(CGT) ‘Libre Pensamiento’ com dossier sobre ‘Feminismos’


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Para ler e download: http://cgt.org.es/sites/default/files/LP%2091_0.pdf

“Libre Pensamiento”, a revista teórica da CGT espanhola, relativa ao Verão de 2017, já está disponível na internet. Esta edição – já vai no número 91 – dedica especial atenção aos feminismos na óptica do anarquismo.

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(7 de Novembro) Emma Goldman, os anarquistas e a Revolução Russa


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“Durante um breve período da revolução de Outubro, os
trabalhadores rurais e urbanos, soldados e marinheiros foram
de verdade os donos da situação. Mas de pronto a invisível
mão de ferro do bolchevismo começou a manejar os assuntos
do Estado e separou a revolução do povo; e o povo separou-se
da Revolução. Naquele momento começou o Estado Bolchevique.
Os Bolcheviques formaram a Ordem dos Jesuítas de Marx.
Não quero dizer com isto que os bolcheviques não sejam
sinceros. Foi o seu marxismo que determinou sua actuação. Os
diversos métodos empregues destruíram a realização dos seus
objectivos. Comunismo, Socialismo, Liberdade, Igualdade, tudo
o que o povo russo suportou de sofrimento e porque fez a revolução,
caíram no descrédito pelos meios empregados, pela jesuística
desculpa de que o fim justifica os meios.
O cinismo mais desenfreado tomou o lugar do Idealismo
que distinguiu a revolução de Outubro. A inspiração caiu
paralisada, o interesse popular desapareceu; a apatia e a
indiferença suprimiram o entusiasmo e a energia criadora.
Não foi nem a intervenção, nem o bloqueio. Pelo contrário: a
politica interna do Estado Bolchevique é a única responsável
pelo fracasso da revolução e a única responsável também pelo
ódio que o povo russo sente por tudo o que dela emana.”

Emma Goldman

No dia em que passam 100 anos sobre o início da Revolução Russa, que tanta esperança semeou entre os trabalhadores de todo o mundo, convém recordar esta série de artigos* de Emma Goldman, ela própria de naturalidade russa,  e que viveu intensamente durante dois anos a esperança, mas também a desilusão provocada pela barbárie bolchevique sobre o conjunto dos trabalhadores e do povo russo.

Também neste outro longo artigo Emma Goldman dá conta da violenta repressão aos anarquistas russos pelo governo bolchevista logo nos primeiros tempos da Revolução.

(*Há que assinalar a péssima tradução de algumas partes desta brochura, mas é a única disponível em português.)

(Tierra y Libertad) Edição de Novembro do mensário da FAI com dossier sobre a revolução russa


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aqui: https://www.nodo50.org/tierraylibertad/

(Brasil) Editora portuguesa ‘Barricada de Livros’ presente na VIII Feira Anarquista de São Paulo


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Domingo, 5 de Novembro de 2017

*

Atividade Pré-Feira

02/11 – 18h-22h Show Beneficente à VIII Feira Anarquista de São Paulo com Ordinária Hit, Katarse e Desacato Civil
Local: Morfeus Clube. Rua Ana Cintra, 110 – São Paulo/SP (Próximo ao metrô Santa Cecilia)

PROGRAMAÇÃO VIII FEIRA ANARQUISTA DE SÃO PAULO

(Feira em solidariedade a Rafael Braga – na banca da Biblioteca Terra Livre haverá uma caixa de doação que será destinada à campanha Uma Casa Para Rafael Braga)

10h – Início da Feira Anarquista de São Paulo 2017
10h – Abertura do espaço Adelino de Pinho
10h – Oficina: Yoga Punx: Conversa sobre Yoga e Anarquismo e aula após debate (Yoga Para Todxs)
10h – Filme: Indomáveis, uma história de Mujeres Libres (61 min., 2012)

11h – Oficina: Permacultura – Como modificar os espaços urbanos? (Coletivo Abelha)
11h – Debate: Anarquia muda! (Para Mudar Tudo)
11h – Roda de conversa: Laboratório de Educação Anarquista e seus livros infantis (LEA)

11h30 – Filme: Sacco e Vanzetti (80 min., 2006)

12h – Atividade: Caça aos tesouros (LEA)
12h – Debate: Anarquismo na ditadura civil militar: 40 anos de jornal Inimigo do Rei (Maloca Libertária)
12h – Debate: “Anarquismo Especificista e Poder Popular” (OASL)

13h – Oficina: Autonomia e autocuidado em casos de gestações não desejadas
13h – Filme: 1917: a Greve Geral (90 min., 2017)
13h – Lançamento de livro: Os Cangaceiros (Mário Rui Pinto – Barricada de Livros)
13h – Lançamento de livro: Leituras libertárias (Lucia Parra – Centro de Cultura Social)

