trabalho

(Hospital Lusíadas) Trabalhador denuncia clima de “opressão, pressão psicológica, ameaças e xenofobia”


lusíadas

Recebemos de um companheiro devidamente identificado a carta de um trabalhador do Hospital Lusíadas em Lisboa que denuncia um clima de “opressão, pressão psicológica, ameaças e xenofobia” por parte da hierarquia. Este trabalhador prefere ficar no anonimato, por medo de eventuais represálias. Uma queixa neste sentido já seguiu para a ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho).

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(Uma exigência) 35 horas de trabalho para todos a pensar no horário das 30 horas semanais


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A luta por um horário de trabalho condigno na actual sociedade, que deixe tempo para os trabalhadores por conta de outrem exercerem outras actividades (lúdicas, de lazer, culturais, etc…) ou para dedicarem mais tempo aos filhos ou à família tem sido sempre um dos objectivos principais da luta dos trabalhadores portugueses. Impõe-se agora a luta pelas 35 horas para todos os trabalhadores, com vista às 30 horas de trabalho semanal a curto prazo, seja no sector público, seja no privado.

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(texto) Um breve apanhado do que defende o novo ministro da Finanças, Mário Centeno


cenetno

‪#‎AltPt‬  (via Guilhotina)

No livro “O Trabalho, uma Visão de Mercado”, diz-nos o conceituado ministro que o mercado de trabalho português têm vários problemas, entre os quais:

CONTRATOS A PRAZO | http://bit.ly/1ImvWYx

Segundo Mário Centeno “A segmentação entre trabalhadores que estão muito protegidos – em especial os mais velhos, com contratos permanentes – e trabalhadores quase sem proteção – em regra, mais jovens e com contratos precários – está no centro dos problemas do mercado de trabalho português” e que “A regulação é muito intrusiva e extravasa os limites dos objetivos económicos dos contratos de trabalho: redução do risco e da assimetria de informação e proteção dos investimentos. Esta regulação segmentou o mercado de trabalho. Dividiu os trabalhadores dentro das empresas entre os que têm contrato permanente e os que conhecem a data do fim da sua relação laboral”.

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(AIT/SP) Solidariedade com a luta dos trabalhadores do Metro!


Greve do Metro

Queremos transportes públicos para todos!

Factos:
– O preço dos transportes aumentou cerca de 25% nos últimos 3 anos;
– Há cada vez menos comboios e o tempo de espera é superior;
– Nas horas de ponta, os comboios vão apinhados e as pessoas são obrigadas a viajar sem condições;
– Os administradores do Metro têm salários milionários;
– Em dois anos o Metro despediu 170 trabalhadores/as e pretende despedir mais 190;
– A maior parte dos prejuízos do Metro devem-se ao pagamento de juros swap aos bancos, pois as receitas do Metro dariam para cobrir as despesas de salários aos trabalhadores/as e a manutenção de linhas, frota e estações, se não fosse a especulação financeira;
– Com a privatização à porta, espera-se um caderno de encargos anti-social para utentes e funcionários/as que piorará o serviço;
– As multas para quem não paga bilhete são exorbitantes e agora cobradas pelas Finanças;
– Há mais de 1 milhão e 500 mil desempregados em Portugal e 25% da população vive no limiar da pobreza.

Queremos:
– Reposição das composições cortadas e da frequência horária das mesmas!
– Fim da perseguição discriminatória e da criminalização de quem não pode pagar bilhete ou passe!
– Fim dos despedimentos e da precarização dos postos de trabalho!
– Auto-gestão dos serviços de transportes!

Temos os administradores das empresas de transportes cheios de mordomias: a comprarem carrinhos novos no valor de milhões e a culpabilizarem os trabalhadores e os utentes pelo péssimo serviço que é prestado. Não queremos pagar um serviço que já está pago com os nossos impostos e deveria ser gratuito. A mobilidade deveria ser um direito humano. Cada vez mais pessoas são obrigadas a sobreviver na miséria enquanto os ricos estão cada vez mais ricos!

Todos têm o direito a poder deslocar-se livremente pela cidade, usando os transportes públicos, sem serem multados, perseguidos pelos fiscais e pela polícia.

Exigimos melhores transportes públicos e gratuitos!
Exigimos dignidade! A luta dos trabalhadores do Metro também é a nossa!

(Comunicado AIT-SP) Trabalho forçado não!


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Contratos de Empregabilidade e Inserção

Eis um novo nome para trabalhos forçados e uma nova forma do Estado promover a precariedade dentro e fora dele. Contratos que não são de empregabilidade, porque não te garantem emprego, nem são de inserção, porque apenas és inserido na escravatura contemporânea.

Esta forma de terrorismo laboral serve para camuflar a verdadeira estatística do desemprego (tal como os cursos de formação e a emigração), para fomentar a desregulamentação laboral (tanto em salário, como em horário, vínculo e direitos), incentiva a desmotivação e a marginalização e não satisfaz as necessidades das pessoas.

Herdeira do ex-programa ocupacional de emprego (POC), ofende a dignidade dos trabalhadores chantageados pelo centro de (des)emprego que desempenham funções permanentes (ilegalmente) em autarquias, instituições estatais, entidades de “solidariedade” social (IPSS), em áreas como a saúde, escolas, segurança social (vão agora substituir 700 empregados), centros de dia, recolha de lixo, etc., e até na ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho). Por vezes são gozados pela entidade empregadora quando lhes dão expectativas de um contrato, o que é sempre uma farsa e pode criar quebras emocionais.

