anarquismo

Solidariedade internacionalista com o anarquista russo Piotr Riabov, preso e em greve de fome


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Capturar

Informação relacionada: Ataque policial
https://pramen.io/ru/2017/10/militsiya-atakovala-lektsiyu-petra-ryabova-v-grodno-obnovlyaetsya/
Julgamento
https://pramen.io/ru/2017/10/petra-ryabova-sudyat-v-baranovichah/
Preso pela policia
https://pramen.io/ru/2017/10/petra-ryabova-osudili-na-6-sutok/
Conferências do historiador
https://pramen.io/ru/2017/10/lektsii-petra-ryabova-v-grodno/
página do historiador
http://mpgu.su/staff/ryabov-petr-vladimirovich/

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“A Batalha” em PDF


ScreenshotA partir do lançamento do próximo nº de ‘A Batalha’ será enviada a todos os sócios do CEL (Centro de Estudos Libertários) e assinantes de ‘A Batalha’ uma cópia do jornal em PDF. Além do exemplar em papel passam também a receber uma cópia digital. Esta cópia será enviada no mesmo período da expedição física do jornal.
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Como forma de divulgação do jornal, fora do âmbito de sócios e assinantes, enviaremos, sempre com um atraso de 2 meses em relação aos assinantes e apenas 2 números ao ano, a cópia digital (PDF), aos restantes contactos da nossa mailing list. Se apreciarem a leitura apoiem ‘A Batalha’ com uma assinatura.
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Dando início, em forma de teste, ao atrás descrito, segue, ‘A Batalha´ Nº 275 (PDF), o último número (275) editado. Esperemos que seja do vosso agrado.
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Saudações libertárias,
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CEL (Centro de Estudos Libertários) / Jornal ‘A Batalha

(Lisboa) Feira Anarquista do Livro este fim-de-semana


livro

DIA 7 DE OUTUBRO (SÁBADO) NA PRACETA ANTÓNIO SARDINHA / DISGRAÇA

Praceta António Sardinha

A partir das 11h! Bancas de editoras e distribuidoras

Às 13h30 : Piquenique na praceta – traz a tua merenda!

Às 14h30 : Conversa sobre a luta contra a maxi-prisão em Bruxelas e consequente repressão (com a presença de um companheiro belga)

Às 16h30 : Apresentação do livro “Colapso: Capitalismo Terminal, Transición Ecosocial, Ecofascismo” (pelo autor Carlos Taibo)

Às 18h30 : Apresentação da editora Eleuthera.
Com mais de 30 anos a editar literatura anarquista, este colectivo de editorxs italianxs vem a Lisboa falar sobre a sua história e destacar algumas das edições recentes, como “Voltairine de Cleyre – Un’anarchica Americana” e “Pirati e sodomia”. Apresentarão também o Centro de Estudos Libertários/Arquivo G. Pinelli, do qual fazem parte.

Disgraça

Às 12h : Workshop sobre saúde anti-autoritária e como fazer uma utilíssima caixa de primeiros socorros (pelo Grupo de Saúde Anti-autoritária)

Às 18h30 : Projecção do filme
“Maciste Contre le Capital”
“Maciste Contre le Capital” é um détournement (desvio) político de um filme da série “Maciste”, ao melhor estilo de René Vienet, autor situacionista que em 1973 realizou aquele que é considerado o primeiro filme do género “La dialectique peut-elle casser des briques?”.

Às 20h : Jantar vegano

Às 21h : Concertos
dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS – colectivo de terapeutas do ruído
Desflorestação – post industrial grindcore / cybergrind grand raout

Às 23h : Dj set >Rata Dentata<
///Variedades anti-Sistema. Putação musical. Descanonização. Armação. Beat’n’Clit. Hard-Whore. Soft-Pot. Junk. Desclássica. Letal. Pazz. Transgressive. Saphoric. Transditional. Fock. Laundry. ///

DIA 8 DE OUTUBRO (DOMINGO) NA PRACETA ANTÓNIO SARDINHA / DISGRAÇA

Praceta António Sardinha

A partir das 11h! Bancas de editoras e distribuidoras

Às 12h : Conversa-workshop sobre resistência(s) no quotidiano, com a participação de Pedro Bravo, autor do Manual de Resistência.

Às 13h30 : Piquenique na praceta – traz a tua merenda!

