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(Rússia) Anarquista A. Koltchenko condenado a 10 anos de prisão num campo de trabalho


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Dez anos de prisão para o nosso camarada Alexandr, vinte anos para o cineasta Oleg Sentsov sob a acusação de “terrorismo”! O seu crime? A recusa de todas as mafias e de todos os imperialismos – incluído o do Estado russo – que destroem a Ucrânia.

O Estado russo acaba de condenar Alexandr Koltchenko a 10 anos de prisão e Oleg Sentsov a 20 anos da mesma pena. A acusação de “terrorismo” que serviu para cobrir esta ignóbil decisão de um tribunal que executa as ordens do poder político russo não tem qualquer fundamento

Desde há vários meses que as nossas organizações lançaram uma campanha para informar da situação vivida por A. Koltchenko, conhecido na Crimeia pelas suas ligações antifascistas, sindicais, anarquistas, ecologistas. Nós apoiamos também, é claro, o cineasta O. Sentsov e todas aquelas e aqueles que são vítimas da repressão do regime de Putine.

Alexandr Koltchenko e Oleg Sentsov foram condenados a anos de campos de trabalho porque eles lutam contra a opressão exercida pelo Estado russo; seja no território russo, seja na Crimeia, isso é inadmissível e nós saudamos todas e todos que resistem.

Koltchenko é estudante e militante sindical; ele trabalha também como carteiro, paralelamente aos estudos. Defende activamente, pela sua prática, o direito de organização livre, o direito de criar e fazer viver associações associativas, sindicais, ecologistas ou políticas.

Ele faz parte dos homens e das mulheres que lutam contra a extrema-direita, seja ela ucraniana, russa ou outra.

Porque luta contra a corrupção e pela igualdade de direitos entre todos e todas, A. Koltchenko é o alvo dos clãs oligárquicos seja na Rússia, seja na Ucrânia.

aqui: http://alternativelibertaire.org/?Scandale-Dix-ans-de-colonie

manifesto de apoio de dezenas de personalidades a A. Koltchenko

feed de noticias (em inglês): https://avtonom.org/en/search/node/alexander%20kolchenko

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Ucrânia: anarquismo no contexto da guerra civil


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Nos últimos meses muitos têm sido os textos publicados sobre a Ucrânia. Há análises para todos os gostos. Quem reafirme o perigo fascista, quem aponte a actividade das milícias pró-russas como terroristas, quem preveja uma guerra civil de alta intensidade no terreno ou quem diga que os dados estão lançados e que a parte leste do país se vai unir à Rússia, como fez já a Crimeia, sem grande resistência por parte de Kiev. No dia em que os pró-russos («federalistas») levam a efeito um referendo no leste da Ucrânia e em que, em várias cidades, há combates de rua, publicamos o texto de Antti Rautiainen, um anarquista finlandês de 35 anos, profundo conhecedor de todo o contexto geoestratégico da região, já que viveu 12 anos na Rússia, de onde foi expulso em 2012 pelo governo de Putin. Rautiainen defende que é preciso evitar por todos os meios a guerra civil já em marcha e considera que o perigo fascista tem sido sobrestimado.

 Antti Rautiainen (*)

Na sexta-feira, 2 de Maio, um incêndio destruiu a União de Sindicatos em Odessa. No total, pelo menos 42 pessoas perderam a vida durante os confrontos na cidade, a maior parte delas no incêndio e os outros em combates de rua. Há um excelente texto em língua russa (com fotos), de uma testemunha ocular dos acontecimentos disponível aqui.

Os incidentes começaram quando milicianos armados antiMaidan e pró-Rússia atacaram uma manifestação organizada por hooligans com simpatias nacionalistas. Este ataque resultou nalgumas mortes, mas depressa os pró-russos foram contidos e regressaram ao seu acampamento de protesto em Kulikovo. Manifestantes pró-Kiev seguiram-nos e incendiaram-lhes o acampamento que ficou em chamas. Os pró-russos, em seguida, fugiram para a União dos Sindicatos, que rapidamente começou a arder. Neste vídeo é visível o fogo a espalhar-se. Aos 2 minutos, pode-se ver uma chama atrás de uma janela fechada, o que torna plausível que alguns dos focos de incêndio tenham sido iniciados a partir do interior. Por exemplo, devido a acidentes com cocktails molotov que foram usados ​​por ambos os lados durante a luta. No entanto, pode-se ver também os nacionalistas pró-ucranianos a atirarem cocktails molotov, tornando-os, pelo menos parcialmente,  responsáveis pelo incêndio.

