efeméride

(Lisboa, Porto, Coimbra, Setúbal…) #8M Não Me Calo!


a

#NiUnaMenos #VivasNosQueremos– Paralisação Internacional de Mulheres, concentração #8M Não Me Calo! | International Women’s Strike

Sob o mote “ Não me calo, nem trabalho – Basta!”, para amanhã, 8 de Março, está convocada uma paralisação internacional de Mulheres a nível mundial. Neste momento mulheres de mais de 49 países vão parar e sair á rua em protesto contra a violência machista, a opressão e exploração de que são alvo, e as desigualdades que afetam milhões de mulheres em todo o mundo.

*

Em #Lisboa, Rossio, 18H

“Nós, mulheres, fazemos greve e saímos à rua em todo o mundo! Fomos milhões na Marcha Global Anti-Trump e no dia Internacional da Mulher seremos muito mais! Unimo-nos às companheiras dos mais de 30 países que já aderiram a International Women’s strike / Paro Internacional de Mujeres. Dia 8 saímos à rua!” Dizem as mulheres de diferentes colectivos feministas de Lisboa que conjuntamente foram a rede 8 de Março que afirmam querer “deixar de ser o resultado de uma educação machista, racista e competitiva. Para isso juntamos lutas comuns, afirmamos a solidariedade e agimos em conjunto para ampliar o campo do possível, tomando o futuro nas nossas mãos.” Evento de Lisboa | http://bit.ly/2mctiMc

*

No #Porto, Tridade, 18 H

Dia 8 de Março de 2017, as mulheres mobilizam-se por todo o mundo. Unidas protestamos contra o avanço do conservadorismo.
É dia de marcha contra a misoginia, o machismo e todas as formas de violência de género, tais como a violação, a violência doméstica, o racismo, a transfobia e a lesbofobia.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 1909 nos Estados Unidos, em memória do protesto das operárias da indústria do vestuário de Nova York contra as más condições de trabalho. Muita luta ocorreu desde então e o dia 8 de Março é celebrado como o dia internacional das mulheres, não para enaltecer a beleza e graça femininas, mas para se afirmar como um dia de luta das mulheres trabalhadoras pelo reconhecimento dos seus direitos à igualdade de condições sociais, que incluem trabalho, remuneração digna, e muito mais.
Por essas razões, o Festival Feminista do Porto apela a todas as pessoas, colectivos e associações que se revêem nestas lutas que se juntem à Arruada Feminista, para abanarmos as ruas do Porto em solidariedade com todas a vítimas e resistentes do patriarcado!
Aqui estamos para dar vivas a todas as invisíveis que carregam este mundo. Às mulheres. Às que lutam para ter comida na mesa. Às mães solteiras. Às negras. Às que sobreviveram à violência dos homens. Às que não sobreviveram. Às que são invadidas pelo racismo. Às mutiladas. Às presas. Às pessoas trans. Às putas. Às gordas. Às peludas. Às fufas. Às histéricas. Às que resistem e a todas aquelas que são vítimas do patriarcado.
Este 8 de Março de 2017, seguimos nas ruas pelos nossos direitos! Nem um passo atrás!
Saudações feministas, Festival Feminista do Porto”|
Evento no Porto:  https://www.facebook.com/events/1872243156385989/

*

Em #Coimbra, Praça 8 de Maio, 15H,30

A Assembleia Feminista de Coimbra “apela à PARALISAÇÃO das mulheres enquanto acto de mobilização e reivindicação feminista. Neste 8 de Março, fazem greve e vamos paralisar todas as nossas actividades dentro e fora de casa, remuneradas e não remuneradas, como forma de luta e mobilização, porque sobre nós, mulheres – sobretudo as negras e as migrantes – recai um sem número de trabalhos e actividades invisibilizadas e desvalorizadas. Recusamos a precariedade imposta pelo sistema neo-liberal: dos nossos salários, perspectivas laborais e, acima de tudo, dos nossos tempos de vida e afetos. Apelamos a que todas as mulheres, a partir dos seus territórios e das suas práticas, se juntem a nós este 8 de Março – na insurgência contra este sistema patriarcal e capitalista que arruína as nossas vidas! A solidariedade é a nossa força! “| Evento em Coimbra | http://bit.ly/2mOW8G9

