estado espanhol

Enciclopédia Histórica do Anarquismo Espanhol disponível na internet


Miguel Iñiguez - Enciclopedia historica del Anarquismo español. Asociacion Isaac Puente [2008]

Estão disponíveis na internet os três volumes da Enciclopédia Histórica do Anarquismo Espanhol, de Miguel Iñiguez. O download pode ser feito na totalidade ou volume a volume.

aqui: https://mega.nz/#F!8NgnECDR!_-CXx4fscr3y3s4qaAPz6w

 

(Lisboa) Crónica da sessão contra a repressão no Estado Espanhol realizada na ‘Disgraça’ este domingo


integrantes-titeres-abajo-ahora-encarcelados_ediima20160209_0812_18

A “Disgraça” acolheu no domingo passado um evento organizado pela secção portuguesa da AIT sobre a repressão actual no estado espanhol. O evento consistia na retransmissão do espectáculo de marionetas da companhia «Títeres desde Abajo», que representaram de novo a sua obra «La bruja y don Cristóbal en Madrid», e uma mesa redonda sobre a repressão anti-terrorista. Vários colectivos explicaram a realidade da repressão no estado espanhol. Entre eles, destaca-se o caso do Nahuel, que continua na prisão há mais de um ano. Ao contrário dxs outrxs acusadxs, o Nahuel é vítima do racismo institucional que pretende que existe um risco de fuga devido às suas origens.

(mais…)

Estado Espanhol: mais de 20 meios de comunicação social alternativos e críticos conjugam esforços para dar um “salto de escala”


 

diagonal

Mais de uma vintena de meios de comunicação social alternativos e críticos do Estado Espanhol estiveram reunidos no passado fim de semana em Madrid a fim de elaborarem uma estratégia que corresponda a um “Salto” em frente no media alternativos e que tem como base “a criação de uma cooperativa, de âmbito estatal, de meios de comunicação e o lançamento de um novo órgão de comunicação social de qualidade, incisivo, com novos formatos e feito a partir das premissas da economia social”, refere uma notícia publicada ontem no Periodico Diagonal (versão online), que esteve na origem desta iniciativa.

O objectivo do Encontro: “reconhecermo-nos numa forma similar de fazer comunicação e assentar as bases de um novo colectivo editor que torne possível um salto de escala”

Na reunião de Madrid estiveram presentes representantes de Diagonal, Pikara Magazine, El Salmón Contracorriente, Arainfo (Aragón), Directa (Catalunya), Praza Pública (Galiza), Último Cero (Valladolid), El Salto Andalucía, Galiza Ano Cero, Wiriko, Nodo50, SiberiaTV, La Marea, Pamplonauta (Nafarroa), La Entrevista del Mes, revista Ecologista, revista Pueblos, Viento Sur, Colectivo Burbuja, Ágora Alcorcón, Revista Bostezo, medios locales como Voces de Pradillo (Móstoles), Periódico de Hortaleza, El Desperttador, Periódico 15M, assim como diferentes rádios livres comunitarias.

Para estes activistas, o “Salto” que é preciso dar é mais do que uma simples rede de meios de comunicação alternativos. “É uma aposta para se alcançar uma escala maior graça a um olhar construído colectivamente” recordou Fernán Chalmeta, do colectivo editor de Diagonal, citado por este periódico na sua página na web.

“Com distintos meios de integração, desde a coordenação de coberturas jornalísticas e trabalhos de investigação conjuntos, passando por partilhar uma plataforma digital e uma publicação mensal em papel com edições locais, o encontro abordou as várias possibilidades em aberto a cooperação entre meios afins, evitar duplicidades e potenciar uma comunicação diferente em tempo de crise. Discutiram-se os passos e detalhes para a criação de uma federação de meios de comunicação, em forma cooperativa, que reordene o panorama mediático no Estado espanhol e no sul da Europa”, refere ainda a notícia.

Para Chorche Tricas, de Arainfo, frente a um cenário de concorrência “é necessário participar, cooperar, desenvolver este ecossistema que criamos com o Salto para crescermos desde a diversidade, o que é uma riqueza em si mesma. Entendemos o jornalismo como uma ferramenta à disposição do tecido social e dos debates e ideias que aqui surgem, como mais uma ferramenta que possibilita essas mudanças”.

“Desde Ultimo Cero, um meio de Valladolid que contribuiu como poucos para desmascarar as teias de corrupção do PP na região, definiram o encontro como “histórico”, um ponto de inflexão na criação de um “novo sujeito”, um novo colectivo que enfrente um desafio tão complicado como necessário: dar a volta à comunicação no Estado espanhol”, refere ainda o Periodico Diagonal.

(jjllmadrid) Em dia de greve de estudantes em Espanha: que a desobediência se espalhe!


capturar

Para amanhã foi convocada pelos sectores estudantis ligados aos partidos e ao reformismo sindical uma greve estudantil em Espanha. Uma greve simbólica que serve a agenda partidária e que poucos resultados terá para o dia-a-dia dos estudantes, como referem as Juventudes Libertárias de Madrid que fazem um apelo à desobediência e a acções mais eficazes.

*

Que a desobediência se espalhe

Morram as greves domesticadas (e a domesticação)

No reino da obediência tudo se repete, tudo se reproduz. Repetem-se o tédio e a rotina na sala de aula, no bairro ou no trabalho. E neste triste panorama, em que até as ferramentas de luta e ruptura da normalidade, tais como as greves, têm sido domesticadas, a obediência manda sem oposição.

