anarquismo

Enciclopédia Histórica do Anarquismo Espanhol disponível na internet


Miguel Iñiguez - Enciclopedia historica del Anarquismo español. Asociacion Isaac Puente [2008]

Estão disponíveis na internet os três volumes da Enciclopédia Histórica do Anarquismo Espanhol, de Miguel Iñiguez. O download pode ser feito na totalidade ou volume a volume.

aqui: https://mega.nz/#F!8NgnECDR!_-CXx4fscr3y3s4qaAPz6w

 

(Lisboa, 11.3.2017) Bloco Transfeminista Libertário na marcha ‘constroem muros, aprendemos a voar’


aqui: https://ephemerajpp.com/2017/03/11/marcha-constroem-muros-aprendemos-a-voar-lisboa-11-de-marco-de-2017/

relacionado: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2017/03/10/lisboa-bloco-transfeminista-libertario-amanha-na-marcha-que-assinala-o-dia-internacional-da-mulher/

(Almada) Uma das primeiras sessões públicas do Movimento Libertário após o 25 de Abril


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aqui: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/movimento-libertario-portugues/

Almada (21/6/1974) uma das primeiras sessões públicas do Movimento Libertário a seguir ao 25 de Abril de 1974, na Incrível Almadense (*). Na mesa do comício vêem-se Francisco Quintal, Sebastião de Almeida e Emídio Santana, entre outros. Nas primeiras filas Custódio da Costa, Artur Modesto…Video disponível no arquivo da RTP, mas sem som.

(*) Confirmação feita por Carlos Gordilho. “Depois de observar o filme da RTP posso confirmar que se trata de imagens de um comício realizado na Sociedade Incrível Almadense, por iniciativa da delegação de Almada do Movimento Libertário Português. Na mesa encontram-se da esquerda para a direita as seguintes pessoas: Dr. Gladestone da Costa; Francisco Quintal; Domingues; Sebastião de Almeida; Dr. Alexandre Achando; Correia Pires e Emidio Santana.”

(Lisboa) Bloco Transfeminista Libertário amanhã na marcha que assinala o Dia Internacional da Mulher


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Desfile entre o Largo Camões e o Intendente, sábado, dia 11, às 15h, integrando a Marcha | Constroem muros, Aprendemos a Voar!, em Lisboa.
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MANIFESTO DO BLOCO TRANSFEMINISTA LIBERTÁRIO
 

Companheirxs,
Celebramos mais um 8 de Março, mais um Dia Internacional das Mulheres. Neste 8 de Março, continuamos raivosxs e enraivecidxs, agitadxs e agitadorxs, armadxs e armantxs, resistentxs e irresistíveis, dissidentxs e decididxs, porque temos muito por que lutar, demasiado para destruir, quase tudo para transformar.

É URGENTE combatermos o esvaziamento político que o cisheteropatriarcado faz do 8 de Março, apagando o significado histórico desta data e substituindo-o por celebrações ocas que (re)produzem as normas regulatórias de género e das sexualidades sobre os nossos corpos e sobre as nossas experiências. Ao invés dos momentos festivos apolíticos que só reconfortam os nossos opressores, fomentemos a revolta, a disrupção, a tomada das ruas pela visibilização das várias intersecções que nos constituem, pela libertação de todxs – mulheres, ciganxs, queers, trans, imigrantes, refugiadxs, operárixs, precárixs, pessoas com diversidade funcional, negrxs, putas, não-monogâmicxs.

É URGENTE pormos fim à apropriação das nossas lutas por parte dos agentes-do-capital. Rejeitemos as narrativas neoliberais de “empoderamento”, aquelas que visam converter-nos em máquinas laboriosas e laboráveis, em consumidorxs e consumíveis, à mercê das empresas, das corporações, dos governos e dos bancos. Desmontemos a retórica meritocrática, aquela que oculta as desigualdades sistémicas e as relações de poder opressivas através de discursos bacocos sobre competência, sucesso e carreirismo. Vomitemos sobre a lógica da competitividade para – em seu lugar – recuperar as relações de cooperação, a solidariedade e o apoio mútuo. Cuspamos sobre o individualismo liberal e humanista – que produz patrões, presidentes, mestres e donos – para assumirmos a nossa relacionalidade, interdependência e precariedade.

É URGENTE rejeitarmos os discursos institucionais de vitimização que nos retiram agência e retratam a(s) violência(s) contra nós como actos pontuais, não-ideológicos, originados nas falhas pessoais dos agressores. Paremos de pedir aprovação àquele que detém o monopólio do exercício da(s) violência(s) – o Estado – sobre o que podemos ou não fazer com as nossas vidas, os nossos corpos, os nossos desejos. Deixemos de lutar contra as materializações interseccionadas da opressão através do reformismo, da bajulação estatista, da subserviência às elites políticas.

É URGENTE organizarmo-nos autonomamente sem a interferência daqueles que nos agrilhoam o pensamento, aglutinam as ideias e esmagam a criatividade a favor de pacotes-partidários que estão sob a alçada dos oligarcas de sempre. Fazer política não significa partidarização. A democracia representativa é uma artificialidade conveniente: enquanto estruturas hierárquicas assentes na delegação e centralização do poder, os partidos são parte do problema, não da solução. Queremos auto-gestão, não partidarização!

Companheirxs, temos quase tudo para TRANSformar. Por isso, apelamos a todxs a que – a nível individual ou enquanto colectivos autónomos – se juntem ao Bloco Transfeminista Libertário, no próximo sábado, dia 11, às 15h, na Marcha | Constroem muros, Aprendemos a Voar!, em Lisboa.