*

Em #Setúbal, Largo da Fonte Nova, 17h,30

O “Projeto SIGA, através da iniciativa voluntária da Vanessa Amorim e do João Santos, adere à iniciativa internacional 8M – International Women’s Strike/ Paralisação Internacional das Mulheres Concentração 8M Não Me Calo! Em Setúbal queremos assinalar este dia, queremos sair à rua, mulheres e homens, reivindicando a igualdade. Não nos calamos! “ Evento em Setúbal | http://bit.ly/2mfKMtb

Mais informações | Assembleia Feminista Lisboa ; Assembleia Feminista de Coimbra ; 8M Portugal ; Rede 8 de Março; Festival Feminista do Porto

aqui (com acrescento do evento no Porto): Guilhotina.info

Zeca Afonso: ‘Sua canção abriu estradas/ cantou nos campos, cidades,/ nunca nos paços de el-rei’


antitese

capturar

José Afonso (1929 – 1987) foi um cantor de intervenção que sempre suscitou admiração em diversos meios libertários. Sem nunca se ter assumido enquanto tal, os temas escolhidos e a textura da sua poesia, aliados ao facto de nunca ter estado partidariamente alinhado (a não ser temporariamente na LUAR, uma organização que agrupava um grande número de libertários) fizeram com que muitos anarquistas tivessem uma grande simpatia por Zeca Afonso (para além da qualidade da sua música e poesia), reforçada por afirmações deste quando referia ser o seu “próprio comité central” ou o que era necessário era “provocar desassossego”.

Canções como “Utopia”, “Vejam Bem”, “Menino do Bairro Negro”, “Os Vampiros”, “Como se Faz um Canalha”, ou “Os Índios da Meia Praia”, entre tantas outras, foram também hinos muitas vezes cantados e adoptados por libertários – embora o movimento anarquista organizado, nesses anos conturbados do pós 25 de Abril de 1974, tivesse pouca expressão pública e mal se conseguisse distinguir da profusão de seitas m-l que apareceram um pouco por todo o lado.

A solidariedade, a liberdade, a igualdade, a utopia foram palavras e conceitos usados habitualmente por José Afonso e que constituíram sempre palavras importantes no vocabulário anarquista, tornando a identificação das canções do Zeca com o ideário libertário uma constante.

Exemplo desta ligação entre o Zeca e muitos libertários foi o destaque dado pela revista anarquista Antítese, no nº 8 de Fevereiro de 1988 (um ano depois da sua morte), com uma evocação de José Afonso na capa e um poema no interior assinado por Rui (Rui Vaz de Carvalho o editor da revista?), a assinalar a relação fraterna com a obra e a figura do Zeca.

23-2-87
Morreu José Afonso.
Morreu de solidão
24-2-87

Colheu palavras nos prados,
bebeu água em suas fontes,
andou pela chuva dos montes
em busca de um arco-íris.

Do amarelo fez um sol
no meu caderno de infância,
vermelha  a rosa pintou
e espalhou a sua fragância,
do roxo nasceram lírios
nos campos da nossa dor.

Na terra onde nasceu
chamaram-lhe o trovador.

De jogral não se vestiu
nem tampouco usou gravata,
inventou meninos d’oiro
em cada bairro de lata.

Rio acima eis a fragata
de que foi timoneiro
rasgando as águas paradas,
as águas turvas da lei.

Sua canção abriu estradas,
cantou nos campos, cidades,
nunca nos paços de el-rei.

Das ondas duma seara
colheu ele a melodia
e seus versos foram rios
nos campos do Alentejo,
foram lágrimas de raiva
nos olhos da poesia.

Ervas daninhas cresceram
nas terras que ele plantou
e os ventos de toda a sorte
moveram os cataventos,

mas o que mais lhe custou
foi ver o seu povo rendido
às vozes do parlamento.