É um exército de voluntários à força para diminuir o poder reivindicativo e para aumentar o lucro não só do capitalismo de mercado, mas também do Estado.

Há cerca de 100 mil pessoas nesta situação ultrajante e ignóbil que não têm os mesmos direitos (de contrato, retribuição e protecção a acidentes/doenças profissionais…) do que outros assalariados com quem trabalham ombro a ombro, o que vai provocar atritos e divisões, em benefício de quem os explora a todos (“dividir para reinar”).

Não somos colaboradores, como agora nos chamam, não colaboramos com esta tortura social, a par com os estágios, as máfias das E.T.T. (empresas de terrorismo temporário), etc., mas o que podemos fazer além de denunciar este crime? Propomos que nunca se deixe de lutar quotidianamente, que nos auto-organizemos por locais ou empresas e usemos as tácticas eficazes da sabotagem, várias formas de greve (de zelo, por exemplo), solidariedade e acção directa, que há uma centena de anos atrás levaram à conquista de melhores condições de trabalho e de vida.

28/01/2015

AIT-SP

http://ait-sp.blogspot.pt/2015/01/trabalho-forcado-nao_30.html

(Uma posição anarquista) Em defesa da TAP pública, mas não do Estado


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Este sábado vai realizar-se uma manifestação em Lisboa contra a privatização da TAP. Solidários com os trabalhadores e com a função social da empresa, os anarquistas não consideram que a privatização seja uma solução, mas também criticam a gestão estatal, entregue aos partidos políticos e à sua casta de boys e girls. Defendemos, por isso, a socialização – e não a estatização – deste tipo de grandes empresas.

Os anarquistas são contra a propriedade privada dos meios de produção. Entendemos que a riqueza criada duma forma colectiva deve ser gerida e distribuída também de uma forma colectiva.

Embora sendo os anarquistas contra a propriedade privada, a tutela pelo Estado das empresas ou das grandes corporações também não nos parece ser uma boa solução. A estatização das empresas e a gestão estatal, com administrações nomeadas pelos governos, entregues à lógica política dos boys e das girls em representação dos partidos políticos, na maior parte dos casos sem a mínima noção dos sectores que vão gerir –  ou, se a têm, estão mais interessados em tirar dividendos partidários -, tem sido, como se comprova em Portugal, uma porta aberta para as privatizações.

Defendemos, por isso, a socialização das grandes empresas, sobretudo em sectores estratégicos, com uma gestão em que os seus trabalhadores estejam fortemente representados, mas também com representação dos sectores com elas directamente relacionados.

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Nós somos os 99%!


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«E eu pergunto aos economistas, políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?»  Almeida Garrett, “Viagens na minha terra”

O último relatório da OXFAM em que se revela que, já no próximo ano, 1 por cento da população mundial terá mais riqueza do que os restantes 99 por cento vem dar especial significado à expressão criada por um anarquista (David Graeber) e popularizada pelo movimento Occupy nos Estados Unidos: we are the 99%.

O relatório refere que este fosso entre os mais ricos e os mais pobres não pára de crescer (em 2006 a relação era de 2% para 98%, aqui). Segundo a OXFAM, as 80 pessoas mais ricas do mundo detêm tanta riqueza como os 3.500 milhões (três mil e quinhentos milhões) das mais pobres.

Quando se trata de sacrifícios é comum ouvirmos que a crise obriga a que todos tenhamos que nos sujeitar a cortes nos salários, aumento da jornada de trabalho, impostos a dobrar, desemprego e tudo o mais. Todos não: há sempre um grupo todo-poderoso que ganha com as crises e que a austeridade nunca afecta, mas, antes pelo contrário, continua a acumular (e cada vez mais) lucros fantásticos.

Se da riqueza que produzimos uma parte importante vai sempre para o bolso dos patrões (através das mais valias) ou para o Estado (através dos impostos) a acumulação crescente de riqueza por parte de um número tão pequeno de grandes capitalistas significa que a exploração que sentimos na pele é também crescente e que cada vez afecta mais trabalhadores e mais pessoas a nível mundial, colocando a muitos em patamares de fome, má nutrição, miséria absoluta.

Cada vez tem mais actualidade a velha pergunta formulada por Almeida Garrett: “quantos pobres são necessários para produzir um rico?”. E a resposta é evidente: para haver um rico é necessário que existam cada vez mais pobres. Indicam-no os estudos, mas indica-o também a nossa percepção, a percepção de quem percorre as ruas dos nossos bairros, das nossas cidades e dos nossos países e vê por todo o lado miséria e exclusão por entre pequenos oásis de luxo e riqueza, geralmente fortemente protegidos. Muita miséria e muita exclusão lado a lado com a riqueza por todos produzida, mas de que um pequeno punhado se apropriou e apropria diariamente. Claro, enquanto os de baixo, os explorados e espoliados de todo o mundo consentirmos. E não será já tempo de acabarmos com este fosso e fazermos com que a riqueza seja distribuída de forma mais igualitária entre todos?

Arregacemos, então, as mangas…

David Santos (por email)

Neoliberalismo