Comité de Resistência: a experiência de quatro meses do pelotão antiautoritário na Ucrânia


A criação do Pelotão Antiautoritário, que integra as Forças de Defesa Territorial da Ucrânia na resistência à invasão russa, tem sido fortemente polémica no meio anarquista mundial desde o início desta guerra. Muitos não entendem este posicionamento dos anarquistas ucranianos (mas também de alguns russos e bielorussos que o integram), outros estão solidários com a resistência libertária e lembram que, apesar da sua especificidade, este não é caso único. Muitos anarquistas, por toda a Europa, lutaram contra  a invasão nazi dos seus países e lembram que inúmeros anarquistas, vencidos em Espanha, integraram a resistência em França e recordam que eram anarquistas, embora integrando forças aliadas, os que entraram em Paris no dia da libertação do jugo nazi.

Polémicas à parte, um membro do Pelotão Antiautoritário decidiu refletir sobre o trajeto desta unidade. Este texto, embora publicado pela primeira vez apenas em Setembro, foi escrito em Julho passado e analisa os primeiros quatro meses de existência do Pelotão. É uma análise séria, embora polémica, no momento em que a unidade estará já na linha da frente, depois de vários meses na retaguarda.

Comité de Resistência: a experiência de quatro meses do pelotão antiautoritário na Ucrânia

Um membro do pelotão antiautoritário na Ucrânia reflete criticamente sobre a atividade do pelotão, a sua relação com as forças armadas tradicionais e o significado político mais amplo da experiência.

(Este artigo foi escrito na primeira parte do mês de julho. Neste momento o pelotão antiautoritário progrediu. Foi transferido para uma nova unidade, onde voltará aos exercícios e a novos recrutamentos e, após a preparação necessária, foi prometido que será deslocado para zonas de combate. Este é o momento para algumas reflexões no fim da primeira fase da existência do pelotão – no quadro da defesa territorial do oblast de Kiev.)

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Entrevista: Anarquistas iranianos falam sobre os protestos em resposta ao assassinato pela polícia de Mahsa Amini


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INTRODUÇÃO

A 13 de setembro de 2022, Mahsa Amini, de 22 anos, foi presa por uma “patrulha de orientação” iraniana (também conhecida como “polícia da moralidade”). Mahsa foi presa em Teerão por não respeitar as leis relacionadas com o vestuário. Três dias depois, a 16 de setembro, a polícia informou a família de Mahsa de que ela “tivera uma paragem cardíaca” e tinha entrado em coma dois dias antes de morrer.

Relatos de testemunhas oculares, incluindo o do seu próprio irmão, mostram de forma clara que ela foi brutalmente espancada durante a prisão. Exames médicos divulgados indicam que ela sofreu uma hemorragia cerebral e um acidente vascular cerebral  – lesões causadas por uma pancada que levaram à sua morte.

Manifestantes em Istambul, Turquia, seguram uma imagem de Mahsa Amini.

Desde que esta informação se tornou pública, protestos em massa eclodiram em todo o Irão para denunciar o assassinato de Mahsa pela polícia.

Para entender melhor essa situação em rápida mudança, realizamos uma breve entrevista com a Federação Anarquista ERA, uma organização com secções no Irão e no Afeganistão.

Esta entrevista foi realizada entre os dias 20/09/22 e 23/09/22.

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(Lisboa) Conversa com Antti Rautiainen: «Os anarquistas na Rússia e a Guerra na Ucrânia». Dia 2 de Julho, sábado, na Disgraça, às 18,30 horas.