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(Ucrânia) Neo-nazis ao lado de Putin


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Em várias manifestações, promovidas pela propaganda de Putin como “anti-fascistas”, estiveram presentes nacionalistas radicais e neo-nazis, quer em Odessa, quer em Sebastopol .

Continua no ocidente a batalha informativa sobre o que se está a passar no território ucraniano e, mais concretamente, na Crimeia. A esquerda ortodoxa e nacionalista, convencida que a mão dos Estados Unidos é a “mão de Satanás” e que está por detrás das movimentações na Ucrânia, decidiu aliar-se ao regime corrupto de Putin, classificando os apoiantes de Kiev como “fascistas” e defendendo com “unhas e dentes” a nova anexação da Crimeia pela Rússia. Para os anarquistas, quer russos, quer ucranianos, quer ocidentais, o que se está a passar é um braço de ferro entre dois regimes que pouco se diferenciam: os dois têm apoiantes fascistas, são nacionalistas radicais e a conflitualidade extrema faz esquecer os problemas internos inerentes ao próprio sistema capitalista que dá vida a um e a outro regime. Depois das denúncias de que a extrema-direita estaria a alinhar com o regime de Kiev, o sítio anarquista Tahrir-ICN vem agora demonstrar que os apoiantes pró-russos também não se podem queixar da falta de apoio da extrema-direita xenófoba e racista europeia.

Paul Gubariew, neo-nazi:  um “tribuno do povo” ao lado de Putin

Anteriormente divulgámos notícias dos nacionalistas ucranianos. Verifica-se agora que o “outro lado” está cheio de nacionalistas e de neo-nazis.

De acordo com o sitio russo Lenta.ru, Paul Gubariew que, conjuntamente com apoiantes pró-Russia de Donbass, ocupou edifícios da administração em Donetsk e se proclamou, a si próprio, como “governador do povo” e uma autoridade local, não é apenas um capitalista, mas foi também membro da organização neo-nazi “Unidade Nacional Russa” e, depois, vereador do racista e anti-semita Partido Socialista Progressista da Ucrânia.

Depois de ter sido preso pelas autoridades de Kiev uma parte da esquerda ocidental, sem qualquer noção do que se estava a passar, classificou- o como um “tribuno do povo alvo de repressão”.

Ao mesmo tempo o vesti.ru revelava que os Chetniks sérvios, chauvinistas radicais com muito má reputação adquirida durante as limpezas étnicas na ex-Jugoslávia, tinham chegado a Sebastopol para “ajudarem os seus irmãos russos”.

Os Chetniks mantêm uma politica externa activa, aparecem todos os anos para celebrarem a independência de Março, em Varsóvia, e inspiram as manifestações de nacionalistas polacos sob a palavra de ordem “Kosovo é Sérvia”.

Isto é tanto ou mais importante, uma vez que uma grande minoria da população da Crimeia é composta por tártaros que , como a população do Kosovo, são muçulmanos.

Para os Chetniks esta pode ser uma extensão da luta que mantêm no Kosovo contra a “ameaça islâmica” e levar à limpeza étnica dos tártaros da Crimeia, que já antes foram deportados e exterminados por Stalin.

Recentemente, começaram a ser alvo de marcas as casas dos tártaros da Crimeia, o que poderia ser um prelúdio para futuros pogroms. (tradução Portal Anarquista)

aqui: http://tahriricn.wordpress.com/2014/03/08/ukraine-paul-gubariew-a-tribune-of-the-people-in-donetsk-ie-neo-nazis-on-the-side-of-putin/#more-1716

 http://cia.media.pl/pawel_gubariew_trybun_ludowy_z_doniecka_okazal_sie_rosyjskim_neonazista

(Antifascismo) Da Suécia à Ucrânia, o mesmo combate


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Comunicado da Organização Autónoma de Trabalhadores (Ucrânia)

Os nazis ucranianos incentivam os colegas suecos a atacarem feministas

Na noite de 8 de Março vários activistas de esquerda foram atacados no centro de Malmö por membros do partido fascista Svenskarnas (Partido dos Suecos). Estavam de regresso a casa depois de terem participado numa manifestação do Dia Internacional da Mulher, contra a violência contra as mulheres. O ataque deu-se logo a seguir à manifestação. Uma pessoa ficou internada nos cuidados intensivos devido a ferimentos graves na cabeça e outros três sofreram golpes com faca de gravidade variável. Os nazis andavam à procura de vítimas potenciais durante a noite nas imediações do local da manifestação, ou por outras palavras, o ataque não foi coincidência.