*Bloco não-misto

#transfeminismo_libertario #queer #interseccionalidade #transfeminismo_antiespecista #smash_cisheteropatriarchy #8M

COMUNICADO CEL-Lisboa: Sobre o Cancelamento do Evento da ‘Nova Portugalidade’ na FCSH-UNL


cel

Dia 7 de março iria ter lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa um evento do proto-núcleo ‘Nova Portugalidade’, grupo que exalta o colonialismo e refere-se ao 25 de Abril como “trágico equívoco”, com o convidado Jaime Nogueira Pinto, “académico e politólogo” que não esconde a sua paixão por Salazar. Este combo para um debate sobre “Populismo ou democracia: Brexit, Trump, e Le Pen”, um debate de só uma visão, e a que mais convém a estas personagens.

Infelizmente vivemos em tempos em que a irresponsabilidade e a traição da esquerda eleitoral à classe trabalhadora que supostamente representavam, criaram um mar de curiosidade sobre os discursos da direita populista que atraem aqueles que se vêem mais desprezados e sem prioridade nas agendas políticas. O português comum estranha assim o desconhecido. Um desconhecido que ganhou mais importância na esfera pública que os seus também legítimos dilemas. Mas o português já foi grande, não foi? Quando se enviava jovens para a Guerra Colonial, quando a pobreza e o analfabetismo eram gritantes, quando o direito à greve era proibido e portanto tinham de contar com a boa vontade do patrão… malditos comunas. Ou talvez não tenha sido aí, lá mais atrás, quando havia reis e escravizávamos povos para enriquecer os cofres do Império, só se esquecem que o português comum dessa época também se via bem condenado. Assim se vê o tipo de narrativa lançado pelos organizadores deste evento, e pelos mesmos da sua linha política, que pretendem dar uma impressão falsa do passado como um tempo inteiramente positivo e melhor do que os dias de hoje.

Ao mesmo tempo que pregam falsidades históricas, inventam também falsidades políticas. Logo que a sala do evento lhes foi retirada, exclamaram ser um acto de horrível censura feito pelos malvados esquerdistas da AEFCSH, que odeiam a liberdade de expressão e desejam subjugar todos à sua ideologia… Pura mentira do mais alto nível. No entanto, não há-de ser surpreendente para aqueles que já conhecem estes grupos que eles tenham de recorrer a métodos desonestos para espalhar as suas ideias. Não ocorreu qualquer acto de censura. Apenas lhes foi negada uma sala, e nem sequer foi pela Direcção da AEFCSH, mas sim por uma RGA, que, já agora, para os esquecidos, é uma reunião aberta onde qualquer estudante pode participar. Ou talvez não estejam esquecidos, tendo em conta que o hábito da participação em reuniões de massas não faz parte da tradição destes patriotas; por muito que não gostem da Hillary Clinton, preferem os jantares de elite.

Enfim, os organizadores do evento podem realizá-lo onde melhor desejarem. Apenas não lhes foi concedida uma sala PELAS E PELOS PRÓPRIOS ESTUDANTES DA FACULDADE. Tamanha a hipocrisia destes indivíduos que apelam aos “democratas” para os apoiarem, e ao mesmo tempo são incapazes de respeitar o processo democrático! Desejam agora ir contra a vontade democrática, que se expressou contra eles, e tentar fazer o seu evento contra os desejos do resto das e dos estudantes da faculdade. Assim se vê o respeito que têm pelos seus colegas, e pela democracia em geral.

Ainda para mais, apelam à denúncia do “ambiente de medo e repressão”. Eis o seu pensamento acerca da liberdade de expressão que afirmam defender: quando vai a seu favor, é uma coisa fantástica, mas quando vai contra eles, é um “ambiente de medo e repressão”. Será claro para todos que estes indivíduos não possuem quaisquer princípios. Qualquer fala de “liberdade de expressão” vinda deles não passa de mera ferramenta propagandística. Tomara que eles fossem de facto defensores daquilo que afirmam. Caso assim fosse, não teriam problemas em aceitar que houvesse pessoas contra eles.

Para melhor se vitimizarem, espalham uma suposta ameaça de violência, da qual não há qualquer prova ou confirmação da sua iminência, e que ao contrário do que algumas almas reaccionárias andam para aí a murmurar, nunca se sugeriu em RGA, da qual existe ata e gravação.

No final do seu texto, a ‘Nova Portugalidade’ admite por fim a quem as suas acusações são dirigidas. Não é à Direcção da AEFCSH, mas sim a “parte da massa estudantil da FCSH”, ou seja “a parte que discorda connosco e expressa livremente as suas opiniões contra nós”, confirmando o seu desdém pela vontade democrática das e dos seus colegas, assim como todas as acusações que lhes foram aqui feitas.

Pensamos que houve uma clara falha estratégica no bloqueio deste evento que já tinha reserva de sala, e era previsível que a tentativa de a cancelar fosse apenas atiçar estes renegados que precisam tanto de se fazer de vítimas e deitar umas lágrimas de crocodilo para atrair a comunicação social. Parece até que estava planeado. Resta-nos zelar para que tal não volte a suceder, e sensibilizar aquelas e aqueles que ainda caem nestes choradinhos.

O Núcleo Universitário do Coletivo Estudantil Libertário de Lisboa

aqui: https://www.facebook.com/colestlib/photos/a.966188940072393.1073741828.951731221518165/1458537440837538/?type=3&theater