solidariedade

Robert Grodt: mais um anarquista vítima do estado Islâmico em Raqqa


robert-grodt-ypg-isis

O anarquista californiano e antigo activista do Occupy Wall Street, Robert Grodt, 28 anos, é mais uma vítima da guerra em Rojava.

Combatente internacionalista junto das milícias curdas, tinha como nome de guerra Demhat Goldman.

Morreu a 6 de Julho, em Raqqa, depois de ter regressado de uma operação com um grupo de companheiros e quando estavam já perto do local de acampamento um deles pisou uma mina terrestre a que se seguiu fogo inimigo. No total morreram quatro combatentes e vários ficaram feridos.

A solidariedade internacionalista libertária com Rojava tem sido uma constante desde o início da revolução no norte da Síria.

Aqui: http://alasbarricadas.org/noticias/node/38711

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/07/11/curdistao-anarquista-estadunidense-morre-lutando-contra-o-estado-islamico/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/07/17/curdistao-agora-demhat-tambem-se-converteu-em-uma-luz-de-vela/

https://www.theguardian.com/uk-news/2017/jul/11/british-man-luke-rutter-killed-fighting-isis-in-syria

https://anfenglish.com/features/now-demhat-has-also-become-a-candle-light-20942

(25 Maio) ‘MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS’. Concentrações em Lisboa, Porto e Braga


porto

Lisboa: 18:00H, Praça Luís De Camões

Porto: 18.00H, Praça dos Leões

Braga: 18.30H, Avenida Central

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS
NÃO À CULTURA DA VIOLAÇÃO!

O que é a cultura da violação?

A cultura da violação é aquela que encara as mulheres como objetos sexuais e de consumo masculino. É o entendimento de que as mulheres não são seres autodeterminados e donas da sua sexualidade.

A cultura da violação é aquela que afirma, confortavelmente, que os homens são incapazes de controlar os seus impulsos sexuais, desculpando, por isso, os comportamentos agressivos, procurando naturalizá-los.

Uma sociedade que aceita e assimila esta cultura é uma sociedade que relativiza os crimes contra a autodeterminação sexual: os homens não se conseguem controlar e as mulheres devem estar ao serviço dos impulsos masculinos. Esta cultura, ao invés de defender e proteger as vítimas, culpabiliza-as, trazendo para a discussão a forma como as mulheres se vestem, os locais que frequentam, as horas a que o abuso ocorre e o estado de lucidez da vítima e/ou do agressor como argumentos aceitáveis para o desagravo de um comportamento que é crime. Esta cultura tolhe a liberdade das mulheres, porque faz recair sobre elas a responsabilidade de não serem agredidas.

No país dos brandos costumes, as mulheres continuam a ser cidadãs de segunda. É contra isto que nos levantamos. Contra uma cultura que desculpabiliza a violência de género, que ignora os direitos humanos e que transforma as vítimas em culpadas.

Respeitamos todas as vítimas. Não temos a ousadia de dizer o que faríamos se estivéssemos no lugar delas, porque não estamos. A forma como cada mulher decide reagir perante o crime de que foi vítima é decisão sua e tem o nosso respeito e solidariedade.

Na próxima quinta-feira saímos à rua para denunciar e combater esta cultura. Saímos à rua para dizermos que não há nós e elas, aquilo que existe são mulheres que todos os dias enfrentam uma sociedade prenhe de violência machista. Elas somos nós. Mexeu com uma, mexeu com todas.

Acções em Braga, no Porto e em Lisboa

aqui: http://pt.indymedia.org/conteudo/destacada/36482

(Iniciativa Libertária) Solidariedade com os anarquistas e os trabalhadores venezuelanos


 

protestamayo2017

Caros companheiros de El Libertario,

Que chegue através de vós, a solidariedade que os companheiros portugueses da Iniciativa Libertária, dirigem aos trabalhadores, ao proletariado e a toda a classe dos explorados da Venezuela.

Acompanhamos os acontecimentos com grande atenção, raiva e preocupação; não seria a primeira vez, na verdade, que no vosso continente as “singularidades” resultam em novos cenários sombrios e trágicos, pingando sangue e marcadas por ditaduras ferozes!

