solidariedade

Novo espaço okupado no Porto: o que retomamos é apenas uma parte do que nos pertence!


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Decidimos ocupar um espaço abandonado há anos, onde nos possamos auto-gerir, sem hierarquias nem delegações, sem pedir autorização às instituições e sem negociarmos com elas, recusando assim qualquer tipo de autoridade por ser um obstáculo à livre expressão individual e colectiva e às livres relações sociais.

Num momento em que o Porto é devorado por obras faraónicas de limpeza social, é fundamental afirmar que não queremos portuenses elegantes e servis, cuja única função seja fazer parte do menu a ser devorado por imobiliárias, empresas e agências turísticas em ambiente limpo e pitoresco, desprovido de qualquer conflito social. Por isso, resolvemos organizar-nos a partir das contradições que nascem das profundas transformações quotidianas da nossa cidade.

Através da prática da ocupação queremos expressar uma maneira diferente de ver a vida e os relacionamentos humanos, rompendo com a lógica do lucro que as grandes corporações, abutres nacionais e internacionais guiados e aconselhados por hienas locais que os legitimam, conseguiram impor a todos os recantos da existência. Queremos auto-gerir as nossas vidas, os nossos espaços, as nossas necessidades, de forma diferente dos cânones impostos pelo sistema atual.

E queremos retomar os bairros cujas gentes são, a cada dia, brutalmente expulsas e varridas nesta verdadeira fábrica de turismo. Que esta ocupação seja também uma resposta que produza um conflito criativo contra a homologação dominante da cidade-montra, falsa, feita para o entretenimento rápido e temporário.

Queremos ter um espaço onde nos possamos confrontar com debates e projeções sobre os temas que nos são mais queridos, para prosseguirmos com questões como a crítica anti-capitalista, anti-racista, anti-machista e anti-autoritária, organizando lutas fora de partidos, sindicatos, ou outro tipo de organizações institucionais, cuja existência serve mais para branquear o saque legal do que para lutar pelas suas vítimas.

Queremos experimentar colectivamente através dos valores da solidariedade e da partilha, lendo livros numa biblioteca à disposição de toda a gente, praticando desporto ou assistindo a um filme sem o custo de um bilhete, festejando e partilhando ideias e práticas em assembleias horizontais… momentos que neste mundo capitalista não conseguem encontrar espaço. Um laboratório onde qualquer pessoa possa realizar os seus projectos e ideias de maneira livre.

Com essas atividades queremos envolver o bairro e a cidade, através da solidariedade e do apoio mútuo, mas sem qualquer propósito de caridade. Para que este espaço seja, portanto, um local restituído à colectividade, libertado da inutilização e do abandono, um local onde não se faz lucro.

À cidade “European Best Destination”, com um centro embelezado que esconde a miséria em que vive todos os dias as suas gentes, queremos contrapor outra cidade, feita de solidariedade, conflito social e iniciativas culturais, fora das lógicas capitalistas que este sistema nos quer impor.

Cada nota saída de uma coluna num concerto, cada palavra pronunciada numa assembleia, cada bocado de energia gasto na construção de um espaço ocupado tem como objetivo apoiar as lutas de quem imagina uma sociedade livre de prisões, sejam elas materiais ou mentais. Nesse sentido, esta ocupação não podia deixar de aproveitar para enviar uma abraço solidário à C.O.SA. (Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada) neste momento em que faz 17 anos de existência e vê apertar-se o cerco do despejo. Como não poderia deixar de desejar felicidades e um futuro fértil à À da Maxada e à Assembleia de Ocupação de Lisboa.

Um espaço ocupado e auto-gestionado não vende sonhos de liberdade — tenta materializá-los e expandi-los.