Antti Rautiainen, nasceu e vive na Finlândia, onde é Professor associado (Tenure track) na Jyväskylä University School of Business and Economics (JSBE) e colaborador de várias publicações anarquistas. Utiliza o twitter com assiduidade para veicular as suas posições anti-autoritárias e de solidariedade com a luta dos povos do leste da Europa: https://twitter.com/arautiainen

O Portal Anarquista publicou há algumas semanas um artigo seu sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia e a posição dos anarquistas sobre o imperialismo, intitulado EQUÍVOCOS SOBRE O IMPERIALISMO E TRAUMAS COLETIVOS ANARQUISTAS: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2022/05/27/equivocos-sobre-o-imperialismo-e-traumas-coletivos-anarquistas/

Comunicado da CNT espanhola a convocar para a manifestação anti-NATO em Madrid este domingo: “As vossas guerras, a nossa morte, a nossa miséria”


E então aconteceu: de um dia para o outro, o militarismo da NATO e o neo-stalinismo capitalista de Putin fizeram-nos voltar ao pesadelo da Guerra Fria que ingenuamente acreditávamos ter sido ultrapassado.

Mísseis intercontinentais, Terceira Guerra Mundial, Guerra Nuclear, destruição da raça humana…, ouvimos novamente palavras terríveis para nosso espanto enquanto políticos irresponsáveis ​​aplaudiam a escalada da morte ao mesmo tempo que, sem dúvida, verificavam os sistemas de ventilação dos seus bunkers antinucleares.

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Soldado britânico capturado em Mariupol e condenado à morte na “República Popular de Donetsk” lutou na Síria por um Curdistão livre e independente


Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é photo_2022-06-12_20-23-17.jpg
Aidan Aslin, e outros membros do YPG, no Curdistão sírio,

Recentemente na zona ocupada pelos separatistas russos da chamada República Popular de Donetsk foram condenados à morte 3 militares do Exército Ucraniano capturados em Mariupol. Um dos condenados é de nacionalidade marroquina e os outros dois, de nacionalidade britânica. Um destes, Aidan Aslin, tinha anteriormente lutado ao lados dos Curdos contra o Estado Islâmico, na Síria, releva o site anarquista, em língua russa, avtonom.org/.

Sob o título “nazis matam anti-fascistas” este site informa que “no dia 9 de Junho, o chamado tribunal da República Popular de Donetsk (RPD) condenou à morte três cidadãos estrangeiros que são soldados a tempo integral das Forças Armadas Ucranianas (FAU). Eles lutaram contra a agressão russa e foram feitos prisioneiros durante as batalhas por Mariupol. São Saadoun Brahim, cidadão marroquino, Sean Pinner e Aidan Aslin, cidadãos britânicos. Foram acusados de “mercenarismo, tentativa de tomada violenta do poder e de receber treino para levar a cabo actividades terroristas”.”

Segundo o avtonom.org/ “haveria muito a dizer sobre a insanidade deste julgamento, mesmo do ponto de vista da lei burguesa: como pode um dos lados julgar os soldados do lado oposto pelo simples facto de terem participado numa guerra do lado do inimigo? Também se pode dizer que na RPD, a Rússia (que controla a RPD um pouco mais do que na totalidade) está simplesmente a testar o regresso da pena de morte. Na própria Rússia ainda existe uma moratória, mas, como Vlad Barabanov escreveu no seu Canal de Telegram, depois da Federação Russa deixar o Conselho da Europa não há nada que impeça (esta moratória) de ser removida. Se, claro, tudo correr bem no Donbass.”

“Mas, neste caso, isso nem sequer é o mais importante: antes de se mudarem para a Ucrânia, Aidan Aslin e Sean Pinner (1) participaram activamente na guerra contra o Estado islâmico na Síria ao lado das Unidades de Protecção do Povo Curdo (YPG)” – E acrescenta o site. “É simbólico. Lutaram contra o obscurantismo invasor dos fanáticos do Estado Islâmico – lutaram ao lado dos curdos que estão a construir uma sociedade de solidariedade e igualdade, essa sim, uma verdadeira república popular. Podem ser criticados, que o seu modelo não é cem por cento anarquista, mas mesmo assim Rojava e outras áreas do Curdistão sírio são comunidades com um grau de transformações mais próximas desse ideal do que qualquer Estado-nação. E agora são estas pessoas que combatem o avanço do imperialismo russo na Ucrânia. Contra todo o inferno que acompanha o chamado mundo russo: violência, autoritarismo, ignorância militante, patriarcado, isolacionismo. “

