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(Solidariedade) Anarquistas indonésios lançam campanha contra presidente filipino Rodrigo Duterte


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O presidente filipino Rodrigo Duterte, que se gosta de comparar a Hitler, anunciou recentemente que ia exterminar os toxicodependentes e os utentes de droga das ruas de Jakarta e de outras cidades das Filipinas. São já muitos os mortos e desaparecidos às mãos dos esquadrões da morte. Os anarquistas indonésios acabam de lançar uma campanha, nas ruas de Jakarta e a nível internacional, de denúncia da actividade criminosa das autoridades filipinas.

“Somos pessoas que experimentaram directamente a violência do Estado contra os usuários de drogas.

Temos cicatrizes nos nossos corpos, mentes e corações causadas pela violência da polícia e dos guardas prisionais.

Não podemos ficar em silêncio quando recebemos a informação de que Rodrigo Duterte, o presidente das Filipinas, está a causar o genocídio de pessoas como nós.

Os nossos corações estão cheios de tristeza e raiva e, por isso, assumimos o compromisso de durante os próximos 7 dias tomar as ruas de Jakarta para apelar publicamente à “Morte a Duterte”.

No nosso primeiro dia deixámos mensagens nas ruas com a frase  “Duterte kills – kill Duterte (A) F.T.P” e o slogan usado por outros anarquistas da região “Shoot Duterte not drug users (A) F.T.P” , no sul de Jakarta e, para uma máxima visibilidade,  ao longo de algumas estradas movimentadas e de uma estação de comboios.

Sabemos que cometemos alguns erros tácticos desta vez, porque é a primeira vez que estamos a trabalhar juntos desta forma, mas também aprendemos muito uns com os outros.

Vamos continuar a campanha por 7 dias e temos muitas ideias criativas para aumentar o entusiasmo.

Com amor e solidariedade de Jakarta para os nossos irmãos e irmãs nas Filipinas e para todos os anarquistas / prisioneiros da guerra contra as drogas em todo o mundo é preciso tomar em mãos formas de acção directa contra o assassino fascista Duterte!”

aqui: https://insurrectionnewsworldwide.com/2017/02/22/indonesia-anarchists-drug-war-prisoners-launch-7-day-death-to-duterte-campaign-on-jakarta-streets-engindo/

Marcha em solidariedade com Ocalan e o Curdistão junta mais de 30 mil em Estrasburgo


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#FreeOcalan #LongMarch11F Termina a marcha em solidariedade com o #Curdistão | Aproximadamente 30 000 curdos e internacionalistas marcharam ontem, dia 11 de Fevereiro, em Estrasburgo para exigir a libertação de Abdullah Ocalan e estatuto político para o Curdistão

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(Lisboa) Crónica da sessão contra a repressão no Estado Espanhol realizada na ‘Disgraça’ este domingo


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A “Disgraça” acolheu no domingo passado um evento organizado pela secção portuguesa da AIT sobre a repressão actual no estado espanhol. O evento consistia na retransmissão do espectáculo de marionetas da companhia «Títeres desde Abajo», que representaram de novo a sua obra «La bruja y don Cristóbal en Madrid», e uma mesa redonda sobre a repressão anti-terrorista. Vários colectivos explicaram a realidade da repressão no estado espanhol. Entre eles, destaca-se o caso do Nahuel, que continua na prisão há mais de um ano. Ao contrário dxs outrxs acusadxs, o Nahuel é vítima do racismo institucional que pretende que existe um risco de fuga devido às suas origens.

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“Títeres desde Abajo”: um ano depois estiveram em directo com sessões em dezenas de países


Um ano depois da detenção dos dois marionetistas por “enaltecimento de terrorismo”, quando os membros de “Títeres desde Abajo” foram para a prisão porque uma marioneta exibiu um cartaz onde estava escrito Alka-ETA durante a representação de “A bruxa e D. Cristobal”. Estiveram presos durante cinco dias.

Agora, um ano depois do ocorrido, que evidenciou tensões internas na equipa municipal de Madrid na forma como abordar o caso, o Teatro del Barrio acolheu ontem (domingo, 5 de Fevereiro) a representação da obra, seguida de uma mesa redonda com a participação dos advogados dos marionetistas e diversas organizações que têm feito levantar a sua voz contra a repressão que, em termos de liberdade de opinião, se vive no território espanhol.