O QUE RETOMAMOS É APENAS UMA PARTE DO QUE NOS PERTENCE!

https://atravessaokupada.noblogs.org/

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Solidariedade internacionalista com o anarquista russo Piotr Riabov, preso e em greve de fome


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Informação relacionada: Ataque policial
https://pramen.io/ru/2017/10/militsiya-atakovala-lektsiyu-petra-ryabova-v-grodno-obnovlyaetsya/
Julgamento
https://pramen.io/ru/2017/10/petra-ryabova-sudyat-v-baranovichah/
Preso pela policia
https://pramen.io/ru/2017/10/petra-ryabova-osudili-na-6-sutok/
Conferências do historiador
https://pramen.io/ru/2017/10/lektsii-petra-ryabova-v-grodno/
página do historiador
http://mpgu.su/staff/ryabov-petr-vladimirovich/

Robert Grodt: mais um anarquista vítima do estado Islâmico em Raqqa


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O anarquista californiano e antigo activista do Occupy Wall Street, Robert Grodt, 28 anos, é mais uma vítima da guerra em Rojava.

Combatente internacionalista junto das milícias curdas, tinha como nome de guerra Demhat Goldman.

Morreu a 6 de Julho, em Raqqa, depois de ter regressado de uma operação com um grupo de companheiros e quando estavam já perto do local de acampamento um deles pisou uma mina terrestre a que se seguiu fogo inimigo. No total morreram quatro combatentes e vários ficaram feridos.

A solidariedade internacionalista libertária com Rojava tem sido uma constante desde o início da revolução no norte da Síria.

Aqui: http://alasbarricadas.org/noticias/node/38711

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/07/11/curdistao-anarquista-estadunidense-morre-lutando-contra-o-estado-islamico/

https://noticiasanarquistas.noblogs.org/post/2017/07/17/curdistao-agora-demhat-tambem-se-converteu-em-uma-luz-de-vela/

https://www.theguardian.com/uk-news/2017/jul/11/british-man-luke-rutter-killed-fighting-isis-in-syria

https://anfenglish.com/features/now-demhat-has-also-become-a-candle-light-20942

(25 Maio) ‘MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS’. Concentrações em Lisboa, Porto e Braga


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Lisboa: 18:00H, Praça Luís De Camões

Porto: 18.00H, Praça dos Leões

Braga: 18.30H, Avenida Central

MEXEU COM UMA, MEXEU COM TODAS
NÃO À CULTURA DA VIOLAÇÃO!

O que é a cultura da violação?

A cultura da violação é aquela que encara as mulheres como objetos sexuais e de consumo masculino. É o entendimento de que as mulheres não são seres autodeterminados e donas da sua sexualidade.

A cultura da violação é aquela que afirma, confortavelmente, que os homens são incapazes de controlar os seus impulsos sexuais, desculpando, por isso, os comportamentos agressivos, procurando naturalizá-los.

Uma sociedade que aceita e assimila esta cultura é uma sociedade que relativiza os crimes contra a autodeterminação sexual: os homens não se conseguem controlar e as mulheres devem estar ao serviço dos impulsos masculinos. Esta cultura, ao invés de defender e proteger as vítimas, culpabiliza-as, trazendo para a discussão a forma como as mulheres se vestem, os locais que frequentam, as horas a que o abuso ocorre e o estado de lucidez da vítima e/ou do agressor como argumentos aceitáveis para o desagravo de um comportamento que é crime. Esta cultura tolhe a liberdade das mulheres, porque faz recair sobre elas a responsabilidade de não serem agredidas.

No país dos brandos costumes, as mulheres continuam a ser cidadãs de segunda. É contra isto que nos levantamos. Contra uma cultura que desculpabiliza a violência de género, que ignora os direitos humanos e que transforma as vítimas em culpadas.

Respeitamos todas as vítimas. Não temos a ousadia de dizer o que faríamos se estivéssemos no lugar delas, porque não estamos. A forma como cada mulher decide reagir perante o crime de que foi vítima é decisão sua e tem o nosso respeito e solidariedade.