Não ignoramos, é claro, que as forças da Reação, interna e externa; que os enormes interesses do Capital Financeiro; e, finalmente, em toda a área Neo-Imperialista, todos estão a trabalhar arduamente no sentido de orientar, em exclusivo, todo o movimento de revolta que diariamente sai à rua e enfrenta, pagando um preço muito alto, os detentores do Estado e os símbolos do privilégio nacional.

Em todos os casos, o que acontece confirma, mais uma vez, por um lado, que “não há bons poderes” … mesmo quando “se pintam de vermelho”, mais ou menos vivo; e em segundo lugar, que a resposta passa apenas através da unidade e da Solidariedade da Classe dos explorados e oprimidos de todo o mundo, para a Revolução Social e a construção de uma Sociedade de Livres e Iguais.

Iniciativa libertária – Lisboa, maio 2017

também aqui: http://periodicoellibertario.blogspot.pt/2017/05/solidariedade-com-os-companheiros-e.html

#NemMaisUma Violação em autocarro durante Queima das Fitas do #Porto


Capturar

#NemMaisUma Violação em autocarro durante Queima das Fitas do #Porto

Nos últimos dias começaram a circular denúncias relativas a uma violação que terá acontecido durante a Queima das Fitas do Porto, tendo terminado no domingo. As fotografias do violador e dos espectadores emergiram ontem, terça-feira, e não podíamos deixar de as replicar num esforço para que estas bestas não tenham como sair à rua sem sentir vergonha na cara.

A violação ocorreu num autocarro dos STCP cheio de estudantes, onde ninguém interveio de maneira alguma para a impedir. Pelo contrário, a larga maioria dos presentes parecia estar bastante divertido com a situação, pois foram tiradas fotografia e foi gravado pelo menos um vídeo. Desde a noite de domingo que o vídeo foi espalhado em redes sociais como o whatsapp, expondo a identidade da jovem abusada e celebrando o acontecimento.

No final do vídeo, vê-se claramente que a jovem está completamente perdida e não está na posse das suas normais faculdades. Embora não estejam esclarecidas todas as circunstâncias, parece fazer sentido o relato de que a sua bebida teria sido minada.

Não temos palavras suficientes para expressar a nossa solidariedade com a jovem abusada, nem o nosso nojo pela Besta e por todos os que assistiram sem nada fazer para o impedir. É aterrador e intolerável a onda de abusos durante as Queimas das Fitas por todo o país. A apatia (nuns casos) ou a euforia (noutros) com que os universitários convivem com este tipo de abusos no principal ritual da praxe académica, mostra que o trabalho de acefalização da comunidade estudantil feito durante o resto do ano é bem-(mal-)sucedido.

Aqui

através de http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/36307

Este post foi denunciado e apagado pelo facebook do site Guilhotina.info  depois de ter atingido mais de 500 mil pessoas e ter tido largas centenas de partilhas , alegadamente por ter “violado os padrões da comunidade” (seja lá o que isso for…)

 

Apelo dos anarquistas venezuelanos ao movimento libertário internacional


tituloyhormiga

Apelo desde a Venezuela aos anarquistas da América Latina e do mundo: A solidariedade é muito mais do que uma palavra escrita.

Dirigimo-nos a todas as expressões do movimento libertário, em particular às deste continente, não só para chamar a atenção face à conjuntura que estamos a viver na Venezuela desde Abril de 2017, mas sim porque entendemos ser urgente que o anarquismo se expresse mais enfaticamente sobre estas circunstâncias dramáticas, com posições e acções coerentes com o que tem sido o discurso e a prática do ideal ácrata ao longo do seu percurso histórico.

É deplorável que, enquanto por um lado o governo chavista – hoje encabeçado por Maduro – em conjunto com as suas caixas de ressonância do exterior e, por outro, os opositores da direita e da socialdemocracia, estão em campanhas desaforadas para venderem à opinião  mundial as suas visões enviesadas e carregadas de interesses pelo poder, muitas vozes anarquistas fora da Venezuela tenham mantido um mutismo que, de algum modo, tem como resultado uma tácita aceitação daquilo que uns e outros, desejosos do poder do Estado, querem impor como “verdade”. Sabemos que as vozes que nos são afins não dispõem dos mesmos meios dos estatistas das várias cores e que @s companheir@s enfrentam realidades complexas em que há temas e problemas que, pela sua proximidade, requerem a sua preocupação mais imediata, mas julgamos que essa dificuldade não pode ser obstáculo para que, de algum modo que seja, se dê atenção, interesse e solidariedade quer no que acontece na Venezuela, como pelo que a esse respeito é divulgado pelo anarquismo desta região.