14h – Filme: Seleção de curtas infantis (LEA)
14h – Debate: Responsabilidade e cuidado com as crianças (LEA)
14h – Debate: Como organizar o trabalho autogestionário para além do Capital? (VIASOT)
14h – Debate: A Revolução Russa e seus impactos no anarquismo brasileiro (IEL)

15h – Teatro: O Vendedor de Verdades (Cia Canina)
15h – Debate: A greve geral de 1917 (Carlos Pronzato, Samanta Colhado Mendes e Grupo de Estudos Greve Geral 1917)
15h – Atividade: Bandeira Negra (LEA)
15h – Oficina: Vivência em pedagogia libertária (Cursinho Livre da Lapa)

16h – Debate: O avanço da direita e do fascismo na Europa (Barricada de Livros)
16h – Sarau: Sarau Libertário (Ativismo ABC)
16h – Filme: Lute como uma menina! (76 min., 2016)

17h – Teatro: Circo Fubanguinho (Trupe da Lona Preta)

17h30 – Debate: Encarceramento em massa (Coletivo Herzer, 30 dias por Rafael Braga, Camila Gibim)

18h – Sarau: Sarau das Minas (Coletivo Sarau das Mina)
18h – Limpeza e organização do Espaço Adelino de Pinho (LEA)

19h – Teatro: Blitz – O Império que Nunca Dorme (Trupe Olho da Rua)

20h – Encerramento da VIII Feira Anarquista de São Paulo

Confirme sua presença em: https://www.facebook.com/events/113576179358627

Leia a carta de princípios: https://feiranarquistasp.wordpress.com/principios/

Bakunine, de geração em geração…


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“Considere-se, por exemplo, a atitude do cão em presença do dono: não está nela, inteiramente, a do homem perante Deus?

Pretendeu-se, erroneamente, que o sentimento religioso só é próprio dos homens. Mas todos os elementos constituintes da religião se encontram no reino animal – sendo o principal desses elementos o medo. O  “temor a Deus – dizem os teólogos – é o começo da sabedoria”.  Esse temor encontra-se extremamente desenvolvido em todos os animais, que possuem um instintivo terror perante a omnipotência que os produz.

Tal como os animais, os seres humanos encontram-se ainda submetidos pela ignorância a esse medo do omnipotente. Medo que a Igreja, apoiada pelo Estado, consagra e oficializa. Ao defender-se, a sociedade dominante fá-lo também propagando a ficção religiosa.  E de tal modo que esta ficção, exacerbada, se torna uma loucura normalizada. A religião dos crentes é assim um estado de loucura normalizado pelas leis materiais e ideológicas das classes dominantes. As maiores imbecilidades são consideradas oficialmente como as verdades mais profundas. Que exprime este estado de coisas senão que os humanos permanecem num estádio de rastejante escravidão intelectual e, por conseguinte, material?”

Bakunine (adaptado do livro”Deus e o Estado”)

(Escritos contra Marx) Bakunin sempre actual e à frente do seu tempo


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para ler e download: escritos-contra-marx-mikhail-bakunin

A revolta é um instinto da vida; até mesmo o verme se revolta contra o pé que o esmaga, e pode-se dizer que, em geral, a energia vital e a dignidade relativa de qualquer animal se pode avaliar pela intensidade do instinto de revolta que ele traz em si. No mundo selvagem, bem como no mundo humano, não há faculdade ou hábito mais degradante, mais estúpido e mais covarde do que obedecer e resignar-se.
– Mikhail Bakunin (Escritos contra Marx)

*

“Um Estado, um governo, uma ditadura universal! O sonho dos Gregório VII, dos Bonifácio VIII, dos Carlos V e dos Napoleão, reproduzindo-se sob novas formas, mas sempre com as mesmas pretensões, no campo da democracia socialista!

Pode-se imaginar algo de mais burlesco, mas também de mais revoltante? Sustentar que um grupo de indivíduos, mesmo os mais inteligentes e os mais bem intencionados, será capaz de tornar o pensamento, a alma, a vontade dirigente e unificadora do movimento revolucionário e da organização económica do proletariado de todos os países é de uma tal heresia contra o senso comum e contra a experiência histórica que nos perguntamos, com perplexidade: como um homem tão inteligente quanto o Sr. Marx pôde concebê-la?

Os papas, ao menos, tinham por desculpa a verdade absoluta que eles diziam ter em mãos pela graça do Espírito Santo e na qual eram obrigados a crer. O Sr. Marx não tem absolutamente esta desculpa e não lhe farei a injúria de pensar que ele crê ter inventado cientificamente algo que se aproxime da verdade absoluta. Mas a partir do momento que o absoluto não existe, não pode existir para a Internacional dogma infalível nem, consequentemente, teoria política ou económica oficial, e nossos congressos nunca devem assumir o papel de concílios ecuménicos proclamando princípios obrigatórios para todos os associados e fiéis.