Na próxima quinta-feira saímos à rua para denunciar e combater esta cultura. Saímos à rua para dizermos que não há nós e elas, aquilo que existe são mulheres que todos os dias enfrentam uma sociedade prenhe de violência machista. Elas somos nós. Mexeu com uma, mexeu com todas.

Acções em Braga, no Porto e em Lisboa

aqui: http://pt.indymedia.org/conteudo/destacada/36482

(Iniciativa Libertária) Solidariedade com os anarquistas e os trabalhadores venezuelanos


 

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Caros companheiros de El Libertario,

Que chegue através de vós, a solidariedade que os companheiros portugueses da Iniciativa Libertária, dirigem aos trabalhadores, ao proletariado e a toda a classe dos explorados da Venezuela.

Acompanhamos os acontecimentos com grande atenção, raiva e preocupação; não seria a primeira vez, na verdade, que no vosso continente as “singularidades” resultam em novos cenários sombrios e trágicos, pingando sangue e marcadas por ditaduras ferozes!

Não ignoramos, é claro, que as forças da Reação, interna e externa; que os enormes interesses do Capital Financeiro; e, finalmente, em toda a área Neo-Imperialista, todos estão a trabalhar arduamente no sentido de orientar, em exclusivo, todo o movimento de revolta que diariamente sai à rua e enfrenta, pagando um preço muito alto, os detentores do Estado e os símbolos do privilégio nacional.

Em todos os casos, o que acontece confirma, mais uma vez, por um lado, que “não há bons poderes” … mesmo quando “se pintam de vermelho”, mais ou menos vivo; e em segundo lugar, que a resposta passa apenas através da unidade e da Solidariedade da Classe dos explorados e oprimidos de todo o mundo, para a Revolução Social e a construção de uma Sociedade de Livres e Iguais.

Iniciativa libertária – Lisboa, maio 2017

também aqui: http://periodicoellibertario.blogspot.pt/2017/05/solidariedade-com-os-companheiros-e.html

#NemMaisUma Violação em autocarro durante Queima das Fitas do #Porto


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#NemMaisUma Violação em autocarro durante Queima das Fitas do #Porto

Nos últimos dias começaram a circular denúncias relativas a uma violação que terá acontecido durante a Queima das Fitas do Porto, tendo terminado no domingo. As fotografias do violador e dos espectadores emergiram ontem, terça-feira, e não podíamos deixar de as replicar num esforço para que estas bestas não tenham como sair à rua sem sentir vergonha na cara.

A violação ocorreu num autocarro dos STCP cheio de estudantes, onde ninguém interveio de maneira alguma para a impedir. Pelo contrário, a larga maioria dos presentes parecia estar bastante divertido com a situação, pois foram tiradas fotografia e foi gravado pelo menos um vídeo. Desde a noite de domingo que o vídeo foi espalhado em redes sociais como o whatsapp, expondo a identidade da jovem abusada e celebrando o acontecimento.

No final do vídeo, vê-se claramente que a jovem está completamente perdida e não está na posse das suas normais faculdades. Embora não estejam esclarecidas todas as circunstâncias, parece fazer sentido o relato de que a sua bebida teria sido minada.

Não temos palavras suficientes para expressar a nossa solidariedade com a jovem abusada, nem o nosso nojo pela Besta e por todos os que assistiram sem nada fazer para o impedir. É aterrador e intolerável a onda de abusos durante as Queimas das Fitas por todo o país. A apatia (nuns casos) ou a euforia (noutros) com que os universitários convivem com este tipo de abusos no principal ritual da praxe académica, mostra que o trabalho de acefalização da comunidade estudantil feito durante o resto do ano é bem-(mal-)sucedido.

Aqui

através de http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/36307

Este post foi denunciado e apagado pelo facebook do site Guilhotina.info  depois de ter atingido mais de 500 mil pessoas e ter tido largas centenas de partilhas , alegadamente por ter “violado os padrões da comunidade” (seja lá o que isso for…)