estado espanhol

(media) Colecção da revista “Bicicleta” (1977-1982) disponível em PDF


aqui: http://www.cgtmurcia.org/cultura-libertaria/anarkobiblioteka/cultura-libertaria/publicaciones-y-enciclopedias/1639-b-i-c-i-c-l-e-t-a-todos-los-numeros-1977-1982

A colecção completa da revista anarquista Bicicleta, cujo primeiro número se publicou em Madrid em 1977, em plena transição, está agora disponível em PDF.

Uma revista excelente que chegava também regularmente aos vários núcleos anarquistas em Portugal. Diversas edições têm artigos e destaques sobre a realidade portuguesa.

A Bicicleta publicou o último número em 1982 deixando um espaço aberto nas publicações anarquistas destinadas a um público mais amplo do que a militância tradicional.

Acto em Barcelona recorda esta sexta-feira os 45 anos do assassinato do anarquista Salvador Puig Antich


puig antich

No dia 2 de Março de 1974 o anarquista catalão Salvador Puig Antich foi garrotado às ordens do Estado Espanhol. Militante do MIL (Movimento Ibérico de Libertação), Puig Antich e os companheiros apoiavam as lutas autónomas dos trabalhadores, recuperando fundos e constituindo-se como um pólo de acção directa contra o regime fascista e capitalista.

Puig Antich foi o último revolucionário a ser condenado à morte através do método do garrote pelo regime de Franco.

45 anos depois a sua memória está viva e foi constituída em Barcelona uma Comisssão que organizou a homenagem que vai ter lugar já esta sexta-feira, dia 1 de Março, e no sábado, 2 de Março.

Na sessão desta sexta-feira, em que participam vários oradores e artistas, vai também  estar presente Francisco Fanhais, actual presidente da direcção da Associação José Afonso.

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Manifesto

Barcelona 2 de março de 1974 – 2 de março de 2019

“É projectando-nos no futuro, sentindo o peso do presente, que radica a nossa razão de ser” (Salvador Puig Antich, carta à sua irmã Marçona, escrita em Dezembro de 1973 na prisão Modelo de Barcelona)

No dia 2 de Março passam 45 anos da execução de Salvador Puig Antich na prisão modelo de Barcelona. Salvador, um membro do MIL (Movimento Ibérico de Libertação) foi um revolucionário anti-capitalista e libertário que direccionou a sua luta de acção autónoma no sentido da transformação radical da sociedade.

Desde 1974 muitas esperanças colectivas e sonhos foram frustrados e abortados, começando com a grande fraude social e histórica que foi a transição para a democracia herdada da ditadura que perpetua e mantém intacta a estrutura de dominação capitalista .

Ontem, como hoje, negam-nos a possibilidade e a capacidade de sermos nós mesmos, de sermos protagonistas das nossas vidas e da nossa história. Vivemos uma falácia de “liberdade” que apenas nos permite criticar o sistema, mas sem a possibilidade de nada mudar. Face à hegemonia do capitalismo global e corrupto, cada vez mais selvagem e explorador, que se afirma como a única alternativa de organização social e económica, temos que o enfrentar colectivamente através da auto-organização, da autogestão das lutas, da acção directa e da prática anti-autoritária, a fim de conseguirmos novos espaços que permitam desenvolver a alternativa de uma sociedade libertária futura.

O capitalismo global está a gerar uma nova escravidão para um grande número de pessoas que estão condenadas à miséria total, moral e económica. Nos últimos anos, o Estado espanhol tem-se envolvido de forma acelerada na repressão das liberdades e dos direitos fundamentais, e com o aumento de práticas autoritárias e reaccionárias.

Hoje, 45 anos após a sua morte, a sua memória vive em todos aqueles e aquelas que lutam contra a dominação exercida pelo capital e pelos seus lacaios em todas as suas formas. A sua memória, a sua vida imolada, eleva e enobrece esta luta desigual, mas inevitável e irrenunciável, contra as formas de dominação do capitalismo autóctone e global e dos seus servidores, no sentido da nossa verdadeira libertação, individual e social.