Esta representação foi transmitida em streaming e vista em dezenas de países, onde foram organizadas sessões públicas com debates sobre o caso dos “Tiriteros desde Abajo”. Em Portugal essas sessões ocorreram em Lisboa, na Disgraça, e em Coimbra, no CITAC.

daqui (com alterações e acrescentos): http://www.eldiario.es/madrid/titiriteros-representan-obra-llevo-prision_0_608589970.html

Por uma Rede de Solidariedade Popular: a miséria ainda mata na zona histórica do Porto.


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Já são vários os casos de morte de pessoas sem-abrigo na área do Porto. À fome, à miséria, alia-se a morte. Para evitar que mais casos aconteçam, a Associação Terra Viva lança um apelo para a constituição de uma Rede de Solidariedade Popular, que através do voluntariado e do apoio-mútuo possam ajudar todos os que necessitam. Fica o apelo às gentes do Porto e de todo o país. Para vencer a miséria e encontrar perspectivas revolucionárias de transformação da vida e do mundo – o apoio-mútuo e a solidariedade são essenciais.
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O caso do “Toni”
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Janeiro de 2017 Antero Pina, conhecido como “Toni”, cabo-verdiano de 71 anos, ex-mineiro no Pejão e na Panasqueira, sem-abrigo (a não ser precário), andava desaparecido. desde o princípio do ano, dos locais habituais onde parava. Albergado temporariamente numa dependência da Terra Viva (associação de ecologia social ) na rua da Vitória, de que tinha a chave e onde tinha uma cama, roupa e um pequeno fogão camping-gás, esperava agora que alguns problemas se resolvessem, nomeadamente o seu possível acesso a uma pensão de reforma (já que tinha trabalhado em Portugal desde 1973 ) e a possível instalação num quarto de uma pensão na proximidade – já que o seu estado de saúde já não lhe permitia grandes caminhadas. Ultimamente só conseguia andar com a ajuda de uma “canadiana”.
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Quando no início de janeiro tentámos falar com ele na Terra Viva, já que tínhamos recebido a informação da técnica da instituição que também o apoiava (SAOM) de que finalmente tinham conseguido arranjar-lhe um quarto numa pensão, percebemos que já há alguns dias não dormia no sítio habitual e resolvemos lançar um apelo num folheto (em cima) que distribuímos para que nos pudessem informar do seu paradeiro. Também contactámos na altura as urgências dos hospitais do Porto mas não havia registada qualquer entrada em seu nome.
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Tínhamos conseguido obter-lhe o passaporte no Consulado de Cabo-Verde no Porto, tínhamos guardado o original para que não o perdesse e tínhamos-lhe passado uma fotocópia do mesmo, além de termos contactado com Cabo-Verde para que lhe enviassem um atestado de registo criminal ( o que conseguimos) sem o qual ele não poderia ter acesso aqui a medidas de apoio social a que teria direito.
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Depois de várias tentativas para o encontrar, finalmente veio a má notícia: o Antero fora entretanto encontrado caído na rua, desacordado, ferido na cabeça, e levado para a urgência do Hospital de Santo António, faleceria alguns dias depois… Como não tinha consigo na altura qualquer identificação, não nos deram qualquer informação quando lá a tentámos obter…
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Inicialmente abrigado num edifício vazio na Rua dos Caldeireiros de onde acabaria por ser despejado pelo proprietário, o Antero durante dois anos andou a deambular por aí, chegando a ter sido albergado numa pensão na Rua 31 de Janeiro – de onde foi mandado embora por ter tentado cozinhar no quarto – e não chegou a ir para a pensão do Carregal (que tinha sido contactada por nós e pelo SAOM ) porque lá “não admitiam a entrada a pretos”(…!) facto que denunciámos publicamente na altura. Neste caso a MISÉRIA teve também os nomes de RACISMO a somar ao da usual BUROCRACIA institucional…
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18 de Março 2016: O caso do Manuel Coelho
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O Manuel Coelho, antigo mineiro nas lousas em Valongo, um dos cerca de 40 “sem-abrigo” que em 2010 tinham ocupado o então abandonado e semi- arruinado “Mercado do Anjo” (onde é agora o centro comercial dos Clérigos) tinha regressado há pouco de Espanha por onde tinha tentado arranjar algum trabalho. Não o tendo conseguido, voltou ao Porto e em meados de Janeiro de 2016 abrigou-se inicialmente com outros amigos numa antiga “ilha” da Rua dos Caldeireiros, de onde acabou por sair para uma casa abandonada perto do jardim da Cordoaria. Uma noite de Março, ao passar pela garagem do centro comercial dos Clérigos teve uma discussão com um dos seguranças da “Líder” que o atacou violentamente. Em resultado disto foi parar à urgência do Hospital de Santo António onde veio a morrer das pancadas que recebera na cabeça…
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Outros casos anteriores
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De entre os “sem-abrigo” que tinham participado em 2010 na “ocupação” das ruínas do antigo Mercado do Anjo, pelo menos 3 acabaram por morrer na rua (um deles abandonado no que restava daquelas ruínas, antes das obras de renovação do local), já que os apoios sociais a que teoricamente teriam direito nunca chegaram a funcionar verdadeiramente ou a ser-lhes acessíveis. Não deveremos esquecer que grande parte destas pessoas são atingidas por hábitos de alcoolismo e de consumo de drogas- único escape que conseguem à miséria da vida que têm – e que na maioria dos casos, as instituições ditas de “solidariedade social” aqui existentes na zona histórica e central do Porto não têm pessoal profissional suficiente, preparado e à altura de lidar com este tipo de população carenciada – que necessita mais de relações de fraternidade, apoio mútuo e de compreensão do que de “bitaites”e sentenças muito “técnicas” atiradas do alto do cavalo…
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POSSÍVEIS SOLUÇÕES?…
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Para que não mais pessoas morram ao abandono pelas ruas como o “Toni”, o Manuel e tantos outros, a solução não será certamente contar apenas com VOLUNTÁRIOS… Mas TAMBÉM! Há em muitos locais, instituições, associações, grupos informais, entre os vizinhos, pessoas mais sensíveis às dores das restantes, que organizando-se, relacionando-se, como uma REDE LOCAL DE SOLIDARIEDADE POPULAR , poderão ser muito mais eficientes no apoio às demais do que algumas estruturas e organizações cujo principal objetivo parece ser mais mascarar a realidade, esconder a pobreza e servir-se dela do que servir verdadeiramente a causa dos mais pobres e necessitados.
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DAÍ ESTE COMUNICADO TRAZIDO ATÉ VÓS PARA QUE NOS POSSAM CONTACTAR E POSSAMOS EM CONJUNTO LEVAR À PRÁTICA ESTA IDEIA.
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Grupo de Trabalho Solidariedade Social da TERRA VIVA!/Terra Vivente- Associação de Ecologia Social
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Porto, 16 de Janeiro 2017
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Telem.: 961449268 / 938896091
Telef.:223324001