Viu muita vela enfunada
em busca de novas Índias,
viu poetas e cantores
correrem atrás da fama,

mas o que mais lhe custou
foi ver o povo sem chama
seguindo novos senhores.

E a lua em quarto minguante
descia sobre Azeitão
onde o trovador vivia
distante da sua terra,
em sua terra emigrante.

Rio acima eis a fragata
de que foi o timoneiro
rasgando as águas paradas,
as águas turvas da lei.

Sua canção abriu estradas
cantou nos campos, cidades,
nunca nos paços de el-rei.

Rui

relacionado: http://www.jornalmapa.pt/2017/02/11/panegirico-jose-afonso/

zeca

comit

Agostinho da Silva (13 de Fevereiro de 1906 – 3 de Abril de 1994)


imagem6
 .

Passam hoje 111 anos do nascimento do Professor Agostinho da Silva (1906-1994), um dos autores mais interessantes das letras e da cultura escrita e falada em português.

Agostinho da Silva é certamente dos autores, juntamente com Pessoa e Teixeira de Pascoais, que mais falaram e se dedicaram a perscrutar o que é ser português. Mas, ao contrário de qualquer nacionalismo serôdio, o seu motivo de interesse é eminentemente de tipo universalista e humanista. Aliás, uma das suas frases mais conhecidas – « Só então Portugal, por já não ser, será» – revela todo a sua visão universalista que encontra em Portugal a consumação da Humanidade. Talvez não por acaso Agostinho da Silva é um biógrafo dedicado, um autor para quem a educação é um dos seus temas predilectos.

(mais…)

(efeméride) Adelaide Cabete, a ‘Louise Michel’, nasceu há 150 anos


adelaidecabete

Assinalam-se hoje os 150 anos do nascimento de Adelaide Cabete, alentejana, natural  de Elvas. Formada em medicina, foi colaboradora e dirigiu várias publicações dirigidas às mulheres. Republicana e filiada na maçonaria – que hoje celebra o seu nascimento – , onde adoptou o nome da anarquista francesa Louise Michel, o que prova que “era alguém muito próxima dos ideais anarquistas”, como sustenta a investigadora Isabel Lousada nesta entrevista. Adelaide Cabete foi também uma assídua colaboradora do jornal anarco-sindicalista “A Batalha”, orgão da CGT. 

adelaide-cabete-handler-ashx

De seu nome completo Adelaide de Jesus Damas Brazão Cabete, nasceu em Elvas, freguesia de Alcáçova, a 25 de Janeiro de 1867, filha de Ezequiel Duarte Brazão e de Balbina dos Remédios Damas. Oriunda de uma família humilde, começou a trabalhar muito nova e casou com o sargento republicano Manuel Fernandes Cabete, que a incentivou a estudar.

Em 1889 prestou o exame de instrução primária e, em 1894, concluiu o curso liceal. No ano seguinte mudou-se para Lisboa, onde se matriculou no ano seguinte na Escola Médico-cirúrgica, instituição onde concluiu o curso em 1900 com a tese Protecção às Mulheres grávidas Pobres como meio de promover o Desenvolvimento físico das novas gerações (1900).

Republicana militante, participou activamente na propaganda que antecedeu a mudança de regime em 1910. Professora no Instituto Feminino de Odivelas e médica, procurou sempre defender a melhoria das condições de vida das crianças e das mulheres, com particular ênfase na luta contra a prostituição e o alcoolismo. Propagandista do feminismo fundou e presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e da Cruzada Nacional das Mulheres Portuguesas, à Liga Portuguesa Abolicionista, às Ligas de Bondade e dirigiu a revista Alma Feminina (1920 – 1929).

Na Universidade Popular Portuguesa organizou um curso de Higiene e Puericultura. Participou no Congresso Internacional de Ocupações Domésticas (Gand, 1913), no Congresso internacional Feminino de Roma (1923), no Congresso do Conselho Internacional das Mulheres (Washington, 1925), nos I e II Congressos Feminista e da Educação (1921 e 1928), nos Congressos Abolicionistas (1926 e 1929). Viveu em Angola entre 1929 e 1934, onde continuou a sua acção a favor da higiene e da assistência. Colaborou em numerosas publicações periódicas como: Educação, Educação Social. O Globo, A Mulher e a Criança, Pensamento, O Rebate.

