(Iniciativa Libertária) Solidariedade com os anarquistas e os trabalhadores venezuelanos


 

protestamayo2017

Caros companheiros de El Libertario,

Que chegue através de vós, a solidariedade que os companheiros portugueses da Iniciativa Libertária, dirigem aos trabalhadores, ao proletariado e a toda a classe dos explorados da Venezuela.

Acompanhamos os acontecimentos com grande atenção, raiva e preocupação; não seria a primeira vez, na verdade, que no vosso continente as “singularidades” resultam em novos cenários sombrios e trágicos, pingando sangue e marcadas por ditaduras ferozes!

Não ignoramos, é claro, que as forças da Reação, interna e externa; que os enormes interesses do Capital Financeiro; e, finalmente, em toda a área Neo-Imperialista, todos estão a trabalhar arduamente no sentido de orientar, em exclusivo, todo o movimento de revolta que diariamente sai à rua e enfrenta, pagando um preço muito alto, os detentores do Estado e os símbolos do privilégio nacional.

Em todos os casos, o que acontece confirma, mais uma vez, por um lado, que “não há bons poderes” … mesmo quando “se pintam de vermelho”, mais ou menos vivo; e em segundo lugar, que a resposta passa apenas através da unidade e da Solidariedade da Classe dos explorados e oprimidos de todo o mundo, para a Revolução Social e a construção de uma Sociedade de Livres e Iguais.

Iniciativa libertária – Lisboa, maio 2017

também aqui: http://periodicoellibertario.blogspot.pt/2017/05/solidariedade-com-os-companheiros-e.html

#NemMaisUma Violação em autocarro durante Queima das Fitas do #Porto


Capturar

#NemMaisUma Violação em autocarro durante Queima das Fitas do #Porto

Nos últimos dias começaram a circular denúncias relativas a uma violação que terá acontecido durante a Queima das Fitas do Porto, tendo terminado no domingo. As fotografias do violador e dos espectadores emergiram ontem, terça-feira, e não podíamos deixar de as replicar num esforço para que estas bestas não tenham como sair à rua sem sentir vergonha na cara.

A violação ocorreu num autocarro dos STCP cheio de estudantes, onde ninguém interveio de maneira alguma para a impedir. Pelo contrário, a larga maioria dos presentes parecia estar bastante divertido com a situação, pois foram tiradas fotografia e foi gravado pelo menos um vídeo. Desde a noite de domingo que o vídeo foi espalhado em redes sociais como o whatsapp, expondo a identidade da jovem abusada e celebrando o acontecimento.

No final do vídeo, vê-se claramente que a jovem está completamente perdida e não está na posse das suas normais faculdades. Embora não estejam esclarecidas todas as circunstâncias, parece fazer sentido o relato de que a sua bebida teria sido minada.

Não temos palavras suficientes para expressar a nossa solidariedade com a jovem abusada, nem o nosso nojo pela Besta e por todos os que assistiram sem nada fazer para o impedir. É aterrador e intolerável a onda de abusos durante as Queimas das Fitas por todo o país. A apatia (nuns casos) ou a euforia (noutros) com que os universitários convivem com este tipo de abusos no principal ritual da praxe académica, mostra que o trabalho de acefalização da comunidade estudantil feito durante o resto do ano é bem-(mal-)sucedido.

Aqui

através de http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/36307

Este post foi denunciado e apagado pelo facebook do site Guilhotina.info  depois de ter atingido mais de 500 mil pessoas e ter tido largas centenas de partilhas , alegadamente por ter “violado os padrões da comunidade” (seja lá o que isso for…)

 

(memória libertária) “O Rebelde”, uma publicação anarquista de Julho de 1975


rebelde

Ler o número completo

“O Rebelde” apenas publicou um número em Julho de 1975, em pleno Verão Quente. Editado por um pequeno grupo de jovens, que se reuniam na sede do “Movimento Libertário Português ” e de “A Batalha”, na Rua Angelina Vidal, a publicação ainda tinha evidentes traços do chamado comunismo de base ou conselhista na sua concepção ideológica. Eram tempos de confusão, em que a tradição anarquista estava a ser recuperada, mas em que ainda predominavam muitos tiques marxistas e guerrilheiristas.

Morreu o historiador Carlos da Fonseca


Carlos da Fonseca (1940-2017)

O historiador Carlos da Fonseca faleceu em Paris, no dia 9 de Maio, na sequência de uma doença com que se debatia, quase secretamente, há muitos anos, e que a partir de certa altura muito debilitou a sua actividade de autor.

Historiador do movimento operário e do anarquismo em Portugal, lega-nos, em particular neste domínio, uma obra considerável, das reedições comentadas de «textos esquecidos» aos quatro volumes, essenciais, da sua História do Movimento Operário e das Ideias Socialistas em Portugal(Europa-América), passando por volumes como Integração e Ruptura Operária (Estampa). Os seus últimos livros conhecidos, Para uma Análise do Movimento Libertário em Portugal e O 1º de Maio em Portugal, foram publicados pela Antígona.

Carlos da Fonseca nasceu em Peniche, onde começou a trabalhar aos 11 anos de idade, passando por diversos e provisórios ofícios. Nos anos 60, refractário ao exército colonial, exilou-se em França, onde fez longos estudos universitários, primeiro na Universidade de Paris VIII (Vincennes), depois na École Pratique des Hautes Études, onde se acentuou a sua vocação investigativa. Foi professor de história e cultura portuguesa na Universidade de Paris VIII e, posteriormente, na Sorbonne.

Personalidade de uma obstinada discrição, pode aplicar-se-lhe o verso programático de Luiza Neto Jorge «Não me quero com o tempo nem com a moda». Mas a sua veia satírica, embora pouco exposta, surgiu por vezes em textos não assinados como «Desratização», publicado na revistaPravda, em que investe contra os «fabricantes de opinião»: «Subindo pelos canos de esgoto do vedetariado servil, invadiram a imprensa, instalando-se nas redacções, para daí contagiarem, com visível perigo sanitário, as crédulas populações, através de doses de informação mercenária».

A sua obra de historiador rigoroso e influente está a necessitar de uma atenção redobrada. Nestas toscas linhas, daqui saudamos a sua memória de homem inteiro.

Júlio Henriques   

(via Letra Livre)