(20 de Janeiro de 1937) Em solidariedade com a revolução espanhola: anarquistas portugueses sabotam ministérios e empresas colaboracionistas com Franco


 

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Foi há 80 anos. Em solidariedade com a Revolução Espanhola e contra o governo e os grupos que em Portugal colaboravam com o fascismo espanhol, uma vaga de actos de sabotagem, realizada por grupos anarquistas, na noite de 20 e na madrugada de 21 de Janeiro de 1937, mostrou que era possível ir além das meras palavras de circunstância.

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A Luta de Libertação Curda | Ciclo de Conversas + Assembleia + criação da Plataforma em Solidariedade aos Povos do Curdistão


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#AltPT A Luta de Libertação | Ciclo de Conversas + Assembleia
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SETÚBAL – 18 de Janeiro às 21h – Conversa com coletivo Rojava Azadî Madrid e Nesrin Usif
Local: Espaço Maquis Largo António Joaquim Correia n. 13 (Largo da Palmeira), Fonte Nova
COIMBRA – 19 de Janeiro às 16h – Documentário + Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: República Ninho Dos Matulões [Rua Infanta D.Tereza 29b Celas]
PORTO – 20 de Janeiro às 21h – Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: Gato Vadio [Rua do Rosário nº281]
LISBOA – 21 de Janeiro às 16h – Conversa com coletivo Rojava Azadi Madrid e Nesrin Usif
Local: Casa da Achada – Centro Mário Dionísio[Rua da Achada, 11, R/C]
LISBOA – 22 de Janeiro às 15h – Assembleia de fundação da Plataforma em Solidariedade aos Povos do Curdistão
Local: Grupo Excursionista e Recreativo Os Amigos do Minho [R. do Benformoso 244, 1100-395 Lisboa]

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