Iniciada em 1 de Março de 1907, na Loja Humanidade, com o nome simbólico de «Louise Michel». Atingiu os graus 2 e 3º em 1 de Março de 1907, 4º em 28 de Julho de 1910, 5º, 6º e 7º em 16 de Janeiro de 1911. Grau 30º do REAA em 28 de Outubro de 1923. Conservou-se na Loja no período em que laborou sob os auspícios do Grande Oriente Lusitano Unido (até 1913 e depois de 1920 até 1923) e posteriormente, após a adesão da Loja Humanidade à Ordem Maçónica Mista Internacional O Direito Humano, em 1923. Foi eleita várias vezes Venerável da sua Loja e Grã-Mestra do Areópago Teixeira Simões (1926).

Morreu em Lisboa, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, a 19 de Setembro de 1935.

(1918) A greve geral em Vale de Santiago e o assassinato de Sidónio Pais


 

murder_of_sidonio_pais_at_lisboa-rossio_railway_station

Bilhete-Postal de 1919, retratando o assassinato do Presidente Sidónio Pais na Estação Ferroviária de Lisboa-Rossio, no dia 14 de Dezembro de 1918

Passam hoje 98 anos sobre o assassinato de Sidónio Pais, presidente da 1ª República e um dos precursores do fascismo europeu. A sua morte está ligada à greve geral de Novembro de 1918, que teve um eco particular no concelho de Odemira, no Vale de Santiago, e que foi violentamente reprimida. Num e noutro caso, aparece como figura destacada José Júlio da Costa, o alentejano que matou Sidónio Pais, na Estação do Rossio, em Lisboa, com 25 anos de idade.

(mais…)

“O ódio que Mário Botas tinha contra a burguesia era de uma imensidão inaudita”


mariobotas

O pintor Mário Botas nasceu a 23 de Dezembro de 1952 na Nazaré. Em Lisboa, a seguir ao 25 de Abril de 1974, foi uma presença constante nos meios libertários, nomeadamente como frequentador da sede de “A Batalha”, na rua Angelina Vidal.  A poucos dias de mais um aniversário do nascimento de Mário Botas recuperamos este artigo de José Maria Carvalho Ferreira, que com ele manteve estreitas relações de amizade até à sua morte, a 29 de Setembro de 1983, em Lisboa, publicado na revista “A Ideia”, de Novembro de 2013.

(mais…)

(efeméride) Os livros anarquistas sobre a Revolução Russa sublinham a transformação da esperança em pesadelo para os trabalhadores


sailors

Marinheiros de Kronstadt

Tudo está já, provavelmente, dito sobre a revolução russa. Por isso, deixamos aqui apenas a referência a alguns dos livros mais interessantes para analisar a deriva da revolução russa e a sua transformação num regime totalitário, de capitalismo de estado, sob o comando do partido bolchevique, de raiz marxista-leninista.

*

A Revolução Russa nasceu “ da impossibilidade, para o povo, de continuar a guerra e de arrastar uma existência de fome (…) e da obstinação cega do czarismo”. (VOLIN, “A revolução desconhecida”).

No próximo mês de Março assinalam-se os 100 anos do início da revolução russa, cujo primeiro acto ficou assinalado pela queda do czar. Por estes dias há também uma efeméride – os 99 anos do levantamento popular contra o governo provisório, que juntou bolcheviques, socialistas revolucionários e anarquistas – e que tanta expectativa criou junto das classes trabalhadoras de todo o mundo, mas também que posteriormente tanta desilusão trouxe, acabando por associar as palavras socialismo e comunismo a um dos períodos de maior barbárie da humanidade.

