pedagogia

(no aniversário da morte de Francisco Ferrer) Viva a Escola Moderna!


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Barcelona, 13 October 1909. (Flavio Costantini, 1965. Tempera, 50 x 64 cm)

As ideias de Ferrer Guardia, fuzilado em 1909, foram o início do desenvolvimento de uma pedagogia do livre pensamento.

Julián Vadillo , historiador

A 13 de Outubro de 1909 era fuzilado nos fossos do castelo de Montjuic, o pedagogo libertário Francisco Ferrer Guardia. Tinha sido acusado, julgado e condenado como sendo o instigador dos acontecimentos ocorridos em Barcelona entre 26 de Julho e  2 de Agosto desse mesmo ano, no que ficou conhecido como a Semana Trágica de Barcelona. Não era a primeira vez que Ferrer enfrentava um tribunal, acusado de algo que não tinha cometido. A diferença com as ocasiões anteriores foi que, em Outubro de 1909, o objectivo cumpriu-se: fuzilar Ferrer.

Mas quem era esse Ferrer Guardia que alguns sectores da sociedade espanhola tanto odiavam? Que tinha feito Ferrer para que o seu destino fossem os fossos do temido castelo de Montjuic?

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Agostinho da Silva, pensador libertário, nasceu há 110 anos


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“No político, distingo dois momentos, o do presente e o do futuro. Principiando pelo segundo desejo o desaparecimento do Estado, da Economia, da Educação, da Sociedade e da Metafisica; quero que cada indivíduo se governe por si próprio, sendo sempre o melhor que é, que tudo seja de todos, repousando toda a produção por um lado no amador, por outro lado na fabrica automática; que a criança cresça naturalmente segundo suas apetências.”
Agostinho da Silva, Textos e Ensaios Filosóficos, II

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Agostinho da Silva nasceu faz hoje exactamente 110 anos. O pensador, o filósofo, o pedagogo, enfim, o homem multifacetado, desenvolveu ao longo de várias décadas uma actividade intensa em nome da liberdade e do ser na sua plenitude. Não confundia educação com ensino, nem dignidade com resignação. Segundo António Cândido Franco (director da revista libertária “A Ideia” e autor da monumental biografia sobre Agostinho editada há um ano), que ainda há um par de semanas falou na BOESG, em Lisboa, sobre Agostinho da Silva, foi precisamente a faceta libertária – embora sem nunca a reivindicar – o que mais marca este homem da cultura, da educação, da filosofia, mas também da interacção política.

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(Vídeo e livro) Ferrer y Guardia e a Escola Moderna


A 13 de outubro completaram-se 106 anos do assassinato por fuzilamento do pedagogo anarquista Francisco Ferrer y Guardia. Assassinado em um contexto de levante social contra o militarismo, em decorrência da guerra em Marrocos, Ferrer foi morto por acreditar que era possível construir um novo mundo. O pedagogo anarquista colaborou ativamente com a criação de projetos educacionais e políticos, tendo participado de diversas organizações pedagógicas, sendo sua principal contribuição, a criação da Escola Moderna.

A Biblioteca Terra Livre teve o prazer de publicar a primeira tradução para o português da obra “A Escola Moderna” escrita pelo próprio Francisco Ferrer, após o fechamento da Escola pelo governo espanhol. O livro conta com prefácio de Silvio Gallo (Unicamp), principal pesquisador e divulgador da pedagogia anarquista no Brasil nos último anos.

ferrerCom o intuito de difundir ainda mais os ensinamentos de Ferrer, realizamos a promoção do livro “A Escola Moderna”. Na compra deste, o leitor receberá em sua casa, além do livro, uma cópia do documentário “Francisco Ferrer y Guardia, uma vida para a liberdade”, que relata a vida e obra do pedagogo racionalista catalão.