Para os anarquistas russos “o que aqui é simbólico é que a falsa “república do povo” (de Donetsk) está agora a tentar matar aqueles que lutaram pela verdadeira república do povo. As mentiras estão a exigir a execução da verdade, as autoridades fantoches fascistas estão a condenar anti-fascistas para os executarem. Não estamos, evidentemente, familiarizados com as opiniões políticas de Saadoun, Pinner e Aiden (embora muita gente de esquerda e anarquistas tenham lutado e estejam a lutar do lado curdo). Mas, na realidade, o combate que travaram insere-se na luta anti-fascista. O verdadeiro fascista nesta guerra é apenas um – e esse é o governo de Putin que ocupa o Kremlin”.

(1) Pelo que se sabe, até ao momento, confirmada, apenas está presença de Aidan Aslin no Curdistão, ao lado dos combatentes do YPG. Tentámos obter confirmação também da presença de Sean Pinner, no Curdistão, como é referido pelos companheiros russos, mas não encontrámos essa referência em mais nenhum sítio. (nota do Portal Anarquista)

Anarquistas do grupo ucraniano “Bandeira Negra”:  “A esquerda consciente tem que apoiar a luta da Ucrânia contra o regime fascista russo”


Elementos da Unidade de  Defesa Territorial Ucraniana Bandeira Negra , conhecidos há cerca de 5 anos pelo seu envolvimento nos conflitos sociais, nas lutas de rua contra nazis, na proteção de espaços públicos em Lviv e no desenvolvimento da economia cooperativa horizontal, publicaram o texto seguinte em 30 de maio no seu canal do telegram :

“Recentemente, os deputados da Assembleia Legislativa da região de Primorsky do Partido Comunista da Federação Russa criticaram a chamada “operação especial”, pedindo o seu fim, dizendo que “haverá mais órfãos e que os jovens que poderiam no futuro ajudar  seu país vão ficar incapacitados”. Foram essas teses expressas por Leonid Vasyukevich, e que foram subscritas pelos seus camaradas de partido. Claro que ele foi imediatamente silenciado e o seu microfone desligado, mas conseguiu ler o apelo dos seus camaradas na íntegra.

Embora seja positivo que até mesmo o partido burguês neo-stalinista esteja a começar a protestar contra a guerra na Ucrânia, acreditamos que são passos bastante tímidos. O despertar da droga patriótica nestes esquerdistas surge depois de milhares de mortes (e eles deviam ter evitado essas mortes) e a inércia ideológica ainda os impede de olhar a guerra com realismo. Obviamente que, mesmo uma estrutura tão rígida, não pode ditar unilateralmente a agenda aos seus subordinados – e provavelmente veremos, em breve, algum movimento neste sentido em todos os níveis das bases do PCFR.

Hoje, qualquer esquerda consciente deve apoiar a Ucrânia na sua luta contra o regime fascista russo. Logicamente que os anarquistas não têm ilusões sobre o estado ucraniano, o seu percurso neoliberal, o  seu caráter periférico e tudo o que disso deriva. No entanto, querer que a Ucrânia perca a guerra, devido à sua suposta submissão aos interesses do imperialismo ocidental, significa, antes de tudo, aceitar a sua submissão [da Ucrânia] ao imperialismo russo, o que implicaria a destruição da sua cultura, da sua língua e, acima de tudo, a derrota dos seus trabalhadores.

Hoje qualquer organização de esquerda na Rússia deve ficar ao lado dos ucranianos. Uma posição ativa contra a guerra na Rússia, a sabotagem do carnaval fascista nas escolas e universidades, até mesmo a destruição dos carris dos comboios ou o incêndio de esquadras da polícia militar, são os testes decisivos que distinguem a verdadeira esquerda russa do chauvinismo imperial (que não pode ser considerado de esquerda) que sadicamente saboreia os avanços da guerra de ocupação contra um povo supostamente “irmão”.