Num resumo sucinto do que o anarquismo local diz hoje, a actual conjuntura denuncia a natureza fascista do regime de Chávez – e a sua continuidade com Maduro -, governos militaristas reaccionários que desde sempre temos denunciado a partir de “El Libertario”. Tem sido um regime ligado ao crime, ao narcotráfico, ao roubo, à corrupção, à prisão de opositores, torturas, desaparecimentos, aparte da desastrosa gestão económica, social, cultural e ética. Chávez conseguiu ter projecção com a sua liderança messiânica e carismática, financiado pela subida do preço do petróleo, mas desde a sua morte e com o fim da bonança, o chamado processo bolivariano esvaziou-se, uma vez que estava sustentado em bases muito débeis. Esta “revolução” seguiu a tradição histórica rentista iniciada aem começos do século XX com o ditador Juan Vicente Gómez, continuada pelo militar Marcos Pérez Jiménez e que não cessou com o esquema democrático representativo posterior .

Há quem no plano internacional (Noam Chomsky é o melhor exemplo) tenha rectificado o seu apoio inicial ao autoritarismo venezuelano e que hoje o denunciam de maneira efectiva. No entanto, observamos com grande preocupação o silêncio de muit@s anarquistas deste e de outros continentes sobre os acontecimentos na Venezuela. Há um adágio que diz: “quem cala consente”, o qual se verifica na perfeição quando se faz passar fome e se reprime criminosamente uma população e os que deviam protestar pouco ou nada dizem. Apelamos a que quem segura as bandeiras libertárias se pronuncie, se ainda o não fizeram, sobre a nossa tragédia. Não há nenhuma justificação para a indiferença se se tem uma visão ácrata do mundo. O contrário significa encobrir a farsa governamental, esquecendo o que foi dito pel@s anarquistas de todos os tempos acerca da degradação do socialismo autoritário no poder. Talvez que no passado a imagem “progressista” do chavismo possa ter enganado alguns libertários, mas se formos consequentes com o nosso ideal é impossível continuar hoje a sustentar essa crença.

Estamos em presença dum governo agonizante, deslegitimado e repressivo que procura perpetuar-se no poder, repudiado pela imensa maioria da população, que assassina através das suas forças repressivas e colectivos paramilitares e que, para mais, promovem saqueios.  Um governo corrupto, que chantageia com caixas de alimentos, vendidas ao preço do dólar no mercado negro, que participa em toda a espécie de negociatas, um governo de boliburgueses e militares enriquecidos com a renda petrolífera e a actividade mineira destruidora do ambiente. Um governo que mata de fome e assassina, enquanto aplica um ajustamento económico brutal acordado com o capitalismo transnacional, ao qual paga pontualmente uma dívida externa criminosa.

É tempo de desmontar as manobras pseudo-informativas de que se pretendem valer no exterior, tanto quem controla como quem aspira a controlar o Estado venezuelano, e nisso esperamos contar com o apoio activo de indivíduos e agrupações libertárias, tanto da América Latina como do resto do planeta. Qualquer demonstração de solidariedade anarquista será bem recebida pelo movimento ácrata venezuelano, que é pequeno e  que se move entre muitas dificuldades, mas que na actual conjuntura agradecerá enormemente saber que, de algum modo, contamos com @s companheir@s do resto do mundo, seja reproduzindo e divulgando a informação que @s anarquistas da Venezuela difundem, gerando opiniões e reflexões que desmontam as visões que sobre este tema os autoritários de direita e esquerda tentam impor e – o que seria muito melhor – promovendo ou apoiando iniciativas de acção nos seus respectivos países em que sejam denunciadas as situações de fome e de repressão que se vivem hoje na Venezuela. Agora, mais do que nunca, é necessária a vossa presença e voz em todos os cenários possíveis para que seja denunciada a tragédia em que está submerso o povo venezuelano.

Colectivo Editor do jornal “El Libertario”