A sociedade russa, depois da queda do czar em Março de 1917, estava preparada para a revolução, sobretudo os sectores operários das grandes cidades, bem como os soldados e marinheiros, todos agrupados em sovietes. A palavra de ordem de “Todo o poder aos sovietes” levou a que muitos anarquistas acompanhassem o partido bolchevique nestes primeiros momentos de transformação social. Mas a tomada do poder pelos bolcheviques e o controlo que o partido começou a exercer desde logo sobre os sovietes mostraram bem cedo qual o rumo que os acontecimentos estavam a tomar e que levaram ao restabelecimento autocrático do poder de Estado, agora nas mãos de Lenin e dos seus correlegionários.

Conquista do poder feita à custa de muito sangue operário e camponês e de uma imensa repressão em todos os sectores da sociedade, cuja organização, centrada única e exclusivamente no Partido Comunista e no seu comité dirigente foi, desde logo, criticada por vários sectores do próprio campo marxista, nomeadamente pela comunista alemã Rosa Luxemburgo, que no seu livro “A Revolução Russa” escreveu:

“Algumas dezenas de chefes de uma energia infatigável e de um idealismo sem limites dirigem o governo e, entre eles, quem governa de facto é uma dezena de cabeças eminentes, enquanto uma elite da classe operária é convocada de tempos em tempos para reuniões com o fim de aplaudir os discursos dos chefes e de votar por unanimidade as resoluções que lhe são apresentadas.”

E mais à frente: “O erro fundamental da teoria Lenine e Trotsky está justamente em que, tal como Kautsky, eles opõem democracia e ditadura. “Ditadura ou democracia”, assim se coloca a questão tanto para os bolcheviques como para Kautsky. Este pronuncia-se pela democracia burguesa, contrapondo-a à transformação socialista. Lenine e Trotsky, ao contrário, pronunciam-se pela ditadura de um punhado de pessoas, quer dizer, pela ditadura segundo o modelo burguês jacobino. Estes dois pólos opostos estão ambos muito distantes da verdadeira política socialista.”

A resistência anarquista à ditadura bolchevique, assente numa violenta repressão e na tentativa de tudo controlar, depressa se fez sentir levando a que muitos libertários, que tinham tentado colaborar com as autoridades soviéticas – sem terem percebido, de início, as palavras proféticas de Bakunin de que “liberdade sem socialismo é privilégio, injustiça; socialismo sem liberdade é escravidão e brutalidade” – entrassem em ruptura com os bolcheviques e assumissem movimentos insurreccionais como foram o dos camponeses, liderados por Makhno, logo em 1918 na Ucrânia e a a revolta dos marinheiros e soldados de Kronstadt, em 1921. Inúmeros livros foram publicados sobre a deriva autoritária da revolução russa, a maioria por parte de anarquistas que estiveram no terreno e viveram a repressão contra-revolucionária bolchevique.

Como se aproxima o centenário da revolução russa de Fevereiro (em Março) e as “galinhas cacarejantes” dos “amanhãs que cantam” já devem estar a planear entoar, por essa altura, loas à ditadura que os seus correlegionários de ontem e de sempre implantaram na Rússia e noutros países da sua área de influência, deixamos em baixo a indicação de algumas obras, sempre que possível em português, essenciais para compreender a natureza e a posterior deriva da revolução russa e o carácter contra-revolucionário do socialismo autoritário de raiz marxista-leninista que em vez de – como refere a letra da “Internacional” – significar a “libertação do género humano”, representou a morte, tortura e opressão de milhões de seres humanos. Em nome – pasme-se! – da liberdade, da igualdade e do socialismo.

Alguns livros digitais.

*

Alexander Berkman

capturar1

a tragédia russa (uma revisão e uma perspectiva – ou panorama)

Alexander Berkman e Emma Goldman

capturar2

Kronstadt

Emma Goldman

capturar3

Dois anos na Rússia

capturar4

Minha outra desilusão na Rússia

G. P: Maximoff

capturar6

Sindicalistas na Revolução Russa

Ida Mett

capturar7

A comuna de Kronstadt (castelhano)

Juan Ferrario

capturar8

As matanças de Anarquistas na Rússia

Rudolf Rocker

capturar9

Os sovietes traídos pelos bolcheviques

Volin

capturar10

A revolucão desconhecida (volume I) em português

Em francês

Em inglês