Os esquerdistas russos e ucranianos não têm nada mais a fazer senão conjugarem esforços para derrubar os ditadores, a burguesia fascista e os inimigos dos trabalhadores.

Até a vitória”.

Aqui: https://telegra.ph/Povstante-05-30

E aqui: http://alasbarricadas.org/noticias/node/48521

O PAPEL DA NATO NA ARQUITETURA DO CAPITALISMO GLOBAL


Coincidindo com a cimeira da NATO na capital espanhola, no domingo, 26 de Junho, em Madrid, realiza-se uma manifestação multisectorial, de âmbito global, contra o militarismo, contra a NATO e o aumento dos impostos ligados ao sector militar. Uma manifestação pela paz e contra a guerra venha ela de onde vier. Neste contexto interessa perceber o papel – ou os papéis da NATO – e do militarismo norte-americano e europeu. É esse o âmbito deste artigo que traduzimos do jornal anarquista em língua castelhana Todo por Hacer.

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(PRAMEN) “NÃO PODEMOS SOBREVIVER A ESTA GUERRA SEM A AJUDA MÚTUA”, CONVERSA COM UM ANARQUISTA BIELORRUSSO DA OPERAÇÃO SOLIDARIEDADE


Após a eclosão da guerra, os anarquistas na Ucrânia lançaram a “Operação Solidariedade” para ajudar os combatentes e outras pessoas que necessitavam de ajuda. O que é que a organização faz e o que deve ser salientado sobre esta iniciativa? Por que é que a ajuda mútua é importante, mas ainda não está generalizada? O que é que há de errado com o nacionalismo e como nos podemos opor a ele? Conversámos sobre isso com o nosso companheiro que usa o pseudónimo de Gremlin. Em novembro de 2020, ele fugiu da Bielorrússia para Kiev e agora juntou-se à resistência à agressão russa.

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Carta a um companheiro sobre a guerra na Ucrânia (e a posição do Portal Anarquista neste contexto)


Caro F.

Desde o inicio desta guerra entre os anarquistas as posições não são unânimes. Como nunca o foram no caso de outros conflitos anteriores. Mesmo sobre a Palestina há divergências, como houve sobre a I Guerra Mundial ou sobre a resistência ao lado dos estalinistas na II Guerra Mundial. A análise que tem que ser feita é outra e é bem mais complexa do que uma mera pintura a preto e branco. Na minha opinião considero que vários anarquistas continuam ainda enfeudados a uma lógica de esquerda e direita que não faz qualquer sentido. Maidan foi um movimento contra o regime pró-russo e pela liberdade que, rapidamente, foi aproveitado por forças de extrema-direita, nacionalistas, que encontraram ali – como em toda a antiga URSS e em muitos dos países que antes formavam o “mundo soviético” – o fermento para crescerem. Em quase todas as zonas antigamente controladas pela União Soviética, o nacionalismo aparece quase sempre exacerbado e, se há vezes em que está ligado claramente a forças de extrema-direita, a esquerda também não lhe é nada indiferente. É um nacionalismo identitário com base no território, na língua e na cultura, de que consideram ter sido espoliados, não muito diferente de outros nacionalismos, por vezes ditos de esquerda, como o basco, o palestino ou o curdo.

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KRAS russa denuncia anarquistas russos na Ucrânia de divulgarem nomes e endereços de militantes da secção russa da AIT que se opõem à “política expansionista do bloco da NATO”


Segundo uma informação partilhada na página oficial da AIT, em inglês e em espanhol, a secção russa da AIT, KRAS, emitiu um comunicado onde acusa dois anarquistas russos, que vivem na Ucrânia, de terem revelado publicamente nome e endereços de anarquistas russos na internet, que se opõem ao apoio militar ocidental à Ucrânia e à “política expansionista do bloco da NATO”.