Comissão dos 45 anos do assassinato de Puig Antich”

aqui. https://45anys.salvadorpuigantich.info/

relacionado: https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2014/03/02/barcelona-salvador-puig-antich-assassinado-pelo-garrote-vil-ha-40-anos/

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2013/03/01/2-de-marco-de-74-puig-antich-o-ultimo-anarquista-a-ser-assassinado-pelo-garrote-vil-em-espanha/

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2016/09/01/nem-deus-nem-senhor-um-poema-de-joao-miguel-fernandes-jorge/

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Estes “espanholitos” andam malucos: retiram uma bandeira do Athletic de Bilbao em Villarreal por ter uma simbologia “quase anarquista” 


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Bandeira do Athletic retirada em Villarreal, segundo foi denunciado desde a conta de  twitter  @ikerardura.
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Um adepto do Athletic (Club de Bilbao) denunciou no twitter que no intervalo do jogo frente ao Villarreal, agentes da segurança levaram uma bandeira vermelha e branca com o A e o C sobrepostos, alegando que se tratava de simbologia “quase anarquista. Este tipo de actuações repetem-se com frequência nas deslocações dos adeptos bascos como relataram outros seguidores.

A LFP (Liga de Futebol Profissional)  presidida por Javier Tebas, simpatizante confesso de VOX, tem aplicado nos últimos anos uma normativa com cada vez mais restrições e sanções contra os adeptos que vão aos estádios.

O último caso denunciado roça o absurdo como relatava na sua conta de twitter ikerardura esta noite. O adepto vermelho e branco entrou no estádio da Cerámica com uma bandeira vermelha e negra em que o A e o C de Athletic Club se sobrepunham na parte esquerda. No intervalo, membros da segurança do estádio foram ao local onde a bandeira estava colocada para a retirarem e , ao protestar, explicaram-lhe que o faziam porque a Policia espanhola entendia que tinha uma simbologia “quase anarquista”

Acrescenta que ao tentar discutir com eles, ameaçaram-no com uma sanção de 3.000 euros..

Depois da sua denúncia, os comentários não tardaram em multiplicar-se e uma usuária relatava que no jogo da Copa frente ao Sevilha no Pizjuán retiraram-lhe uma bandeira com o lema «Beti zurekin»* alegando que não compreendiam o que queria dizer.

* Sempre com vocês, em basco. (Tradução Portal Anarquista)

Aqui: https://bilbotarra.naiz.eus/eu/info_bilbotarra/20190121/retiran-una-bandera-del-athletic-en-el-campo-del-villarreal-por-simbologia-casi-anarquista

(Estado Espanhol) Povoadores de Fraguas condenados a ano e meio de prisão


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O mundo rural está a reconfigurar-se. Hoje assistimos a um fluxo migratório desigual que está levando as aldeias de Espanha a um preocupante despovoamento e abandono. Isto não é novo, nem nos surpreende. Está a acontecer há mais de 70 anos. Contudo, é de admirar que também exista, ainda que minoritário, o processo migratório contrário e que haja pessoas que, cansadas da cidade e das relações sociais e de consumo que nela existem, optem por abandoná-la e habitar o campo.

Desta singularidade nasceu Fraguas – Documental, um trabalho audiovisual que podemos encontrar no Youtube (ver acima). Nesta reportagem-documentário entramos na aldeia okupada e reconstruida de Fraguas através do olhar dos personagens que a integram. Ao largo da narrativa da sua história, conheceremos o dramatismo da situação legal que estão a viver,  mas também as suas aspirações, sonhos e projectos. Veremos, pela mão dos seus protagonistas, o interessante processo demográfico da neoruralidade, a sua carga política e os conflitos a que se sujeitam aqueles que se expõem a construir um projecto  à margem do Estado.

Fraguas saltou para a agenda mediática após os seus novos povoadores enfrentarem um julgamento no qual a Junta de Castilla la Mancha pedia para eles uma pena de quatro anos de prisão. Estes grandes meios, que se fizeram eco da notícia, não aprofundaram acerca do que era Fraguas para além de uma aldeia ameaçada pela Junta. Em Fraguas – Documental, procura-se contar uma história mais profunda, que fale das expropriações do estado nos anos 60, da recuperação da terra, da autonomia, da autoorganziação, da ecologia, da construção de redes, da criação de uma comunidade e da resistência.

aqui: https://www.todoporhacer.org/documental-fraguas/

fraguas

FRAGUAS

A localidade de Fraguas e o seu termo, com uma extensão de 1134 hectares, foram expropriados pelo governo franquista em 1968 como um espaço de utilidade pública, forçando assim ao seu despovoamento. Posteriormente foi transferida para a Junta de Comunidades Castilla-La Mancha e em 2011 passou a fazer parte do Parque Natural da serra Norte de Guadalajara

Em 2013 estabeleceu-se na antiga aldeia um grupo de povoadores, o que abriu um litígio judicial com a  Junta depois de serem acusados de delito de usurpação do espaço, contra a ordenação do território e por danos ao meio ambiente.

