, acrescentando que estão de facto a matar, incluindo idosos, mulheres e crianças.

E há 47 dias, afirma, que os curdos estão a lutar para viver, “para não deixar a sua terra”, porque o EI não conseguiu em Kobane o que fez no Iraque, que foi tomar cidades numa noite.

Ainda assim, Serdar Tunagur é um homem otimista. Louva o apoio dos países ocidentais na luta contra o EI, mas lamenta que tenham “esperado 35 dias”, deixando os curdos a lutar sozinhos, quase sem armas, sem perceberem que “os curdos não iam deixar a sua terra e iam morrer ali”.

De Portugal vai acompanhando o que se passa lá. “Vivemos aqui, mas os nossos sonhos, ideias, a nossa cabeça, está tudo lá”, justifica. E por isso admite voltar “a casa um dia”. “O nosso coração vive na nossa terra”.

Foi por tudo isso que com a mulher e os filhos esteve junto da estátua de D. Pedro V, no Rossio, ao lado de cartazes a dizer “Save Kobane” ou “Viva a Resistência em Kobane”.

Muitos cartazes e música, e panfletos distribuídos por Sian Eden, turco, do movimento Ritmos de Resistência, uma rede de ativistas contra o capitalismo, a globalização, a exploração e a opressão.

Diz à Lusa que os Estados Unidos apenas apoiam Kobane para a situação ficar como está, mas “não para o movimento curdo ganhar”.

Basicamente, diz, é preciso abrir “um corredor” para que outros curdos se possam juntar aos que lutam em Kobane, porque há muitos a querer fazê-lo.

 Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, na noite passada entraram na cidade (que fica perto da fronteira com a Turquia) 150 curdos iraquianos (peshmergas),para combater o EI.

Desde o início da ofensiva, a 16 de setembro, Kobane está completamente cercada pelos radicais do EI, exceto a norte, parte que limita com Turquia.

Nas últimas horas os combates continuam em Kobane, nomeadamente na zona da mesquita Al Hach Rachad, lá onde vive o coração de Tunagur. (Agência Lusa)