Às 14h30 : Apresentação da editora Barricada de Livros com duas edições “Preferi Roubar a ser Roubado” e “Os Cangaceiros” (pelo colectivo editorial)

Às 16h30 : Apresentação dos livros “Quico Sabaté y la Guerrilla Anarquista” e “Oriol Solé Sugranyes – 40 años después” (pelo autor Ricard Vargas)

Às 18h30 : Debate “Transfeminismo anti-cistema” (pelo colectivo Rata Dentata)
Este debate propõe uma reflexão crítica sobre o transfeminismo – numa conciliação apimentada entre a teoria e a praxis – tendo por base uma perspectiva anti-autoritária. Abordaremos o movimento queer e as influências deste para a emergência do transfeminismo enquanto movimento político. Através de uma breve análise cronológica, percorreremos os seus lugares teóricos e os seus campos de acção política. A partir da experiência directa de uma companheira, faremos uma incursão pelo movimento transfeminista autónomo de Barcelona.

Disgraça

Às 16h30 : Debate “Especismo e lutas anti-autoritárias” (pelo colectivo Rata Dentata)
Este debate propõe uma reflexão sobre o especismo a partir de uma perspectiva anti-autoritária. Abordaremos o anti-especismo – como teoria e praxis – e as suas articulações com as lutas anti-capitalistas, indo além da análise das micro-políticas (e.g., veganismo). Faremos uma incursão pelas críticas (trans)feministas ao especismo, focalizando naquela que corresponde à sua principal dimensão: a exploração dos corpos dxs animais não-humanxs para consumo. Através da apresentação de um conjunto de exemplos, discutiremos os principais pontos de intersecção entre a libertação animal e os movimentos anti-autoritários.

Às 18h30 : Projecção do documentário
“Maquis a Catalunya 1939-1963”
“Maquis a Catalunya 1939-1963” aborda a história do movimento de guerrilha anti-franquista na Catalunha desde o fim da guerra civil até à morte das suas figuras mais relevantes e desaparecimento do movimento nos anos 60.

Às 20h : Jantar vegano

Às 21h : Debate sobre violência policial e racismo
Num território há muito fustigado por uma violência policial racializada, rotineira, silenciada e comprometida com processos mais amplos de opressão e domínio de Estado, propomos uma conversa a partir da apresentação de uma cronologia dos diversos casos de violência policial racista que estas latitudes conheceram nas últimas décadas.

Durante o fim-de-semana, na Praceta António Sardinha:

Exposição

“Resistências Des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias”
Esta exposição pretende visibilizar as histórias das mulheres que, em diferentes geografias e a partir de múltiplos lugares de enunciação, se afirmaram como precursoras dos movimentos anarquista e autónomo entre os finais do séc.XIX e os meados do séc.XX. Partindo da necessidade de recuperação da memória histórica (anarco-feminista), inclui notas biográficas, ilustrações, referências a acontecimentos políticos, a menção de publicações, entre outros. Trata-se de um projecto itinerante, baseado nos valores do DIY, de elaboração inacabada.

Mercadinho de troca de roupa

O Mercadinho é uma acção informal de troca directa de bens de vestuário. Um mercado de trocas surge como um espaço de pluralidade de participantes e bens promovendo a troca de roupa e fortalecendo relações comunitárias em torno de um diálogo aberto sobre as roupas e as suas histórias, lançando um novo olhar para o seu ciclo de vida.
Traz artigos de roupa, acessórios ou calçado que normalmente se poderia trocar com amigos, vender ou doar, e troca-os por outros disponíveis.
O número de trocas aconselhado corresponde ao número de peças depositadas.

(referendo) CGT apresenta pré-aviso de greve geral na Catalunha entre os dias 3 e 9 de Outubro


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O sindicato anarco-sindicalista CGT (Confederação Geral do Trabalho, terceiro maior sindicato de âmbito estatal em Espanha) apresentou hoje o pré-aviso de greve geral na Catalunha em resposta às buscas e às detenções praticadas pelas forças policiais do Estado espanhol na Catalunha relacionadas com o referendo sobre a independência do dia 1 de Outubro. A greve está convocada para sete dias entre 3 e 9 de Outubro.

