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“Fascínio”, o último documentário do colectivo Left Hand Rotation é dedicado ao turismo massificado de Sintra


FASCÍNIO from Left Hand Rotation on Vimeo.

Desde o coletivo Left Hand Rotation (baseado em Lisboa) enviamos o
nosso último documentário, “FASCÍNIO” (2018).

Sintra: 30.000 habitantes. Mais de 3 milhões de turistas por ano.

Fascinados pelo final do mundo conhecido, pelos segredos escondidos nos
subterrâneos, uma multidão aproxima-se de Sintra. Os rastos das suas
vivências inundam um destino prestes a colapsar e colocam-nos perante o
dilema. Continuar a gerir a demora do inevitável? Ou penetrar na serra?

Quem acreditar no seu mistério, encontrará na novidade do que é muito
antigo, caminhos esquecidos, a fuga ao eterno retorno.

FASCÍNIO, uma longa metragem documental do colectivo Left Hand Rotation
(http://www.lefthandrotaton.com), produzida pela Criaatividade Cósmica
para o Festival Aura.

Obrigado

Coletivo Left Hand Rotation
www.lefthandrotation.com
www.museodelosdesplazados.com

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(Porto) Este sábado vai-se falar de decrescimento


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CONVITE

O DECRESCIMENTO VEM AO PORTO

7 de Julho, duas sessões: Espaço Gazua e Gato Vadio

Descobrimos, nas últimas semanas de preparação deste encontro, que o decrescimento é um tema que já vinha interpelando muitos de nós. Esse interesse contrasta com a religião laica do crescimento diariamente praticada pelo Estado e pelos meios de comunicação. Embora aparentemente incontestada, essa crença expõe hoje a sua falência nos planos ecológico, sócio-económico e simbólico.

Ao longo dos anos, disseram-nos que vivíamos numa sociedade miraculosa, onde o crescimento tudo assegurava: o bem-estar e a igualdade de oportunidades, a democracia e a sociedade de consumo para todos. A nenhum de nós escapa que tudo isso está na iminência de se perder, embora os sacerdotes do «Crescimento» continuem a invocar os mesmos deuses. E como acontece com as divindades que já não parecem capazes de operar prodígios, estas começam a pedir-nos sacrifícios, enquanto tudo se torna mais caótico, mais imprevisível e presa de novos «homens fortes».

Podemos contrariar o enlouquecimento geral trazido pelo fim iminente da «sociedade de crescimento» que as fontes energéticas fósseis instalaram e agora já não podem assegurar. Podemos ainda travar a destruição, hoje extrema, dos ecossistemas de que os humanos dependem. Podemos criar alternativas à entrada da sociedade na desigualdade nunca antes vista, nos autoritarismo e nacionalismo crescentes, na xenofobia, na guerra e no fascismo tecnológico. E, mudando de rumo, podemos construir vidas felizes mesmo sabendo que os recursos disponíveis serão menos abundantes a breve prazo.

Ao contrário da globalização, o decrescimento viceja na pequena e na média escala: nas bio-regiões, nas comunidades locais, nos circuitos de proximidade, na resiliência dos espaços locais e regionais. Por isso convidámos os nossos amigos da «Rede Decrecemento Eo-Navia, Galiza, O Bierzo». São nossos próximos no ecossistema, na língua, nos problemas partilhados. Queremos conhecer a origem, o percurso e os objectivos dessa rede de decrescimento. Queremos, também aqui, construir redes de decrescimento.

Eis o programa:

Sábado, 7 de Julho, às 16h, no Espaço Gazua (Rua João das Regras, 151):
Apresentação da Rede de decrecemento Eo-navia, Galiza i O Bierzo e do 1º Congresso do Decrescimento.
Debate sobre bio-regiões, redes de resiliência e organização de iniciativas de decrescimento, com Álvaro Fonseca, Iolanda Teijeiro Rey e Miguel Anxo Abraira.


7 de Julho, às 21h30, no Gato Vadio (
Rua do Rosário, 281):
O decrescimento: escolha colectiva ou inevitabilidade? Um debate com Jorge Leandro Rosa, Miguel Anxo Abraira e Iolanda Teijeiro Rey.

(Participantes: Álvaro Fonseca, activista eco-social,  ex-docente universitário na área das ciências da vida, Portugal; Jorge Leandro Rosa, ensaísta e tradutor, membro da direcção da Campo Aberto, Portugal; Miguel Anxo Abraira, activista do decrescimento, Associação Véspera de Nada, Galiza; Iolanda Teijeiro Rey, activista do decrescimento, Galiza)

Página do evento (em constante actualização):         

https://www.facebook.com/events/217635588847920

(memória libertária) Suplemento semanal de “A Batalha” disponível online


Capturar

As duas séries d’ A Sementeira (1908-19), a Germinal (1916-17), o suplemento d’A Batalha (1923-27) e a Renovação (1925-26), quatro revistas fundamentais para a história da disseminação do ideário anarquista e do desenvolvimento do movimento anarco-sindicalista português ao longo das primeiras décadas do século XX, já podem ser integralmente consultadas e pesquisadas online.

http://ric.slhi.pt/A_Sementeira/revista
http://ric.slhi.pt/Germinal/revista
http://ric.slhi.pt/Suplemento_de_A_Batalha/revista
http://ric.slhi.pt/Renovacao/revista

Novo site e arquivo da revista “A Ideia”


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Arquivo: https://aideia.blog/arquivo-2/i-serie/

Suplementos: https://aideia.blog/suplementos/

Site: https://aideia.blog/

A revista “A Ideia” foi o primeiro órgão de imprensa anarquista a ver a luz do dia após o 25 de Abril de 1974 em Portugal. A revista já estava a ser preparada em França quando se deu o 25 de Abril. Foi-lhe introduzido um texto referente ao golpe militar e distribuída durante o mês de Maio de 1974 (data, aliás, que figura no cabeçalho).