A fricção entre  a diversas posições existentes no campo anarquista – sobretudo entre os que militam em organizações localizadas na Ucrânia, Rússia e Bielorússia, sofrendo todo o tipo de ataques e tendo que dar resposta a situações concretas – já era esperada. No meio do mês de Abril, M. Ricardo Sousa escreveu na Rede Libertária um texto, posteriormente publicado pelo Portal Anarquista, onde refere o antagonismo entre visões diferentes daquilo que acontece na Ucrânia seja no campo da esquerda, seja no campo do próprio anarquismo. Duas visões que – mesmo não sendo a preto e branco – deixarão marcas para o futuro.

Eis o texto da Secção Russa (KRAS) da AIT (uma organização anarco-sindicalista internacional histórica que nos últimos anos viu a sua ação e representatividade muito diminuída, depois da saída da CNT espanhola e de outras organizações, como a USI italiana, que constituíram a CIT):

MAIS UMA VEZ SOBRE “ANARQUISTAS” QUE ESQUECEM OS PRINCÍPIOS

A seção da Associação Internacional de Trabalhadores na região russa apela ao boicote aos provocadores e vigaristas que se escondem atrás do nome “anarquistas” e que denunciam os ativistas da nossa organização.

A nossa posição contra a guerra que as oligarquias capitalistas travam pela divisão do “espaço pós-soviético” é recebida com compreensão e apoio pelos anarquistas internacionalistas da Ucrânia, Moldávia e Lituânia, com quem mantemos contatos.

Mas desde o início da guerra russo-ucraniana, os ditos “anarquistas”, que abandonaram a tradicional posição anarquista internacionalista de derrotar todos os estados e nações e apoiam uma das partes em conflito, lançaram uma campanha de difamação contra a nossa organização.

Por exemplo, os ex-anarquistas Anatoly Dubovik e Oleksandr Kolchenko que vivem na Ucrânia publicaram os nomes e endereços dos nossos ativistas na Internet aberta. O primeiro escreveu o texto em causa e o segundo aprovou-o e publicou-o na sua conta no Facebook. O pretexto foi o facto da nossa organização assumir uma posição internacionalista consistente e condenar tanto a invasão russa da Ucrânia e o nacionalismo ucraniano como a política expansionista do bloco da NATO.

Os senhores Dubovik e Kolchenko tentaram descaradamente e com desfaçatez caluniar a nossa seção da AIT, sem nenhuma razão, tentando-nos atribuir uma posição em defesa do Kremlin. Ao mesmo tempo, admitem que estamos a apelar aos soldados ucranianos e russos para que se recusem a lutar.

Isto significa que estes anarquistas imaginários, ao publicarem os endereços de ativistas anti-guerra localizados na Rússia, estão a incitar diretamente os serviços secretos russos e elementos dos grupos nacionalistas a voltarem-se contra eles, como oponentes da guerra, e a tratarem-lhes “da saúde”! Sob as condições de constante perseguição, demissões, ameaças e represálias físicas contra quem defende o antimiitarismo na Rússia, tais ações equivalem a uma denúncia real e uma indicação direta das pessoas para quem as forças repressivas devem voltar sua atenção.

Mais uma vez, os nacionalistas de ambos os lados da guerra, seguindo a lógica de “quem não está connosco está contra nós”, estão de acordo para destruirem em conjunto os seus principais adversários: os internacionalistas que se recusam a escolher entre os estados em guerra e as camarilhas burguesas, entre a peste e a cólera.

Os anarquistas de todo o mundo devem estar cientes dos atos vergonhosos dos informadores-provocadores e de uma vez por todas recusarem-se a ter alguma coisa a ver com eles, expulsando-os para sempre do meio anarquista e enviando-os para seus patrocinadores e chefes dos serviços secretos e da polícia secreta!

A declaração foi aprovada num referendo aos militantes do KRAS-AIT