O pré-aviso, apresentado no Departamento do Trabalho e nas patronais, exige o “fim de todas as práticas que suponham uma violação dos direitos (cívicos e políticos) fundamentais”. Por outro lado, inclui entre os motivos para a convocatória a exigência de que terminem “todas as práticas que não permitam garantir nos locais de trabalho quer a integridade física nas deslocações, quer uma adequada política de segurança e higiene”.

http://www.elperiodico.com/es/economia/20170921/huelga-general-catalunya-referendum-6301311

http://cgt.org.es/noticias-cgt/comunicados/la-cgt-ante-la-represion-desatada-por-el-estado-en-catalunya

A CNT face ao referendo da Catalunha de 1 de Outubro


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A CNT face ao 1-O: frente à repressão, defender os direitos e as liberdades

Ante a escalada repressiva que estamos a sofrer depois da convocatória do referendo de autodeterminação na Catalunha do próximo 1 de Outubro, a Confederação Nacional do Trabalho não quer, nem pode, permanecer calada:

  • A CNT sempre se mostrou favorável ao direito à autodeterminação dos povos nos seus acordos tomados em Congresso. Não encontramos razões para repensar a nossa posição no caso do referendo catalão.
  • Os cidadãos da Catalunha devem poder expressar-se em liberdade. O direito a decidir sobre todos os aspectos que afectam as nossas vidas é o pilar de base para a construção de uma sociedade livre e igualitária.
  • A Constituição imposta pelo regime de 78 não pode servir como desculpa para negar a palavra à sociedade ou para quando as reivindicações sociais não agradam aos partidos no poder. A legitimidade, mais do que questionável de uma Constituição imposta em condições de excepção democrática, não é exigida da mesma maneira quando estes mesmos partidos acabam com a saúde universal, destroçam a educação pública, fazem crescer a desigualdade social com as suas políticas neoliberais ou limitam as nossas liberdades fundamentais.
  • A sociedade deve avançar no respeito pelos direitos e liberdades sem ter receio de que a sua luta possa infringir leis injustas. Pelo contrário, historicamente, a desobediência tem sido motor de progresso ao pôr em questão estruturas de poder aparentemente inamoviveis.
  • Por isso, a CNT denunciará e combaterá todos os movimentos repressivos do Estado que tentem coagir ou impedir que o povo, neste caso o catalão, expresse a sua vontade em completa liberdade.

 

#SensePor #SinMiedo

Secretariado Permanente da Confederação Nacional do Trabalho (CNT)

Bilbao a 20/09/2017

aqui: http://www.cnt.es/noticias/cnt-ante-el-1-o-frente-la-represi%C3%B3n-defender-los-derechos-y-libertades

Moção do 75º Congresso da Federação Anarquista (francófona) reunida em Laon e Merlieux nos dias 3, 4 e 5 de Junho


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A Federação Anarquista esteve reunida no seu 75º Congresso, nos dias 3, 4 e 5 de Junho de 2017 em Laon e Merlieux (Aisne) para abordar a situação mundial e actualizar o seu projecto anarquista.

O capitalismo globalizado e os seus apoios estatistas e religiosos acentuam as pressões sobre a humanidade e o ambiente de forma a garantirem, através de modos de regulação e de produção cada vez mais brutais, o triunfo da lógica do lucro.

A tese da crise permanente do capitalismo que justifica as políticas de austeridade e de regressão social serve para camuflar a realidade: os ricos são cada vez mais ricos enquanto os pobres são cada vez mais numerosos e sobrevivem na miséria. Nisto, o capitalismo cumpre perfeitamente o seu papel.

A arrogância dos capitalistas encorajada por uma verdadeira colonização dos espíritos põe hoje em causa o pacto saído da segunda guerra mundial que instituiu a protecção social e o sistema de reformas pela repartição e pela redistribuição limitada das riquezas, a fim de afastar o espectro revolucionário e fazer crescer uma nova classe dita média e a sociedade industrial e de consumo massificadas.

O sistema capitalista procura sem cessar novas fontes de lucro incarnadas hoje pelo capitalismo verde, a digitalização e a robotização da economia e mesmo o fim do salariato ao individualizar a relação entre o trabalhador e o patrão pela uberização e pelo empreendedorismo.

O capitalismo pauperiza a classe média, cujo primeira utilidade era neutralizar o perigo revolucionário, o que torna a luta de classes mais clara e mais directa.

Em contrapartida, o aparelho repressivo do Estado e o poder das religiões sobre as consciências reforçam-se para imporem o medo e a resignação. O estado de emergência que era uma excepção tona-se a norma, a presença militar nas ruas, a vigilância generalizada e as restrições às liberdades públicas banalizam-se, a polícia militariza-se e radicaliza-se, torna-se facciosa e multiplica as violências e as provocações.