Obediência é o Sindicato de Estudantes e as suas greves de um dia, que só servem para, face à imprensa, justificarem o seu papel traidor. Obediência enlatada é o que nos oferecem todas as organizações juvenis e estudantis (mas, sobretudo, senis) de carácter marxista, esperando poder ocupar o papel do Sindicato de Estudantes. Obediência é lutar pelas cadeias, querendo mudar as suas argolas, mas mantendo intacta a sua opressão: isso é o que significa lutar pela escola pública, pela educação do Estado, pela educação do empresariado e pelas suas necessidades.

Ataquemos a vida domesticada com que os empresários, os políticos (de qualquer partido) e os líderes estudantis nos brindam. Passemos por cima de partidos políticos e sindicatos. É hora de atacá-los e varrer a todos, não para estudar ou trabalharmos mais dignamente, mas para varrermos a opressão, a desigualdade e o tédio das nossas vidas. Acabemos com a escola, o trabalho e o mundo que dele precisa.

Estendamos a revolta dirigindo-a directamente contra o Estado e o Capital. Recuperemos a greve como um ponto de ruptura completa e ponto de encontro na luta dos explorados e exploradas, de forma a proclamarmos o fim da obediência.

Não às greves domesticadas, nem à domesticação!

Fim da obediência!

Juventudes Libertárias de Madrid

[1] https://juventudeslibertariasmadrid.files.wordpress.com/2016/10/que-cunda-la-desobediencia.pdf

tradução: agência de notícias anarquistas-ana (com alterações)

(livro) A solidariedade transfronteiriça no apoio aos refugiados espanhóis durante a Guerra Civil


Foi apresentado publicamente no passado sábado em Barrancos o livro da investigadora Dulce Simões “A Guerra de Espanha na Raia Luso-Espanhola” onde se relata a fuga para Portugal de grupos de refugiados, no início da guerra civil espanhola, para escaparem aos pelotões de fuzilamento dos generais golpistas espanhóis.

(mais…)

Foi há 41 anos o assalto às instalações consulares espanholas em Lisboa, Porto e Évora


espanha1

espanha-2

espanha-3

Há 41 anos, a 27 de Setembro de 1975, a indignação provocada em Portugal pelo fuzilamento em Espanha de cinco jovens antifascistas, dos quais três militantes da FRAP (um grupo maoísta) e dois militantes da ETA – e  depois do anarquista Salvador Puig Antich ter sido garrotado pelo regime franquista, em Março de 1973 – fez com que milhares de pessoas, de uma forma quase espontânea (as relações de grupo e de rede, bem como alguma comunicação social, também funcionaram), saíssem à rua em Lisboa, Porto e Évora destruindo as delegações consulares do Estado Espanhol e de algumas empresas de topo, como a companhia de aviação Iberia.

Em Lisboa, a multidão concentrou-se ao fim da tarde junto do consulado de Espanha, na Avenida da Liberdade, onde foi hasteada uma bandeira da FRAP e parte do recheio das instalações destruído, depois de ter sido forçada uma das janelas. De seguida, os manifestantes rumaram à Praça de Espanha, onde se situa a embaixada e a residência do embaixador, tendo manifestado a sua raiva contra as vidraças de várias empresas espanholas durante o trajecto.

A embaixada foi também rapidamente tomada, sem resistência, e o seu interior completamente devastado pelos milhares de manifestantes – oriundos de partidos da extrema–esquerda, mas também muitos anarquistas, portugueses e do Estado Espanhol -, que assim protestavam contra Franco e a ditadura fascista, anacrónica e desajustada, sobretudo para um país que a 25 de Abril de 1974 tinha visto alguns dos seus direitos e liberdades repostos e em que a pena de morte era considerada a mais extrema violação dos direitos humanos.

O video da RTP, no link em baixo, para além do valor das imagens, peca pelo texto, que não cumpre o rigor histórico, pretendendo insinuar que por detrás deste assalto às instituições consulares poderiam ter estado outros interesses que não os da indignação e os da revolta contra a ditadura franquista.

27set

Ver Vídeo: O significado do assalto à embaixada de Espanha | Memórias da Revolução | RTP

Ver também: http://kaosenlared.net/27-de-septiembre-la-noche-mas-larga

CGT espanhola solidária com as vítimas do acidente do comboio que ligava Vigo ao Porto


ng7567809

Ante o grave acidente de O Porriño

Desde o SFF (SECTOR FEDERAL FERROVIARIO) da CGT expressamos as nossas condolências aos familiares das pessoas falecidas no acidente ferroviário, entre as quais se encontram três companheiro (um maquinista de Comboios de Portugal, o filho de um revisor da Renfe e um revisor da Renfe) e desejamos a recuperação dos numerosos feridos.

Neste duros momentos para os familiares, amigos e pessoas próximas dos falecidos e para os feridos neste infeliz acidente, queremos expressar todo o nosso apoio como organização sindical, confiando num rápido esclarecimento dos motivos deste infeliz acontecimento.

No SFF-CGT continuaremos a insistir na necessidade de priorizar a segurança por encima de qualquer questão e no investimento em todas as medidas de segurança e actualização de infraestrutura e de material rolante que forem necessárias, para que o sistema público ferroviário conte com os melhores e mais actuais sistemas de segurança, e que não se volte a repetir mais nenhum acidente, tanto na rede convencional, como na de Alta Velocidade.

SFF-CGT

11-09-2016 (aqui)

ferrocarril