Che Guevara: a verdade por detrás da lenda, por Larry Gambone


statue_of_che_guevara_santa_clara_cuba_photo_gov

São Che

a verdade por detrás
da lenda do guerrilheiro heróico,
Ernesto Che Guevara

 

Larry Gambone

 

1997

Tradução da versão inglesa de
Red Lion Press, Montreal, 1997

_______________

Índice:

O jovem Che ou “Don’t cry for me, Argentina”.

As raízes fascistas da concepção do mundo do Che.

O Che stalinista.

O Che executor.

O Che burocrata.

A tragédia de Che Guevara.

O Che morreu pelos nossos pecados.

Notas

Anexo: Os anarco-sindicalistas cubanos nos anos 1950.

Outras Leituras

Nota do Tradutor

________________________

(mais…)

Anúncios

Partidos políticos e anarquismo: o que separa os libertários das tendências autoritárias


Capturar

aqui

A questão do partido, da necessidade ou não de um partido político que aglutine a classe trabalhadora e crie as condições para a revolução social, sempre foi um tema central para os leninistas, sobretudo depois do “Que Fazer?” de Lenin, onde este postulou os principios do partido revolucionário, constituído essencialmente por revolucionários profissionais e assumindo-se como a vanguarda revolucionária.

Milhares de jovens em todo o mundo, e também em Portugal, partilharam desta ilusão, ou seja, da ideia de que era preciso uma “vanguarda” para organizar e dirigir os trabalhadores na luta emancipadora, logo que a construção de um “partido revolucionário” era essencial.

O destino trágico dos países do socialismo real, em que uma minoria tomou o poder em nome do povo, praticando toda a espécie de abusos de poder e instalando o capitalismo de estado sobre a generalidade dos trabalhadores, leva a equacionar hoje de novo as propostas anarquistas de organização, ainda que o movimento libertário não tenha ficado imune a este debate entre partido político e auto-organização dos trabalhadores.

Este livro é um contributo fundamental para este debate e para uma percepção mais nítida de qual o posicionamento da maior parte dos anarquistas sobre a questão da organização.

(em PDF) Pensamento e práticas insurgentes


Capturar

“A ciência exige a insurreição do pensamento”

Pierre-Joseph Prouhon

Este livro é resultado de diversas contribuições feitas no primeiro seminário “Anarquismo: pensamento e práticas insurgentes”, realizado na cidade do Rio Janeiro em 2015[1], bem como de trabalhos de pesquisa do Núcleo de Estudos do Poder.

O seminário discutiu a crise contemporânea do Estado, do capitalismo e as insurgências e resistências anticapitalistas. O objetivo do seminário foi desenvolver uma reflexão crítica sobre as condições objetivas e subjetivas desse processo de crise e insurgência, indicando como saberes e práticas de resistência podem ajudar a descolonizar epistemologicamente as ciências sociais e liberar as vozes subalternas (e sua crítica prático-teórica do capitalismo e dos diferentes tipos de socialismo de Estado). As vozes e práticas que questionam a representação, a organização e a burocratização típicas da sociedade (pós) moderna-industrial (nas suas variantes estatista, neoliberal e socialista de Estado) não foram compreendidas adequadamente, seja a partir da ótica marxista ou liberal (na sua vertente weberiana, durkheimiana, funcionalista e etc.), e é preciso um mergulho na análise de situações concretas, da história em movimento, para alcançarmos uma visão satisfatória.

O seminário pensou as insurgências contemporâneas, bem como a contribuição da teoria anarquista clássica na interpretação e crítica da atual crise do capitalismo, do Estado e dos movimentos sociais. Determinante para isso foi a conjuntura brasileira pós-junho de 2013, que possibilitou a reflexão sobre as revoltas populares no mundo e sobre alternativas antissistêmicas. O presente livro está imerso nas questões e determinações, objetivas e subjetivas, dessa conjuntura, o que fica expresso nas diferentes contribuições aqui reunidas, que dialogam entre si ao refletirem sobre o problema das insurreições, das autonomias e do lugar no anarquismo nesses processos.

[1] O seminário foi realizado nos dias 30 de junho, 1, 2 de julho de 2015 na UERJ, organizado pelo Núcleo de Estudos do Poder/NEP-UFRRJ (grupo de pesquisa registrado no CNPq) com apoio: FAPERJ, por meio do edital Apq2/2014; do Departamento de Sociologia do Colégio Pedro II; do Departamento de Sociologia do CEFET; do OTAL-UFRJ. Registramos nosso agradecimento especialmente ao professor Luiz Felipe Bon, do Colégio Pedro II, pelo apoio na organização do evento. O seminário faz parte de uma linha de pesquisa do NEP intitulada “Anarquismo, Pensamento e Práticas Insurgentes”.