As eleições presidências passadas e as legislativas que aí vêm demonstram uma progressão das tendências soberanista e populista e, ao mesmo tempo, uma vontade evidente de eliminar a consciência de classe ao querer-se suprimir a clivagem esquerda-direita como sublinharam os dois finalistas da última corrida ao Eliseu. O poder colocou no cargo o candidato que era melhor para defender os interesses do patronato e da finança. A sua missão é um programa de demolição social na mesma linha dos presidentes e governos precedentes em marcha pelo desfazer do Código do Trabalho, uma fiscalidade anti-social, a supressão dos regimes especiais e o pôr em prática um sistema de reforma por pontos…

A Frente Nacional ultrapassa os 10 milhões de votos jogando com o medo do outro e erigindo em defensora de fachada dos ganhos sociais. No entanto, o Capital já não tem necessidade da FN para atingir os seus fins: o MEDEF apelou ao voto em Macron.

O projecto de Mélenchon é um impasse. O modelo do líder carismático, novo salvador supremo, messias dos tempos modernos, incarnação do “povo” desviou a questão social do terreno da luta de classes para o da luta pelos lugares. A impostura dos partidos Syriza e Podemos na Europa ou os regimes de Chavez e Maduro na Venezuela testemunham a sua submissão aos diktats capitalistas: o Poder continua maldito.

Se os anarquistas estão voluntariamente ausentes das urnas e do espectáculo mediático, continuam presentes e activos nas lutas e nas alternativas. O nosso anti-eleitoralismo está em linha com a rejeição crescente da classe política e com o interesse, também crescente, pelos mandatos imperativos, a rotação e a revogabilidade dos mandatos e o federalismo libertário.

O papel dos revolucionários é o de desenharem as perspectivas que permitam credibilizar e encarar a transformação social. Nisso o movimento anarquista não capitulou e resta fiel ao seu projecto revolucionário: o socialismo libertário sem fronteiras.

Para isso, a difusão das nossas ideias e das nossas práticas deve ser o nosso objectivo essencial, aprendendo com as diversas lutas e fazendo o que for necessário para questionarmos e reactualizarmos as nossas propostas e as nossas práticas.

Os tempos mais próximos necessitam a mobilização de todas as forças ligadas à emancipação. A Federação Anarquista reunida no seu 75º Congresso tomará o lugar que é o seu neste combate e apela aos indivíduos e aos grupos que partilham o nosso projecto comum para se lhe juntarem e a reforçarem.

Tradução: Portal Anarquista

aqui: https://www.federation-anarchiste.org/

Declaração do Congresso de Fundação da Resistência Estudantil Luta e Liberdade


 

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(O Coletivo Estudantil Libertário passou por um processo de reestruturação que culminou na Fundação da Resistência Estudantil Luta e Liberdade. Vimos assim, por este meio, pedir a divulgação da nossa declaração)

Várias e vários estudantes do ensino secundário e universitário português deram início em Julho de 2017 ao processo de fundação da organização de tendência Resistência Estudantil Luta e Liberdade.

Com tendência referimo-nos a uma organização que atue no movimento estudantil, fortalecendo-o e não substituindo-o. Acreditamos na necessidade de um movimento estudantil bem organizado e autónomo em relação ao Estado, aos partidos políticos e entidades burocráticas, organizado de baixo para cima, de maneira a que cada luta que travamos reflita as nossas necessidades enquanto estudantes, e não os interesses de um punhado de oportunistas.

Sabemos que o movimento estudantil em Portugal tem sofrido diversas derrotas e retrocessos, com a precarização e consequente mercantilização do ensino público. Identificamos cada vez mais a elitização e exclusão através das propinas e do avanço da privatização da universidade pública com a recente introdução do regime fundacional, com baixa resistência por parte da comunidade escolar. A burocratização bem como o aparelhamento do movimento por partidos políticos demonstraram-se verdadeiras fábricas de derrotas que necessitam de ser superadas para que tenhamos conquistas reais.

O nosso acordo é definido a partir da nossa atuação e perspectiva, e não de uma ideologia específica, como o anarquismo ou o marxismo. Fechamos assim uma fase de organização, o Coletivo Estudantil Libertário de Lisboa, para avançar na missão de construir um movimento estudantil forte, classista, autónomo e combativo.

Convidamos todas e todos os estudantes do movimento estudantil em Portugal interessados nesta nova etapa a juntarem-se a nós na construção de um movimento estudantil realmente das e dos estudantes, que ouse lutar e ouse vencer.

ARRIBA LAS QUE LUCHAN!
LUTAR! CRIAR! PODER POPULAR!
DEFENDER O PÚBLICO, CONSTRUIR O COMUM!

aqui: https://www.facebook.com/RELutaLiberdade/photos/a.966188940072393.1073741828.951731221518165/1656203967737550/?type=3&theater