A revista na sua primeira série aborda temas relacionados com o anarquismo militante, dando a conhecer a biografia de muitos deles, a maior parte caídos no esquecimento ou desconhecidos dos militantes mais novos.

Mais tarde, a revista abordará temas mais teóricos, ligados ao ambiente, à ecologia social, ao municipalismo libertário, assumindo-se posteriormente como uma revista cultural, embora situada ainda no espaço libertário.

Apesar de todas estas variantes é uma das publicações libertárias (a par com a Batalha) de maior longevidade no território português.

“Títeres desde Abajo”: um ano depois estiveram em directo com sessões em dezenas de países


Um ano depois da detenção dos dois marionetistas por “enaltecimento de terrorismo”, quando os membros de “Títeres desde Abajo” foram para a prisão porque uma marioneta exibiu um cartaz onde estava escrito Alka-ETA durante a representação de “A bruxa e D. Cristobal”. Estiveram presos durante cinco dias.

Agora, um ano depois do ocorrido, que evidenciou tensões internas na equipa municipal de Madrid na forma como abordar o caso, o Teatro del Barrio acolheu ontem (domingo, 5 de Fevereiro) a representação da obra, seguida de uma mesa redonda com a participação dos advogados dos marionetistas e diversas organizações que têm feito levantar a sua voz contra a repressão que, em termos de liberdade de opinião, se vive no território espanhol.

Esta representação foi transmitida em streaming e vista em dezenas de países, onde foram organizadas sessões públicas com debates sobre o caso dos “Tiriteros desde Abajo”. Em Portugal essas sessões ocorreram em Lisboa, na Disgraça, e em Coimbra, no CITAC.

daqui (com alterações e acrescentos): http://www.eldiario.es/madrid/titiriteros-representan-obra-llevo-prision_0_608589970.html

(20 de Janeiro de 1937) Em solidariedade com a revolução espanhola: anarquistas portugueses sabotam ministérios e empresas colaboracionistas com Franco


 

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Foi há 80 anos. Em solidariedade com a Revolução Espanhola e contra o governo e os grupos que em Portugal colaboravam com o fascismo espanhol, uma vaga de actos de sabotagem, realizada por grupos anarquistas, na noite de 20 e na madrugada de 21 de Janeiro de 1937, mostrou que era possível ir além das meras palavras de circunstância.

(mais…)

(França) Reportagem da ‘guilhotina.info’ sobre a manifestação do fim de semana passado na ZAD de Notre-Dame-des-Landes


#França: Forte mobilização em resposta às ameaças de expulsão da #ZAD de NDDL [Relato e Fotos de Guilhotina.info]

Várias dezenas de milhares de pessoas rumaram no sábado a Notre Dame Des Landes em resposta às ameaças do estado francês de começar em breve as operações de expulsão da ZAD (Zona A Defender).

O fim-de-semana de resistência [bit.ly/2d15yd9] começou sábado pela manhã com marchas a sair de três pontos em redor da ZAD nas quais participaram, segundo a organização, cerca de 40 000 pessoas. À insistência do estado francês em avançar com este projecto inútil de um novo aeroporto em Nantes para servir o oeste de França, que conta já com um número excessivo de aeroportos, pessoas de toda a França e de muitas outras partes respondem com solidariedade e determinação.

Um dos mais importantes elementos deste movimento de solidariedade são os comités locais de apoio à ZAD, que existem já em dezenas de cidades francesas. Para além de ajudarem nas mobilizações, estes comités estão prontos para agir, no imediato, em resposta às operações de expulsão – manifestações em várias cidades estão agendadas para o próprio dia em que estas comecem. Foram também comités locais e outros grupos solidários que montaram as cantinas comunitárias que, no final das marchas, serviram (a preço livre) a multidão reunida nos campos próximos à quinta de Bellevue, um dos lugares mais emblemáticos da ZAD, onde agricultores locais e zadistas resistiram bravamente às expulsões de 2012. Várias bancas de comités anti-repressivos (que dão apoio a quem sofre de problemas legais) e pontos com informações sobre várias lutas e temáticas foram também montadas no local.

O lema desta mobilização foi “Que ressoem os cantos dos nossos bastões!” (“Que résonnent le chant de nos batons!”), tendo sido apelado aos manifestantes para trazerem consigo “bastões”. Com esses bastões, num gesto simbólico, foi construído um muro à volta de um desses campos. Durante o resto da tarde realizaram-se várias actividades, festas tradicionais bretãs e concertos com grupos de vários géneros. As actividades continuaram durante todo o dia de domingo, com oficinas de construção, discussões e muito mais!

Para quem esteve presente na ZAD este fim-de-semana, uma coisa ficou clara – os e as habitantes da ZAD, e as dezenas de milhares que as apoiam, estão determinados e vão bater-se até ao fim por aquilo que lá construíram nos últimos 9 anos. E não há lei, decisão judicial nem referendo-decidido-à-partida [bit.ly/2d7FKXC] que valha ao estado francês no momento de enfrentar estas gentes. Em Notre Dame des Landes, não há espaço para o aeroporto, e muito menos para o seu mundo!

Para informações actualizadas sobre o movimento, seguir as páginas ZAD Partout, Non à l’aéroport à Notre Dame des Landes e ACIPA.

aqui (também versão em inglês e mais fotos):  https://www.facebook.com/guilhotina.info/photos/?tab=album&album_id=1059649744151501

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