Descarregue aqui o livro Pensamento e Práticas Insurgentes.

aqui: https://nepcpda.wordpress.com/2016/08/24/publicado-o-livro-pensamento-e-praticas-insurgentes/

(sugestão de asb)

ANARQUISMO E MARXISMO, por René Berthier


marx-bakunin

O texto que se segue foi redigido a pedido dos companheiros do Grupo Pierre Besnard no final dos anos 90 no âmbito de uma sessão de formação interna.

*

René Berthier

     O colapso do bloco soviético parece suscitar nalguns camaradas receios quanto a uma eventual recuperação de ideias próprias ao movimento anarquista pelos sobreviventes do marxismo, desejosos de restaurarem uma virgindade.

     É um receio justificado, e essa recuperação não é um fenómeno novo, uma vez que começou ainda em vida do próprio Marx, tendo já sido denunciada por Bakunine.

     Penso que a primeira medida a adoptar para contrariar essas recuperações seria exprimir as nossas próprias posições de forma clara e pública. Ora, estamos muito longe disso. Imaginar-se-á por exemplo que o marxismo teria podido existir se as obras de Marx, Engels e Lenine nunca tivessem sido publicadas e comentadas em edições de preço acessível a toda a gente? Ora, o que se passa com as ideias anarquistas? Os livros de Bakunine, de Proudhon e de Kropotkine são pràticamente impossíveis de encontrar e, que eu conheça, não existe nenhum comentário desses autores digno desse nome estritamente anarquista. Somos portanto os primeiros responsáveis pela recuperação das nossas ideias pelos nossos adversários políticos.

(mais…)

(Desde o Brasil) ENTREVISTAS COM ANARQUISTAS E COLETES AMARELOS EM FRANÇA


yellow_vests_2-880x563

Do Brasil

DE OLHO NA REVOLTA SOCIAL DO OUTRO LADO DO OCEANO:
COLETES AMARELOS: GUERRA CIVIL OU GUERRA SOCIAL?

Introdução

Desde novembro do ano passado, a França toda está sacudida pelo maior movimento social vivido no país desde 1968. Estamos frente a um movimento heterogêneo e anárquico por essência já que nenhuma representação oficial do movimento é aceita por parte do corpo do movimento. O que está acontecendo na França? Que posição tomam xs anarquistas? Podemos falar de Insurreição? De Revolução Social?

Intrigadxs, alguns anarquistas realizaram um par de entrevistas com companheirxs que moram na França e que de alguma ou outra maneira, decidiram se envolver com o movimento. Uma parte dessas entrevistas foi já publicada no número 3 da revista anarquista “Crônica Subversiva” de Porto Alegre. Entretanto como o debate nos parece urgente enviamos uma parte das entrevistas pela internet.

A nossa intenção ao realizar essas entrevistas é antes de tudo entender quais são as posições dxs anarquistas em relação ao movimento, quais são suas formas de ação e como elas se comunicam com o movimento social. Para isso, buscamos provocar o debate trazendo aqui diferentes posicionamentos em relação à ação anarquista nos movimentos sociais, tudo isso no intuito de nos provocar, desde o lugar onde estamos para (re)pensar nossos meios e métodos de ação.

Das 4 respostas recebidas até agora, encontramos companheiros que se identificam como “Indivíduos Anarquistas que moram em Paris” que chamamos aqui de “IA”, outro companheiro “T” que chamou-se de: “um anarquista de uns 40 anos, desempregado de longa data que mora na periferia de Paris.” Mais um companheiro anarquista da região
metropolitana chamado aqui de “A” e por fim, umas/uns companheirxs anarquistas de Toulouse que chamaremos aqui de “AT”.

(mais…)

Texto e audio da intervenção inicial de Carlos Taibo na apresentação da tradução portuguesa do seu livro “Colapso”, em Montemor-o-Novo


O colapso terminal do capitalismo e o anarquismo como fermento da sociedade do futuro

Carlos Taibo (*) 

O debate sobre o Colapso, desde o meu ponto de vista, não tem nenhuma presença nos media e também não tem presença no discurso dos nossos dirigentes políticos, nem sequer naqueles, teoricamente, mais abertos e alternativos. Esse debate, porém, está presente na literatura e no cinema, mas na minha opinião, essa presença tem mais a ver com um código de ócio e de lazer do que com a vontade de articular, a esse respeito, um discurso genuinamente crítico.

Antes do mais, devo deixar claro que não estou em condições de afirmar, sem margem para dúvidas, que se vai produzir um colapso geral do sistema que padecemos. O meu argumento é mais prudente. Afirma, sem mais, que esse colapso é provável. Ou, se tiver que pôr mais ênfase, direi que é muito provável. Parece-me decisivo lembrar que muitos prognósticos, que antecipavam o aparecimento de manifestações negativas e as vinculavam ao ano 2100, começam a antecipar no tempo essas manifestações. Fala-se agora de 2060, de 2040 ou de 2020, ou seja, praticamente no virar da esquina.

(mais…)