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Comunicado conjunto de várias organizações internacionalistas da Rússia, Ucrânia e Moldávia sobre os nacionalismos russo e ucraniano


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Este comunicado (ver abaixo), datado deste domingo, e assinado por algumas organizações anarcosindicalistas e anarquistas da Rússia, Ucrânia e Moldávia apresenta uma perspectiva séria contra o nacionalismo galopante pró-ucraniano ou pró-russo que parecem estar a ofuscar o debate político. A esquerda europeia parece tomada de uma doentia vertigem nacionalista pró-Putin, como se o regime russo fosse “flor que se cheirasse”. Um dos motivos tem sido o excessivo alarme colocado na existência de grupos fascistas entre os apoiantes do novo regime ucraniano. A extrema-direita tem estado presente nos dois lados do conflito, mas a dimensão do seu peso tem sido, deliberadamente, exagerado. Também datado de ontem um comunicado da Organização Autónoma de Trabalhadores Ucranianos (anarcosindicalista) – ver aqui – se referia a esta questão, assinalando que do lado de Putin nada de bom se pode esperar e que uma qualquer invasão da Ucrânia apenas teria a ver com os seus desejos imperialistas sobre todo o território ucraniano. Hoje é este conjunto de organizações que vêm alertar para o nacionalismo de um e outro lado, cujo único objectivo é sempre o de fautores da guerra e da instabilidade na região para aumentarem o poder dos seus grupos de apoio. A posição revolucionária, apesar da complexidade da situação, só pode ser a da recusa dos vários nacionalismos, a internacionalização da luta e a construção de organizações de trabalhadores, assentes numa base federalista, que no futuro tenham uma palavra a dizer na disputa entre as várias cliques oligárquicas na região. (CLE)

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Nem uma única gota de sangue pela “nação”!

A luta pelo poder entre os clãs oligárquicos na Ucrânia ameaça transformar-se num conflito armado internacional. O capitalismo russo pretende utilizar a recomposição do poder no Estado Ucraniano de maneira a satisfazer as suas aspirações imperiais e expansionistas de longa data sobre a Crimeia e o leste da Ucrânia, onde detém fortes interesses económicos, financeiros e políticos.

Prevendo a próxima crise económica iminente, o regime tenta alimentar o nacionalismo russo para desviar a atenção dos problemas socio-económicos da classe trabalhadora que estão em crescimento: salários e pensões de miséria, o desmantelamento dos serviços de saúde existentes, a educação e outros sectores da área social. Com a explosão da retórica nacionalista e militante é mais fácil concluir a construção de um Estado autoritário e corporativo assente em valores conservadores reaccionários e em políticas repressivas.

Na Ucrânia, a crise económica e política aguda levou ao acentuar do confronto entre “velhos” e “novos” clãs oligárquicos e os primeiros utilizaram mesmo formações ultra-direitistas e ultra-nacionalistas para provocarem um golpe de Estado em Kiev. A elite política da Crimeia e do Leste da Ucrânia não tenciona partilhar o seu poder e os seus bens com os próximos dirigentes de Kiev e para isso julgam contar com a ajuda do governo russo. Ambos os lados recorreram a uma crescente histeria nacionalista, respectivamente ucraniana e russa. Tem havido confrontos armados e sangue derramado. As potências ocidentais têm os seus próprios interesses e aspirações e a sua intervenção no conflito poderia levar a uma Terceira Guerra Mundial.

A guerra entre chefes de grupo faz, como tem sido hábito, que lutemos entre nós, pessoas comuns – trabalhadores assalariados, desempregados, estudantes, aposentados…-,  pelos seus interesses. Embebedam-nos com a droga nacionalista, põem-nos uns contra os outros, fazendo-nos esquecer as nossas reais necessidades e os nossos interesses: não temos nada que nos preocupar com as suas “nações” quando temos problemas mais importantes e urgentes – como acabar com o sistema que eles encontraram para nos escravizar e nos oprimir.

Não vamos cair na embriaguez nacionalista. Que vão para o inferno com os seus Estados e as suas nações, as suas bandeiras e as suas sedes! Esta guerra não é nossa e nós não devemos cair nela, pagando com o nosso sangue os seus palácios, as suas contas bancárias e o prazer de se sentarem nas fofas cadeiras do poder. E se os chefes em Moscovo, Kiev, Lviv, Kharkov, Donetsk e Simferopol começarem esta guerra o nosso dever é resistir por todos os meios!

2/3/2014

Não à guerra entre “nações” – Não à paz entre as classes !