O pacote: LIVRO + FILME + frete (para qualquer lugar do Brasil) sai por R$25 (vinte e cinco reais). A promoção vale até 31 de outubro de 2015. Para adquirir seu livro entre em contato através do email livrariaterralivre@gmail.com

Mais informações sobre o livro em:
http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/editora/a-escola-moderna/

Viva a Escola Moderna!

aqui: http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/post/2015/10/14/106-anos-sem-francisco-ferrer/

(Lisboa) Conversa sobre o pedagogo anarquista Francisco Ferrer na Casa da Achada esta sexta-feira


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O educador Eupremio Scarpa vai à Casa da Achada, em Lisboa (Rua da Achada, 11) falar sobre a escola moderna criada e desenvolvida pelo anarquista catalão Francesc Ferrer i Guardia, que morreu fuzilado pelo Estado espanhol, em Montjuich (Barcelona) a  13 de Outubro de 1909. A conversa vai decorrer na próxima sexta-feira, dia 9 de Outubro, às 18,30h.

https://www.facebook.com/events/1675431536079158/

sobre Francisco Ferrer: http://redelibertaria.blogspot.pt/2009/10/francisco-ferrer-i-guardia-fundador-da.html

relacionado: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2014/12/15/memoria-libertaria-a-escola-operaria-francisco-ferrer-de-evora/#more-7845

(Évora) Como um jovem de 12 anos interpelou uma professora ignorante numa aula de História


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Os anarquistas sempre consideraram a educação como um instrumento fundamental para a libertação individual e colectiva do ser humano, em contraponto com a escola considerada como um lugar de reprodução dos saberes e dos valores do sistema capitalista e autoritário que diariamente combatemos.

Nada mais esperamos da escola, enquanto instituição autoritária e reprodutora do sistema social em que estamos inseridos, do que uma mera transmissão de conhecimentos, muitos deles, é verdade, totalmente inúteis ou completamente desactualizados. A escola ensina o passado às gerações que vão construir o futuro.

Apesar disso, todos os anos, muitos milhões de jovens estudantes ingressam nas escolas, num sistema de ensino que, na maior parte dos países desenvolvidos, se foi tornando obrigatório.

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Rua Francisco Ferrer na Cova da Piedade


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Em meados de Outubro (de 2014) foi recolocada a placa toponímica da rua Francisco Ferrer. Agora uma placa descritiva, com alguns dados sobre o grande pedagogo e pensador anarquista catalão. Decorriam 105 anos sobre o seu fuzilamento em Montjuich.

O companheiro Manuel Vieira foi o promotor desta alteração. Dando voz ao desejo de inúmeros companheiros contactou em Junho a Câmara de Almada e desde então manteve persistentemente esse contacto na procecussão desse objectivo.

Logo após a implantação da República, por iniciativa de um grupo de cidadãos ligados à Associação do Registo Civil, a Câmara Municipal de Almada atribuiu o nome de Ferrer a uma rua da Cova da Piedade. De resto, nesse período, muitas cidades do País colocaram o nome do professor catalão na sua toponímia local (Évora, Guimarães, Fafe, Guarda, Lisboa, Tavira, Torres Vedras e até Lourenço Marques). Interessante foi o caso da Câmara de Lisboa (cuja composição era à data maioritariamente republicana) que na sessão de 21 de Outubro de 1909 aceitou os pedidos de várias representações (Comissão paroquial republicana do Campo Grande, Junta paroquial da Ajuda, Grémio da Mocidade Liberal e diversos na qualidade de munícipes) e deliberou dar a uma rua o nome de «Francisco Ferrer». Esse propósito acabou por ser rejeitado pelo Governo Civil, em 24 de Novembro, suscitando grande polémica. Só a 4 de Setembro de 1913 esse propósito foi concretizado. Com o advento do Estado Novo o nome de Ferrer foi banido de todas as ruas do país.

Tanto quanto julgamos saber de imediato, após o 25 de Abril, a Câmara de Almada, por iniciativa de um grupo de cidadãos, repôs a toponímia republicana, mas sem menção ao pensamento que esteve na base do seu prestígio como pedagogo

Recentemente também a Câmara Municipal de Lisboa voltou atribuir a uma rua no Alto dos Moinhos o topónimo «Rua Francisco Ferrer», mas com uma inscrição algo controversa – (Pedagogo e Político) acrescido do ano de nascimento e morte (1859 – 1909).

(Publicado no jornal “A Batalha”, nº 262, Novembro/Dezembro de 2014)

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A Rua Francisco Ferrer, na Cova da Piedade, inicia-se no Largo 5 de Outubro e termina no Largo da Romeira.