A sentença em primeira instância do Tribunal Penal Nº 1 de Gudalajara condenou em Junho de 2018 os seis povoadores a um ano e seis meses de prisão, a uma sanção de 16 380 euros por delitos de usurpação do espaço público e a pagar a demolição das habitações. Em Agosto do mesmo ano os povoadores interpuseram um recurso que foi recusado pela Audiência provincial de Guadalajara já em Janeiro de 2019.

(ver https://es.wikipedia.org/wiki/Fraguas)

Espanha, o fascismo que vem da “transição”


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A “transição” espanhola não foi mais do que a passagem do poder franquista para os seus acólitos “democratas” e “socialistas” com medo duma ruptura e dum levantamento militar como o que aconteceu em Portugal. Em Espanha, mais do que em Portugal, o fascismo sempre ficou enquistado em todos os sectores do poder. Ao todo-poderoso Franco, carrasco da guerra civil, sucedeu o bobo monárquico Juan Carlos.

A Espanha de hoje, pró-fascista, reaccionária com presos políticos, rappers e marionetistas condenados por delitos de opinião, anarcosindicalistas acusados, operações policiais montadas contra anarquistas e ecologistas mostram bem o regime policial, pró-fascista em que o Estado espanhol, mais uma vez se transformou, como exemplo de repressão, intolerância e autoritarismo.

No dia em que passam 44 anos do assassinato do anarquista Salvador Puig Antich, às mãos de Franco e do garrote vil, a condenação do rapper Pablo Hasél a dois anos e um dia de prisão por “enaltecimento do terrorismo e injúrias à Coroa, às forças e aos corpos de segurança do Estado” não pode passar em branco.

Daqui reiteramos a nossa solidariedade com todos os que no Estado Espanhol são vítimas de perseguição, repressão e intolerância por parte dos que, pela força do Estado e da Justiça, detêm o poder desde a carnificina que foi a vitória fascista na Guerra Civil!

Viva a liberdade! Viva a liberdade de expressão e de opinião!

http://www.publico.es/actualidad/pablo-hasel-condena-pasare-5-anos-preso-delitos-opinion-jamas-claudicare-fascistas-mierda.html

http://www.cnt.es/noticias/cnt-contra-la-censura-y-los-ataques-la-libertad-de-expresi%C3%B3n

 

(Amor y Rabia) Contra o nacionalismo


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Para ler e download: CONTRA-EL-NACIONALISMO

A crise catalã acendeu nos meios libertários um intenso debate sobre o nacionalismo, o independentismo, a autodeterminação, o federalismo… Uma parte dos libertários apoia o desejo de autodeterminação dos catalães, outros veêm nas proclamações de independência mais uma manobra das classes dirigentes para perpetuarem o seu poder e mobilizarem os trabalhadores para objectivos que não os seus. No âmbito deste debate, de posições extremadas, por um lado e, por outro, de argumentação viva e sustentada, acaba de sair uma publicação em castelhano totalmente dedicada ao tema do nacionalismo. É uma leitura interessante que dá conta, historicamente, de como apareceram alguns dos nacionalismo modernos na Península Ibérica e de como, no Estado Espanhol, os libertários se têm situado neste confronto entre os nacionalismos e um mundo sem fronteiras.

http://revistaamoryrabia.blogspot.pt/

(CGT) ‘Libre Pensamiento’ com dossier sobre ‘Feminismos’


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Para ler e download: http://cgt.org.es/sites/default/files/LP%2091_0.pdf

“Libre Pensamiento”, a revista teórica da CGT espanhola, relativa ao Verão de 2017, já está disponível na internet. Esta edição – já vai no número 91 – dedica especial atenção aos feminismos na óptica do anarquismo.