KRAS , secção russa da Associação Internacional dos Trabalhadores

Internacionalistas da Ucrânia , Rússia, Moldávia, Israel, Lituânia

Federação Anarquista da Moldávia

Fracção dos socialistas revolucionários (Ucrânia)

(aberto á assinatura de outros colectivos…)

aqui: http://www.aitrus.info/node/3608

tradução: Portal Anarquista

(Ucrânia) Sobre a intervenção russa na Crimeia


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(Enquanto Kiev considera a intervenção russa na Crimeia como uma declaração de guerra, os anarcosindicalistas ucranianos dizem que é preciso uma intervenção do proletariado internacional para evitar a guerra. Consideram que o imperalismo russo, agora com Putin à frente, deseja anexar todo o território ucraniano e que uma frente conjunta proletária, ucraniana e russa, poderia fazer colapsar os regimes de Putin e do neoliberalismo ucraniano. São momentos de grande tensão estes que se vivem nos territórios ucranianos onde a presença e a cultura russas são mais fortes.)

Comunicado sobre a intervenção russa na Crimeia

No dia 27 de Fevereiro de 2014 os chauvinistas pró-russos da Crimeia, apoiados pela Berkut (unidade especial da polícia, ndt) e pela Frota Russa do Mar Negro deram um golpe militar na Crimeia. Neste momento já é óbvio que o governo do movimento “Unidade russa”, liderado por Aksionov, não é mais do que um fantoche do regime do Kremlin.

Não consideramos a integridade e a inviolabilidade das fronteiras territoriais da Ucrânia como um valor, somos contra a “pacificação” violenta da Crimeia, mas julgamos que o estatuto da Crimeia deve ser definido tendo em conta a opinião da minoria tártara da Crimeia .

Os últimos acontecimentos mostram que Putin não vai se vai limitar a querer a anexação da Crimeia. O objectivo do regime imperialista do Kremlin é estender as práticas russas a todo o território da Ucrânia.

Por ser assim, o regime russo já provou ser a principal ameaça para os interesses do proletariado na área pós-União Soviética .

Somos adversários da guerra e do militarismo e consideramos que na actual situação os proletários conscientes não podem confiar em ninguém a não ser em si próprios.

Não há qualquer vantagem em esperar uma “intervenção de resgate” da NATO . Os políticos nacionalistas ucranianos só podem organizar, na melhor das hipóteses, a defesa de uma parte do território. A guerra só pode ser evitada se os proletários de todos os países, em primeiro lugar ucranianos e russos , assumirem em conjunto uma posição contra o regime criminoso de Putin.

A acção conjunta do proletariado ucraniano e russo e de todas as forças democráticas progressistas, que poderá pôr fim ao regime de Putin , significará também o fim do actual regime nacionalista marcadamente neoliberal na Ucrânia.

Entretanto já está na hora dos esquerdistas e anarquistas do Ocidente cortarem os laços com o chamado “anti-imperialismo” que se resume apenas ao apoio ao regime de Putin contra os Estados Unidos.

Nem guerra entre as nações, nem paz entre as classes!

2 de Março de 2014

Organização Autónoma de Trabalhadores (Ucrânia)

aqui: http://avtonomia.net/2014/03/02/awu-statement-russian-intervention-uber-die-russische-intervention-erklarung-der-autonomen-union-der-arbeiterinnen-kiev/

Ucrânia: estudantes anarquistas ocupam Ministério da Educação e não admitem ministra do partido Svoboda (fascista)


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Ucrânia  – Os estudantes da organização “Acção Directa” que, desde os protestos na Maidan, controlam o edifício do Ministério da Educação em Kiev dizem que não estão de acordo com a possibilidade de Irina Fahrion, do partido nacionalista Svoboda, ser ministra da Educação e que não a vão deixar entrar no edifício. (Tahrir-ICN)

fahri“De acordo com informações recebidas pelos estudantes que controlam o Ministério da Educação desde 21/2/2014, soube-se que o novo ministro da Educação será provavelmente a deputada do partido “Svoboda” Irina Fahrion. Declaramos que Irina Fahrion é inaceitável para nós como candidata ao lugar. A senhora Fahrion não possui quaisquer conhecimentos nem experiência profissional na gestão da educação. Durante o tempo em que esteve na Comissão de Ciência e Educação do Conselho Supremo da Ucrânia, não teve qualquer actividade legislativa no campo da educação. O Conselho Coordenador dos Estudantes de Kiev, o Conselho Coordenador dos Estudantes de Lviv, a União dos Estudantes, o Grupo de Autodefesa estudantil “Acção Directa”, o Movimento Civil “Repulsa” e outras organizações estudantis declaram oficialmente que nunca permitirão que Irina Fahrion vá para o Ministério da Educação e Ciência da Ucrânia.” (aqui)

http://direct-action.org.ua/