Só existe uma única lei realmente obrigatória para todos os membros, indivíduos, seções e federações da Internacional, da qual esta lei constitui a verdadeira, a única base: é, em toda a sua extensão, em todas as suas consequências e aplicações, A SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES DE TODAS AS PROFISSÕES E DE TODOS OS PAÍSES EM LUTA ECONÓMICA CONTRA OS EXPLORADORES DO TRABALHO. É na organização real desta solidariedade, pela ação espontânea das massas operárias de todas as línguas e de todas as nações, e não em sua unificação por decretos, nem sob a batuta de um governo qualquer, que reside unicamente a unidade real e viva da Internacional.

É desta organização cada vez mais ampla da solidariedade militante do proletariado contra a exploração burguesa que deve sair e surge, com efeito, a luta política do proletariado contra a burguesia. Quem pode duvidar disso? Os marxistas e nós somos unânimes nesse ponto. Entretanto, apresenta-se de imediato a questão que nos separa tão profundamente dos marxistas.

Pensamos que a política, necessariamente revolucionária, do proletariado deve ter por objetivo imediato e único a destruição dos Estados. Não compreendemos que se possa falar da solidariedade internacional quando se quer conservar os Estados, — a menos que se sonhe com o Estado universal, isto é, com a escravidão universal, como os grandes imperadores e os papas, — o Estado, por sua própria natureza, por ser uma ruptura desta solidariedade, é, em consequência, uma causa permanente de guerra. Também não concebemos que se possa falar da liberdade do proletariado ou da libertação real das massas no Estado e pelo Estado. Estado quer dizer dominação, e toda dominação supõe a subjugação das massas e, desta forma, a sua exploração em proveito de uma minoria governamental qualquer.

Não admitimos, nem mesmo como transição revolucionária, as Convenções Nacionais, as Assembleias Constituintes, os governos provisórios ou as ditaduras pretensamente revolucionárias; porque estamos convictos de que a revolução só é sincera, honesta e real, nas massas, e que, quando ela se encontra concentrada nas mãos de alguns indivíduos governantes, torna-se inevitável e, imediatamente, reação. Tal é a nossa crença, e este não é o momento para desenvolvê-la.

Os marxistas professam ideias totalmente contrárias. Eles são adoradores do poder do Estado, e necessariamente também os profetas da disciplina política e social, os campeões da ordem estabelecida de cima para baixo, sempre em nome do sufrágio universal e da soberania das massas, às quais reservam a felicidade e a honra de obedecer a chefes, a mestres eleitos. Os marxistas não admitem absolutamente outra emancipação senão a que eles esperam de seu Estado pretensamente popular (Volksstaat). Eles são tão pouco inimigos do patriotismo que a sua própria Internacional traz muito frequentemente as cores do pangermanismo. Existe entre a política bismarckiana e a política marxista uma diferença sem dúvida muito sensível, mas entre os marxistas e nós há um abismo. Eles são governamentais; nós, anarquistas.

Tais são as duas principais tendências políticas que hoje separam a Internacional em dois campos.”

Mikhail Bakunin – CARTA AO JORNAL LA LIBERTE, DE BRUXELAS 

(Documentário) Alfama é marcha


http://lefthandrotation.blogspot.pt/2017/10/alfama-e-marcha-documentario.html

Olá desde o coletivo Left Hand Rotation, baseado em Lisboa.

Enviamos o nosso último documentário, “ALFAMA É MARCHA” (2017, 41 mins) para ver e descarregar grátis.

“Alfama é marcha” documenta o processo de trabalho de um projeto coletivo que “visa promover o envolvimento da comunidade de Alfama na valorização do seu património cultural, material e imaterial, através da consolidação de um espólio significativo da realidade das Marchas Populares no bairro”.

Meses antes do começo dos Santos Populares começam os ensaios da marcha popular em Alfama (Lisboa) e vizinhos de todas as gerações se submergem nos preparativos. Um sentimento de pertença invade cada beco de um bairro em feroz processo de gentrificação, onde muitos de seus antigos moradores já foram forçados a abandonar suas casas, sem uma opção de permanência que evite a dolorosa ruptura de seus vínculos barriales.

Uma colaboração com a APPA (Associação do Património e População de Alfama), Sociedade Boa União e Trabalhar com os 99%.

Obrigado

Coletivo Left Hand Rotation

www.lefthandrotation.com
www.museodelosdesplazados.com

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