alentejo

“Realismo socialista” abjecto


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O “realismo socialista” deu nisto. Um presidente de Câmara da CDU que se deixa fotografar, numa propriedade gerida pela Câmara de Moura, a que preside, numa caçada a veados protagonizada por “clientes” belgas, um primo e um antigo presidente de Câmara e deputado do PSD (agora dirigente sportinguista…).

Há uns anos havia diferença entre quem lutava contra o fascismo e quem participava nas caçadas do Américo Tomás quando este vinha ao Alentejo. Hoje não. O “realismo” e o possibilitismo deu nisto:nesta mistura de águas em que um presidente de Câmara da CDU se comporta como qualquer presidente de Câmara do CDS. Ainda há alguns tempos o mesmo presidente de Câmara mandava pôr colchas no edifício da Câmara para a passagem da procissão.

Mas voltando a esta imagem, publicada pelo próprio presidente de Câmara, no seu blogue: porque é que ela me faz tanto lembrar a fotografia do rei de Espanha publicada há uns anos aquando duma caçada aos elefantes algures em África?

(através de Luis Bernardes)

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(José Estevão) “O anarquismo terá que ter futuro”


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José Estevão é um anarquista português, a viver há mais de quatro décadas na Holanda, país onde se refugiou como refractário à guerra colonial. Alentejano, natural da vila mineira de Aljustrel, tem uma actividade militante quotidiana em Amesterdão – actualmente tem estado muito activo no apoio aos refugiados –, mas visita regularmente Portugal, tendo participado no Encontro Libertário de Évora, realizado em Maio passado. Recentemente foi entrevistado por companheiros chilenos (da Federação Anarquista Local de Valdivia) , uma entrevista que traduzimos agora para português.

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(1918) A greve geral em Vale de Santiago e o assassinato de Sidónio Pais


 

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Bilhete-Postal de 1919, retratando o assassinato do Presidente Sidónio Pais na Estação Ferroviária de Lisboa-Rossio, no dia 14 de Dezembro de 1918

Passam hoje 98 anos sobre o assassinato de Sidónio Pais, presidente da 1ª República e um dos precursores do fascismo europeu. A sua morte está ligada à greve geral de Novembro de 1918, que teve um eco particular no concelho de Odemira, no Vale de Santiago, e que foi violentamente reprimida. Num e noutro caso, aparece como figura destacada José Júlio da Costa, o alentejano que matou Sidónio Pais, na Estação do Rossio, em Lisboa, com 25 anos de idade.

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(in ‘Diário do Alentejo’) Deolinda Lopes Vieira, anarquista e feminista bejense


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Artigo publicado na edição do “Diário do Alentejo”, nº 1795, de 16/09/2016 (aqui)

outras referências a Deolinda Lopes Vieira:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Deolinda_Lopes_Vieira

espólio de Deolinda Lopes Vieira: http://www.ahsocial.ics.ulisboa.pt/atom/index.php/espolio-deolinda-lopes-vieira

(in memoriam) JOAQUIM PALMINHA SILVA (1945-2015)


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António Cândido Franco (*)

Faz hoje um mês que faleceu no hospital de Évora Joaquim Maria Palminha Silva. No dia seguinte, debaixo dum sol esplêndido e frio, foi a sepultar no cemitério dos Remédios, na entrada ocidental da cidade, essa mesma que ele tantas vezes visitava à procura das marcas próximas da sua infância. Antes houve missa de corpo presente numa daquelas igrejas soturnas e barrocas da cidade, tão sombrias e desoladas, a de São Tiago, com uma homilia aceitável para um homem que, não recusando o evangelho que recebera na infância, castigava com o riso a dogmática da Igreja. O ponto emocionante foi porém o instante em que dois familiares se adiantaram para cantarem a conhecida música de Jacques Brel, “Ne me quitte pas” em homenagem ao homem que partia para sempre.

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